Filmes vistos em 2014

    1. ohobbit2O Hobbit – A Desolação de Smaug, Peter Jackson – o maior elogio que pode-se fazer ao Hobbit, e que servia para a primeira parte também, é a unidade imprimida por Peter Jackson ao filme junto ao universo criado em O Senhor dos Anéis, dito isso, também necessita-se dizer que o grande problema da trilogia é a falta de trama para encher 3 filmes, além de problemas pontuais em personagens centrais. Ainda não consigo discernir os anões, além do antipático Thorin, e com isso fica difícil torcer pelos mesmos, não fosse o carisma de Martin Freeman e a presença iluminada de Gandalf (impressionante como o ator consegue dar leveza em determinados momentos e criar tensão em outros) ficaria muito difícil acompanhar o filme (saudades de Frodo, Sam, Pippin, Gillin e Aragorn), notem como nem mesmo os Elfos e os humanos conseguem criar empatia com o espectador. Mesmo se valendo de sequências caprichadas como as dos barris, o filme se perde em outras dezenas de sequências adicionadas/criadas somente para aumentar a duração do mesmo, com por exemplo a arrastada cena de Bilbo com Smaug num blablabla interminável que além de fazer o dragão perder impacto rende mais meia hora de uma longa sequencia de ação que não apresenta consequência nenhuma dentro da trama. 
    2. questaodetempoQuestão de Tempo, Richard Curtis – “How Long Will I Love You…” assim que terminei ao assistir uma das melhores surpresas que tive nos últimos meses, cantarolando uma das músicas da trilha desta adorável/inteligente/inovadora comédia romântica familiar (se é que este subgênero existe). Fico impressionado com o talento de Richard Curtis (roteirista de Quatro Casamentos e Um Funeral, Bridget Jones, Notting Hill e Simplesmente Amor) em criar personagens reais de fácil identificação com o espectador e colocá-los em situações surreais e ainda nos fazer torcer pelos mesmos. Como Curtis conseguiu fazer viagem no tempo e comédia romântica funcionarem na telona? Sem em momento algum nos questionarmos sobre salto temporal, efeito borboleta e etc. Mais uma vez apostando em um protagonista trágico cômico, no que se refere à vida amorosa, Tim é um guri/homem real, complexo em seus questionamentos, alegre, bobo e apaixonado que precisa lhe dar com a possibilidade de poder voltar no tempo, segredo lhe revelado por seu pai, mais uma participação iluminada de Bill Nighy, suas sequências finais me emocionaram bastante! Além do acerto na escalação do elenco, principalmente de Domhnall Gleeson (Tim), o roteiro de Curtis é uma pequena pérola sobre algumas condições humanas como “aproveitar o momento como se fosse único”, família e perdas, assim ele acabou por criar uma comédia romântica tipicamente inglesa, na qual temos os famosos coadjuvantes engraçados que cercam o casal protagonista, mas o filme vai além disso, em momento algum o filme torna-se cíclico em idas e vindas do romance do casal, claro que o carisma de Rachel McAdams, colabora bastante para identificação do casal, e de comédia romântica o filme vai se transformando numa dramédia de maneira orgânica, engraçada e emocionante. Imperdível!
    3. allislostAll is Lost, J C Chandor – começo cada vez mais a ficar mais curioso com o novato JC Chandor, após apostar em seu filme de estréia num tema contemporâneo como crise econômica, contando com um elenco numeroso e de rostos conhecidos (Margin Call – O Dia Antes do Fim) e, principalmente se saindo muito bem, Chandor vai na contramão e nos entrega um filme de sobrevivência como os recentes A Vida de Pi e Naúfrago, no entanto, o roteiro de Chandor não abre, em momento algum, mão da racionalidade e sobrevivência do seu personagem em detrimento de alguma fantasia/alívio cômico, aqui não há espaço para Richard Parkers ou Wilson. Claro que com isso o filme fica muito mais dramático e menos “digerível”, não há quase falas, porém Chandor apostou em Robert Redford para ser sua âncora, e apostou certo, Redford tem uma persona carismática e envelhecida naturalmente que nos faz embarcar em sua viagem e nos solidarizar com todas as situações pelas quais passa; suas indicações às premiações neste ano são merecidas. Meu porém com o filme é que o isolamento proposto pelo roteiro não é bem captado por Chandor, que aposta mais em enquadramentos fechados de Redford do que em planos abertos (mostrando horizonte, por exemplo) para dar real dimensão da solidão do personagem. 
    4. rushRush – No Limite da Emoção, Ron Howard – uma grata surpresa esse filme sobre bastidores da Fórmula 1 dirigida pelo operário-padrão Ron Howard que, mesmo tendo um Oscar em sua prateleira por Uma Mente Brilhante, nunca me pareceu um diretor acima da média. Dito isso, como um roteiro trabalhado faz a diferença, pelo jeito, Howard aprendeu pois reuniu-se com o roteirista de Frost/Nixon (bom filme), Peter Morgan (também roteirista de A Rainha), nessa adaptação sobre os bastidores da Fórmula 1 nos anos 70, mais precisamente num recorte sobre a rivalidade dos pilotos James Hunt e Nikki Lauda. Boa reconstituição de época, com destaque para o trabalho sonoro do filme (uma pena ter sido deixado de lado no Oscar 2014), o único porém é que frente à interpretação de Daniel Bruhl (dez anos após surgir para o grande público como o jovem que protege a mãe da realidade em Adeus, Lênin!), como Nikki Lauda com direito a prótese dentária, o James Hunt de Chris Hemsworth palidece, mostrando que o Thor ainda precisa trilhar um longo caminho em papéis mais dramáticos. 
    5. azuleacorAzul é a Cor Mais Quente, Abdellatif Kechiche – fugindo completamente ao debate sobre as sequências de sexo (bastante explícitos) que estão dentro de um contexto natural e orgânico do filme de Kechiche, comparo Azul ao mesmo barulho que O Segredo de Brokeback Mountain causou, sendo que em ambos filmes com temáticas homossexuais, o grande acerto se concentra no retrato do amor pleno entre dois seres humanos. Achei apaixonante as lentes de Kechiche focadas em sua personagem central Adele, interpretada com uma naturalidade assustadora pela sedutora Adele Exarchopoulos, completamente apaixonado pela jovem garota em seu despertar sexual e amorosa acompanhando-a até sua maturidade, assim aproveito para elogiar o trabalho de Adele e de sua partner Lea Seydoux, porém fico com a sensação de ter que assistir o próximo filme de Adele para constatar se a Adele de Azul não foi uma interpretação espontânea e “de estréia” da jovem atriz. É um filme melancólico pelas escolhas do roteiro, porém extremamente humano, delicado e “real”! Imperdível para quem embarcar na trama!
    6. frozenFrozen – Uma Aventura Congelante, Chris Buck e Jennifer Lee – início de ano bastante empolgante, com as sobras de 2013, aqui tive uma grata surpresa ao ver que a Disney dá uma “chinelada” na irmã Pixar nesse ano que passou. O trabalho de Frozen é de uma beleza ímpar, abusando de cores frias como roxo, azul e, obviamente, branco, sendo que os desenhistas criaram um padrão simbólico através dos fractais que, em cena, surgem de todos os tamanhos e projetados em inúmeros objetos/vestes para ilustrar a neve. Afora a beleza estética da animação, o roteiro dos diretores (mais Shane  Morris) um conto de Hans Christian Hendersen é um acerto em cheio, temos as princesas da Disney? Sim. Temos um personagem de alívio cômico? Sim. Temos um vilão(ã)? Sim. Contudo, o roteiro trabalha os clichês da própria Disney de maneira inteligente e orgânica ao carisma dos personagens; o conflito entre as irmãs princesas nunca beira a fácil resolução, tanto que me surpreendi ao reparar que o filme evita vilanizar a Princesa Elza, acometida de um poder de congelar, o qual não tem controle, gerando tormentos ao povo do qual pertence, assim mesmo, sua irmã mais nova, Princesa Anna, que representa o amor idealizado dos clássicos da Disney, também é desenvolvida de maneira mais moderna e honesta com os tempos atuais. Fora isso, temos entre tantas sequências musicais (algo que os últimos filmes da Disney evitavam), uma sequência fantástica da Princesa Elza se libertando dos conceitos aos quais vivia até então, através de uma canção bacana, interpretada com maestria para dubladora/atriz da Broadway Idina Menzel, “Let it Go”, possível barbada no Oscar 2014.
    7. A Procura do Amor, Nicole Holofcener – 
    8. 12 Anos de Escravidão, Steve McQueen – 
    9. Clube de Compras Dallas, Jean-Marc Vallée – 
    10. Rota de Fuga, Mikael Hafstrom – 
    11. Jogos Vorazes – Em Chamas, Francis Lawrence – 
    12. Trapaça, David O’Russell – 
    13. Philomena, Stephen Frears – 
    14. Ela, Spike Jonze – 
    15. A Vida Secreta de Walter Mitty, Ben Stiller –
    16. O Lobo de Wall Street, Martin Scorsese – 
    17. Nebraska, Alexander Payne – 
    18. Blue Jasmine, Woody Allen – 
    19. Álbum de FamíliaJohn Wells – 
    20. O Grande Herói, Peter Berg – 
    21. Walt nos Bastidores de Mary Poppins, John Lee Hancock – 
    22. 300 – A Ascenção do Império, Noam Murro –
    23. Veronica Mars – O Filme, Rob Thomas –
    24. Cabra Marcado Para Morrer, Eduardo Coutinho – 
    25. Noé, Darren Aronofsky – 
    26. Ender’s Game – O Jogo do Exterminador, Gavin Hood – 
    27. Pompéia, Paul W. S. Anderson – 
    28. Robocop, José Padilha – 
    29. Confissões de Adolescente, Daniel Filho – 
    30. Mato Sem Cachorro, Pedro Amorim – 
    31. O Estranho Thomas, Stephen Sommers – 
    32. Sem Escalas, Jaume Collet-Serra – 
    33. Jack Ryan – Operação Sombra, Kenneth Branagh – 
    34. Tatuagem, Hilton Lacerda – 
    35. The Normal Heart, Ryan Murphy – 
    36. 3 Dias para Matar, McG – 
    37. A Culpa das Estrelas, Josh Boone – 
    38. X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, Bryan Singer – 
    39. Sem Evidências, Atom Egoyan – 
    40. S.O.S – Mulheres ao Mar, Cris D’amato – 
    41. Academia de Vampiros – Beijo da Sombras, Mark Waters – 
    42. O Homem Duplicado, Denis Villeneuve –
    43. Entre Nós, Paulo Morelli – 
    44. Caçadores de Obras-Primas, George Clooney – 
    45. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, Danil Ribeiro – 
    46. Capitão América 2 – O Soldado Invernal, Anthony e Joe Russo –
    47. O Espelho, Mike Flanagan – 
    48. Transcendence – A Revolução, Wally Pfister – 
    49. Alemão, João Paulo Belmonte – 
    50. 13º Distrito, Camille Delamarre – 
    51. O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro, Marc Webb – 
    52. O Céu é de Verdade, Randall Wallace – 
    53. O Grande Hotel Budapeste, Wes Anderson – 
    54. Divergente, Neil Burger – 
    55. Guardiões da Galáxia, James Gunn – 
    56. Os Mercenários 3, Patrick Hughes – 
    57. Jack e a Mecânica do Coração (Jack et la mécanique du coeur, 2013), Stéphane Berla & Mathias Malzieu – 
    58. Godzilla, Gareth Edwards – 
    59. Malévola, Robert Stromberg – 
    60. Os Homens São de Marte… e é pra lá que Eu Vou, Marcus Baldini – 
    61. Mulheres ao Ataque, Nick Cassavetes – 
    62. No Limite do Amanhã, Doug Liman – 
    63. Praia do Futuro, Karim Ainouz –
    64. Transformers: A Era da Extinção, Michael Bay – 
    65. Mesmo se Nada Der Certo, John Corney – 
    66. Lucy, Luc Besson – 
    67. Boyhood – Da Infância à Juventude, Richard Linklater – 
    68. Livrai-nos do Mal, Scott Derrickson – 
    69. Hercules, Brett Ratner – 
    70. Planeta dos Macacos – O Confronto, Matt Reeves –  
    71. No Olho do Tornado, Steven Quale – 
    72. Annabelle, John R. Leonetti – 
    73. Apenas Uma Chance, David Frankel – 
    74. O Homem Mais Procurado, Anton Corbijn – 
    75. November Man – Um Espião Nunca Morre, Roger Donaldson – 
    76. Maze Runner – Correr ou Morrer, Wes Ball –
    77. Stonehearst Asylum, Brad Anderson – 
    78. Sétimo, Patxi Amezcua – 
    79. Predestination (O Predestinado), Michael Spierig & Peter Spierig – 
    80. Garota Exemplar, David Fincher – 
    81. O Protetor, Antoine Fuqua – 
    82. O Abutre, Dan Gilroy  – 
    83. Êxodo: Deuses e Reis, Ridley Scott – 
    84. Tim Maia, Mauro Lima – 
    85. Os Boxtrolls, Graham Annable e Anthony Stacchi – 
    86. O Grande Mestre, Wong Kar-Wai – 
    87. Anjos da Lei 2, Phil Lord e Christopher Miller –
    88. A Teoria de Tudo, James Marsh – 
    89. O Lobo Atrás da Porta, Fernando Coimbra – 
    90. O Hobbit 3: A Batalha dos Cinco Exércitos, Peter Jackson – 
    91. Corações de Ferro, David Ayer – 
    92. A Entrevista, Seth Rogen e Evan Goldberg – 
    93. Vidas ao Vento, Hayao Miyazaki – 
    94. The Drop, Michael R. Roskam – 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: