This Is Us (NBC) – 2ª temporada

11/01/2018

s02e01 A Father’s Advice – Chegou o aniversário de 37 anos do trio e Randall e Beth discutem uma grande mudança de vida. Kate tenta seguir sua nova paixão e Kevin equilibra sua carreira e seu relacionamento. Enquanto isso, novas revelações são feitas sobre a morte de Jack.

s02e02 A Manny-Splendored Thing – A família Pearson visita Kevin no set em Los Angeles na filmagem para um episódio especial do “Manny”. Jack enfrenta seus demônios.

O que dizer quando a melhor série dramática da tevê aberta americana (lembrando, The Leftovers na tevê fechada e The Handmaid’s Tale no streaming) retorna mantendo suas melhores características, diálogos humanos e personagens reais, ainda estamos lhe dando com a crise no casamento de Jack e Rebecca e, agora consigo perdoar a falha na série que criou uma expectativa sobre a morte de Jack e desviou na season finale, pois desta maneira vimos que há um incêndio envolvendo os acontecimentos e, principalmente, o lado heroico do personagem sai arranhado pelo seu vício no álcool, que Peter trouxe de sua história familiar.

Assim, temos oportunidade de conhecer um outro lado do personagem antes do choque pela sua partida, já Kevin esta passando por um bom momento, Kate resolve assumir seu lado talentoso de uma maneira surpreendente, vindo de um desejo seu lá no passado infantil (no qual observamos o início da ruptura de sua relação com a mãe) e Randall precisa lhe dar com sua nova rotina e o desejo de adotar uma criança. Resumindo, muito amor pela família Pearson e o estoque de caixas de lenços já esta reservado. Início de temporada arrasador!

s02e03 Deja Vu – Kate visita Kevin no set de filmagens. Randall e Beth recebem notícias animadoras. Rebecca tenta se reconectar com Jack.

Que bela surpresa ver Stallone em cena numa série tão simples como TIU, principalmente, fazendo ele mesmo num contexto sobre passagem do tempo, com direito a uma cena impactante com Kevin, em nada dramática com encenação, mas de deixar um nó na garganta do personagem e na nossa (pra variar); nem preciso dizer que já suspeito de um arco envolvendo uso de remédios para Kevin, ja Randall e Beth precisam lhe dar com a chegada da jovem Deja, uma adolescente retirada da mãe por estar presa, outro nem preciso comentar que “vem coisa pesada por ai”, até porque a montagem e roteiro da série é tão magnífico que observamos o jovem Randall buscando a mãe e tendo apoio dos irmãos, “da-le” lenços pra todos nós!

s02e04 Still There – Randall e Beth se ajustam à nova dinâmica da família. Kate agenda seu primeiro show. Kevin sofre um baque no filme. Jack e Rebecca recebem uma visita inesperada.

Com esta pegada crônica do dia-a-dia, começo a ficar com a impressão de que a série pode durar décadas, claro que estou exagerando, mas a possibilidade de criar conflitos numa linha do tempo variável pode fazer, se houver competência, com que a série tenha histórias para muito tempo. Saímos da crise no casamento entre Jack e Rebecca para um ponto no qual conhecemos mais de perto a mãe de Rebecca, que claramente tem problemas em aceitar o neto Randall pela cor, além do que vê Rebecca como uma incapaz, com críticas leves mas extremamente afiadas; ja no presente, a lesão de Kevin deve render um belo de um drama com a incapacidade do jovem em aceitar sua recuperação, Randall e Beth obviamente tem problemas e mais com Deva, e não devem acabar tão cedo, somente ainda estou no aguardo do impacto no restante da família e, não menos importante, um conflito para Kate chamar de seu, gravidez! Ai vai faltar lenços…

s02e05 Brothers – Kate surpreende Toby no trabalho. Kevin e Randall vão a uma festa de arrecadação de fundos para o hospital de Sophie. Jack leva os garotos para acampar e deixa Rebecca em casa.

Parece que os roteiristas se ligaram num problema futuro que possam ter (duração da série e histórias para contar) e resolveram abrir mais uma linha temporal, neste episódio tivemos uma revelação inesperada, fomos apresentados ao irmão de Jack (lá na infância junto ao pai alcoolatra), trama que ligou-se a linha temporal de jack e Rebecca com a doença do pai de Jack e com o título irmãos, que parecia se referir ao relacionamento de Kevin (drogatito) e Randall mas na verdade era a esta revelação acima. Me pareceu um episódio filler (o que espero estar enganado deve ocorrer bastante daqui pra frente) pois nenhuma trama andou realmente (somente a revelação de Kate para Toby), mas assim mesmo é uma série acima da média.

s02e06 The 20’s – Rebecca e Jack levam o trio para pedir doces no Halloween, mas as coisas não saem como esperado. Agora com seus vinte e poucos anos, eles têm um feriado no qual suas vidas mudam. Sabem que após este episódio me convenci que a trama pode durar pra sempre…verdade, não é exagero, pois neste episodio de Halloween tivemos somente narrativas passadas com as crianças e uma nova com Kate, Kevin e Randall aos vinte e poucos anos, Kevin ainda não é ator, Kate trabalha como garçonete e Randall será pai pela primeira vez. Tudo ótimo e tudo emocionante…pra variar!

s02e07 The Disappointed Man – Randall se adapta ao sistema de adoção. Kate e Toby dão o próximo passo em seu relacionamento. Kevin visita Sophie em NY. Jack e Rebecca finalizam a adoção de Randall. Episódio centrado no tema da adoção, desde o arco de Deja com Randall em uma visita ao presídio da mãe até ao processo administrativo de adoção de Randall por Jack e Rebecca frente à duvidas de um juiz, além disso, é sempre um prazer rever Will. Claro que Kevin iria “estragar” sua relação com a namorada.

s02e08 Number One – Kevin vai à escola onde estudou para receber um prêmio. Jack e Rebecca ficam animados ao pensar no futuro dos filhos. Mesmo contando com todos personagens na linha temporal das crianças adolescentes, prestes a entrar na faculdade e às vésperas da morte de Jack, a linha contemporânea focou unicamente em Kevin, como nunca antes, claro que vimos passivamente a queda de Kevin em função dos analgésicos e álcool, uma jornada que envolveu os altos e baixos do personagem desde a época de jogador de futebol e como seu pai interferiu neste processo, que possivelmente o levará a ter tanta dificuldade em lhe dar com este luto no presente; porém se não fosse doloroso o suficiente observar a trajetória do personagem revisitando memórias ainda tivemos a cena final de cortar o coração: “kate perdeu o bebê”, preparem o estoque de lenços.

s02e09 Number Two – As vidas de Kate e Toby tomam um curso inesperado. Rebecca encoraja Kate a desenvolver seu dom de cantar. Com aquele gancho tristíssimo sobre a gravidez de Kate, que nunca acreditei que pudesse vingar devido a saúde delicada da personagem, no entanto, assim como o roteiro ilustrou imaginei que este gancho poderia servir para aproximar Kate de Rebecca, uma relação sempre conflituosa desde a adolescência da jovem, que acredito que tenha piorado após a morte de Jack, criando um vínculo mais forte com o irmão (Kevin) do que com a mãe, possivelmente responsabilizando-a pela situação como um todo. Não foi meu episódio predileto da temporada, até porque, senti falta de maiores desenlaces no mesmo, mas claro que em hipótese alguma um episódio ruim. Ainda na espera de uma repercussão em todos os personagens!

s02e10 Number Three – Randall e Beth são confrontados com uma escolha difícil. Jack leva Randall em um tour pela faculdade. Não pensei quando do início desta aparente trilogia Number One/Two/Three que o roteiro poderia fazer um recorte bem particular de um período passado dos personagens pré-faculdade cada um sob sua perspectiva e criar em cada episódio um episódio solo de cada um dos irmãos praticamente, a série prova que narrativas são engessadas por causa dos roteiristas/produtores, se a criatividade e o talento estão presentes pode-se com uma simples crônica contar diferentes histórias de diferentes maneiras, incrível!

Sobre o episódio propriamente dito, tenho em Randall meu personagem predileto, conflitos mais pungentes e um olhar para a vida muito similar ao meu, assim fico bem contente de ver que a trama de adoção e Deja sejam muito mais complexos do que uma novelinha poderia abordar, no sentido manipulativo, sim, Randall e esposa tem que estar preparados para serem lares de passagem de crianças em situações delicadas, logo será sempre uma batalha e em seguida, uma despedida, mas possivelmente fazendo diferença na vida da criança, que reconhece o bom papel da adoção em sua vida; a sequência de Randall e Will, na qual o mesmo no passado relata a experiência de conhecer Rebecca e o impulso de ir atrás e imaginar uma vida compartilhada com Randall desde criança é, mais, uma das sequências fantásticas que a série nos oferece! Até janeiro de 2018!

(atualizado) s02e11 The Fifth Wheel – Os Pearsons se juntam sob circunstâncias inesperadas; Jack surpreende a família com uma férias de verão.

Assim, tivemos mais um episódio acima da média para a série e um ponto a partir na narrativa daqui para frente, devemos ter mais um 7 episódios e fico a cada semana mais impressionado com o trabalho do elenco, roteiro e direção, que série Dan Fogelman conseguiu criar para a tevê aberta!

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The Crown (Netflix) – 2ª temporada

24/12/2017

s02e01 Misadventure – Elizabeth faz uma descoberta perturbadora durante uma viagem de Phillip. O primeiro-ministro Eden planeja um contra-ataque após o Egito tomar o controle do Canal de Suez.

s02e02 A Company of Men – Elizabeth se sente distante de Phillip. Eden lida com a pressão internacional e com problemas de saúde. Uma entrevista traz a tona difíceis lembranças para Phillip.

Passados dois grandes temas históricos da 1ª temporada como o fim da Guerra Mundial e a presença fortemente política de Churchill, pelo que observo esta 2ª temporada deve abordar com mais foco a relação de Elizabeth e Phillip, numa possível crise matrimonial, claro que nunca abrindo mão de fatores históricos que trazem um contexto histórico e social para a série. Com isto, Matt Smith têm oportunidade de aprofundar seu Príncipe, tanto no campo pessoal quanto profissional (um homem com papel secundário numa monarquia); além disso, vemos que a irmã de Elizabeth continua sendo tratada de maneira negativa como uma mulher infeliz por não ter conseguido seu casamento. A produção continua impecável, gosto da trama ter saído de dentro dos palácios também, ampliando o contexto de dominação inglesa na segunda metade do século 20.

s02e03 Lisbon – O Palácio tenta impedir um escândalo que poderia ter sérias consequências para Phillip. Eden é alvo de críticas do governo e da imprensa.

s02e04 Beryl – Elizabeth e Phillip comemoram seus dez anos de casamento com uma grande festa. Margaret e o primeiro-ministro enfrentam uma crise em seus relacionamentos.

Pelo andar da temporada, The Crown irá explorar com muito mais profundidade seus personagens coadjuvantes, tivemos uma concentração forte em Philip nestes primeiros três episódios, principalmente no destaque de uma crise conjugal na Corte, e neste último Margaret pode ser melhor explorada pós término e proibição de seu relacionamento na temporada anterior, uma personagem riquíssima para a dramaturgia da série, afinal sai fora do tom monocórdico de Elizabeth, que para a série, tem o espírito ideal da Coroa, tanto em seu comportamento formal como pessoal.

s02e05 Marionettes – Depois que Elizabeth faz um discurso em uma fábrica da Jaguar, ela e a monarquia se veem sob o ataque público de um sincero lorde. Episódio que volta a retratar a Coroa, neste caso, como o povo inglês vê sua Rainha, uma Rainha ainda presa em tradições seculares e longe do seus “súditos”, tudo isso pela audácia e ou coragem de um lorde jornalista que levanta questões sobre o real papel da Rainha nos tempos contemporâneos; o mais interessante é observar como a reação tanto do povo quanto da própria Coroa. Muito bom!

Pilotos Fall Season 2017

27/11/2017

Como todo série maníaco a temporada Fall Season é tempo de maratona, tentar assistir as dezenas de pilotos das séries novas, seja na tevê aberta (maioria), tevê fechada e agora ainda temos as plataformas streaming pra “pregar o caixão” de todo fã de séries e seu tempo.

Dito isso, aqui vou pautando os pilotos das séries que assisti e que possivelmente ficarão restritas ao piloto, seja por qual motivo for, os pilotos que me agradarem a ponto de a série for acrescida a minha inesgotável watchlist já deixarei um post em separado para acompanhar a temporada toda (já estão lá Star Trek Discovery e The Good Doctor).

ABSENTIA (canal AXN)

Emily Byrne (Stana Katic) é uma agente do FBI que assume a difícil missão de capturar um dos assassinos mais perigosos de Boston, mas, durante as investigações, ela acaba desaparecendo sem deixar pistas. Seis anos depois, ela é encontrada quase sem vida e sem memória dentro de uma cabana no meio da floresta. Ao voltar para a sua vida normal, no entanto, Emily descobre que além de seu marido ter se casado com outra mulher, levar uma vida longe de casos criminais será um sonho distante para ela.

s01e01 Comeback – Anos após ser considerada morta, a agente do FBI Emily Byrne retorna, precisando lidar com os mistérios do seu desaparecimento e com o fato de que todos seguiram em frente. Quando o FBI descobre uma conexão sua com um cafetão, suspeitas recaem sobre Emily.

s01e02 Reset – Emily ainda está longe de desvendar o mistério que envolve seu desaparecimento. Enquanto isso, o homem acusado de ser seu assassino é libertado e uma testemunha surge reforçando as suspeitas que caíram sobre ela.

Confesso que fiquei um pouco decepcionado com a série, depois de um piloto bem bacana montado com uma dose surpreendente de suspense e boas possibilidades, logo no 2º a série já me vem com o twist da personagem de Stana Katic poder estar envolvida com os assassinatos, a pessoa fica sumida por anos, perde contato com marido e filho, após ser pega pelo criminoso que investigava e quando ressurge e busca respostas para seu caso/situação, o roteiro quer que eu acredite que a investigação iria por este caminho, sendo que novos assassinatos estão acontecendo! “Já broxei com esta cachaça de roteiro!”

AMERICAN VANDAL (Netflix)

Nova série original de comédia da Netflix satiriza os documentários criminais como “Making a Murderer” ou “American Crime Story”. Na trama, um jovem de Ensino Médio é expulso da escola após cometer atos de vandalismo, na qual, desenhou vários pênis em 27 carros.

s01e01 Hard Facts: Vandalism and Vulgarity – Quando o palhaço da turma Dylan Maxwell é expulso por vandalismo, o estudante do segundo ano Peter Maldonado inicia uma investigação que questiona a culpa de Dylan.

Apesar de achar impecável a produção, no que se refere montagem/edição, e pelo ainda ineditismo da proposta (apesar da série Trial & Error ter tido uma proposta similar na temporada passada) tenho uma grave problema com sitcom que não me faça rir ou não ache engraçado (no caso de textos irônico e sarcásticos), assim nem invisto meu precioso tempo em continuar acompanhando para ver no que dará. Aos curiosos pela proposta vale uma espiada!

GHOSTED (canal Fox)

Leroy Wright (Cragi Robinson) é um homem cético e divertido que é contratado pelo Underground Investigative Service (Serviço Investigativo Oculto) para verificar a atividade inexplicável que se espalha como uma epidemia por Los Angeles. Para equilibrar a investigação, ele vai trabalhar com Max Allison (Adam Scott), que é um gênio, mas acredita em tudo. Os dois acabam esbarrando em um mistério que ameaça toda a humanidade.

s01e01 Pilot – Leroy, ex-detetive da LAPD, é cético não acredita no paranormal. Max, ex-professor de faculdade, acredita que sua mulher foi abduzida por aliens. Os dois são obrigados a trabalhar juntos para uma agência do governo que lida com o sobrenatural.

Facilmente classificável como um Arquivo X da zoeira ou um Supernatural mais cômico, esta sitcom, ao contrário de The Orville, tem somente 25 minutos, o que é plausível com a dinâmica de uma comédia, tem bons atores e trouxe de volta uma atriz da qual sou fã pelo seriado antigo Profiler (passava no Universal Channel no final dos anos 90, sim sou velho!), como somente vi o piloto gostei da proposta e achei o mesmo bem construído, mas precisa ser mais engraçado para eu embarcar. na torcida!

KEVIN “PROBABLY” SAVES THE WORLD (canal ABC)

A série dramática conta a história de Kevin (papel de Jason Ritter), um homem divorciado, deprimido e desempregado, que recebe a missão de um ser celestial de salvar o mundo.

s01e01 Pilot – Kevin, que passa por uma fase ruim de sua vida, retorna à sua casa de infância para ficar com sua irmã gêmea viúva, Amy, e a sobrinha adolescente, Reese. Mas uma série de eventos fantásticos, leva Kevin a encontrar uma improvável guia celestial, Yvette.

Nossa que susto levei com este piloto, deve ser a pior coisa desta temporada, isto porque sou mais rigoroso com dramas do que com comédias (as quais tenho mais dificuldade de me identificar), série do tipo O Homem Caiu do Céu (anos 80) e Touched by the Angel (anos 90) vire e mexe surgem para encontrar aquele público mais conservador e em busca de programas com mensagens otimistas, o que considero tão natural quanto o público que gosta de mistérios como os procedurais; porém me parece que desde o início da divulgação desta série (que trocou de nome inúmeras vezes), o canal e os criadores não sabem muito bem o que querem porque a série nos mostra pessoas lhe dando com luto e dramas pessoais acrescenta um tom religioso com sobrenatural, e nada, praticamente nada, na série é tratado de uma maneira séria, muito pelo contrário, existe situações cômicas e gags físicas dignas de Lucille Ball (dada a devida proporção e com todo respeito), mas um humor velho e antiquado de voos cartunescos e portas batidas na cara que me deram uma reação de “vergonha alheia”.

MARVEL’S THE PUNISHER  (Netflix)

Após vingar a morte de sua esposa e filhos, Frank Castle descobre uma conspiração. Agora conhecido pela cidade como The Punisher, ele deve descobrir a verdade sobre injustiças que afetam mais que somente sua família.

s01e01 3AM – Preso em seu pior pesadelo, Frank Castle, The Punisher, após finalizar sua missão, iniciada durante a segunda temporada de Daredevil, precisa lidar unicamente com seus fantasmas.

s01e02 Two Dead Man – Um misterioso telefonema leva Frank a agir. Enquanto isso, Madani procura suspeitos e Curtis entrega uma mensagem.

s01e03 Kandahar – Frank parte para a ignorância ao interrogar Micro. Memórias brutais de missões secretas jogam luz sobre o passado do ex-fuzileiro.

s01e04 Resupply – Madani e Sam planejam uma operação delicada, Curtis tenta se conectar com Lewis, e Frank encoraja Micro a por a mão na massa.

Pela primeira vez, após o investimento perdido em três séries da parceria Netflix/Marvel (Luke Cage, Punho de Ferro e Os Defensores) abandono uma série da plataforma, não consigo entender como uma plataforma que possui toda liberdade possível, no que se refere audiência por episódio e horário de exibição, tenha tanta dificuldade em adaptar um conteúdo riquíssimo como este universo mais adulto da Marvel. Mesmo reconhecendo que o tom aqui é mais sombrio e violento, gosto do piloto, depois algumas tramas e assuntos levantados (porte de armas, exército civil) começam a perder o fôlego ou ficar rodando e rodando, também senti falta de uma personagem feminina mais central, digo isto, porque Madani ainda não funcionou até o episódio que assisti. Assim pra não perder 13 horas, resolvi já parar por aqui. Boa sorte ao fã!

SEAL TEAM (canal CBS)

Mostrará a vida profissional e pessoal da unidade, segue as vidas dos militares de elite da marinha dos EUA, Jason (David Boreanaz, de Bones) é o líder da equipe Navy Seals e Clay (Max Thieriot, de Bates Motel) é um jovem que aparenta ser arrogante, mas é cheio de inseguranças. Enquanto treinam, planejam e executam as missões mais perigosas e de alto risco.

s01e01 Tip of the Spear – não sei o que houve com os estúdios nesta temporada que praticamente cada um criou uma série militar para chamar de sua, aqui um produto do canal CBS, veículo para o carisma de David Boreanaz, ator que desde os anos 90 vem trabalhando diretamente na televisão (Buffy, Angel e Bones) já pode se aposentar, acrescenta mais uma 3 atores de outras série e é isto, nada difere Seal Team de The Brave, e pior, ambas são esquecíveis não cativam, e ainda teremos Valor, do canal CW.

S.W.A.T. (canal CBS)

Um tenente do Esquadrão De Armas e Tácticas Especiais recebe o comando de uma unidade de marginais, mas muito bem treinados. Sua equipe é chamada para resolver crimes de alta peculiaridade sempre que todas as outras opções foram usadas. Secretamente, o tenente se sente em dúvida entre ser leal à corporação ou às ruas das quais veio.

s01e01 Pilot – Sargento da SWAT Daniel “Hondo” Harrelson, é designado para comandar uma unidade especial tática em Los Angeles.

s01e02 Cuchillo – Hondo e a equipe SWAT se espalharam por Los Angeles para capturar quatro foragidos, incluindo um criminoso violento que Jessica ajudou a levar à justiça. Enquanto isso, o papel de Hondo como líder da equipe é questionado.

Apesar de não entender no porque de ressuscitar uma marca como SWAT se a série não necessariamente conversa com a antiga série ou mesmo o recente filme, acreditava que o produtor/showrunner Shawn Ryan conseguisse sair do lugar comum do policial procedural, principalmente vindo do aclamado sucesso The Shield, apesar de em seguida lançar o fracassado The Unit, assim como a série esta num canal aberto acredito que dificilmente conseguirá ir além dos temas abordados no piloto, racismo, bastidores da corporação, para abraçar os clássicos “casos da semana”, uma pena gosto do trabalho do produtor e achava que Shemar Moore merecia melhor sorte após de desligar de Criminal Minds.

s01e03 Pamilya – O novato Jim Street coloca em risco seu lugar na equipe de Hondo quando concorda em fazer um favor para sua mãe encarcerada, o que põe em perigo a sua carreira na SWAT. Além disso, a equipe procura o responsável por trás de uma rede de tráfico de drogas.

Apesar de achar a produção muito competente e o elenco ok, ainda sinto falhas muito graves no roteiro da série, falta identidade, o que esta série quer ser? Esta subtrama da mãe de Street me corou de vergonha, imagina um agente de um grupo de elite com um problema tão ético quanto este sendo trabalhado de maneira tão infantil em cena. Possivelmente, não retorne para um próximo episódio, mas torço que a série consiga sair do lugar comum.

TEN DAYS IN THE VALLEY (canal ABC)

Ten Days in the Valley acompanha Jane Sadler (Kyra Sedgwick), uma produtora de televisão sobrecarregada e mãe solteira que passa por um divórcio turbulento. Quando sua filha jovem desaparece, o mundo de Jane – e a controversa série policial que produz – implode. A vida imita a arte: tudo é um mistério, todo mundo tem um segredo, e ninguém é confiável.

s01e01 Day One: Fade In – Jane, é uma produtora de TV atribulada pelo trabalho e pelas responsabilidades de ser mãe e lidar com o fim do seu casamento.Quando sua filha desaparece misteriosamente, Jane embarca em uma jornada desesperada para recupera-la.
Lamento pela volta de Kyra Sedgwick as telinhas após o sucesso de The Closer, mas não será aqui que isso se repetirá, o piloto tem o pior vício das séries policiais contínuas (uma trama por vários episódios) apresentar tudo de maneira superficial, com exceção aqui da personagem de Kyra, Jane, que teve uma apresentação cheia de possibilidades, no entanto, os demais desfilam em cena sem muito sentido e com aquela áurea de mistério, tipo qualquer um pode estar envolvido, visto recentemente em séries como Broadchurch onde isso deu certo, tanto que o sequestro em si e a própria menina são muito mal trabalhados. Menos mal que a série é vendida como “limited series”, uma trama contínua e finalizada de 10 episódios, isto se não for cancelada antes (deve ser o 1º cancelamento da temporada 2017/18).

THE BRAVE (canal NBC)

Estrelada por Mike Vogel (Under the Dome, Bates Motel), Anne Heche (Hung, Aftermath), Tate Ellington (Quantico, Shameless) e Demetrius Grosse (Banshee, Justified), a série gira em torno de um grupo militar de elite que usa técnicas avançadas de vigilância em missões que envolvem reféns ao redor do mundo. Entre sacrifícios pessoais e os perigos nos territórios inimigos, eles começam a escrever uma história de coragem e lealdade.

s01e01 Pilot – Quando uma médica americana é sequestrada por um grupo terrorista, o capitão Adam Dalton e sua equipe de operações especiais devem agir para resgatá-la.

Pelo jeito a tentativa de criar dramas militares neste temporada chega como tendência em todos os canais, aqui temos um investimento real do canal, que esta exibindo a série após o um lead in como The Voice, garantia de entrega de boa audiência, no entanto, mesmo que com bons momentos, em nada a série me atraiu como entretenimento, não gostei dos personagens, nenhum ator com empatia em especial, e a trama do piloto já começa com um “feijão com arroz” bem básico de qualquer procedural do subgênero. Não confio que terá muito êxito!

THE GIFTED (canal Fox)

The Gifted é uma nova série da Marvel que se passa no mesmo universo dos X-Men e mostra Reed, sua esposa e filhos, que precisam fugir do governo após descobrirem o gene mutante presente nas crianças. Enquanto fogem do governo e também das temidas sentinelas, Reed e sua família terminarão se aliando a um misterioso grupo clandestino de mutantes.

s01e01 eXposed – Uma família suburbana é forçada a fugir quando as crianças são descobertas por possuir poderes mutantes.

s01e02 rX – Caitlin e Eclipse tentam ajudar Blink quando seus poderes excedem os limites ao levar a familia Strucker para chegar no local seguro.

s01e03 eXodus – Em um esforço para se reunir com os outros, Reed faz um acordo com o Serviço Sentinela, enquanto Caitlin e as crianças procuram ajuda de alguém fora do complexo. Além disso, Pássaro Trovejante começa a ensinar Blink a controlar seus poderes.

Tenho sentimentos contraditórios com a série, mesmo com baixas expectativas quanto à série, mesmo contando com Bryan Singer na produção e direção do piloto, confesso que fiquei surpreendido com a produção e com a diversidade de personagens “outs” do universo X Men, porém passado estes 3 episódios ainda não vejo claramente qual a finalidade da série, que não seja o jogo de gato-e-rato e alguns temas caros ao universo mutante (como, preconceito, tolerância) já vistos a exaustão nos cinemas. Ainda na dúvida se continuo ou não acompanhando a série!

THE MAYOR (canal ABC)

A trama acompanha o jovem rapper Courtney Rose (Brandon Michael Hall), que precisa de sua grande chance no mercado. Durante anos, ele trabalhou em um pequeno apartamento no centro da cidade, fazendo música em seu quarto. Cansado de esperar pela oportunidade, Courtney prepara o golpe de publicidade do século: concorrendo pela prefeitura de sua cidade natal na Califórnia, como forma promover a sua carreira musical. Para o azar de Courtney, seu plano sai pela culatra com um resultado inesperado nas urnas: uma vitória eleitoral. Com a ajuda de sua mãe (Yvette Nicole Brown) e amigos, incluindo Valentina (Lea Michele), Courtney terá que superar sua arrogância, se quiser transformar a cidade que ama.

s01e01 Pilot – piloto que praticamente apresenta a sinopse acima postada, tem como destaque o timing do momento nos Eua, um outsider chega à Presidência dos Eua, meio que sem querer e sem confiança de ninguém, no entanto, apesar do bom elenco, bom ver Lea Michele e Yvette Nicole Brown em papéis um tanto diferentes aos quais nos acostumamos, nesta premiere não achei o texto engraçado nem como paródia e muito menos com diálogos, assim deve ficar por aqui e voltar a apreciar algum episódio da série somente se houver algum destaque em potencial na mídia que me acenda o interesse novamente.

WISDOM OF THE CROWD (canal CBS)

A história foca em Jeffrey Tanner (Piven), um carismático inovador tecnológico, que cria uma ferramenta capaz de resolver o assassinado de sua própria filha, assim como revolucionar a maneira de resolver crimes em São Francisco.

s01e01 Pilot – Jeffrey Tanner esta obcecado pela procura do real assassino de sua filha, ele não acredita na culpa do rapaz preso pela polícia, assim ele cria um aplicativo de crownfounding para fazer as pessoas indicarem pistas e notas sobre o homicídio de Sophe (nome do aplicativo), no entanto, isto abre a caixa de pandora, mostrando pistas de outros casos.

s01e02 In the Wild – enquanto continua a procura por um rapaz de moletom e tatuagem, Tanner se vê as voltas com o desaparecimento de uma jovem geniozinho e o desespero dos pais, lembrando sua dor; sua ex-esposa é questionado sobre as tentativas do marido e seu novo romance com uma funcionária chama a atenção.

Certamente uma tentativa do canal CBS encontrar uma nova Person of Interest, procedural que mexe com tecnologia, no caso lembra também uma série do canal Fox na temporada passada (cancelada) na qual um milionário comprava uma delegacia e a financiava para combater o crime com alta tecnologia; sei que deste mato não sai coelho, porém Jeremy Piven é um ator que gosto bastante e os dois pilotos não me incomodaram a tal ponto de achar somente mais uma, se houver espaço na minha watchlist e o caso da Sophe não se tornar uma coisa impossível e arrastada.

s01e03 Machine Learning – SOPHE, após ser alimentada com novos dados, interliga 14 assassinatos sem solução. Confesso que já considero a série meu guilty pleasure da temporada até aqui, porque facilmente se vê a dificuldade do roteiro em criar arcos à Tanner e manter o caso da semana em equilíbrio, é uma pequena pista aqui, uma discussão ali mas o que move o episodio é o caso apresentado e esmiuçado dentro da SOPHE, até mesmo quando poderia colocar personagens em discussões éticas, vejo que o roteiro passa por cima sem criar embates, no mínimo, interessantes à narrativa.

s01e04 User Bias – Tanner fica indignado quando vazam na imprensa notícias sobre a internação psiquiátrica de sua filha, através de ataques de hacker; já pelo lado policial, a Comandante, depois de uma morte de um supremacista branca causa uma polêmica racial, oficializa a ajuda de SOPHE com o departamento, em contrapartida, as descobertas de Tanner sobre o assassinato de sua filha poderá ser reaberto.

Ainda deixo a série em aberto pois após as denúncias de assédio/abuso que Jeremy Piven vêm sofrendo acredito que a produção da série será encerrada em breve!

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Law & Order True Crime: The Menendez Murders (NBC) (FINALIZADA)

21/11/2017

A série em formato de antologia (com uma história fechada a cada temporada), reconstrói casos reais de julgamento – seguindo os passos de propostas de sucessos como American Crime Story e Making a Murderer.

O primeiro ano do programa vai apresentar o caso dos irmãos Lyle e Erik Menendez, que foram condenados em 1996 pelo assassinato de seus pais e sentenciados à prisão perpétua.

s01e01 Episode 1 – O empresário Jose e sua esposa Kitty Menendez são assassinados brutalmente. No meio da investigação a polícia descobre segredos e interesses ocultos, até chegarem nos principais suspeitos do crime, os dois filhos, Lyle e Erik.

s01e02 Episode 2 – O cerco policial em cima dos irmãos Menendez está cada vez maior. Enquanto isso, Erick comete um grande erro, o que preocupa Lyle e seus advogados. Dr Oziel tem problemas com a sua amante e Leslie decide conhecer os irmãos Menendez.

“Na tevê nada se cria…tudo se copia”, e assim a roda gira também nos Eua, após o sucesso das antologias e, especificamente,  da série de Ryan Murphy American Crime Story (que em sua primeira temporada abordou os assassinatos envolvendo O.J. Simpson), a rede NBC abriu os olhos e acionou Dick Wolf, dono da franquia Law & Order, e Rene Balcer, da sua equipe, criou True Crime que em sua primeira temporada contará os fatos envolvendo os assassinatos dos Menendez, nos quais os filhos são suspeitos do crime;

Ainda que pareça ter sido feito às pressas, vejo neste caso um mérito as tramas de Ryan Murphy, me parece que falta ao roteiro doses de dramaturgia, a trama em si é muito interessante, o retrato da época, do pai autoritário e dos jovens Menendez precisa de uma dinâmica melhor, ainda que a entrada da personagem de Edie Falco, como advogada de defesa Leslie Abramson, possa contornar este problema, até aqui a parte investigativa deixou muito a desejar, inclusive sendo um intriga passional o motivo pela acusação da Promotoria, surreal esta questão envolvendo o psiquiatra garanhão (kkkk).

s01e03 Episode 3 – Com os garotos sob custódia acusados de homicídio, a advogada de defesa procura um motivo que possa ter motivado o assassinato. Enquanto isso, a acusação procura o psiquiatra para liberar as gravações feitas durante as sessões de terapia com Lyle e Erik.

Tenho impressão que agora começamos a adentrar no terreno de Law & Order, bastidores de depoimentos, depoimentos ao Juiz, investigações que surgem com testemunhas e, claro, as contradições e mentiras; terreno no qual Law & Order “nada de braçadas”, até a dinâmica melhorou, inclusive é interessante observar que a equipe Leslie é toda de mulheres, pra dar aquela sensação de proteção aos irmãos, truque velho de advogados de defesa que, inclusive, altera a Procuradoria. Assim, Edie Falco já começa a tomar conta da série (aaaeeee!!!).

s01e04 Episode 4 – Após uma revelação, Erik e Lyle começam a divulgar os detalhes do abuso psicológico e sexual que sofreram. No entanto, a falta de evidências tangíveis para corroborar as reivindicações deixa Leslie e Jill se perguntando como irão convencer o júri.

Imaginei que havia um plot twist nesta trama aparentemente tão simples no que se refere a investigação, sim os irmãos mataram seus pais, isso não é mais um mistério na série, assim os bastidores do julgamento e da família Menendez seriam o pilar da temporada; com a revelação do abuso paterno e do abandono materno começa-se criar uma perspectiva diferente dos homícidios, estamos na metade da temporada, o que significa que a batalha jurídica será grande e os desenlaces narrativos devem começar a brotar em cena. Assim, Eddie Falco e Julianne Nicholson começam a “tomar conta da série”, mesmo que em papéis de “não-heroínas”, afinal defendem os assassinos.

s01e05 Episode 5 – O julgamento de Lyle e Erik Menendez começa. Leslie precisa equilibrar a tarefa desafiadora de defender os irmãos e sua vida pessoal.

Pela primeira vez, pelo que me lembro, começo a desconfiar de manipulação meio ordinária de uma série jurídica, digo isto porque é impressão minha ou o roteiro (não as advogadas) da série tenta nos vender 100% uma inocência dos irmãos nos homicídios dos pais sem nos dar o outro lado (promotoria com personagens ruins e argumentos idem), inclusive acusando um detetive de interferir numa testemunha? Sabe que acredito piamente em contraditório, principalmente na argumentação dos advogados, no entanto, mesmo com uma personagem tão forte como Leslie, inclusive “mal tratada” pelo Juiz do caso, não necessariamente precisa ser pintada como uma advogada messiânica envolta num caso de injustiça. Podemos discutir o caráter e a forma como a infância atua no psicológico dos irmãos, no entanto, acreditar e pregar que isto seria um motivo para inocentá-los, quando são réus confessos, acho muita desonestidade intelectual para com o espectador. Espero que seja somente uma impressão minha, mas neste episódio me incomodou, achei que a Defesa saiu do papel de Leslie e equipe e abraçou os roteiristas.

s01e06 Episode 6 – Chega o momento dos irmãos Menendez testemunharem. Com este novo episódio focado exclusivamente no depoimentos dos irmãos Menendez, reconsidero, um pouco somente, a manipulação da narrativa, pois sim sofrer abusos por anos das pessoas que deveriam lhe proteger deve ser inexplicável e é injustificável, para mim, inclusive a prova mais forte da defesa não vem do depoimentos dos irmãos, que não são seres humanos normais, tanto pelas escolhas quanto pela criação abusiva, mas sim dos familiares que sempre souberam que ali havia algo de errado e relevaram pelo contexto complexo que se apresentava. Dito isto, sem a menor sombra de dúvidas, este episódio deixou tudo muito mais cinza para o julgamento, que deve ter sido um escândalo na época, pois tudo é muito antiético e imoral, uma desconstrução do american way of life, porém, mesmo adorando a força da natureza que é Eddie Falco em cena, sua personagem é muito frágil fora dos tribunais, o roteiro não conseguiu criar uma trama pessoal para dar sustento a personagem, em comparação com a personagem de Sarah Poulson em ACH OJ Simpson, chega a ser vergonha alheia.

s01e07 Episode 7 – Chegamos ao episódio sobre os bastidores dos júris, não esqueçam que são 2, em cada júri impera a dúvida polarização entre a motivação passional ou a vingança fria, ao final, um empate, o que gera uma resposta mais ríspida da Promotoria e da Magistratura. Novamente o episódio pesa a mão em detrimento dos criminosos, são retratados como vítimas de um sistema cruel, sendo que são brancos e ricos, e ainda tenta criar uma conexão com o caso O. J. Simpson, uma forçada desnecessária da temporada, afinal de contas isso acaba enfraquecendo a série, bastante inferior à série co-irmã American Crime Story, nem mesmo os bastidores da vida de Leslie, que insiste em parecer uma advogada reclamona somente, consegue criar uma empatia com o espectador, que observa a série com inegável indignação pela intimidade da família Menendez, mas não compra o discurso de vítimas de abuso, como desculpa para um assassinato frio e brutal.

s01e08 Episode 8 – Chega o dia da segunda parte do julgamento dos irmãos Menendez. Segredos de família são revelados. Infelizmente, o ciclo The Menendez Murders terminou de maneira equivocada, como o grande desenlace da temporada seria os abusos sofridos pelos irmãos desde criança, fato abordado no sexto episódio (o melhor da temporada), aqui sobrou pouco espaço para o 2º julgamento, tudo muito corrido, inclusive com novas pistas como os telefonemas, a vilanização do Juiz, a beatificação de Leslie e uma informação de última hora, os pais também teriam sofrido abusos em suas infâncias (fechando um exemplo de abuso cíclico). Assim, o episódio pareceu raso demais nos assuntos abordados e extremamente maniqueísta, ao mostrar que os bastidores jurídicos implicaram na culpabilização dos assassinos confessos (principalmente pós OJ Simpson), uma pena acho que a série pesou a mão nesta abordagem e sacrificou uma história muito curiosa que poderia realmente refletir sobre as consequências do abuso na infância. Acredito que, inclusive, sirva de término para a série; neste momento, a trama de OJ Simpson em American Crime Story cresce pela maneira equilibrada como a temporada foi trabalhada por Ryan Murphy e equipe.

STATUS: INDEFINIDO (nov/17).

Better Things (FX) – 2ª temporada (FINALIZADA)

21/11/2017

s02e01 September – Sam recebe alguns amigos em casa.

s02e02 Rising – Sam tenta desestressar.

Não tinha intenção de voltar a acompanhar a série após a 1ª temporada, talvez por sentir falta de maior comicidade ou mesmo identificação com a personagem, o que ocorreu de modo instantâneo em I’m Sorry, porém como ainda sinto falta da série de Loiue, aqui tenho oportunidade de rever o trabalho do comediante junto com Pamela Adlon, uma das melhores atrizes que passou por sua série, e me rendo que nesta 2ª temporada, o texto já chega mais agridoce, com um discurso mais encorpado de uma mulher, mãe e filha como há muito não via, inclusive não vejo em séries dramáticas.

A série começa cheia de situações, praticamente mundanas, rotineiras e de fácil identificação (imagino para o público feminino) numa perspectiva altamente reflexiva, interessante que lembre que Louie terminou sua última temporada nesta batida. Contento pelo retorno!

s02e03 Robin – Sam faz uma nova amizade.

Episódio sensacional, adorei! Só a sequência inicial que ilustra o que chamaria de encantamento ou mesmo nascer de uma paixão, já vale todo ele, é uma construção tão palpável de sentimentos e em meio a toda rotina louca de Sam, trabalho e filhas, que fica difícil não torcer pela personagem, méritos pelo texto super delicado e pela participação de Henry Thomas.

s02e04 Sick – Sam acha que esta doente. Começando com um prólogo bastante chocante envolvendo a mãe de Sam que deve render na temporada, afora isto, vemos Sam tendo que lhe dar com sua paixão e seu ex- marido, pai das meninas. Temporada agridoce!

s02e05 Phil – Phil tem um acidente e Sam tem que lidar com isso. Como imaginei, após a sequência inicial do episódio anterior, a mãe de Sam, Phil teria um arco nesta temporada, uma pena que da pior maneira, com o comprometimento de sua saúde, a mental para piorar, assim Sam se vê as voltas com um novo papel de mãe (da sua própria). Episódio triste e relevante, que temporada adulta e madura a série vem apresentando!

s02e06 Eulogy – Sam exige que lhe sejam gratos. Sam perde a paciência com suas filhas ao notar o quanto são ingratas, além disso, vemos bastidores de Sam dirigindo um grupo de atores. Mais um bom episódio nesta temporada extremamente reflexiva!

s02e07 Blackout – Sam passa por diferentes desafios junto a um velho amigo, desde passar por um blackout com a família, parte hilária frente a reação das gurias sem eletricidade e até mesmo de sua mãe, até reencontrar Henry Thomas.

s02e08 Arnold Hall – Sam é confrontada. Realmente a temporada tem se concentrado nos dramas familiares de Sam, neste episódio além do surgimento de seu ex-sogro, pedindo ajuda ao filho, e Frankie sendo uma filha da p… em relação à mãe, que adolescente chata, mas os conflitos aparentemente banais são interessantes e vem dando uma complexada na temporada.

 s02e09 White Rock – Sam e as garotas fazem uma viagem. Mais um episódio focado em dramas familiares, aqui na verdade segredos familiares, pois ao passar uns dias com o seu tio, irmão de Phil, Sam descobre que possuia mais uma tia, internada psiquiatricamente, nunca antes mencionada, sentido-se traída pela mãe.

Na exibição desta semana, confesso que a notícia envolvendo Louis C.K. em casos de abuso que vem abalando os bastidores de Hollywood me deixou chateado, aqui ele atua junto com Pamela Adlon na produção da série, pois isso deve afasta-lo de futuros projetos (com toda razão, se mostrou uma pessoa no mínimo doente, pra não proferir outros julgamentos) e não sei se isto não pode prejudicar Better Things, vamos ficar na torcida pelo ótimo trabalho de Pamela Adlon seja suficiente para segurar a série.

(atualizado) s02e10 Graduation Season Finale – É o dia da formatura de Max e a família se reúne. Apesar de pouco marcante como desfecho de temporada (vícios de séries dramáticas), o episódio e a temporada por consequência elevaram o tom de qualidade da série, se na 1ª temporada a série se tratava de um retrato de uma mulher separada, comediante e mãe de 3 filhas em seu retrato do dia-a-dia, já na 2ª temporada, os textos ganharam contornos biográficos e reflexivos, principalmente sobre a maternidade, no caso conflitos banais e discussões fortes sobre ser mãe (com aqueles filhas insuportáveis) não esquecendo que Sam ainda se apaixonou e desapegou em seguida, nos melhores episódios para mim, tivemos ainda desenlaces passados com os relacionamento de Sam com sua mãe (já doente), seu irmão e ex-marido. A série certamente ganhou novo tom, talvez maior autonomia de Pamela Adler atriz/roteirista/diretora e com o provável afastamento do co-criador Louis C.K, devido ao comportamento abusivo nos bastidores de sua vida pessoal, espero que Pamela Adler tenha força de manter a série no ar.

STATUS: INDEFINIDO (NOV/17).

How to Get Away with Murder (ABC) – 4ª temporada

21/11/2017

s04e01 I’m Going Away – Annalise retorna à casa de sua família e percebe que, para reconstruir sua vida, ela deve tomar uma decisão difícil; já os Keating 4 enfrentam um futuro incerto.

s04e02 I’m Not Her – Annalise reconecta com uma cliente importante de seu passado. Enquanto isso, o “Keating 4” tem dificuldade em lidar com suas reputações manchadas; e em um flash-forward, os detalhes de um crime trágico começam a se desenrolar.

Confesso que acredito que HTGAWM deveria começar sua contagem final, a série que sempre serviu de veículo para o talento abissal de Viola Davis, após 3 temporadas de twists, assassinatos, outros crimes, sexo e traição, não vejo muito mais o que a serie pode nos surpreender, sem descaracterizar personagens e criar situações surreais, assim este REcomeço parece uma nova tentativa de ver aonde tudo levará os personagens, a viagem emocional de Annalise no primeiro episódio com a família foi muito interessante, e os passos de cada personagem neste recomeço parece promissor, mas os flashforwards são um artifício que em nada mais acrescentam à narrativa, achei completamente banal e desnecessário.

s04e03 It’s for the Greater Good – Annalise aceita cuidar de um caso e percebe que se envolveu em algo grande demais. Laurel pede a Michaela para ajudá-la a colher informações sobre a morte de Wes e Connor toma uma decisão que o grupo não aprova. Confesso que o caso de Annalise e as questões que envolviam o mesmo muito bom, assim como tem sido o arco Michaela, já os demais precisam achar uma subtrama para chamar de sua de outra maneira.

s04e04 Was She Ever Good at Her Job? – Sentindo que encontrou um propósito, Annalise foca em desenvolver um grande caso e Bonnie fica desconfiada. Connor recebe a visita de seu pai e Laurel procura um velho amigo para desabafar. A temporada tem procurado aprofundar o lado psicológico de cada personagem (que acabou ganhando um arco após a dissolução de 5 Keating), me parece ter sido uma escolha inteligente dos roteiristas, no entanto, ainda não vejo necessidade de sempre haver mortes no entorno dos 5/6 personagens, enfraquece a série em sua narrativa dramática.

s04e05 I Love Her – As suspeitas de Bonnie sobre o caso de Annalise a levam a realizar ações inesperadas para obter respostas, enquanto flashbacks revelam a gênese da longa e complicada história entre as duas; já o flashforward revela o chocante paradeiro de um dos Keating 4. Muito triste as histórias passadas de Annelise e Bonnie, inclusive em seus primeiros encontros, são personagens muito carregadas e fica bastante crível este relacionamento de amor e ódio que move as personagens nestes 4 anos de série, dito isto, acho uma pena que num momento tão bacana da série, que me parece ter feito boas escolhas nesta temporada, apesar dos flashforwards inúteis, a audiência esteja tão capenga.

s04e06 Stay Strong, Mama – Um antigo colega ajuda Annalise com sua ação coletiva. Laurel continua a investigar a empresa do pai. Asher confronta Michaela sobre seu comportamento estranho. Detalhes sobre o passado de Isaac são revelados.

Achei um episódio meio vacilante, não seguiu a espiral de novas situações apresentadas até então, e o jogo de gato-e-rato em torno do pai de Laurel me parece equivocado, inclusive os pontos interligados para justificar o assassinato de Wes, tirando isto, gostei da atenção à Isaac, que ganhou uma storyline para chamar de sua com ares de “In Treatment” ao termos noção de suas consultas com psicóloga, que claro teve envolvimento  com o novo twist da temporada, falta 1 semana para chegarmos aos eventos dos flashforwards (que acredito que morrerá, aposta somente, o pai de Laurel ou o próprio assassino de Wes).

s04e07 Nobody Roots for Goliath – Quando a determinação de Annalise para certificar sua ação coletiva é colocada em teste, um aliado surpreendente a ajuda. Laurel e Michaela atingem um obstáculo depois de alguém descobrir seus planos para derrubar o pai de Laurel. Mais um episódio que dá um passo atrás no bom trabalho que vinha sendo desenvolvido na temporada, a dinâmica de Laurel e Michaela já não rende como antes e Annelise se envolvendo com antigos inimigos para combater novos (são subtramas recicladas), espero que consigam fechar bem este ciclo.

(atualizado) s04e08 Live. Live. Live – Annalise é confrontada por perturbadoras notícias que colocam sua sobriedade em risco. A investigação sobre o assassinato de Wes chega ao final e detalhes chocantes sobre o paradeiro do bebê de Laurel são revelados na winter finale. Como imaginei os flashforwards eram uma enganação à primeira vista, toda a trama dos 4 Keatings correu paralelo ao drama de Annelise, assim no meu ver não tem mais serventia à narrativa como nos primeiros anos, até porque já mencionei aqui que estava mais do que na hora de parar de morrer gente/assassinar no entorno dos poucos personagens da série, até porque a série é jurídica e não um drama de guerra.

A morte era esperada desde o episódio passado, um personagem muleta ali na trama, inclusive achava que ele já morreria na temporada passada quando surgiu, neste mid season finale, podemos observar que apesar de ser “dona de porr@”, a série ganha muito ao desenvolver e criar arcos para os demais personagens, até porque o caminhar de Annelise não precisa estar diretamente ligado aos 4 Keatings, porém a trama de Wes continua sendo mal escrita até dizer chega, dá impressão que não sabem como terminá-la, afinal, envolve personagens que pouco ou nada nos importa, como o pai de Laurel, e ficam girando com esta ameaça, como na péssima sequência do matador espiando na escada (de onde saiu/onde andava a criatura?) para ter uma ameaça em voga o tempo todo, sou muito mais de abordar os conflitos profissionais de cada personagem e amorosos de maneira competente, como já fizeram, e deixar descansar os truques narrativos com mortes/assassinatos/sangue/etc.

Grey’s Anatomy (ABC) – 14ª temporada

21/11/2017

s14e01 Break Down the House – Meredith e a equipe estão focados em ajudar a irmã de Owen após seu retorno chocante, e Amelia enfrenta um conflito sobre um paciente. Enquanto isso, Bailey é forçada a dar a Grey Sloan uma nova mudança após o incêndio.

s14e02 Get Off On the Pain – Meredith luta para criar um novo plano para a irmã de Owen. Jo faz uma escolha surpreendente em relação a Alex e a pesquisa controversa da irmã Andrew leva a uma descoberta chocante.

Apesar de se encontrar na 14ª temporada, o canal ABC ainda depende muito de Grey’s (ainda melhor audiência das noite de Shonda Rhimes), é bastante corajoso iniciar uma temporada de um veterano drama com episódio duplo, mas os roteiristas apostaram numa premiere ligeiramente diferente do que vinha ocorrendo; senti que rolou uma jogada tipo “cartas na mesa”, explico, praticamente todos personagens ganharam tramas e/ou arcos que devem ser trabalhados no decorrer da temporada. Alguns exemplos, o certo aparecimento do ex-marido de Jo, a saída Ben para o spin of da série sobre bombeiros, depois de sua excursão neste meio na season finale passada, o personagem já deixou claro que senti falta da adrenalina que aquela situação gerou, o claro triângulo amoroso de Meredith, assim como a doença de Amelia.

No entanto, apesar de amar a série, é óbvio que suas tramas não irão ser inovadoras, muito pelo contrário, pouco ou nada de novo poderá surgir na série, com exceção de algum paciente muito especial a la Denny Duquette, que mexa com a história para sempre na série, mas a empatia do ambiente e dos personagens – os que sobreviveram – lá estão para nos emocionar (mesmo que usando sempre dos mesmos artifícios).

s14e03Go Big or Go Home – Harper Avery chega no hospital e deixa Bailey no limite; um rosto familiar do passado de Meredith volta como paciente; Amelia tenta lidar com um segredo.

Confesso que a recepção do tumor por parte de Amelia foi bem menos dramático do que imaginava, inclusive, proposital ou não, serve de desculpa para o comportamento “loko” da personagem, assim todo este desenlace deve render lenços molhados num futuro breve; já a participação de Harper Avery (vó de Jackson e dono da Fundação) me pareceu muito superficial para um nome tão mencionado dentro da série e, ainda mais, num contexto meio cômico (?), já o tratamento de Meredith com o psiquiatra (seu inclusive) em muito serviu a personagem, que vem passando por momentos inspirados dentro da série.

s14e04 Ain’t That a Kick in the Head – Amelia enfrenta uma situação difícil enquanto Meredith lida com as consequências da conversa com Nathan. Maggie encontra-se em um estranho jantar de família. Jackson recebe grandes notícias e Richard e Bailey procuram pelas estrelas do amanhã. Ainda acho muita graça com os tipos que os roteiristas inserem quando fazem a seleção de estagiários, parte cômica, já o drama teve praticamente dois desfechos, o que inclusive acho que não será tão simples assim, Amelia tem uma cirurgia 100% acertada e teve os melhores diálogos junto com Lucca, quando o residente faz refletir sobre sua busca incessante pelo erro; claro que a sequência mais emocionante é o reencontro de Farouk com irmã de Owen, de olho nestes arcos que parecem “happy end”!

s14e05 Danger Zone – Em um flashback, Owen, Megan, Teddy e Nathan nos levam ao Iraque de 2007 e os eventos que levaram ao sequestro de Megan são revelados. Nesse dia, Owen e Megan expõem feridas antigas.

Sentimentos contraditórios sobre o episódio, apesar de sempre achar interessante quando a série sai fora do Hospital e foca em poucos personagens, aqui fiquei com a sensação de montagem equivocada, como se os flashbacks de Owen, Megan, Nathan e Teddy tivesse que ter sido apresentado la no segundo ou terceiro episódio, para que acompanhássemos aqueles personagens já com todas as informações, agora passado todo o drama, sobre Nathan-Megan-Meredith e Owen-Amelia-Teddy-família, senti como se já não importasse tudo isso. Além disso, achei o arco de Nathan muito dissonante com o comportamento do personagem, simplesmente, saiu…

Mas teve alguém que ganhou com o episódio, Owen, um personagem fadado ao fracasso pelo forte senso de proteção e família, após a desilusão com Cristina e Amelia parece (espero que os roteiristas façam isso) que terá uma nova redenção, gosto muito do ator e do personagem, poucos que não sucumbiram dentro da série.

s14e06 Come on Down to my Boat, baby – Jackson convida os rapazes para um dia no mar; Arizona, April e Maggie tratam uma mulher que está escondendo um segredo mortal. Episódio com uma pegada bem cômica, meninos para um lado (bêbados num barco) e meninas tratando de uma jovem que carregava uma arma para seu namoradinho bandido (que levou uma excelente mijada de Arizona); assim me parece que a série recorrerá a um clima mais ameno nesta temporada, o que acredito que precisamos, além disso, tivemos uma abertura de arco de Meredith que me parece genial, focar na vida profissional da médica, dar um tempo nos romances e luto, para se dedicar ao lado profissional e o famoso Prêmio Avery, que a meu ver dará uma importância de peso a uma personagem que há 14 anos atrás era somente uma residente de cirurgia, achei uma escolha narrativa perfeita, a personagem merece, tomara que seja bem desenvolvida!

s14e07 Who Lives, Who Dies, Who Tells your Story – Após um carro de montanha-russa sair dos trilhos na feira do condado, os médicos de GSMH atendem a pacientes que despertam memórias e fantasmas de seus passados.

Que jornada acompanhamos Grey’s por 300 episódios, muito mais que qualquer novela global (perde somente para as novelas infantis do SBT), então nada melhor que um episódio nostálgico como só Grey’s poderia nos presentear, sem contar com nenhuma participação especial digna de nota, não  apareceram Izzie nem Cristina, mas seus nomes e lembranças sim, através de um roteiro que brincou com residentes similares a George, Izzie e Cristina sendo atendidos pelos nossos já veteranos  médicos, além de outras referências como as clássicas músicas da trilha sonora, no entanto, mesmo nostálgico foi um episódio leve que ratificou mais uma vez o papel protagonista de Meredith, sendo premiada pelo clássico prêmio da série, num discurso bonito de Jackson. Que memórias a série cultivou até agora, apesar dos pesares!

(atualizado) s14e08 Out of Nowhere (mid season finale) – Os médicos precisam ser criativos para tratar os pacientes depois que um hacker derruba o sistema de informática do hospital. Os roteiristas foram bastante espertos ao criar para o mid season finale um “event” diferente dos habituais, sempre trágedias naturais ou humanas calamitosas, mas um simples apagão digital, que faz com que um hospital de grande porte volta aos tempos pré tecnologia; quem ganha destaque com isso é Chefe Webber que é um imortal (kkk) dentro do hospital, auxiliando os mais jovens como um Mestre Yoda ou Miaggi; em meio aos correrios de como tratar os pacientes, uma Meredith plena em sala cirurgica mostra porque da merecer seu prêmio, a cada nova dificuldade uma nova saída, e Jo terá a oportunidade de se mostrar uma personagem realmente relevantes dentro da série com seu arco com viés social, abuso doméstico, com a chegada de seu ex-companheiro.

Stranger Things (Netflix) – 2ª temporada (FINALIZADA)

29/10/2017

s02e01 Chapter One: Mad Max – Na véspera do Halloween, um rival bagunça as coisas no fliperama. Cético, Hopper inspeciona uma plantação de abóboras apodrecidas.

Notadamente este início de temporada da série mais hypada do Netlfix, retomou com um episódio bastante re-introdutório nos colocando a par onde cada personagem esta após a finale da temporada passada, em seguida já temos alguns novos elementos sobre o que o novo ano abordará, como uma invasão do Mundo Invertido, uma espécia de lá e o luto de Nancy pela morte de Barb, além disso, temos 4 novos personagens apresentados como Bob, namorado de Joyce e nova referência aos anos 80, Sean Austin um Goonie original, Paul Reiser (outro oitentista) como Dr. Owens, alem de Max, menina acrescida para fazer parte da turma, e o seu irmão escroto.

Um bom início, continua um excelente produção dos Irmãos Duffer (roteiristas) e de Shawn Levy (diretor).

s02e03 Chapter Three: The Pollywog – Dustin adota um animal de estimação estranho, e Eleven fica cada vez mais impaciente. Bem-intencionado, Bob incentiva Will a encarar seus medos.

s02e04 Chapter Four: Will the wise – Debilitado, Will se abre com Joyce e o resultado é perturbador. Enquanto Hopper busca a verdade, Eleven faz uma descoberta surpreendente.

Mesmo com tons mais sombrios, principalmente, em virtude do assombro de Will e a dificuldade em Eleven se adaptar, o que torna a série mais séria e com temas mais adultos, sinto falta da porção mais engraçada, da turminha nerd que é zoada na escola, do humor juvenil que tanto nos fez ter empatia pela série, que deixou de ser somente uma série que referencia os anos 80, todas as storylines estão muito sérias, o que não é um problema, mas pelas características dos personagens mostradas até aqui, queria que o humor estivesse mais presente.

s02e05 Chapter Five: Dig Dug – Nancy e Jonathan trocam teorias conspiratórias com um novo aliado, e Eleven procura alguém do seu passado. “Bob Sabichão” lida com um problema complicado. Assim como ocorrera na temporada passada, o triângulo amoroso adolescente não funciona e ainda foram inventar de fazer um “fan service” no que se refere a morte de Barb lá da temporada passada e o que temos, um roteiro frouxo e que somente adia o reencontro dos personagens, o ponto alto da série.

s02e06 Chapter Six: The Spy – A ligação entre Will e uma sinistra força do mal fica mais forte, mas ninguém sabe ao certo como detê-la. Dustin e Steve criam um vinculo improvável.

s02e07 Chapter Seven: The Lost Sister – Eleven continua tentando se comunicar com sua mãe, mas no meio do caminho descobre coisas sobre seu passado e é levada ao encontro de uma irmã que não sabia da existência.

Apesar de achar bastante interessante um episódio focado somente em Eleven/Jane, que teve um arco a parte dos eventos da série até aqui, confesso que sua conexão com uma jovem dos tempos do laboratório, inclusive com a revelação da não morte de Matthew Modine (achava que estava morto mesmo), que surgiu no prólogo da temporada e seu contato com um possível “lado negro da Força” me soou relevante dramaticamente dentro da temporada, como se ainda não fosse um episódio necessário, de repente numa temporada futura esta jornada se tornaria mais relevante. Até por isso, uma das coisas que mais senti falta na temporada até aqui é a relação entre Eleven e Mike, ou mesmo com as outras crianças.

s02e08 Chapter Eight: The Mind Flayer – Um herói improvável surge quando um incidente mortal provoca o fechamento do Laboratório de Hawkins, deixando Will e vários outros presos lá dentro. Um episódio bastante tenso e aterrorizante, principalmente se pensarmos que o público alvo da série inclui jovens/crianças, gosto muito desta pegada dos irmãos Duffer, não abrirem mão em prol de um produto mais família.

s02e09 Chapter Nine: The Gate Season Finale – Eleven planeja terminar o que começou. Os sobreviventes aumentam a pressão contra a força monstruosa que mantém Will refém. Boa finale, principalmente pelo pós resolução do evento caótico da temporada (apesar de não gostar de resoluções ambíguas, afinal o Mind Flayer não morreu somente não invadiu nosso “plano”, continua no “mundo invertido”), que pra mim é o grande acerto da série, a empatia do elenco infantil com problemas mundanos como um “Snow Ball”, a dinâmica entre os personagens é o charme da série, claro que o lado misterioso e a trilha sonora colaboram.

Sobre a temporada em si, Stranger Things cresce como série ao não abrir mão da sua essência, mesmo não concordando com escolhas do roteiro, como o arco de Eleven, a qual acredito que fez muita falta ao grupo de amigos, principalmente a Mike (apagadinho a temporada inteira), em contraponto, com o mistério sendo trabalhado parcialmente, afinal não tivemos um desfecho para o mundo invertido, a dinâmica entre as crianças e seus dilemas me ganharam, principalmente Dustin, Lucas e Max; outro ponto positivo, a inserção dos novos personagens, todos funcionam e o tema dos irmãos Max e Billy ( de abuso físico) me surpreendeu pela abordagem, porém, Steve, Jonathan e Nancy que sono, inclusive o arco de procura por respostas por Barb soou constrangedor, mal construído e uma escolha dos roteiristas para atender os fãs que não se justifica.

Simplificando, não acredito que a temporada seja melhor que a primeira, porém, não destoa muito, é uma série extremamente agradável de assistir com uma dinâmica/receita para o sucesso certo. Até a próxima!

STATUS: RENOVADA PARA 3ª TEMPORADA (2018/19).

 

Mindhunter (Netflix) – 1ª temporada (FINALIZADA)

14/10/2017

Inspirada pelos relatos dos ex-agentes John Douglas e Mark Olshaker, a série de TV se passa em 1979 e acompanhará os talentosos investigadores Bill Tench (Holt McCallany) e Holden Ford (Jonathan Groff) interrogando assassinos para resolver diversos casos de homicídio. Anna Torv (Fringe) e Hannah Gross completam o elenco.

O dramaturgo Joe Penhall (A Estrada) e Scott Buck (Dexter, Rome) são responsáveis pelo roteiro, com produção executiva de Fincher, Joshua Donen (Garota Exemplar), Cean Chaffing (Clube da Luta) e Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria).

s01e01 Episode 1 – O frustrado negociador de sequestros Holden Ford encontra um aliado improvável no agente veterano Bill Tench e começa a estudar uma nova classe de assassinatos.

s01e02 Episode 2 – Holden entrevista o sinistro e articulado assassino Ed Kemper, mas seu ato é alvo de críticas no FBI.

Uma das séries das quais mais tinha expectativa, pela curiosidade do tema e pela linha histórica do mesmo, ver como os agentes policiais começaram a observar um padrão de comportamento (ação, vitimologia, etc) nos assassinos em série, o final da década de 70 é um prato cheio para o tema pois recentemente os Eua haviam passado pelo tormento do “O Filho de Sam”, assim posso dizer que o início me instigou e fiquei com boas perspectivas.

O piloto é um pouco lento, procura construir e apresentar Holden de maneira tanto profissional quanto pessoal, e a dinâmica com Tench surge somente ao final, gosto de alguma pontuações como a busca do personagem em ambiente acadêmico para dar um passo a frente neste estudo, e já no segundo episódio, temos seu encontro com o assassino Ed Kemper, bastante famoso, numa interação quase surreal, impressionante a composição do ator que deu vida à Ed, carismático e bastante inteligente, ainda não consigo visualizar Jonathan Groff como protagonista, mas acredito que sua escolha seja devido sua aparência juvenil, então aguardamos um pouco mais.

Como produção, sem comentários para a criação de Joe Penhall pelas mãos de David Fincher, uma recriação de época correta e bons personagens coadjuvantes.

s01e03 Episode 3 – A Dra. Wendy Carr se junta a holden e Tench, e as ideias do trio garantem uma prisão. Entrada oficial de Anna Torv, musa Fringe de todo serie maníaco, sendo que tivemos minha sequência predileta até aqui, com Holden e Tench e um policial local “conversando” com um suspeito fora de sua casa, fantástico, direção, roteiro, produção e elenco.

s01e04 Episode 4 – Bill e Holden consultam a Dra. Wendy Carr para começar uma classificação do perfil dos criminosos. Uma notícia surpreendente vem aí. As coisas caminham para a criação do departamento, com adição de um elemento acadêmico, em meio a isso, alguns casos vão surgindo e novos criminosos ganham espaço.

Já virou um vício, tô assistindo em maratona, coisa raríssima de acontecer com este pobre serie maníaco dos anos 90 (episódio semanal), pelo tamanho da minha curiosidade não vou deixar passar de uma semana esta temporada.

s01e05 Episode 5 – Holden e Bill retomam um caso espinhoso, com pistas divergentes e uma longa lista de suspeitos.

s01e06 Episode 6 – Wendy considera uma proposta. Holden e Bill dão duro para comunicar à Justiça o significado das descobertas de um caso desconcertante.

s01e07 Episode 7 – Wendy dá uma guinada arriscada na carreira para se dedicar exclusivamente à equipe do FBI. Fica difícil para Holden e Bill ignorar a carga emocional do trabalho.

Não vou poder comentar particularidades de cada episódio pois estou assistindo de combo, a série que conta com uma trama contínua não me marca pelo episódio numericamente, assim vou deixar impressões.

FANTÁSTICO, é isso que posso comentar pelo caminhar da série, que roteiro excelente, pensando que facilmente cairia num procedural policial, com episódios no qual surgem um criminoso a cada semana para ser desvendado/estudado pelos agentes, marca registrada da tevê americana, ver que os roteiros estão na verdade cada vez mais aprofundando os protagonistas, principalmente Holden (já aceito Groff nas premiações sua interpretação esta insana) é um alento para os corações dos fãs do gênero. Lembrando que até agora a série não utilizou nenhum disparo, perseguição e coisas do gênero para nos prender ao roteiro (mais um toque genial).

s01e08 Episode 8 – Bill e Wendy entrevistam candidatos para preencher a nova vaga na equipe. Holden se intriga com o estranho hábito de um diretor da escola.

s01e09 Episode 9 – Os métodos de Holden durante uma entrevista com um assassino em massa dividem a equipe e entram na mira de uma investigação interna do FBI.

s01e10 Episode 10 Season Finale – O estilo controverso de Holden rende uma confissão, mas põe em perigo a carreira, os relacionamentos e a saúde. A equipe se abala com uma investigação interna.

Sem palavras para esta série! Que pérola!

Que roteiro, direção, produção (fotografia, reconstituição de época, trilha sonora) fod@!! É impressionante como bons plots nas mãos de pessoas talentosas podem render um entretenimento adulto tão competente e relevante dentro do cenário televisivo atual.

A dinâmica da série começa mais vagarosa, lembrando claramente Arquivo X e Hannibal (seja a série ou os filmes), no entanto, quando percebemos que os criminosos serão somente “uma cortina de fumaça” para um verdadeiro estudo psicológico dos protagonistas a série cresce bastante, desde os questionamentos familiares ou mesmo o quanto os agentes devem se conectar com os assassinos para terem suas respostas até o debate institucional, numa época na qual esta metodologia não era reconhecida, inclusive é curioso notar o papel “intocável” que o FBI quer representar na sociedade da época.

A partir do episódio no qual Holden chega à escola e revela a mania, no mínimo, estranha do afável diretor, o personagem cai numa espiral que só podia render aquela sequência assustadora e tensa entre ele e Kemper (pode dar o prêmio para ator convidado), Groff constrói um Holden imerso na sua obsessão/curiosidade em “desnudar” os assassinos que não percebe o quão arrogante e dono de si se torna, minando todas suas relações pessoais/profissionais (namorada, Bill, FBI). Praticamente se torna um narcisista como seus “objetos de estudo”.

Gostei da personagem de Anna Torv, ainda nos apresentada de maneira superficial, uma doutora de psicologia, lésbica, com hábitos simples e caráter de retidão, que chega batendo de frente com o intuitivo Holden frente à cobrança por uma metodologia acadêmica. Funciona demais na narrativa este contraponto.

Os dois episódios finais foram essenciais para um desfecho do arco de Holden (único personagem trabalhado desta maneira) e deixa um link bastante promissor para a, já confirmada, 2ª temporada: como o FBI finalizou a investigação do departamento? Qual estado de Holden e como ele afeta os demais personagens? e principalmente, visto desde o início da série, em prólogos, o acompanhamento daquele possível serial killer? Já no aguardo da próxima temporada!

STATUS: RENOVADA PARA 2ª TEMPORADA (2018).

American Horror Story – Cult (FX) – FORA DA WATCHLIST

13/10/2017

s07e01 Election Night – Após a eleição de Trump, Ally Mayfair-Richards volta a ser perseguida por todas as suas antigas fobias… e, aparentemente, elas estão criando vida.

s07e02 Don’t be Afraid of the Dark – imaginação e realidade colidem quando um suposto ataque causa um apagão, fazendo a Ally entrar em desespero.

Chegamos a sétima temporada da criação antológica da equipe de Ryan Murphy nos trazendo, acredito que pela 1ª vez, um horror mais psicológico e social. Aproveitando-se da noite da eleição de Donald Trump e no clima de conspiração que se instalou por terras americanas, principalmente, no que se refere à polarização de idéias (algo bem próximo nosso atualmente também).

Porém, nestes primeiros episódios, tô sentindo falta de uma ameaça propriamente dita, de mais personagens e outros conflitos que não seja a obsessão do personagem de Evan Peters, sua irmã freak e os ataques histriônicos de Ally (personagem de Sarah Poulson). Ainda não embarquei na trama de terror psicológio com fobias e palhaços, vamos aguardar mais um pouco.

s07e03 Neighbors from Hell – Após o acidente da noite anterior, Ally precisa lidar com as consequências de seus atos – tanto na mídia quanto dentro de casa. E na vizinhança.

Se por mais um episódio a histeria de Ally continuar neste nível histriônico confesso que, pela primeira vez, tendo a abandonar a temporada de AHS; mesmo tendo um tema central tão instigante quanto “medo e fobias”, a trama central esta girando e girando sem sair do lugar; ainda não temos todas as conexões e personagens expostos e até mesmo o grupo de palhaços assassinos ainda não conseguiu criar terror ou horror mesmo com o engenhoso prólogo, que realmente apresentou uma sequência que achava que seria o mote da temporada, as fobias das pessoas, porém ao final do episódio tudo ainda permaneceu avulso, somente como ataques a um bairro, sendo todos eles assassinatos chocantes, falta realidade e verossimilhança até aqui.

s07e04 11/09 – De volta ao dia das eleições, os métodos de Kai são esclarecidos e alianças improváveis são reveladas.

s07e05 Holes – Com o objetivo da visibilidade do culto, Kai organiza novos assassinatos. Enquanto isso, Ally lida com a deterioração de seus relacionamentos com Ivy e Oz e tropeça em descobertas chocantes.

Estou largando a temporada, pela primeira vez, a temporada toda não funciona como este microcosmo criado por Falchuk e Murphy para retratar fobias, fake news, manipulação de medos, etc; poucas coisas fazem sentido para mim, inclusive, o tom histérico de Sarah Poulson (ainda a mocinha da série) me irrita em demasia e o personagem de Evan Peters é muito genial demais, sem fazer qualquer sentido, muito mais quando o roteiro cria as conexões que podem até surpreender os espectadores mas, em mim, não fizeram sentido algum. Aguardo a próxima!