Law & Order Special Victims Unit (NBC) – 19ª temporada (FINALIZADA)

29/05/2018

LAW & ORDER: SPECIAL VICTIMS UNIT — Pictured: “Law & Order: Special Victims Unit” Key Art — (Photo by: NBCUniversal)

s19e01 Gone Fishi’n – Fin captura um estuprador fugitivo em Havana, mas o caso de Barba é prejudicado por um conflito político. Cassidy retorna com más notícias para Olivia. Abrindo a temporada com um “chroma key” medonho por parte da produção querendo recriar Cuba (kkkk); no mais faltou um pouco mais de histórico para que entendêssemos o contexto para tamanho esforço.

s19e02 Mood – Detalhes bizarros sobre o estupro de uma mulher colocam a SVU em desacordo quando Rollins e Carisi pensam que a história da vítima é uma mentira. Enquanto isso, Benson parte para a ofensiva quando sua vida pessoal é examinada. Olha sou sempre super a favor dos roteiros levantarem questões sob as mais diferentes óticas e interpretações, no entanto, em virtude de uma “pegada” no braço criarem toda este escárnio para Olivia achei demasiado fora da realidade na qual a série sempre procura caminhar, sinto que os roteiros procuram criar subtramas para a protagonista, mas passados quase 20 anos não há muito que possa-se desenvolver, principalmente, no que se refere a maternidade de Noah, preferiria que abordassem mais as relações pessoais da personagem e os conflitos com o lado profissional.

s19e03 Contrapasso – Quando um homem é encontrado com os testículos arrancados, a equipe SVU precisa investigar a ligação entre três mulheres suspeitas. Na média da série.

s19e04 No Good Reason – Uma adolescente desaparece depois que os colegas de escola fazem ataques de Cyberbullyng contra ela. Achei que o episódio poderia ter ido um pouco além da proposta, mas ainda serve de “aviso”.

s19e05 Complicated – Uma jovem mulher é encontrada sozinha pedindo ajuda no Central Park, resultando na reabertura de um caso de 10 anos. Olivia Benson e Sheila Porter vão ao tribunal da família pelo Noah. Apesar de não ser muito normal para mim, não consigo comprar este novo arco Olivia-Noah-Sheila, preferia outro contexto, já o caso do episódio por si só ou pelo seu resultado é aterrorizante!

s19e06 Unintended Consequences – Uma adolescente é encontrada morta logo após fugir de uma clínica de reabilitação. Olivia e Sheila conversam sobre Noah. Achei aqueles casos com diversas camadas e cada uma vai ficando pior que a anterior, na verdade, um episódio denúncia sobre o caos da saúde no que se refere às clínicas e como elas funcionam quando o Estado não fiscaliza ou não se faz presente.

s19e07 Something Happened – Benson fala sobre seu passado para ajudar uma vítima de estupro a recordar os detalhes de uma noite terrível e traumática. Uau! episódio que aborda ou volta a discutir o passado familiar e de traumas de Olivia, aqui num momento de identificação com a possível vítima, abuso familiar e traumas, pequeno e intimista, um roteiro que mostra o quanto eventos pessoais dos personagens conseguem ser melhores que qualquer caso da semana.

s19e08 Intent – Os policiais investigam um esquema online relacionado ao estupro de uma estrela famosa das redes sociais. Enquanto isso, Benson estabelece regras com Sheila. Sobre o arco de Benson com a avó materna de Noah, Sheila, confesso que estava esperando um momento virada na qual a mesma buscaria na justiça seu direito de avó materna, então, inserir um perigo ao jovem vindo de fora me parece uma saída melhor, mas acredito que a maternidade de Benson deveria fazer a personagem se ver em conflitos mais questionadores e menos policialescos; já o caso de cúmplice de estupro por meio digital achei fenomenal pois é um aspecto da vida em mídia social que pode acontecer a qualquer um, claro que levado ao exagero em dramaturgia, porém sempre que colocado em discussão ganha espaço pro debate na sociedade.

s19e09 Gone Baby Gone – As emoções na SVU vão ao limite quando o esquadrão embarca numa busca frenética pelo filho desaparecido de Benson. Infelizmente como eu previa ocorreu o pior, ao fazer o sequestro de Noah ser sobre Sheila o roteiro da série optou pelo óbvio e mais novelesco, mesmo que Sheila não tenha sido pintada como uma vilã clássica, tinha seus motivos e conflitos, a trama ficou no superficial e reforçou meu discurso que a maternidade de Olivia é tem sido seu grande problema na série quando acho que devia ser sua solução frente aos maiores horrores que já presenciou. Uma pena este desperdício, tomara que nesta 2ª parte da temporada os roteiristas criem um arco melhor para algum dos personagens.

s19e10 Pathological – Quando a SVU investiga um caso envolvendo dois alunos em uma escola de necessidades especiais, Rollins descobre que as questões médicas de uma criança são originárias de uma fonte surpreendente. Parecendo querer abordar casos de abusos entre jovens com necessidades especiais, o roteiro dá um loop de 180° ao trazer um caso de abuso e dependência maternal, um pouco chocante e revoltante, bom plot, já as consequências do episódio anterior ainda assombram Olivia, espero que isto seja tratado de maneira natural dentro da série, já é um plot que desgastou.

s19e11 Flight Risk – Uma piloto de aviação comercial acusa seu superior de agressão sexual. Barba convoca um grande júri para determinar a cumplicidade de seu empregador no crime. Enquanto isso, Fin toma medidas para garantir que Benson esteja protegida no trabalho. Episódio notadamente atual com as manchetes americanas, assédio sexual em ambientes corportativos e suas consequências, plot importantíssimo de ser debatido e conversado, muito bom, no entanto, ali no fundo vemos um enfrentamento entre Fin e o Chefe da Polícia que, me parece que, deve render um arco ali na frente, com possível destituição de Benson de seu cargo. A conferir…

s19e12 Info Wars – Depois que uma mulher é estuprada durante um protesto, Benson e Barba lutam para colocar suas opiniões políticas de lado para ajudar a levar o atacante à justiça. Mais um episódio focado nas manchetes políticas contemporâneas, muito similares as nossas diga-se de passagem, que sempre foi uma característica da série, bom episódio e bom debate em cena.

s19e13 The Undiscovered Country – Quando um bebê desaparece, os detetives da SVU acabam escolhendo lados em um caso em família. Enquanto isso, as ações de Barba colocam o escritório dos promotores em risco. Fiquei chocado com os caminhos do episódio após observar a participação de Sam Waterston, velho promotor da franquia Lei & Ordem, imaginei que dali haveria alguma consequência mais dramática, quando observei que o ator que fazia o promotor em outra série da franquia logo “pesquei” que Barba teria um desfecho surpreendente, o que já digo que não aprovei; não pela saída do ator, algo comum na franquia e que já atingiu outros promotores, no entanto, a maneira como o roteiro impôs esta situação achei demasiado forçado, até porque nunca havia observado este nuance na personalidade do mesmo, decepcionado!

s19e14 Chasing Demons – Um médico preso por abusar sexualmente de crianças é liberto quando o testemunho de Brian Cassidy causa um anulamento. se torna difícil quando o julgamento é anulado. Quando o criminoso morre, ele é o suspeito principal. Não gosto quando os roteiristas da série fazem links inconcebíveis no mundo real para criar subterfúgios narrativos e falsos conflitos, em que mundo Cassidy teria capacidade de ser um investigador da Promotoria…muito mais de um Promotor novato e que certamente pediria credenciais do mesmo…assim colocar o personagem como centro de um conflito me pareceu desde o inicio um plot muito frágil.

s19e15 In Loco Parentis – A sobrinha de Carisi relata o abuso sexual de um colega de classe; Stone descobre que não há testemunhas perfeitas quando se trata de crimes sexuais. E mesmo com o frágil plot do episódio passado, prefiro quando a série abre arcos narrativos para tratar de parentes dos detetives em casos específicos dentro da série, assim ilustrar as inúmeras possibilidades de acusação de um assédio e ou estupro já renderam episódios melhores!

s19e16 Dare –A morte acidental de uma menina se torna um caso criminal quando uma cirurgiã colhe seus órgãos sem o consentimento dos pais. Agora sim, fugindo do óbvio e com um roteiro bastante ambíguo com diversos argumentos opostos a série entrega um episódio acima da média e relevante para o episódio, com personagens aparentemente comuns envolvidos em conflitos ordinários que rendem conflitos reais, inclusive pela posição ao qual o roteiro colocou Olivia, que ficou com um morte na mente, mas a lei é lei e tem que ser cumprida, gostei demais do episódio, relevante para o tema doação de órgãos.

s19e17 Send in the Clowns – Quando uma estudante desaparece durante um passeio escolar em Nova York os policiais devem correr para encontrar um misterioso homem mascarado. Enquanto isso, Fin e Stone recebem visita. Após o provocante episódio passado, esta trama foi bem meia-boca, um misto de desaparecimento, passado musicista e estupro de menor, embalado num suposto mistério envolvendo máscara de palhaço onde nada me soou especial ou chamativo o suficiente para tornar o episódio memorável até o seguinte, nem mesmo o incesto desnecessário e pouco chocante. Apenas mais um!

s19e18 Service – O esquadrão entra em conflito com a burocracia militar quando um soldado é suspeito de agressão sexual. Em mais um episódio sobre militares envolvidos em questões de prostituição e agressão, acredito que não será o último, vejo que o roteiro do mesmo não soube trabalhar as questões principais apresentadas, dilemas de honra e lealdade nas Forças Militares, a invisibilidade na prostituição e os transgêneros militares, são todos temas relevantes, no entanto, em 40 minutos ficou impossível de serem trabalhados de maneira competente, ficou raso, talvez com exceção da personagem prostituta e sua relação com a sociedade, até mesmo porque Rollins fez um papel de “bitch” da melhor maneira servindo de contraponto para nosso olhar com a personagem. Uma pena os temas devem voltar num futuro e espero que sejam melhores trabalhados.

s19e19 Sunk Cost Fallacy – A busca por uma mulher e sua filha leva tenente Benson para cruzar com um velho amigo. Enquanto isso, Stone deve tomar uma decisão difícil em nome de sua irmã. Que episódio triste, bom ver a participação da ex-promotora, no entanto, sua personagem me soou meio forçada para a situação e meio revoltada demais para quem fazia parte do sistema. Mesmo assim com o desfecho mais do que trágico, novamente, Benson fez uma escolha moral que rendeu uma morte de vítima.

s19e20 The Book of Esther – Rollins corre para resgatar uma menina mantida em cativeiro por seu pai. A temporada tem feito Rollins agir de maneira impulsiva em diversos episódios, ou trabalha isso de maneira orgânica ou algo irá acontecer em breve, o que tivemos aqui é mais um exemplo de como a falta do Estado cria absurdos de comportamento abusivo dentro de um núcleo familiar religioso.

s19e21 Guardian – Fin investiga a alegação de um homem de que sua irmã foi estuprada por gangues. O tema espinhoso este do episódio, de alegação de estupro coletivo num suburbio, tivemos o twist de irmão drogar e prostituir mãe e irmã para sobrevivência deles, não há inocentes e os culpados também são vítimas, bem delicado!

s19e22 Mama – A equipe luta para encontrar validade na alegação de um paciente de Alzheimer de ter sido estuprada. Apesar de achar o tema levantado bastante relevante, estupro de pessoas idosas, doentes inclusive, achei que o tema ficou meio diluído conforme a situação foi “andando” como as memórias do passado e a revelação do unsub, muito Criminal Minds para meu gosto.

s19e23/24 Remember Me/Remember Me Too Season Finale –  Quando uma jovem faz um homem refém sob mira de uma arma, Benson faz uma perigosa tentativa de neutralizar a situação. Enquanto isso, a SVU descobre o motivo chocante por trás do sequestro; As suspeitas de Benson sobre uma vítima de sequestro revelam uma perigosa rede criminosa disposta a silenciar qualquer um que entre no seu caminho.

Como finale agradeço que ninguém correu risco de vida, algo cíclico na série e no gênero, contudo, há dois pontos dentro da trama, carregada de uma tensão pouco exagerada e de difícil empatia, tanto o comportamento “estranho” do jovem feito refém como a inserção da irmã do Promotor, assim meio de última hora após uma ameaça velada ao 45′ do segundo tempo, foram arcos mal construídos, principalmente da irmã do Promotor, pobre atriz entrou e saiu meio aleatório da série e em nada acrescentou ao papel do personagem regular.

Já o traficante de mulheres foi muito mal retratado na série, na tentativa de fazer com que a acusação da mulher fosse dúbia, o roteiro pesou a mão na contradição, duvido muito que numa situação como aquela um rapaz resistisse a confessar algo tão forte como a que a vítima alegava, tanto que achava que o trauma pós traumático da guria fosse ser mais abordado e o rapaz fosse uma vítima aleatória, não um mega vilão frio e calculista que resiste a tortura e etc., faltou uma construção melhor da situação, principalmente para segurar dois episódios.

A temporada continua se mantendo relevante mesmo após 19 anos, um feito e tanto, para uma série de tevê aberta!

STATUS: RENOVADA PARA 20ª TEMPORADA (set/18).

 

Anúncios

Will & Grace (NBC) – 9ª temporada (FINALIZADA)

29/05/2018

s09e01 Eleven Years Later – Onze anos depois de serem vistos pela última vez, as opiniões políticas de Will e Grace são colocadas à prova.

s09e02 Who’s Your Daddy – Grace e Karen entram em crise quando Karen pede um aumento. Jack e Will tentam sair com homens mais jovens, mas descobrem que namorar é mais difícil do que eles pensavam.

Nunca fui um fã da série em sua primeira exibição ininterrupta, via ocasionalmente, mas nunca fiel; como atualmente acompanho poucas sitcoms, nenhuma de claque, resolvi checar o que o elenco e roteiristas têm a dizer neste tempos cinzentos, e claro, há muito o que se dizer, mostrar e gargalhar. Nesta retomada uma piscada crítica à Trump, principalmente pela língua solta, e em seguida, já começa a zoação interna com os personagens discutindo e rindo sobre a passagem de tempo. Gostei e espero que continue com esta pegada.

s09e03 Emergency Contact – Grace vai ao médico e recebe uma noticia e uma visita inesperada!

s09e04 Grandpa Jack – Jack fica surpreso ao saber que seu filho Elliot já é pai, e o garoto precisa de uma ajuda que apenas Will e Jack podem oferecer. Grace e Karen se interessam pelo novo garoto no trabalho.

E toma discussões relevantes como acampamento para cura gay, e o roteiro mesmo que nem sempre funcione no que concerne as piadas, deixa bem claro pelo ridícula da situação o quanto certos tópicos atuais são ridículos de serem centros de discussões enquanto o mundo esta girando e outras coisas importantes ficam à merce. Outro fator que parece ser central nesta temporada é o retorno do personagens importantes na história da série, como o retorno de Harry Conick Jr. como ex-marido de Grace. Preciso dizer o quanto Karen contiua surreal porém extremamente atual em seus impropérios (timing perfeito).

s09e05 How to Succeed in Business Without Really Crying – Grace tenta decorar uma série de hotéis para um cliente desagradável. Enquanto isso, Will está surpreso com sua reação ao ser promovido. Beverley Leslie revela seu segredo para Karen.

s09e06 Rosario’s Quinceanera – EPISÓDIO 200: Karen tem problemas para lidar com uma tragédia pessoal, e Will, Grace e Jack tentam intervir. O novo relacionamento comercial de Will e Grace começa a mostrar sinais de estresse. Nada como uma marca, 200 episódios, para os roteiristas encontrarem uma desculpa para fazer homenagens ou “fan service”, aqui tivemos a morte da clássica Rosario, que mexe bastante com Karen, um episódio menos irônico e engraçado em detrimento de uma pegada mais emocional.

s09e07 A Gay Olde Christmas – Will, Grace, Karen e Jack desejam ter vivido o Natal na Nova York de antigamente, mas percebem que o passado não era tão romântico e aberto à diversidade como eles imaginavam. Nada como um saudosismo deslocado para percebermos o quanto avançamos socialmente, apesar dos pesares, um ótimo episódio!

s09e08 Friends and Lover – Will and Grace se interessam pelo mesmo homem, enquanto Jack e Karen adquirem uma nova obsessão. A série retorna pós hiato com um típico episódio de sitcom no que melhor lhe define, um plot amoroso/sexual envolvendo os protagonistas (coisas dos tempos atuais kkkk) e os coadjuvantes implicados numa subtrama de galhofa. Ótimo!

s09e09 There’s something About Larry – O velho amigo de Will e Grace, Larry, acredita estar apaixonado por Will.

s09e10 The Wedding – Will, Grace, Jack e Karen vão ao casamento do ex-namorado de Will, Vince.

s09e11 Staten Island Fairy – O namorado não assumido de Jack desafia seus problemas com intimidade. Will e Grace vão à TV para vender sua nova linha de roupa de cama. Nada como uma dinâmica de quase 10 anos para ver como ela fluiu e faz total diferença em cena!

s09e12 Three Wise Men – Grace começa um relacionamento com um morador do seu prédio, mas as coisas se complicam; Will e Karen se juntam para assistir e produzir sua própria telenovela. Hilária a dinâmica de Will e Karen.

s09e13 Sweatshop Annie & the Annoying Baby Shower – Um chá de bebê faz com que Will e Grace questionem suas escolhas de vida. Karen e Jack encontram uma maneira de combinar trabalho infantil com teatro musical. Momento desilusional de Grace com as amigas num Chá de Fralda e Will recebe ajudas das adolescentes para interagir e interpretar situações no instagram com um ex.

s09e14 The Beefcake & Cake Beef – 20 anos após sua separação, Will e Michael se reúnem. Enquanto Will percebe que pode estar sendo manipulado pelo ex namorado e tem sua amizade com Jack questionada, Grace tenta auxiliar a republicana Karen numa padaria com todos os elementos políticos sociais sendo debatidos de maneira hilária e relevantes, gosto que depois de tanto bater em Trump (na verdade em suas falas, diga-se de passagem), a série passa uma mensagem de tolerância que acredito ser a melhor saída para estes “problemas” atuais.

s09e15 One Job – Grace pede apoio a Will para celebrar o aniversário de sua falecida mãe. Jack desacredita no amor após seu rompimento com Drew, e acaba descobrindo um segredo no casamento de Karen. Muito boa storyline de Grace visitando seu pai, para o aniversário da falecida mãe, que irá acabar lhe rendendo um presente de grego nos próximos episódios, e Karen e Jack fazem a festa com a dinâmica com Alec Baldwin (mais uma vez hilário).

s09e16 It’s Family Affair Season Finale – O pai de Grace e a mãe de Will acabam tendo uma conexão surpreendente e perturbadora. Jack se recupera de seu rompimento e Karen deve decidir entre o marido e o amante. Como não poderia deixar de ser, a chegada do pai de Grace no apartamento dos amigos gera uma loucura na vida dos amigos, até que Grace se vinga e convida a mãe de Will, assim temos um novo casal em cena, além disso, vemos Jack curtindo sua fossa amorosa e Karen e Alec Baldwin pegam o episódio pra si com a dita “greve de sexo” (hilário).

Após tantos anos, continua engraçada, cheia de empatia e personagens hilários, com um texto relevante, atual e mesmo assim engraçado sem ser chato e politicamente correto.

STATUS: RENOVADA PARA 10ª TEMPORADA (set/18).

Pilotos Mid Season 2018

23/05/2018

13 Reasons Why (canal streaming Netlfix): 2ª temporada

s02e01 The First Polaroid – Cinco meses após a morte de Hannah, o colégio Liberty vai a julgamento e Tyler é a primeira testemunha. Clay encontra uma foto perturbadora em seu armário.

Juro que tentei retornar de “cuca fresca” para a série a qual tenho sérios problemas quanto a sua dramaturgia mas acredito que tem uma relevância ao suscitar debates importantes para a juventude, porém…contudo…entretanto não consegui terminar o episódio com vontade de ver o segundo, várias coisas me incomodaram com exceção da química dos jovens atores, já os adultos são completamente boçais e estúpidos, culpa do roteiro. Seguindo, não tenho a menor paciência com Hannah fantasminha atrapalhando até mesmo a vida sexual de Clay, que mesmo após todas as resoluções continua carregando uma cruz sem o menor sentido, sinto que o roteiro entrou num “looping” dramático no qual colocou todos os personagens nas mesmas posições quando do início da série.

Achava que os ganchos da finale poderiam ter levado a série adiante, como o suícidio de um deles e o stalker fotógrafo com uma chance de causar um tiroteio na escola, de repente se tivessem coragem (ou talento) para levar estas storylines adiante a série poderia levantar outras discussões neste ano.

Acho um pouco difícil retornar, não tenho empatia pelos personagens (tenho pena e repúdio) e os adultos são muito unidimensionais.

The Rain (canal Netflix): 1ª temporada

Seis anos após um vírus brutal ter massacrado quase que toda a população da Escandinávia, dois irmãos dinamarqueses decidem sair da segurança de seu búnquer para verificar o que se passa do lado de fora de sua fortaleza. Em meio aos escombros, eles encontram um grupo de jovens sobreviventes e juntos irão até o fim para encontrar uma única esperança de uma vida melhor.

s01e01 Episode 1 – Um vírus mortal disseminado pela chuva força os irmãos Simone e Rasmus a buscar refúgio em um bunker subterrâneo e a se separar do pai cientista.

s01e02 Episode 2 – Simone e Rasmus encontram outros sobreviventes e tem que aprender que o mundo já não é o mesmo!

Mais uma vez o lado positivo de assinar o Netflix: ter possibilidade de conhecer séries fora EUA e Brasil. Aqui temos uma representando da Dinamarca. Dito isto, confesso que a série ainda não me cativou, tirando o fato de sentir uma vibe “The Walking Ded”, série pós apocalíptica de sobrevivência com uma dose de conspiração, o que não é uma vantagem, o fato dos protagonistas irmãos serem, além de estúpidos (ocasionaram a morte da mãe), são antipáticos demais, difícil comprar a trama por estes personagens; a esperança seria os coadjuvantes que adentram a trama a partir do segundo episódio, mas dai isto tem como preço aquele “caminha pra cima, caminha pra baixo”! Mais um e decido de continuo a acompanhar.

Lost in Space (2018) (canal Netflix) 1ª temporada

No ano de 2046, a família Robinson e sua nave espacial Jupiter 2 caem em um planeta desconhecido. A anos luz do seu destino e rodeada por aliens, a família será forçada a se manter unida em um momento de crise enquanto lidam com seus próprios problemas internos.

s01e01 Impact – A caminho de uma colônia espacial, os Robinsons fazem um pouso de emergência em um planeta desconhecido e lutam para sobreviver a uma noite angustiante.

Uma boa adaptação me parece que a Netflix irá realizar, vendo até aqui apenas o piloto, uma produção caprichada para um sci-fi e um piloto que preza apresentar seus protagonistas com calma e características marcantes, como o retrato de que o casal Robinson passa por uma crise matrimonial, e deixando de gancho os demais coadjuvantes com toques de vilania para serem mostrados no episódio seguinte; não sou fã da obra original e como procedural nunca foi meu predileto, no entanto, vou tentar investir em mais um episódio para saber que caminhos o roteiro seguirá!

Shakespeare & Hathaway: Private Investigators (canal BBC) – 1ª temporada

O ex-detetive inspetor Frank Hathaway, agora um investigador particular endividado, conhece Luella Shakespeare, ex-cabeleireira, quando ela o emprega para investigar o noivo que conheceu on-line. Hathaway e seu assistente, Sebastian Brudenell, um ator esforçado e treinado pelo RADA, descobrem que seu noivo é um vigarista e se reportam a Luella, mas ela é tranquilizada por seu noivo e o casamento segue em frente. Quando seu novo marido é morto na recepção, Luella é suspeita de assassinato pela inspetora local Detetive Christina Marlowe, que havia sido júnior de Frank. Luella, junto com Frank e Sebastian tentam desvendar o mistério do que aconteceu e, depois que seu nome é liberado, ela usa suas economias recuperadas para comprar os negócios de Frank.

s01e01 A Brave New World – a trama do primeiro episódio é praticamente a descrição do plot da série, mostra como os dois protagonistas se conheceram e os motivos que os une, apesar de obviamente ser uma série “menor” pensei que a mesmo poderia mimetizar o clima de Agatha Christie de alguma maneira, com os crimes do interior inglês, no entanto, confesso que a parte criminal não me interessou e a comédia não me entreteu o suficiente, então, já paro por aqui, para os fãs do subgênero inglês pode ser um bom passatempo.

SPLITTING UP TOGETHER (canal ABC) – 1ª temporada

Baseada em uma série dinamarquesa, a comédia acompanha a história de um casal (Jenna Fischer e Oliver Hudson) cuja relação é reacendida durante o divórcio.

s01e01 Pilot – Depois de anunciarem aos amigos e família que se divorciaram, Lena tem que lidar com o crescimento do filho e Martin arma um plano para surpreender sua ex-esposa.

Mais uma série familiar que somente abre um pouco o plot a partir do momento que encara que mesmo divorciados pai e mãe tem que criar os filhos de maneira igual a uma família ordinária, penso que os americanos não sabem lhe dar com sutilezas em comédias familiares, apesar de achar a química de Jenna Fischer e Oliver Hudson interessante, há na trama do piloto coisas como a mãe tendo que lhe dar com a masturbação do filho adolescente (somente constrangedor) e aquele velho lance do ex-marido buscar um link com o qual não havia dado atenção no casamento até então; somente desculpas para unir o casal logo ali na frente, quando acredito que eles separados poderiam servir de exemplo de um comportamento atual bem comum.

THE CROSSING (canal ABC) – 1ª temporada

Na trama, refugiados de um país devastado pela guerra começam a procurar asilo em uma pequena cidade americana. Porém, o país de onde essas pessoas fogem é a América de 250 anos do futuro!

s01e01 Pilot – Na abertura da série, depois que 47 refugiados misteriosamente aparecerem em uma pequena vila de pescadores, o xerife local Jude Ellis se une à agente Emma Ren, para avaliar sua alegação incomum de que eles estão fugindo de uma guerra de 180 anos no futuro.

Bom lá vamos nós para a série tipo “Lost” da temporada, um grupo de pessoas chega através do mar a uma pequena cidade litorânea dizendo-se do futuro e que alguns já estariam por aqui devido a crise que ocorrerá; como primeiro episódio, achei a trama interessante me deixando instigado naturalmente, tenho algumas ressalvas quanto as escolhas de elenco, Steve Zahn como protagonista de uma série de suspense sendo que seus maiores sucessos foram na comédia, e de roteiro, foi muito fácil de prever que haveria agentes do futuro já infiltrados no poder público e que seriam estes vilanizados por algum motivo, faltou sutileza no texto e no personagem. Mais um e terei melhor noção do que a série se proporá!

s01e02 A Shadow out of Time – Em um flash forward para o ano de 2187, Reece encontra Leah, um bebê órfão comum, e vai contra seus companheiros Apex para levá-la em seu próprio país. Nos dias de hoje, Jude espera por uma solução pacífica com os federais.

Como imaginei apesar do intrigante plot inicial (para mim, pelo menos) estas tramas de suspense que bebem na fonte Lost atualmente só conseguem trabalhar o contexto conspiração/policial em detrimento do desenvolvimento humano e científico, achei tudo um grande requentado de dezenas de outras séries, com direito a imagem de costas de uma poderosa que em algum momento nos será apresentada como a Chefona de tudo! Penso que se a trama seguisse os conflitos dos imigrantes do tempo, poderia criar um bom drama humano, mimetizando os conflitos imigratórios atuais com aceitação ou não da sociedade como ocorre hoje nos Eua dos tempos de Trumpo. Lamento, mas paro por aqui!

SIREN (canal Freeform): 1ª temporada

Siren é uma trama que se passa em Bristol Cove, uma cidade costeira conhecida pela lenda de um dia ter abrigado sereias. Segue a história do jovem Ben (Alex Roe), um biólogo marinho que se vê atraído pela misteriosa Ryn (Eline Powell), a estranha jovem com um profundo e sombrio segredo. A chegada dessa misteriosa só prova que este folclore é verdadeiro, e deixa claro que as sereias são predadores que retornam para reclamar seu lugar de direito.

s01e01 The Mermaid Discovery – A cidade costeira de Bristol Cove, conhecida como o antigo refúgio das sereias, é virada de cabeça para baixo com a chegada de uma misteriosa garota.

As vezes não sei porque me coloco em determinadas situações as quais já sei o que acontecerá! Digo isto porque era mais do que óbvio que um projeto que trata de sereias de uma maneira realista tentando imprimir suspense/conspiração e doses de terror não iria funcionar, muito mais produzido por um canal da família Disney, acostumado a dramas juvenis e familiares; a série que até possui efeitos práticos ok, não se destaca porém não compromete, abusa de todos os clichês de um ser não humano chegando na pequena cidade, seus conflitos e o interesse humano, porém não consigo enxergar por qual tom a série irá desenvolver-se então tudo parece perdido (assim como o elenco) como na sequência do teatro infantil, é um belo “guilty pleasure” para os fãs da Pequena Sereia!

ALEX, INC. (canal ABC): 1ª temporada

Baseado no podcast StartUp, Alex, Inc. acompanha Alex Schuman, interpretado por Zach Braff de Scrubs, um brilhante radialista e pai de família, que está prestes a fazer algo maluco: largar seu emprego e começar o próprio negócio.

s01e01 The Unfair Advantage – Neste piloto conhecemos Alex e sua família, Alex esta insatisfeito com o rumo de sua carreira e resolve se demitir e ir atrás de investidores para criar um podcast, assim une-se a sua secretária/groupie e um primo suposto investidor e começa a dar os primeiros passos para atingir seu sonho, mesmo não contando com apoio total da esposa.

Nossa mais uma comédia que não provoca nem mesmo um leve sorriso amarelo, achei tudo muito estranho e fora do famosos “timing” cômico, nem mesmo o laço cômico mais simples, a secretária obsessiva rendeu uma risada, roteiro ruim, produção fraca e atores aparentemente deslocados, nem mesmo o bom Michael Imperioli (saudades de The Sopranos) consegue agradar com seu personagem; prefiro quando Braff abraça sua melancolia como no filme Hora de Voltar que dirigiu, me parece um talento que o ator/roteirista deveria investir.

E alguém avisa o canal ABC que existem mais opções de sitcom que não necessariamente os familiares!

SEVEN SECONDS (canal streaming Netflix): 1ª temporada ou mini-série

Quando um policial branco atropela um jovem negro, tensões raciais crescem numa cidade norte-americana. De um lado, a promotora KJ Harper (Clare-Hope Ashitey) tenta trazer justiça para sua comunidade sem deixar que seus problemas pessoais afetem o trabalho. Do outro, o agente responsável pelo crime (Beau Knapp) tenta lidar com a culpa. Por fim, a mãe do jovem (Regina King) está determinada em descobrir o que realmente aconteceu.

s01e01 Pilot – Em meio a uma trama para encobrir a verdade sobre um atropelamento e fuga que envolve um policial, a família da vítima e uma promotora buscam a verdade.

Curioso projeto da mesma roteirista de The Killing, que traz alguns questionamentos policiais e raciais relevantes atualmente, porém mais do que abordar somente o tema para aproveitar a vitrine do momento, vejo que, com exceção do comportamento inicial do policial atropelador, todos os demais personagens parecem bastante complexos e possuem conflitos que podem perdurar a temporada com eficiência. Fiquei curioso!

THE LOOMING TOWER (canal streaming Hulu): mini-série

The Looming Tower se baseia no livro homônimo de Lawrence Wright (“O Vulto das Torres”, em edição nacional), vencedor do Prêmio Pulitzer de não-ficção, e que narra os eventos que levaram ao atentado, abordando a controversa rivalidade entre a CIA e o FBI, que pode ter (inadvertidamente) criado o ambiente para a tragédia de 11 de setembro e, consequentemente, para a Guerra no Iraque.

s01e01 Now It Begins… – O chefe da unidade antiterrorista do FBI John O’Neill convida o agente novato muçulmano Ali Soufan para sua equipe. Lutando para obter informações da CIA, eles logo percebem que seu trabalho está apenas começando quando duas embaixadas são bombardeadas.

Com um elenco acima da média e com a promessa de ser uma mini-série fiquei curioso com o retrato das brigas entre as agências americanas de espionagem (FBI e CIA) que possivelmente renderam as falhas que se transformaram no ataque do 11 de setembro; mesmo apelando para um roteiro ainda muito falado, o episódio inevitavelmente possui qualidades pela relevância do tema e acende debates sobre o terrorismo, espero que Jeff Bridges e Peter Sarsgaard brilhem e tornem a série relevante mesmo vindo de um canal de streaming que não o Netflix.

GOOD GIRLS (canal NBC): 1ª temporada 

Criada por Jenna Bans (Scandal, Grey’s Anatomy), Good Girls explora o que acontece quando três “boas garotas” mães e esposas suburbanas de repente se encontram em circunstâncias desesperadas – elas decidem arriscar tudo para ter seu poder de volta. O programa é estrelado por Christina Hendricks (Mad Men), Retta (Parks and Recreation) e Mae Whitman (Parenthood).

s01e01 Pilot – Três mães suburbanas roubam um supermercado para cuidar de suas famílias, mas elas se encontram em problemas quando são ameaçadas por uma gangue local.

s01e02 No Money, No Problems – As mulheres lutam para conseguir o dinheiro que devem à gangue – o que, neste caso, significa roubar novamente.

Apesar de achar uma idéia simpática e que reúne um elenco feminino bacana, outra série que me parece somente um filme (longa cinematográfico) que é arrastado para ser uma série, mesmo que o plot inicial não pareça sustentar isto; outro problema que percebi nestes dois episódios é que a trama, um misto de comédia, drama e suspense, não consegue definir ou se equilibrar por que caminho irá seguir, tem piadas boas e ruins, situações dramáticas e familiares e a questão do assalto e a gangue, no entanto, o tom dos episódios caminha quase numa fábula, afastando a verossimilhança necessária para a trama se sustentar. Paro por aqui!

LIFE SENTENCE (canal CW): 1ª temporada

Quando uma jovem diagnosticada com câncer terminal (Lucy Hale, de Pretty Little Liars) descobre que na verdade não está morrendo, ela precisa lidar com as escolhas que fez quando decidiu “viver como se estivesse morrendo”.

s01e01 Pilot – Depois de ser curada do câncer, Stella deve encarar suas consequências a longo prazo e decisões de “viver o momento”, e começar a aprender a viver como ela está vivendo.

Depois de apostar em dramas de guerra (tchau Valor), o canal CW aposta numa dramédia interessante que bebe em fontes cinematográficas como o próprio episódio ilustra (Doce Novembro), que me parece somente mais uma novelinha de canal jovem, não digo com isto que a série é ruim, muto pelo contrário, achei tudo bastante bonitinho e delicado, um humor leve e gostoso de ver, no entanto, não consigo prever um futuro para a série com um plot tão fechado; se fosse um plot de filme funcionaria muito melhor porque todos conflitos seriam resolvidos em 90 minutos, como fazer para arrastar isso por uma temporada de 13 episódios. A princípio, paro por aqui, somente se a série fizer um barulho a la This Is Us que retorno.

DECEPTION (canal CBS): 1ª temporada

Depois de sua carreira ser arruinada por um escândalo, o famoso mágico Cameron Black se junta ao FBI, tornando-se o primeiro consultor ilusionista do mundo para uma agência governamental de inteligência, ajudando o governo a resolver crimes, que desafiam a lógica e usando suas habilidades para prender criminosos e espiões.

s01e01 Pilot – Quando sua carreira é colocada em xeque, devido à descoberta de seu irmão gêmeo, Jonathan, auxiliar nos truques de Cameron que se vê envolvido num caso de homicídio, Cameron procura pela pessoa responsável pela armadilha, mas antes disso, terá que se associar a agentes do FBI para caçar sua nemesis (uma jovem com olhos com duas cores).

Mais um procedural policial, quase igual a The Mentalist/Caste, sem nenhum personagem suficientemente cativante como acontecia em The Mentalist, incluindo ainda um arco/caso policial maior que envolve o protagonista e isso é a desculpa para deixá-lo junto à força policial da série. Me parece uma série de 10 anos atrás!

BRITANNIA (canal Sky Atlantic): 1ª temporada

Britannia é um drama épico situado em 43DC, quando o Exército Imperial Romano – determinado e aterrorizado em igual medida – retorna para esmagar o coração celta da Britânia – uma terra misteriosa governada por mulheres guerreiras e druidas poderosos que podem canalizar as poderosas forças do submundo. Ou assim eles dizem.

s01e01 Episode 1 –  Na véspera de solstício, Cait, uma jovem pertencente à tribo Cantii, aguarda um rito de passagem que separa as meninas das mulheres. No entanto, 400 navios com 20 mil soldados romanos desembarcam próximo para tomar a Britannia em nome do Imperador Cláudio.

Confesso que não fosse o visual e o elenco reunido, David Morissey e Kelly Reilly, nem atreveria tentar acompanhar esta série histórica com tons sobrenaturais, porque não tenho interesse neste subgênero, no entanto, o piloto é sim um pouco confuso, muitos núcleos e personagens, lembrando talvez de propósito, Game of Thrones, somente não espero que a série tente ser “a nova” série deste gênero, pois isto teria um peso muito grande para uma série que ainda procura relatar episódios reais da nossa História. Vamos ver ser consigo aderir à série!

EVERYTHING SUCKS! (Netflix): 1ª temporada

Desesperado, sentido, constrangedor, excitante e sem smartphones. Passada na cidade de Boring, Oregon (EUA), em 1996, Everything Sucks! é uma história de amadurecimento curiosa e engraçada, que gira em torno dos clubes de audiovisual e de teatro do ensino médio – duas turmas de nerds excluídos que se juntam para fazer um filme juntos

s01e01 Plutonium – Começa um novo ano na escola Boring High, e o calouro Luke impressiona seus amigos ao convidar Kate, veterana e filha do diretor, para ir a sua casa.

s01e02 Maybe You’re Gonna Be the One That Save Me – Luke planeja seu próximo passo com Kate, que está tendo um dia ruim na escola, e acaba assistindo fitas de vídeo que trazem lembranças emocionantes.

Nova aposta nostálgica do canal de streaming Netlfix, saindo da proposta sci-fi oitentista de Strange Things, apostando agora no sitcom jovem dos anos 90, meu problema com o subgênero continua, não acho graça alguma, me parece sem humor, até achei que no 2º episódio o tom parece ser este mesmo, uma dramédia jovem, no entanto, comédia que não faz rir é sempre um problema para mim; em suma, não achei o projeto nada especial, é leve e gostoso, mesmo sem graça, claro que ficar apostando em musicas temas da época para quem viveu ela é sempre chamariz, mas a série precisa ser mais do que isto. Vou deixar em aberto por enquanto, de repente pesco mais um episódio antes de definir.

STARGATE: ORINGINS (YouTube): 1ª temporada

Catherine Langford (Ellie Gall) dedicou toda a sua vida para desvendar o mistério envolvendo o Portal Estelar, encontrado por seu pai (Connor Trinneer) em Giza, no Egito. Tentando impedir que o planeta caísse na escuridão total, ela tomou uma difícil decisão: arriscar sua vida para entender o funcionamento do misterioso portal e, no processo, criou o Comando Stargate.

s01e01/02/03  Episode 1/2/3 – sempre achei interessante o conceito de Stargate, desde o lançamento do filme dos anos 90, nunca acompanhei de perto as suas franquias televisivas, principalmente porque sempre considerei as séries muito precárias como porduções sci-fi, mas a mitologia da série sempre me seduziu, assim fui das literalmente uma espiada na produção do You Tube, afinal são episódios de 10 minutos (nunca tinha tido esta experiência vendo uma série), e posso afirmar que o problema continua, produção precária e um elenco titubeante, para dizer o mínimo, mas o conceito do portal multiverso e mais, levando-se em conta que a série se situa na época do pré- 2º Guerra, o clima de matinée mimetizando um Indiana Jones, me fizeram assistir direto os 3 primeiros episódios, fica a dica para os fãs dos subgênero.

A.P. BIO (canal NBC): 1ª temporada

Na trama, um cínico professor da Ivy League perde o trabalho dos seus sonhos e vai trabalhar como um professor de biologia do ensino médio, onde impõe seu estilo de ensino pouco ortodoxo e usa as crianças para planejar sua vingança contra aqueles que o prejudicaram.

s01e01 Catfish – Jack Griffin perde seu trabalho de sonho e se torna um professor de ensino médio da biologia em sua cidade natal de Toledo, Ohio.

Nossa certamente um dos piores pilotos que vi neste temporada 2017/18, primeiro que me parece copiado de Uma Professora sem Classe, que teve Cameron Diaz como protagonista nos cinema e foi levado à televisão recentemente (Bad teacher, canal CBS,  durou 13 episódios), além disso, o roteiro é muito ruim, primeiro porque não tem graça, segundo porque não apresenta os personagens, são somente jogados em cena e começam a interagir, elenco então nem comento, principalmente o protagonista que me soou muito insosso, uma tragédia!

WACO (canal Paramount): Mini-Série

Baseado em fatos reais, a produção acompanhará o cerco de 51 dias do FBI em 1993 a seita religiosa de David Koresh, os Branch Davidians, após denúncias sobre abusos infantis ocorrendo no local, além de possível posse de armas ilegais.

s01e01 Visions and Omens – David Koresh prega no Mount Carmel Center sobre o que é felicidade. Seis meses depois a ATF recebe informações que um carregamento de armas está destinado ao Monte Carmelo e começa a vigilância no complexo.

Mesmo não me empolgando em seu piloto, até porque já cansei de tramas que mostram o momento auge e depois retrocedem no tempo para ilustrar como os personagens chegaram até o momento ápice, mas a trama me é muito instigante, sempre achei curioso esta cultura de seitas “religiosas” nos Eua, como um dito povo mais educada cai em armadilhas tão rasas quanto as ditas pelas seitas que, inclusive, pregam enfrentamento civil com a sociedade, para impor seu olhar de sociedade.

Também gosto do elenco reunido, principalmente, Michael Shannon, e o momento no qual eles retrocedem na história para mostrar uma missão contra uma seita que deu errado, certamente influenciará as políticas e atitudes na linha contemporânea da série.

THE ALIENIST (canal TNT): 1ª temporada

Thriller psicológico dinâmico e atmosférico sobre um trio de especialistas formado pelo psiquiatra Laszlo Kreizler, o repórter jornalístico John Moore e o comissário de polícia Theodore Roosevelt, responsável por desenvolver as primeiras técnicas de psicologia e investigação para encontrar um assombroso serial killer na Era de Ouro de Nova York.

s01e01 The Boy on the Bridge – Thriller psicológico dinâmico e atmosférico sobre um trio de especialistas formado pelo psiquiatra Laszlo Kreizler, o repórter jornalístico John Moore e o comissário de polícia Theodore Roosevelt, responsável por desenvolver as primeiras técnicas de psicologia e investigação para encontrar um assombroso serial killer na Era de Ouro de Nova York.

Produção do caro criador de True Detective, Cary Fukunaga, que, num primeiro momento, me lembrou uma série britânica passada na Londres de Jack Estripador, Whitechapel, por abordar historicamente os primeiros passos da criminologia forense no século passado, contando com uma produção caprichada, na qual se sente cheiro e aspectos da época, a série conta com um elenco bem caprichado e historicamente nos apresenta nomes reais como Roosevelt (futuro Presidente). Assim, vou ficar de olho se a série conseguirá desenvolver bem tanto o caso investigativo quanto o pano de fundo histórico para adicioná-la na minha watchlist.

s01e02 A Fruitful Partnership – Sara encontra uma pista e Kreizler tenta conectar as evidências deixadas pelo serial killer. Kreizler leva Moore, Sara, Marcus e Lucius para Delmonico’s em Nova York e os informa que estão trabalhando juntos para pegar o assassino.

Confesso que gostei mais deste 2º episódio do que do primeiro, acho que como já estamos familiarizados com os personagens, a trama parece andar de modo mais fluido, o suspense, tensão e a sensação de sujeira me salta à tela! Acho incrível o trabalho de direção de arte, mesmo que não seja nada inovadora, mas passa a sensação daquela época de maneira crível.

s01e03 Silver Smile – Evidências inovadoras levam a equipe a descobrir que um elemento crucial no caso desapareceu. Kreizler e Moore entrevistam uma testemunha para descobrir o que aconteceu com Moore no Bordel. Sara tenta viver em um mundo fora da investigação.

s01e04 These Bloody Thoughts – Kreizler e Sara discutem a capacidade de matar. Moore vai em um encontro. Byrnes e o Capitão Connor mantêm um olho em um potencial suspeito. Roosevelt encontra-se sob escrutínio público.

Me parece que a série começa a engrenar a partir deste 4º episódio, já sabemos como os personagens pensam e agem, desde os bastidores da Polícia até como e mente do dr. Kreizler, com exceção de Sara que me parece uma personagem deslocada daquele mundo, no bom sentido, e tenta sobreviver no ambiente machista controlando seus instintos e sabendo até onde pode ir socialmente.

BLACH LIGHTNING (canal CW e Netflix): 1ª temporada

Baseada no herói da DC Comics, Black Lightning acompanha Jefferson Pierce, um homem lutando com um segredo. Pai de duas filhas e diretor de uma escola de ensino médio no bairro de Nova Orleans, que é comandado pela violência das gangues, ele é um herói. Mas nove anos atrás, Pierce era um herói diferente. Dotado do poder de controlar a eletricidade, ele usou esses poderes para manter as ruas de sua cidade seguras como o vigilante mascarado Black Lightning. No entanto, depois de muitas noites colocando sua vida em perigo e vendo os efeitos do dano e da perda que seu alter ego estava causando à sua família, ele deixou seus dias de super-herói para trás e dedicou-se à escola e ser pai. Quase uma década depois, os dias de combate ao crime de Pierce estão no passado… ou era isso que ele pensava. Com o crime e a corrupção se espalhando pela ameaçadora gangue local, The One Hundred, o Black Lightning retorna – para salvar não somente sua família, mas também a alma de sua comunidade.

s01e01 The Resurrection – Jefferson Pierce fez sua escolha: abandonou seu traje e sua identidade secreta anos atrás, mas com uma filha com problemas na justiça e um estudante brilhante sendo recrutado por uma gangue local, ele se vê forçado a retomar sua luta contra o crime.

Mesmo possivelmente não conseguindo acompanhar uma série de super-heroi de CW, porque as mesmas tem costume de durar ad eternum, confesso que achei o piloto de BL bem interessante, principalmente, sua primeira metade, na qual há um bom trabalho de criação de contexto, principalmente pela opção de não ser uma história de origem, assim vemos Pierce já aposentado e a trama do piloto se concentra em mostrar por quais motivos ele irá reassumir sua identidade de super heroi; neste sentido o contexto social apresentado é perfeito e provocativo, na medida certa para os tempos atuais, já quando retoma o lado heroico, o roteiro cai no lugar comum e, pior, com efeitos bem pobrinhos!!! Vou conferir mais um para saber se, pelo menos, uma temporada dá para acompanhar!

s01e02 LaWanda: The Book of Hope – Um raio de esperança aparece na comunidade quando Black Lightning (Raio Negro) volta a combater a violência. Confesso que depois do piloto engajado esperava um episódio melhor, achei que o roteiro ficou rodando a volta-não volta do super heroi quando na verdade estes conflitos ele já deve ter vivido ao ter renunciado seu alter ego, ao final foi preciso mais uma morte para o personagem entender seu papel, faltou também mais ação e não sei se os personagens seguram a trama, vou conferir mais um para repensar.

THE RESIDENT (canal Fox) 1ª temporada

THE CHI (canal Showtime): 1ª temporada

“A história de um jovem negro atingindo a idade adulta”.

Uma história relevante, atemporal e distinta sobre amadurecimento que acompanha a vida de seis personagens inter-relacionado na zona sul de Chicago. A história é centrada em Brandon, um rapaz confiante e ambicioso que sonha em um dia abrir o próprio restaurante, mas sente-se conflitado entre a promessa de uma nova vida e suas responsabilidades perante a mãe e o irmão adolescente.

s01e01 Pilot – Um evento fatídico envia ondas de choque através de uma comunidade no lado sul de Chicago, conectando quatro vidas.

Gosto quando um piloto subverte as expectativas de um velho série maníaco como este que vos escreve, porque o piloto, do qual eu nada conhecia, me fez acreditar que o jovem Coogie era o protagonista, ou um dos, mas na verdade ele meio que é o catalisador dos eventos que devem surgir com sua morte. Fiquei mais surpreso ainda ao observar que a série foi criada por Lena Waithe, a personagem Denise de Masters of None, e dando uma conferida em sua filmografia ela é notadamente conhecida como escritora, inclusive de série como Bones. Curioso para ver como a série será desenvolvida.

s01e02 Alee – Brandon sofre com uma perda. Ronnie percebe que cometeu um erro. A vida despreocupada de Emmett vira de cabeça para baixo. Papa e Jake provocam Kevin sobre Andrea. Pistas conflitantes abalam Cruz. Apesar de ter achado que o roteiro pudesse pesar a mão dos dramas e personagens, o tom deste segundo episódio consegue equilibrar melhor as coisas, dando a entender que todos possuem escolhas e terão que arcar com as consequências das mesmas, sendo feitas com ou sem razão!

Station 19 (ABC) – 1ª temporada (FINALIZADA)

22/05/2018

O Spin-off de Grey’s Anatomy segue um grupo de bombeiros heróicos do Departamento de Bombeiros de Seattle na Estação 19, mostrará desde o capitão até o recruta mais novo, contando as histórias de homens e mulheres corajosos que arriscam suas vidas e seus corações, no trabalho e fora dele.

s01e01/02 Stuck/Invisible to Me – Quando a equipe responde a um incêndio em um apartamento, o capitão Pruitt desmaia, colocando o futuro da liderança da brigada em perigo e obrigando a bombeira Andy Herrera a comandar; no segundo, com a ausência do Capitão Pruitt, Andy e Jack tentam trabalhar juntos; e um acidente de carro em uma estrada rural coloca as vítimas e a vida da equipe em risco.

E lá vamos nós para mais novelinha seriada do universo Shondanas, criada por Stacy McKee (vinda do universo Grey’s Anatomy), começa com uma boa sacada, trazer um coadjuvante relevante deste universo para ambientar e “brincar” com este universo ao fã da série original, no caso, Ben Warren marido de Miranda Bailey; assim, confesso que pensando que as últimas séries de Shonda não vingaram em sua maioria, gostei de Station 19, mas não sou fã deste subgênero que traz atualmente como protagonista Chicago Fire, assim o que me importa aqui são seus personagens e o carisma/conflitos que o mesmo transmitirão!

Os famosos triângulos amorosos estão presentes, assim como mulheres protagonistas em suas profissões também, mas sem abrir mão dos desafios do coração (mais clichê impossível, mas que funciona que é uma maravilha dentro da dramaticidade de Shonda); gostei dos personagens, me parecem promissores, com exceção do conflito pai-filha que me parece que irá infantilizar a personagem demais, tudo funcionou de maneira orgânica, vamos ver se os “procedurais” de fogo/resgate funcionarão assim como podem os personagens.

s01e03 Contain the Flame – Jack começa o turno como co-capitão e o conflito com Andy continua devido seus diferentes estilos de liderança. Cap.Pruitt tem dificuldade em seguir as ordens do médico. E a S19 responde a um incêndio no prédio de JJ e outra chamada em uma festa na piscina. Bom “segundo episódio”, os dois primeiros foram exibidos juntamente, achei a recuperação do Capitão meio imediata demais, uma desculpa para criar a disputa entre o casal Andy e Jack, que talvez não leve a nada, o que seria uma pena, e o caso da piscina foi bastante interessante. Dica: precisar ampliar as perspectivas de narração aos demais coadjuvantes para enriquecer a dinâmica da série.

s01e04 Reignted – Andy e Jack discordam sobre os gastos do posto de bombeiros. Enquanto isso, a brigada responde a um incêndio estrutural em uma hospedagem novinha em folha. E Ryan liga para Maya quando encontra alguém importante para ela em apuros. O que eu esperava o texto atendeu, neste episódios começamos a ver um desenvolvimento maior dos coadjuvantes deixando a situação entre Andy e Jack ali presente mas dividindo as atenções: boa escolha!

s01e05 Shock to the System – Bailey visita Ben no quartel e conhece seus colegas de trabalho. Parte da equipe responde um acidente elétrico. Andy e Maya fazem sua primeira vigia numa operação com a polícia. Jack e Andy revelam algo para equipe. Não imaginaria que a divisão de personagens entre Grey’s e Station seria tao natural, há muito que não via isto numa série spin off, assim não perdemos o contato com o belo relacionamento entre Ben e Bailey; sobre a série confesso que os roteiristas pesam a mão na protagonista Andy, a personagem esta sendo construída de maneira equivocada entre mulher “empoderada” e simplesmente chata e insuportável, são detalhes que espero que os próximos episódios equilibrem isto, um bom episódio para a série que parece já estar no ar a temporadas.

s01e06 Stronger Together – Andy, Jack e outros 18 candidatos fazem o teste de capitania, visando a vaga de capitão da Estação 19. Enquanto isso, Travis está ocupa o cargo de capitão, enquanto Andy e Jack estão fora; e Ben confronta Vic sobre seus medos. Gostei da dinâmica do episódio com Andy e Jack de um lado e os demais do outro, fazendo rotina, mesmo tendo somente 6 episódios o roteiro têm conseguido criar empatia para os personagens, como no caso de pânico de Vic, e só falta a atriz de Andy achar o tom menos irritante de sua personagem e seu triângulo amoroso funcionar melhor. Algo me diz que Leslie Hope tem alguma coisa pessoal com a personagem de Andy, ficamos de olho!

s01e07 Let it Burn – Ryan acompanha um treinamento para situações de desastre na Estação 19. A saúde de Pruitt enfraquece e Andy fica ao seu lado. Bombeiros e a polícia respondem a um incêndio no shopping, obrigando Jack e Ryan a trabalharem juntos.

s01e08 Every Second Counts – Ripley entrevista cada membro da equipe da Estação 19 para determinar se Andy ou Jack deveriam ter o papel de capitão. Enquanto isso, o dia de uma mãe em um ônibus de festa toma um rumo para o pior, e o capitão Pruitt continua seu tratamento. Ainda não conseguindo manter uma regularidade de qualidade, não vejo a série tendo muito futuro na televisão, mesmo possuindo características fortes de spin off, como vemos seguidamente Seattle Grace Hospital, e a dra. Miranda, mesmo que tenha sido renovada, uma questão mais burocrática do canal ABC que não quer perder uma das últimas séries de Shonda Rhimes para o canal (a produtora/criadora assinou exclusivamente com a Netflix), enquanto drama procedural o roteiro precisa equilibrar de maneira eficiente seus personagens com bons dramas a cada episódio, este aqui foi um bom exemplo.

s01e09 Hot Box – Nos últimos dias antes da capitania ser anunciada, Pruitt avisa Andy para não ficar desapontada com o resultado. Ben fica chateado com Pruitt por ter dito a Bailey os perigos do combate a incêndios; e a equipe fica presa na garagem de uma casa em chamas.

s01e10 Not Your Hero Season Finale – Ben alcança um novo marco como um novato e, como é tradição, recebe algo da equipe. Chefe Ripley realiza entrevistas finais para o papel de capitão, mas é interrompido quando a equipe é chamada para um incêndio em um grande arranha-céu.

Tenho uma certa implicância quando as finales de séries deixam como um gancho toda uma situação, usando o episódio como uma desculpa para resolver somente na temporada passada; sim, entendo que ganchos fazem parte do tom novelesco, porém deixar todas as situações criadas em suspensão me dão uma preguiça de roteiro desleixado e foi o que ocorreu na finale de Station. Mesmo contando com um 9º episódio intenso e com algumas situações bastante interessantes, o 10º botou quase tudo a perder me deixou irritado mesmo, que todas as situações em perigo não foram resolvidas, pensem se a série fosse cancelada o que aconteceria…ficaríamos a ver navios (como acontece inúmeras vezes a cada temporada).

Como temporada de série iniciante Station 19 não foi muito além de suas co-irmãs no universo Shondaland, isso pode ser um elogios para os fãs ou demérito para os detratores, apenas acredito que os personagens possuem características que criam empatia ao espectador, apesar de achar que a protagonista “Andy” ainda é muito chata e seu triângulo amoroso não funciona em cena, o policial é muito fraco, assim fico em dúvida ao pensar que a série retornará possivelmente com uma temporada regular e daí penso que 20-24 episódios não tem condições para acompanhar a série, afinal fará parte das noites de 5ª deira do canal ABC, substituindo definitivamente Scandal, em meio a Grey’s Anatomy e How To Get Away with Murder.

STATUS: RENOVADA PARA 2ª TEMPORADA (set/18)

The Good Fight (CBS All Access) – 2ª temporada (FINALIZADA)

21/05/2018

s02e01 Day 408 – Em meio a funerais e mudanças, a estrutura da firma começa a mudar. Maia é confrontada com mais uma reviravolta no escândalo dos pais, e Diane começa a ter dificuldades a aceitar a insanidade do mundo atual.

s02e02 Day 415 – Mais um advogado é morto por um cliente em Chicago, e Liz se posiciona como uma aliada e amiga de Diane. O julgamento de Maia começa de forma difícil quando é revelado que os promotores tem uma testemunha surpresa.

Mesmo pegando pesado com o “anti-trupismo”, seja com motivos ou não, confesso não gosto quando a trama tenta colocar tudo no mesmo pacote e querer eleger um vilão acima de tudo; dito isso, confesso que A M O a série, continua uma das minhas prediletas, tem um texto riquíssimo, com boas storylines e, principalmente, personagens complexos em situações relevantes.

Nesta recém iniciada temporada, me parece que a trama de Maia Rindell e o caso da pirâmide financeira de seu pai se encerrou, acho bom para não espichar em demasia o arco e possibilitar novos conflitos a personagem; vemos a saída de uma sócia e a chegada de um Procuradora anti-trump em busca de espaço no escritório, com isso o núcleo de sócios se movimenta com novas peças e, pelo sugerido, teremos uma onda “mate seu advogado”, com questionamentos jurídicos relevantes e atuais da relação advogado/cliente e Estado. O lado mais leve fica com o conflito nos tribunais entre Lucca e Colin e as participações especiais, com especial atenção para Marisa, filha de Eli Gold, na torcida por uma temporada incrível.

s02e03 Day 422 – Reddick, Boseman e Lockhart representam uma jovem que foi estuprada em um reality show. Uma carta ameaçadora chega à firma, e Diane sente que é a próxima a ser atingida por “Matem Todos os Advogados”. Pelo jeito o clima de ameaça iminente fará com que Diane mude seu comportamento, a sequência foi muito bom com as meninas enfarinhadas, já o caso do episódio, mais uma vez mostra o perigo destes realitys shows de pegação, no qual bebidas e sexo são incentivados pelos produtores como os fãs de UnReal já conhecem há algumas temporadas.

s02e04 Day 429 – Liz decide representar o professor favorito do seu filho ao sentir que a escola o demitiu sem motivos. Lucca pede a ajuda de Elsbeth Tascioni em um processo. Mesmo depois do susto químico, a firma faz uma festa pra celebrar os novos escritórios.

Episódio estruturado em dois casos, Liz e Lucca, sendo que personagens e situações se cruzam como protagonistas e coadjuvantes em cada momento, nada novo numa narrativa mas sempre gostoso de assistir ocasionalmente, além disso, episódio repleto de participações do universo The Good Wife, Elsbeth, Kurt, Mamie Gummer (atriz) e os garotos do algoritmo; sobre Elsbeth, sempre penso numa série da personagem, podia ser uma dramédia de 30 minutos para não desgastá-la demais, a atriz e a personagem são f@das demais!!! O choque sem sombra da dúvidas foi a gravidez de Lucca (da atriz na verdade) que deve render alguns conflitos na temporada e dando espaço para a personagem mostrar outras facetas, assim como a familiar foi abordada aqui. Ótimo episódio!

s02e05 Day 436 – Adrian e Diane advogam para um canal de TV que quer exibir um segmento que destruiria a carreira de um astro do cinema. Maia e Lucca tem experiências diferentes com a Polícia de Chicago. Achei interessante o roteiro já revelar a gravidez de Lucca, a cruzada de Diane ainda não me instigou estão divididos entre a conspiração contra advogados e Trump e um novo interesse amoroso, não acredito que conseguirão equilibra-las de maneira eficiente, uma pena pois adora a personagem. Deem storylines pra Marisa “now”!!

s02e06 Day 443 – Adrian vira celebridade ao aparecer num programa de notícias a cabo – e sua fama chama a atenção das maiores firmas de Chicago e do júri do seu novo caso. Lucca se preocupa com o seu futuro na firma, agora que está grávida.

Muito engraçado esta ascensão televisiva de Adrian naqueles programas de debate americano, baseados em confrontos fortes mas cada um querendo mais holofote que o outro, não curti muito a questão do clube dos 5, mas entendo quando o roteiro desnuda os teóricos para simplesmente dizer “o dinheiro manda”; já os bastidores da revelação da gravidez de Lucca foram divertidíssimos, mas não queria que a personagem ficasse restrita a storylines de alívio cômico;

s02e07 Day 450 – Ruth Eastman aborda a RB&L para tentarem desenvolver uma estratégia de impeachment dos Democratas contra Trump, deixando os parceiros em conflito. Lucca suspeita dos motivos da mãe de Colin depois de uma visita. Maia fica intrigada pela assistente de Ruth.

Não sei se o casal King não esta exagerando na crítica ao Presidente Trump, ao qual eu acho um irresponsável com twitter , mas que foi eleito dentro das regras do sistema eleitoral americano, tanto que chego a conclusão que esta storyline sobre seu pedido de impeachment chega a ser uma crítica aos próprios democratas de tão surreal que parece, principalmente pelos papéis que cada um dos advogados assume no debate; espero que seja isso pois se não acharia o texto muito tendencioso somente pra um lado, não que não possa, mas precisa ter contraponto para uma boa discussão.

Arranjaram uma storyline pessoal para Maia chamar de sua, não sei se funcionará, e Lucca pelo jeito será um cabo eleitoral para a família de Colin, além disso, Margo Martindale rouba as cenas como Ruth representante dos democratas no debate, nem vou comentar sobre a gravação de sexo na sala de debate pois é um clichê absurdo.

s02e08 Day 457 – A RBL representa um policial deixado paraplégico ao levar um tiro de outro policial, enquanto trabalhava disfarçado. O advogado de defesa é uma lenda, mas a firma começa a questionar as táticas usadas por ele. Diane fica entre Kurt e Tully. Poucas séries conseguem de maneira tão adequada e competente ilustrar tecnologias e situações atuais quanto os roteiristas de The Good Fight (Wife também era assim), aqui temos o debate sobre o redirecionamento de noticias em redes sociais, pagas obviamente, bela discussão e Alan Alda arrasando em cena.

s02e09 Day464 – Uma estudante Russa pede que Diane a proteja de deportação, dizendo ser uma das mulheres com Trump em uma sextape. Maia e Lucca sugerem um advogado não convencional para representar o amigo de Jay. Colin encontra o Comitê Democrático de Cook County.

Ok mais um bom/ótimo episódio da série nesta temporada! Dito isto, não lembro nestes mais de 20 anos acompanhando séries de ver um episódio tão, mas tão contemporâneo quanto este, foi o “timing” perfeito para a série, méritos de seus roteiristas que estão prevendo os debates da atual política americana, porque nada explica a casualidade de termos uma prostituta e Trump envolvidos no episódio enquanto temos, também, uma prostituta e Trump nas manchetes atuais (maio/18). Certamente, TGF, apesar de algumas abusadas de mão, teve a melhor storyline realística deste momento atual. Incrível!!!

s02e10 Day 471 – A firma acaba desorientada quando um dos parceiros leva um tiro. O chefe de polícia de Chicago causa confusão quando ele vai atrás de Lemond Bishop e Colin Sweeney. No meio do caos, Colin se lembra dos sentimentos que tem por Lucca.

O extermínio de advogados de defesa fez de Boseman uma vítima, uma cena bastante surpreendente com consequências muito ricas para o roteiro da série, principalmente pelos supostos suspeitos (todos atores convidados em outros episódios), além disso o roteiro consegue trazer dois personagens clássicos do universo The Good Wife, o traficante “Luke Cage” (kkk) e o ator Dylan Baker e suas mulheres europeias, em participações incríveis, sem contar que Alan Alda continua dando as caras. O lado político pelo jeito ficará com Colin sendo indicado pelos democratas para o cargo legislativo, fazendo de Lucca um elo de ligação com a firma. Excelente episódio e uma boa sacudida na trama da temporada.

s02e11 Day 478 – Debates ocorrem na firma quando Liz e Maia representam um fotógrafo famoso, que processa uma mulher que deu detalhes da relação dos dois na internet. Jay continua a investigar a tentativa de assassinato de Adrian, e Diane recebe notícias surpreendentes. Mais um bom episódio com tema atual de assédio e exposição de relacionamentos nas redes sociais, além disso, a investigação do disparo em Boseman rende um pequeno arco bastante interessante dentro da firma e com um desfecho obvio e sensacional. Que temporada excelente!

s02e12 Day 485 – Jay é preso injustamente enquanto leva Maia e uma testemunha para o tribunal, em um caso envolvendo a noiva de Colin Sweeney. A firma corre para ajudar ao descobrirem que o Serviço de Imigração está envolvido com o caso, e que podem ter intenções secretas.

s02e13 Day 492 Season Finale – O FBI questiona Diane em algo aparentemente inofensivo, que leva a consequências inesperadas. O prefeito de Chicago convida Adrian e Julius para um “think tank” que tenta resolver o problema “Mate Todos os Advogados”. Lucca entra em trabalho de parto.

The Resident (Fox) – 1ª temporada (FINALIZADA)

21/05/2018

Na trama, um jovem médico idealista começa seu primeiro dia sob a supervisão de um brilhante e austero residente sênior, que revela os dois lados da medicina moderna. As vidas podem ou não ser salvas, mas as expectativas serão sempre destruídas.

s01e01 Pilot – Em seu primeiro dia como estagiário, o Dr. Devon Pravesh enfrenta as duras realidades do atendimento médico, enquanto o Dr. Conrad Hawkins, um residente do terceiro ano, o leva sob sua asa e ensina maneiras não convencionais de tratar pacientes.

s01e02 Independence Day – Conrad recebe o chamado que ele está esperando quando um coração fica disponível para um paciente que esteve na lista de transplantes por dois anos. Mas um congressista é internado no hospital após um ataque cardíaco, e ele é priorizado.

Vamos lá para mais um procedural medico, talvez aqui o primeiro destaque seja o retorno de Matt Czuchry, de The Good Wife, como protagonista, mantiveram seu jeito cínico integrado ao personagem, o que pode ser um desprestigio ao ator, repetindo mais uma vez um tipo, alem disso, temos um forte tom denunciatório, em ambos episódios, contra medicos ruins ou tendenciosos, no caso do co-protagonista Bruce Greenwood, que apesar de problemas de saúde que lhe impedem de fazer cirurgias, o mesmo esconde e ainda ameaças colegas para manter seu status de Chefe da Cirurgia frente à mídia e a sociedade (em função do ego); este, inclusive, seria o que mais me chamou a atenção da série, o tom, no entanto, os conflitos podem rapidamente se esvair com o passar dos episódios e não sei se os demais personagens, como a enfermeira de Emily van Revenge Camp, conseguem segurar a série.

s01e03 Comrades in Arms – Os médicos enfrentam uma difícil decisão para salvar a vida de uma jovem imigrante. Um velho amigo do exército de Conrad faz uma visita ao hospital. Dr. Bell experimenta um novo medicamento para seu tremor. Apesar de não conseguir prever uma trama regular com uma pegada tão forte de conflitos institucionais, afinal temos um claro retrato do corporativo vs. relação medico paciente, ainda me pego torcendo pelo médicos “honrosos”, mesmo que pintados de maneira carregada, acredito que o texto força um pouco demais tornando o que seria um debate rico e complexo num tipo de novelinha…mas ainda tô acompanhando porque gosto muito de Matt Czuchry e Emily van Camp.

s01e04 Identity Crisis – Uma confusão na ER faz com que Conrad entregue uma notificação de morte à família errada e ele pretende corrigir. Como uma leve confusão, em consequência das escolhas de Conrad no episódio passado, deixa o Plantão do hospital um caos, levando a consequências séries como a confusão de identidade; pode parecer simples e surreal mas é uma situação bastante comum no dia-dia de um local que depende de identificação (conheço vários casos), além disso, a arco da menina com câncer, ao qual a enfermeira de Emily van Camp esta investigando deve render alguns conflitos, mas assim como vem acontecendo com 9-1-1 acho tudo muito dramático na série, parecendo novelesco demais na narrativa, falta equilíbrio ao roteiro.

s01e05 None the Wiser – Três cirurgias acontecem simultaneamente no hospital levando seus funcionários ao limite. Nic chama Jude para uma das operações, deixando Conrad com ciúmes. Enquanto isso, a Dra. Lane Hunter pretende desmentir as afirmações de Nic. Mais um bom episódio da série que, apesar de ilustrar alguns personagens tons acima do que seria ideal como os “vilões” dr. Bell e Dra. Hunter, este episódio soube criar tensão iminente e um gancho novelesco esperado.

s01e06 No Matter the Cost – Conrad luta contra atendentes em nome de um paciente com misteriosa doença crônica, e enfrenta uma visita inesperada ao hospital. Mina ajuda um jovem de seu bairro e Nic descobre um segredo. Devon tbm descobre algo sobre Lily que o faz duvidar da Drª Lane.

Menos mal que a série abordou a chegada do pai de Conrad de maneira econômica sem grandes alardes e somente plantou uma possibilidade futura, pois acho inevitável a demissão de Conrad num episódio futuro, mesmo que somente seja um gancho de final de temporada; ainda ressinto que os médicos velhos sejam os vilões e os médicos jovens os mocinhos, a série poderia equilibrar este embate com maior cuidado e complexidade.

s01e07 The Elopement – Conrad confronta Lane quando ele não concorda com ela em um plano de tratamento para um paciente com câncer terminal. Enquanto isso, Bell percebe que precisará de Mina mais do que nunca. Em novo confronto entre dra. Lane e Conrad vemos que novas peças vão sendo colocadas na mesa quando a namorada de Pravesh parece que irá investigar as mortes oncológicas da clínica médica, além disso, Mina arranja um jeito inteligente de se livrar de cirurgias com Bell quando este procura ela para ser sua “muleta”. Mesmo achando o ritmo da série vibrante, principalmente para uma série médica, acho todos personagens muito “mocinhos e vilões” em suas características, com exceção de Mina, o que enfraquece o roteiro da trama.

s01e08 Family Affair – Nic e Conrad lutam para admitir uma desabrigada em Chastain, após ser abandonada por outro hospital. Com o casamento se aproximando, Devon deve lidar com sua família. Ainda vejo com ressalvas as tintas vilanescas nos médicos veteranos e o bom mocismo dos jovens, meio preconceituoso o tom do roteiro…aparentemente, mas gosto da dinâmica da série é pulsante e arranca torcida confesso; a storyline de Devon não podia ser mais clichê com a visita de seus pais indianos ao hospital, dispensável!

s01e09 Lost Love – Katherine, a ex-noiva de Conrad, é admitida ao hospital com dor abdominal, o que se torna um verdadeiro mistério médico. Lily retorna ao hospital após uma reação ao tratamento de Dr. Hunter. Eu acho a série tão interessante pelo elenco e pela dinâmica de mostrar que médicos possuem falhas de caráter como qualquer ser humano, no entanto, me irrita demais que o roteiro não consiga ser sutil nas críticas ao comportamento avassalador capitalista do Hospital, que chega às raias de criar cenas como da dra. Hunter neste episódio, se esgueirando pelo quarto de sua paciente para incriminar uma reles enfermeira, uma cena digna de novela mexicana no sentido ruim, que quase me faz querer abandonar a série, porém temos um elenco que me agrada demais e Matt Czuchry com a sequência final me faz imaginar que há esperança para a série se equilibrar em suas ambições.

s01e10 Haunted – Conrad é atingido por uma bicicleta e machuca o tornozelo; ele deve ajudar uma antiga professora da faculdade, que diz ter visões de seus velhos pacientes. Nic luta contra seus sentimentos sobre a morte de Lily. Bell opera um dignitário estrangeiro. Bom episódio, mas cada vez mais assume seu tom mexicano!

s01e11 And the Nurses Get Screwed – Quando Nic é investigada pela morte de Lily, Conrad sai em sua defesa, mas acaba tornando a situação ainda pior. Durante uma cirurgia, um paciente de Dr. Bell pega fogo, levando o hospital a começar uma investigação contra ele. Uma pena que tudo que esperava-se que acontecesse, aconteceu…digo isto porque mesmo que isso prove que o roteiro tem coerência também esperava que o mesmo nos surpreendesse. O casal médico do mal, não tem liga nenhuma, mas rende como qualquer casal de novela em vilanias, conseguiu até mesmo derrubar a diretora enxerida atrás de dinheiro e a enfermeira metida! Vamos rumo a finale!

s01e12 Rude Awakenings and the Raptor – Conrad e Devon trabalham incansavelmente para salvar a vida de Bradley, um colega que caiu dentro da claraboia do hospital. Enquanto isso, Nic encontra um oncologista que trabalhava com Lane e acredita estar sendo seguida. Tenho achado que toda a tensão novelesca da série será um ponto contra a mesma nesta season finale, digo isto porque tudo é muito previsível, com direito a embates surreais como o encontro de Nic e a dra vilã, nem mesmo o caso médico do médico insone que deveria render uma crítica a estrutura de trabalho dos médicos conseguiu cumprir encontrar um bom desfecho;

s01e13 Run, Doctor, Run – Devon e Conrad lutam contra o tempo para salvar a vida de um paciente que está deteriorando rápido por sintomas indefinidos. A tensão aumenta quando Nic continua sua busca por provas contra Lane, ao mesmo tempo que sua irmã é levada para a Emergência. Achei o episódio bem mais ou menos, tanto a questão da paciente que parecia saída de um episódio de House até o twist novelesco envolvendo Nic e a dra. Lane, personagens e situações surreais e mal construídas. Uma pena!

s01e14 Total eclipse of the Heart Season Finale – Em uma última e drástica tentativa de salvar Nic das garras de Lane, Conrad deve pedir um favor a alguém que jurou nunca pedir. Enquanto isso, a aliança entre Dr. Bell e Hunter é testada, quando um dos antigos pacientes dela vai parar na Emergência.

Em contrapartida ao penúltimo episodio, o desfecho deste mesmo que corrido trouxe à tona uma das melhores características da série até aqui, ilustrar que médicos até então personagens endeusados são além de simplesmente humanos falíveis e até mesmo covardes e mal-caráter, o arco do dr. Bell é primoroso, no sentido dramático, é um sobrevivente tanto que joga a dra. Lane embaixo do ônibus (metaforicamente) quando percebe que não terá como segurar a bomba, e ao final disto, quando percebe sua vitória pode haver uma reviravolta com a chegada da verba do pai de Conrad; já o trio jovem mesmo que não tenha tido as melhores sequências aqui, tem uma química muito bacana junto a Mina, melhor personagem até aqui.

A renovação da série, uma surpresa, certamente uma tentativa de popularizar a série nesta transição de temporadas por ser uma procedural médico (saudades da Fox da série House) e sua alocação ás segundas feiras junto a 9-1-1 servirá para um dia que deve render um bom retorno ao canal na próxima temporada.

STATUS: RENOVADA PARA 2ª TEMPORADA (set/18).

Modern Family (ABC) – 9ª temporada (FINALIZADA)

21/05/2018

s09e01 Lake Life – Jay força a família a passar as férias em um lago. Mitchell reencontra um ex. Cam tenta evitar o sol a todo custo. Phil e Claire tentam fazer algumas excursões.

s09e02 The Long Goodbye – Phil e Claire percebem que Alex não precisa mais deles. Manny tenta evitar um adeus dramático depois que Gloria e Jay o ajudam a se mudar para o dormitório da faculdade. Hayley consegue uma oportunidade inesperada.

Retomamos a temporada com um episódio típico de reunião familiar, os melhores normalmente pela dinâmica excelente entre os personagens após tantos anos, o segundo retoma as subtramas de cada um, com destaque para a ida à Universidade por Manny, os empregos de Luka e Hayley e um incêndio na casa de Mitchell e Cameron, claro que a série já não apresenta sua genialidade e frescor , no entanto, é impossível negar a empatia da querida família após tantos anos. Acredito que irei abandonar em pouco tempo, por isso até lá ainda quero me divertir muito com Phil, meu personagem favorito!

s09e03 Catch of the Day – Phil acha que terá um dia de azar depois de não ter completado sua superstição diária, mas Claire não tem tempo para isso. Mitch acha que Cam o está subestimando durante a reforma da cozinha. Em meio a tantos plots reciclados (nota: natural em série com esta duração e contando com os mesmos personagens), temos Phil e seu lance de cueca mudando o karma.

s09e04 Sex, Lies & Kickball – Shorty, o melhor amigo de Jay, voltou da Costa Rica e se hospedou em sua casa. No entanto, o amigo parece passar mais tempo com Gloria que com ele. Alex está pronta para destruir a imagem de boazinha e vai provar a Claire que seu relacionamento é sexual. Episódio regular para a série mas com bons atores convidados como Nathan Lane e Chazz Palminteri.

s09e05 It’s Great Pumpkin, Phil Dunphy – Phil e Claire querem fazer uma festona pra comemorar o Halloween, mas parece que só eles estão entusiasmados com a ideia. Mitch e Cam estão frustrados com a demora da entrega de sua cozinha. Apesar de ser uma tecla batida constantemente, o que mostra o quanto a série esta desgastada pelo tempo em exibição, não consigo deixar de achar graça quando Phil e Claire observam o quanto estão velhos e ou envelhecidos.

s09e06 Ten Years Later – Claire está determinada a compensar por seu comportamento no casamento de Jay e Gloria dando uma festa de 10 anos de casamento para eles. Achei que por ser uma data comemorativa para o casal protagonista a trama poderia ser um pouco diferente da crise de beleza de Gloria, no entanto, o casal Phil e Claire é muito positivo, com o total apoio de Claire as ideias e sonhos de Phil agora na maturidade.

s09e07 Winner Winner Turkey Dinner – Durante o jantar de ação de graças, Jay elogia todos da família e os vangloria por seus sucessos, apesar de saberem que não é bem verdade. Phil tenta provar que não é o fracassado da família. Adoro os episódios de pegadinhas/dinâmica familiar, aqui no Ação de Graças todos mentem sobre seus feitos para serem elogiados por Jay, temática simples e eficiente.

s09e08 Brushes with Celebrity – A família reconta todas as grandes celebridades que já viram pessoalmente. Phil mostra uma casa a seu ídolo musical. Jay participa de um júri. O encontro de Manny e seu escritor favorito não sai como esperado. Com a notícia da participação de diversos artistas, incluindo Cris Martin de Coldplay, esperava um pouco mais do episodio, que é somente ok, talvez ter praticamente em todas storylines a mesma temática, ”algum familiar encontrando um ídolo e nada dando certo”, podia ter tido diferentes nuances ou abordagens.

s09e09 Tough Love – Depois de sair da imobiliária para tentar algo próprio, Phil decide que acampar na floresta é tudo de que precisa para aumentar sua confiança. Mitchell tenta ensinar uma lição a Cam e Lily. Nada muito especial ocorreu no episódio, além de descobrirmos sobre a independência de Phil, também tivemos Manny levando uma professora mais velha que ele para passar a noite em sua casa e, assim, conhecendo sua família, para desespero de Gloria.

s09e10 No Small Feet – Claire consegue uma grande oportunidade para a empresa. O ex de Pam aparece e Mitchell vê como uma oportunidade dela sair de sua casa. Luke e Alex encontram uma oportunidade de negócios. Para mim esta cada vez mais claro que a série criou uma dinâmica entre seus personagens, cada qual com suas características, e disto não sairá, o que pode render bons episódios mas com o passar dos anos criou um padrão dentro da série e acredito que disto não passará…para o bem ou para o mal.

s09e11 He Said, She Said – Claire quer construir uma choupana no seu quintal, mas a associação do bairro a proíbe, e somente Luke e Phil sabem o real motivo. Pameron conta um segredo de família para Cam. Episódios como estes começam a mostrar o cansaço da série que busca centenas de storylines para cada núcleo de personagens e nem sempre elas funcionam de maneira orgânica ou equilibrada. Não que seja ruim, mas refletindo fica muito aquém do que a série já apresentou ou mesmo dos episódios familiares.

s09e12 Dear Beloved Family – Gloria tem que levar Phil para o hospital para uma cirurgia de emergência depois dele sentir dores intensas no estômago. Episódio centrado no contexto de morte/morte repentina, apesar de haver uma reunião dos personagens, o que sempre torna o episódio melhor, achei que faltou humor, que ficou restrito a participação de John “Kevin Arnold” Savage, como triângulo amoroso de Cam e Mitchell;

s09e13 In Your Head – Quando Luke desaparece, Manny, Phil e Gloria se juntam para procurá-lo. Haley tenta desesperadamente arrasar numa entrevista de emprego e atrapalha a aula de Alex. Adorei o plot de Cameron e Mitchell, pelo simples apontamento, que questões do casal, independente da sexualidade, ainda são questões do casal, fora isso a dinâmica de rivalidade entre Jay e seu ex-sócio ja deu há algum tempo!

s09e14 Written in the Stars – Jay tenta um encontro romântico com Gloria no dia dos namorados, com a ajuda de Phill. Joe descobre uma nova paixão. Cam e Mitchell tentam ajudar a formar um novo casal. Episódio de Valetine’s Day, desta vez sem o protagonismo dos personagens criados por Phil e Claire, empurrando esta função narrativa para Jay e Gloria; episódio ok!

s09e15 Spanks of the Memories – Alex se encontra em um dilema e Phill tenta ajudar. Mitchel e Cam dão uma festa com algumas descobertas. Gloria e Jay acabam tendo um mal entendido. Achei um episódio pouco memorável e com storylines pouco engraçadas, abaixo da média da série!

s09e16 Wine Weekend –  A família vai a uma degustação de vinho e fica na casa do chefe de Haley, onde a única regra é não tocar na tiara. Enquanto isso, Gloria e Mitch são convidados para uma festa na casa da Oprah, mas não podem levar mais ninguém. Mesmo não estando em seu melhor momento, os episódios que reúnem os personagens num mesmo cenário provam porque da série ainda existir após 9 anos, é um deleite a dinâmica entre todos, sempre rodando em duplas de storylines, muito agradável e divertido!

s09e17 Royal Visit – O namorado de Haley vai conhecer a família Dunphy. Mitch e Cam fazem um retiro de ioga. Achei um pouco cansativo no sentido de abordar pela enésima vez a rivalidade intelectual de Claire e Phil, desta vez em frente aos namorados das filhas; já Jay e Gloria tiveram que lhe dar com a concorrência de um casal de super pais de uma amigo de Fulgencio, já a trama de Mitch e Cam foi mais uma vez a tentativa de representarem e fazerem coisas que ambos não querem, logo um episódio mediano!

s09e18 Daddy Issues – O ex-namorado de Gloria faz uma visita, e por parecer com Manny, Jay questiona se ele é o pai verdadeiro dele. Phil tenta comprar o presente de aniversário de casamento perfeito para Claire. Mais um episódio legal da série, nada fora da regularidade da temporada, assim achar alguem igual ao Manny foi hilário e a relação de Phil e Claire é uma das coisas mais bacanas que a série soube construir até aqui.

s09e19 CHiPs and Salsa – Haley fica sabendo que sua chefe está procurando por um produto com as propriedades mágicas da pimenta e tenta convencer Gloria a vender seu molho para a NERP. Humm episódio sem graça, nenhuma das storylines funcionou para mim, até mesmo meus queridos Phil e Gloria novamente disputando “quem é melhor que o outro”, e Mira Sorvino total vergonha alheia em suas participações até aqui.

s09e20 Mother! – Dede faz uma visita surpresa, e Mitchell e Cam percebem o efeito que ela tem na vida deles. Phil, Luke, Alex e Haley todos têm notícias ruins para dar a Claire e competem para ver quem vai falar primeiro. É impressionante como os roteiros de MF crescem quando a dinâmica reúne os personagens num mesmo tema, tudo funciona com graça e leveza, mas isso também denota que a série já desgastou os personagens individualmente; 

s09e21 The Escape – Haley conhece os pais de Arvin mas quando as coisas não saem como planejado, o destino a faz reencontrar todos seus ex-namorados. A família visita Becky, a irmã de Jay. Em momentos como este que percebo que Modern Family meio que já esgotou suas tramas, mesmo com a entrada de uma parente de Jay, o roteiro continua circulando características já conhecidas dos personagens para o espectador como se não as conhecessemos; e a storyline de Haley com a sogra cientista, nada rendeu, somente as participações afetivas de seus ex-namorados que tem efeito nostalgia para quem acompanhou a série até aqui.

s09e22 Clash of Words Season Finale – Mitchell vai para uma convenção de heróis com Phil, e eles vão vestidos dos seus personagens favoritos de “Clash of Swords”. A festa que Gloria faz para Joe é arruinada por sua vizinha e arqui-inimiga Dr. Donna Duncan, que faz uma festa maior na casa dela.

Em mais uma temporada apenas ok, o que denota o cansaço da fórmula da série após 9 anos, senti falta de um episódio mais agregador que reunisse todos os personagens ao redor de uma temática só, aqui a dinâmica pareceu somente mais um episódio, nada de especial para uma finale, nem um gancho que deixasse o espectador ansioso pelo retorno. Confesso que não sei se retorno para a próxima temporada, acho que 9 anos um ciclo bastante generoso para a acompanhar uma jornada de série televisiva.

STATUS: RENOVADA PARA 10ª TEMPORADA (set/18).

Grey’s Anatomy (ABC) – 14ª temporada (FINALIZADA)

19/05/2018

s14e01 Break Down the House – Meredith e a equipe estão focados em ajudar a irmã de Owen após seu retorno chocante, e Amelia enfrenta um conflito sobre um paciente. Enquanto isso, Bailey é forçada a dar a Grey Sloan uma nova mudança após o incêndio.

s14e02 Get Off On the Pain – Meredith luta para criar um novo plano para a irmã de Owen. Jo faz uma escolha surpreendente em relação a Alex e a pesquisa controversa da irmã Andrew leva a uma descoberta chocante.

Apesar de se encontrar na 14ª temporada, o canal ABC ainda depende muito de Grey’s (ainda melhor audiência das noite de Shonda Rhimes), é bastante corajoso iniciar uma temporada de um veterano drama com episódio duplo, mas os roteiristas apostaram numa premiere ligeiramente diferente do que vinha ocorrendo; senti que rolou uma jogada tipo “cartas na mesa”, explico, praticamente todos personagens ganharam tramas e/ou arcos que devem ser trabalhados no decorrer da temporada. Alguns exemplos, o certo aparecimento do ex-marido de Jo, a saída Ben para o spin of da série sobre bombeiros, depois de sua excursão neste meio na season finale passada, o personagem já deixou claro que senti falta da adrenalina que aquela situação gerou, o claro triângulo amoroso de Meredith, assim como a doença de Amelia.

No entanto, apesar de amar a série, é óbvio que suas tramas não irão ser inovadoras, muito pelo contrário, pouco ou nada de novo poderá surgir na série, com exceção de algum paciente muito especial a la Denny Duquette, que mexa com a história para sempre na série, mas a empatia do ambiente e dos personagens – os que sobreviveram – lá estão para nos emocionar (mesmo que usando sempre dos mesmos artifícios).

s14e03Go Big or Go Home – Harper Avery chega no hospital e deixa Bailey no limite; um rosto familiar do passado de Meredith volta como paciente; Amelia tenta lidar com um segredo.

Confesso que a recepção do tumor por parte de Amelia foi bem menos dramático do que imaginava, inclusive, proposital ou não, serve de desculpa para o comportamento “loko” da personagem, assim todo este desenlace deve render lenços molhados num futuro breve; já a participação de Harper Avery (vó de Jackson e dono da Fundação) me pareceu muito superficial para um nome tão mencionado dentro da série e, ainda mais, num contexto meio cômico (?), já o tratamento de Meredith com o psiquiatra (seu inclusive) em muito serviu a personagem, que vem passando por momentos inspirados dentro da série.

s14e04 Ain’t That a Kick in the Head – Amelia enfrenta uma situação difícil enquanto Meredith lida com as consequências da conversa com Nathan. Maggie encontra-se em um estranho jantar de família. Jackson recebe grandes notícias e Richard e Bailey procuram pelas estrelas do amanhã. Ainda acho muita graça com os tipos que os roteiristas inserem quando fazem a seleção de estagiários, parte cômica, já o drama teve praticamente dois desfechos, o que inclusive acho que não será tão simples assim, Amelia tem uma cirurgia 100% acertada e teve os melhores diálogos junto com Lucca, quando o residente faz refletir sobre sua busca incessante pelo erro; claro que a sequência mais emocionante é o reencontro de Farouk com irmã de Owen, de olho nestes arcos que parecem “happy end”!

s14e05 Danger Zone – Em um flashback, Owen, Megan, Teddy e Nathan nos levam ao Iraque de 2007 e os eventos que levaram ao sequestro de Megan são revelados. Nesse dia, Owen e Megan expõem feridas antigas.

Sentimentos contraditórios sobre o episódio, apesar de sempre achar interessante quando a série sai fora do Hospital e foca em poucos personagens, aqui fiquei com a sensação de montagem equivocada, como se os flashbacks de Owen, Megan, Nathan e Teddy tivesse que ter sido apresentado la no segundo ou terceiro episódio, para que acompanhássemos aqueles personagens já com todas as informações, agora passado todo o drama, sobre Nathan-Megan-Meredith e Owen-Amelia-Teddy-família, senti como se já não importasse tudo isso. Além disso, achei o arco de Nathan muito dissonante com o comportamento do personagem, simplesmente, saiu…

Mas teve alguém que ganhou com o episódio, Owen, um personagem fadado ao fracasso pelo forte senso de proteção e família, após a desilusão com Cristina e Amelia parece (espero que os roteiristas façam isso) que terá uma nova redenção, gosto muito do ator e do personagem, poucos que não sucumbiram dentro da série.

s14e06 Come on Down to my Boat, baby – Jackson convida os rapazes para um dia no mar; Arizona, April e Maggie tratam uma mulher que está escondendo um segredo mortal. Episódio com uma pegada bem cômica, meninos para um lado (bêbados num barco) e meninas tratando de uma jovem que carregava uma arma para seu namoradinho bandido (que levou uma excelente mijada de Arizona); assim me parece que a série recorrerá a um clima mais ameno nesta temporada, o que acredito que precisamos, além disso, tivemos uma abertura de arco de Meredith que me parece genial, focar na vida profissional da médica, dar um tempo nos romances e luto, para se dedicar ao lado profissional e o famoso Prêmio Avery, que a meu ver dará uma importância de peso a uma personagem que há 14 anos atrás era somente uma residente de cirurgia, achei uma escolha narrativa perfeita, a personagem merece, tomara que seja bem desenvolvida!

s14e07 Who Lives, Who Dies, Who Tells your Story – Após um carro de montanha-russa sair dos trilhos na feira do condado, os médicos de GSMH atendem a pacientes que despertam memórias e fantasmas de seus passados.

Que jornada acompanhamos Grey’s por 300 episódios, muito mais que qualquer novela global (perde somente para as novelas infantis do SBT), então nada melhor que um episódio nostálgico como só Grey’s poderia nos presentear, sem contar com nenhuma participação especial digna de nota, não  apareceram Izzie nem Cristina, mas seus nomes e lembranças sim, através de um roteiro que brincou com residentes similares a George, Izzie e Cristina sendo atendidos pelos nossos já veteranos  médicos, além de outras referências como as clássicas músicas da trilha sonora, no entanto, mesmo nostálgico foi um episódio leve que ratificou mais uma vez o papel protagonista de Meredith, sendo premiada pelo clássico prêmio da série, num discurso bonito de Jackson. Que memórias a série cultivou até agora, apesar dos pesares!

s14e08 Out of Nowhere (mid season finale) – Os médicos precisam ser criativos para tratar os pacientes depois que um hacker derruba o sistema de informática do hospital. Os roteiristas foram bastante espertos ao criar para o mid season finale um “event” diferente dos habituais, sempre trágedias naturais ou humanas calamitosas, mas um simples apagão digital, que faz com que um hospital de grande porte volta aos tempos pré tecnologia; quem ganha destaque com isso é Chefe Webber que é um imortal (kkk) dentro do hospital, auxiliando os mais jovens como um Mestre Yoda ou Miaggi; em meio aos correrios de como tratar os pacientes, uma Meredith plena em sala cirurgica mostra porque da merecer seu prêmio, a cada nova dificuldade uma nova saída, e Jo terá a oportunidade de se mostrar uma personagem realmente relevantes dentro da série com seu arco com viés social, abuso doméstico, com a chegada de seu ex-companheiro.

s14e09 1-800-799-7233 –  Jo finalmente enfrenta seu marido abusivo Paul Stadler, enquanto o Grey-Sloan continua a trabalhar com o FBI depois que um hacker compromete o sistema de computadores do hospital. (Em caso de violência, ligue 180 e denuncie).

Acho que mesmo não sendo anunciado assim, após o hiato de final de ano e com aquele gancho sufocante, tivemos mais um episódio “Grey’s Event”, Jo nunca foi uma personagem privilegiada pelo roteiro, muito pelo contrário, todos seus arcos foram muito mal trabalhados, inclusive o do espancamento entre Lucca e Karev, no entanto a apresentação de vítima de violência num casamento fora um dos arcos mais espraiados que vi na série, pequenas relances deste trauma foram apresentados aos poucos ao longo das temporadas, isto mesmo no plural, e na temporada passada vislumbramos seu ex-marido ao Karev procurá-lo, logo, isto iria retornar em breve.

Dito isso, mesmo contando com storylines mais leves e bem humoradas, com direito a mais aproximação de Maggie e Avery e a resolução do ataque hacker (que rendeu a apresentação discreta de um médico transgênero que deve render bastante mais a frente), o episódio conseguiu ser perfeito em retratar o pavor de Jo ao reencontrar Paul, seu ex-marido e agressor, e mais do que isso, além de mostrar todo o trauma psicológico em revê-lo e como o mesmo age, mesmo que em poucos diálogos, o que mais me chamou a atenção foi a maneira como o roteiro apresentou uma solução para o enfrentamento, amizades e, mais que isso, uma rede de proteção à vítima (sim, pois o agressor é talentoso, famoso e tem muito mais credibilidade que a vítima), assim Meredith e Arizona não titubeiam em auxiliar e dar credibilidade à Jo, mesmo contando com uma pessoa aparentemente idônea (dando credibilidade à vítima). Gosto de tudo como o episódio apresentou e, principalmente, a tensão na reta final após Jo falar com a atual namorado de Paul, e o gancho final em nada me surpreende pois acredito que o ataque à Paul tenha sido proferido pela sua namorada, passando longe de personagens como Jo e Karev (pelo menos, espero que o roteiro evite este suspense). Vamos deixar a discussão e denúncias como destaque neste importante arco! Muito orgulhoso que uma série com tamanha bagagem ainda consiga ter relevância na atualidade.

s14e10 Personal Jesus – Um jovem garoto é admitido no Grey Sloan Memorial e seu caso tem um profundo impacto nos médicos. Enquanto isso, April encara um paciente surpreendente e Jo continua lidando com seu marido.

Grey’s conseguiu me deixar alegre e triste ao mesmo tempo, ao ter um arco como de Jo e seu ex-marido agressor exposto deste a mid season, ao criar o impacto no episódio passado, ao fugir da acusação de um crime contra Paul (ex-marido), a série foge do conflito óbvio que seria questionar uma possivel vingança de Alex e Jo contra o agressor; no entanto, ao simplesmente criar uma morte “besta” e um desfecho quase fantasioso (risada da Jo, incluvise) acredito que o roteiro perde força nesse contexto, gostaria de ter visto a noiva de Paul mais inserida no arco, nos conflitos e superação do abuso, com Jo e Meredith auxiliando ela, ou algo do tipo, uma exposição mais didática mesmo de como se livrar de um conflito tão pesado para as mulheres.

Dito isso, o episódio focado em April foi bom, principalmente, porque fez a personagem normalmente uma Poliana dentro da série, sofrer…sofrer…e sofrer, no que seria um dia no qual nada deu certo para seus pacientes ou pacientes sob seus cuidados.

s14e11 (Don’t Fear) the Reaper – Bailey é colocada até o limite quando aparentemente sofre um ataque cardíaco. Depois de um episódio bastante triste para April, voltamos nossos olhos para outra guerreira do Seattle Grace, Miranda Bailey. Mirando mereceu todas as atenções e correspondeu a tudo quando num suposto ataque cardíaco para num hospital diferente do dela, gerando um conflitos com os atendentes e residentes deste outro hospital, em paralelo, observamos a pequena Miranda junto a uma mãe bastante controladora. Ótimo episódio mostrando que quando o texto foca realmente nos personagens, não somente lhes criando obstáculos, a série ainda mostra sua força!

s14e12 Harder, Better, Faster, Stronger – April comanda o novo concurso de inovação no Grey Sloan, e os médicos estão ansiosos para iniciar seus projetos.Enquanto isso, Meredith lida com o retorno de um paciente que inspirou seu projeto. Parece que estamos em frente a um arco deverá tomar conta da dinâmica e conflitos desta 2ª parte da temporada, achei o episódio em si muito introdutório de toda a conversa sobre os projetos, em paralelo a alguns pacientes e ambições de nosso médicos, assim entendo que todo bla-bla-bla médico fosse necessário, mas deixou o episódio um pouco carregado demais.

s14e13 You Really Got a Hold on Me – Os bombeiros Ben e Andy, de Seattle, se dirigem ao Grey Sloan depois de resgatar dois meninos feridos em um incêndio, onde as habilidades de Andy são postas à prova. Os médicos trabalham duro em seus projetos. Amelia pede consultoria de Tom Koracick.

Em meio as situações envolvendo os projetos, com o retorno do ótimo Koracick, vemos a introdução de Andy, bombeiro mulher, co-protagonista da nova spin-of de Grey’s, junto ao Ben (ex-médico e marido de Miranda) que saiu de Grey’s para assumir esta nova série da Shondaland; gostei da personagem e da interação com Ben, espero que saibam trabalhar bem este microuniverso dentro da série, sem necessariamente copiar séries como Chicago Fire e 9-1-1, só para citar exemplos ainda em exibição.

s14e14 Games People Pay – O relacionamento de Maggie com Clive começa a progredir, e ela o convida para uma noite de jogos para conhecer Meredith e Amelia. Meredith e Jo se encontram com o dono da patente que precisam para seu projeto, que coincidentemente é um amigo da família.‬ Quando achávamos que Meredith levaria de barbada sua patente e de repente quem sabe um novo par amoroso nesta segunda parte da temporada, vemos que o passado volta a assombrá-la, desta vez com uma médica colega de sua mãe, deve vir chumbo grosso daí!

s14e15 Old Scars, Future Heart – Meredith tenta aprender mais sobre o histórico de Marie Cerone com sua mãe. Enquanto isso, Jo se candidata a bolsas ao redor do país e isso pega Alex de surpresa. Tom Koracick ajuda April a tomar conhecimento sobre sua crise de fé. Nota: episódio dirigido por Ellen Pompeo.

Como episódio, confesso irrelevante, não fosse o paciente da semana, bem interessante sua questão e como ele foi ponto de partida para conhecermos momentos relevantes na vida de Maggie, Alex e Jo; com a notícia da saída de Arizona e April da série, acredito que devemos começar em breve e ver seus arcos de despedida, espero que sem mortes (amém) e com isto os residentes novos devem começar a ganhar protagonismo.

s14e16 Caught Somewhere in Time – Maggie e Jackson estão curtindo seu tempo juntos, mas ele deve manter sua concentração na cirurgia de vaginoplastia pioneira que vai realizar com Catherine e Richard. Enquanto isso, Meredith e Jo encontram um obstáculo em sua inscrição para um concurso.

Nitidamente fiquei com a impressão que a série entrou num período pré-finale onde a temporada já terminou mas ainda tem episódios a serem exibidos até a season finale, começamos a antever o desfecho de April e Arizona (uma em crise de profissional e religiosa, e a outra deve pender para o lado materno, ou melhor atender uma demanda da filha), se estes forem os argumentos da série para a saída dos personagens confesso que acho ok, no entanto, enquanto isso, já percebo que o arco “projetos médicos” não rendeu um vintém e deve ser arrastado até a finale, uma pena pensei que havia um potencial deflagratório de várias storylines ali; mas a vergonha alheia e pior momento foi a crise entre Jackson e miss Avery, até entendo a questão, mas não a ponto de uma paciente perceber tal evento, muito infantil para os dois personagens esta situação.

s14e17 One Day Like This – A crise de fé de April é desafiada por um paciente rabino, e Meredith trata um paciente que é cirurgião de transplante de outro hospital.

Em mais um bom episódio dirigido por Kevin McKidd, tivemos três storylines bem boas, gostei do desenvolvimento de todas, Hunt correu pra Europa para encotrar Teddy e obviamente o bom momento desabaria após ela saber como ele tomou esta decisão “a la” aconselhamento de ex-esposa (oie?); April teve um momento radical demais em seu comportamento dentro do Hospital, um paciente numa situação dura e cruel, que expôs através de questionamentos religiosos, mesmo de diferença crença de Avery, como seu comportamento é errático e cheio de comiseração, um choque de realidade para a personagem e um tocante paciente para o episódio. Já Meredith deixa de lado as pesquisas e rivalidades de mãe para ter uma chance de novo romance, o personagem de Scott Speedman funcionou demais com meredith, inteligente e perspicaz, teve química com ela e espero revê-lo em breve, até porque a personagem pode e deve, se quiser, reencontrar um novo amor, e deixar os conflitos da série mais focados na sua profissão. Ótimo episódio e caminhamos para uma despedida melancólica de duas personagens simpáticas April e Arizona.

s14e18 Hold Back the River – Amelia, Koracick e DeLuca realizam um procedimento arriscado e inovador usando ondas de ultrassom para remover o tumor cerebral de um jovem paciente. Meredith e Jo tentam salvar seu projeto, e o padrinho do AA de Richard é admitido no Grey Sloan.

Se não fosse a notícia das saídas das personagens Arizona e April, não sei que storylines os roteiristas estariam abordando de maneira que o espectador se importasse, pois o arco dos projetos médicos não rendeu nada, nenhuma trama relevante até aqui, nem mesmo a abordagem do passado de Meredith e as consequências do embate que ocorrerá não consigo vislumbrar consequências dramáticas; assim é óbvio que os maiores problemas das séries atuais da tevê aberta se chama “barriga” dramatúrgica ou seja com 22 episódios os roteiristas não conseguem desenvolvê-la de maneira competente, salvo raras exceções as quais não me recordo agora.

s14e19 Beautiful Dreamer – Um agente da imigração está a procura de um dos internos cirúrgicos. Richard precisa lidar com a não aceitação da condição de saúde de sua madrinha. Jackson toma uma atitude que pode mudar o rumo do Hospital.

Se não fosse minha “expertisse” em séries de televisão, me questionaria porque os roteiros de Grey’s têm atropelado tanto os arcos e alguns personagens se a temporada tem intermináveis 24 episódios (acredito que uma das poucas séries que ainda tem uma temporada regular de televisão aberta); o que fizeram com a residente dra. Sam bello é de um equivoco incrível, parece que a demitiram da noite para o dia e os roteiristas tiveram que criar uma desculpa para sua saída, se a idéia era abrir mão da personagem, assim como ocorrerá com Arizona e April, concordamos ou não com seus arcos, houve arcos, deveríamos saber que Sam era uma imigrante e que havia uma possibilidade das novas políticas de Trump chegar nela de alguma maneira, com isso, o romance crescente com DeLucca simplesmente nos levou a uma rua sem saída, investiu-se na dramaturgia do romance na empatia dos personagens e do casal para em 40 minutos sumir no ar!

Além disso, tirando que os casos médicos da pesquisa em nada funcionaram até aqui, surge uma situação envolvendo os Avery, do nada novamente, e criou-se uma nova situação de vida ou morte financeira para os hospital, oi? Acho que o tempo excessivo, não em temporadas propriamente dita, mas sim em 24 episódios, esta minando a criatividade dos roteiristas e a própria Shonda precisa intervir de alguma maneira na construção de arcos relevantes dentro das temporadas, até porque não faltam personagens e dramaturgia para a série.

s14e20 Judgement Day – Durante as apresentações do Dia de Inovações de Protótipos Cirúrgicos do Grey Sloan, Arizona compartilha biscoitos que um paciente deu a ela, mas sem saber que os biscoitos contém um ingrediente especial. Catherine revela segredos sobre o avô de Jackson.

Seriously que chegamos a esta altura da temporada e da história da trama para ter uma storyline envolvendo maconha e os médicos? Talvez seja mais do que na hora de terminar a temporada, ou melhor ainda, termos temporada menores, quem sabe 18 episódios como acontece com How To Get Away With Murder e This Is Us.

Nada tem funcionado neste segunda metade da temporada, além dos arcos curiosos de despedida de Arizona e April, acrescentam uma trama de assédio a la “weinsten” com o Avery já falecido que deve render algum drama nestes próximos episódios, uma pena, gostaria de ver boas despedidas das queridas personagens; enquanto isso os projetos médicos continuam irrelevantes dentro do cenário da série!

s14e21 Bad Reputation – O hospital traz alguém com experiência para lidar com crises para ajudá-los a resolver as acusações contra Harper Avery. Enquanto isso, a enfermeira Olivia aparece em Grey Sloan com seu filho. Arizona decide passar mais tempo com Sofia.

Ah não fosse Meredith fazer toda uma revolução dentro do hospital, inclusive devolvendo os prêmios Avery, não sei se teria algo de importante neste episódio, achei todo seu comportamento impecável e pragmático, Meredith como personagem esta num ótimo momento, inclusive deu um esporro em Jackson; a storyline da enfermeira que retornou neste momento, além de grosseira e sem noção espero que não seja em função da criança (uma paternidade perdida ali), até porque parece que o casamento de Jo e Alex terá como elemento de drama a mãe de Karev! Contando os episódios para finalizar esta longa e irregular temporada.

s14e22 Fight For Your Mind – Alex e Jo fazem uma viagem para encontrar a mãe de Alex; Meredith faz uma apresentação sobre seu projeto de mini-fígados, que atrai muita atenção; Jackson trabalha para reconstruir a fundação depois que sua reputação é ameaçada.

Já não tenho muito o que debater sobre as atuais storylines da série e resta esperar pelo término irregular da temporada, toda a força dramática da primeira parte se diluiu numa segunda metade fraca e cheia de soluções fáceis e mal trabalhadas, uma pena; mas isso prova mais uma vez o quão extasiante é trabalhar 24 episódios numa temporada regular, menos mal que nesta temporada Meredith deve sair ilesa e assim, teremos um bom prognóstico para a próxima.

s14e23 Cold as Ice – Um integrante do Grey Sloan Memorial é gravemente ferido, fazendo a equipe refletir sobre o que é realmente importante para eles. Enquanto isso, Nicole Herman faz uma visita ao hospital e fala com Arizona sobre uma excelente oportunidade.

episódio arremedo para despedidas de Arizona e April, a segunda sofre um acidente deja vu (lembranças de Meredith lá nas primeiras temporadas) o que rende referências e atuações médicas interessantes pelo mesmo tema mas não deixa de parecer preguiça de roteirista, sim é emocionante e mexe com  fã de Grey’s, porém também mostra como a série depende de tragédias com personagens para se tornar relevante, o que deixa de ser brincadeira entre fãs e vira muleta para as tramas; pensando em 24 episódios, ou pelo menos, 12 episódios aos quais os roteiristas sabiam da saída das personagens, não seria muito melhor abordar o dilema de April, o espiritual foi raso, da retomada da relação amorosa com o ex quando da perda de esposa e nascimento da filha dele, desde lá poderiam ter contado como as perdas dos personagens o uniram para aplacar a dor e não simplesmente informar através de Arizona “eles estão juntos há meses”, oi? para que 24 episódios se você não tem tempo de criar arcos e desenvolver situações e personagens?

Já Arizona teve melhor sorte, sua situação foi explorada de maneira mais discreta e era visível que isto levaria a saída da personagem, sendo assim receber Geena Davis na série novamente é aquele ponto positivo de ter 14 temporadas e centenas de personagens que podem ir e vir de maneira orgânica e satisfazer o espectador saudosista, vai ter uma despedida bonita. Continua sendo um episódio emocionante? Sim, mas com aquelas restrições que o histórico de Grey’s nos impõem.

s14e24 All of Me Season Finale – Chegou o grande dia do casamento de Jolex, e como sabemos casamento na shondaland é sinal de: Catástrofe. Não engane-se pela singela sinopse, não houve tragédia alguma,  ninguém morreu e isto é comemorável dentro da série.

Achei o episódio bem bonito e deu uma diluída no clima pesado que a temporada trouxe, foram 3 casamentos, a la final de novela, coisas que deram errado, personagem que retornou com gancho de gravidez e insinuações de alguns arcos futuros, quem sabe começar a trabalhar melhor os novos residentes para ver se rendem boas storylines no futuro. Sobre as grandes questões desta segunda metade da temporada, sim April e Arizona se despedem da série, de maneira apenas correta porém “vivas”, o roteiro mesmo com tempo nao conseguiu criar arcos de despedidas para as personagens tão longevas. Ainda sobre o episódio me incomodou que ele pareceu deslocado da linha narrativa em continuidade ao episódio passado, depois de quase morrer April organiza um casamento e passou-se quantos dias mesmos?

Sobre a temporada, já mencionei que a achei irregular, porém Shonda e equipe me parecem ter encontrado um meio de sobrevivência para a série, independente do tempo que durar, ter tramas relevantes, apostar no filão de público para o qual ela é exibida, mulheres adultas, assim sendo esta temporada será lembrada como a temporada da revelação do passado abusivo de Jo e os casos de assédio dentro da Instituição harper e isto funcionou porque nos últimos anos, após a morte de Derek, Meredith pegou a série para si, deixou de ser um fio condutor de conflitos (normalmente irrelevantes e surreais) para ser os olhos do espectador frente aos conflitos dos demais, como seu papel com Jo e a devolução dos prêmios da família quando da revelação dos casos de assédio, Meredith não precisa mais de muletas dramatúrgicas para seguir seu caminho na série, sua personalidade é maior que qualquer escolha do roteiro, ela tem sido retratada com coragem e, principalmente, coerência dentro da série, talvez fato que tenha seduzido a atriz a permanecer até aqui carregando este fardo de ser uma protagonista imersa numa série de tragédias, acho uma revolução (narrativa) esta construção de Meredith (hoje minha personagem favorita na série).

STATUS: RENOVADA PARA 15ª TEMPORADA (set/18).

Young Sheldon (CBS) – 1ª temporada (FINALIZADA)

14/05/2018

Neste spin–off de The Big Bang Theory, Iain Armitage (Big Little Lies) assumirá o papel do jovem cientista vivido no programa original por Jim Parsons. Além disso, Zoe Perry (Scandal) assumirá como Mary Cooper, a mãe de Sheldon. É curioso notar que a personagem é vivida por Laurie Metcalf, mãe de Perry na vida real. O novo projeto mostrará tudo aquilo que é referenciado em TBBT, como os avós do personagem e seu relacionamento com seus irmãos e pais em Galveston, no Texas. Para reforçar a ligação, Parsons participará como narrador do seriado pela perspectiva do Sheldon adulto.

s01e01 Pilot – Sheldon Cooper, de 9 anos, é uma mente única da sua geração. Capaz de decifrar rapidamente a matemática e a ciência avançada, porém ele aprende que nem sempre é útil crescer o leste do Texas: uma terra onde a igreja e o futebol reinam entre as pessoas.

s01e02 Rockets, Communits and the Dewey Decimal System – Para agradar sua mãe, Sheldon tenta aplicar técnicas que leu em um livro de auto ajuda para fazer amigos.

Não fui um grande entusiasta da ideia de spin off de The Big Bang Theory, a qual abandonei temporada passada, mas confesso que demorou muito tempo para o canal CBS criar uma franquia de sua comédia de maior sucesso nos últimos anos. Dito isso, mesmo bebendo na fonte de narração em off a la Anos Incríveis e  How I Met Your Mother, temos Sheldon comentando sua infância no Texas, em seus primeiros sinais de genialidade. Num primeiro momento, já fiquei satisfeito de observar a mudança de narrativa da série, sai os estúdios e platéia claque (risadas de fundo) e entra uma comédia de multi-câmera, além disso, mesmo em seus episódios iniciais é importante observar que os roteiros tiveram a preocupação de trabalhar de maneira correta a família e outros coadjuvantes que circulam ao redor de Sheldon, além do que, Iain Armitage é um achado!

s01e03 Poker, Faith and Eggs – Quando Sr. George é levado às pressas para a emergência, Meemaw vem para ficar com as crianças, e elas têm uma aventura para ir para o hospital por conta própria. Esta avô de Sheldon é um achado, dá quase pra pensar num spin-off próprio pra ela! Além disso, como não vibrar com os questionamento de Sheldon para Pastor nos cultos.

s01e04 A Therapist, a Comic Book and a Breakfast Sausage – Após um pequeno acidente doméstico, Sheldon necessita superar uma fraqueza. Mantendo o ar “Wonder Years encontra The Middle”, a série acerta em cheio ao abordar pequenos traumas que sabemos que irão moldar a personalidade de Sheldon, quase que como se justificasse a existência dele, o que pode acarretar uma necessidade de linkar tudo a todo momento, que pode enfraquecer o roteiro, porém, neste episódio, funcionou bem, inclusive a identificação de Sheldon com os X Men.

s01e05 A Solar Calculator, a Game Ball and a Cheerleader’s Bosom – Sheldon utiliza suas habilidades matemáticas para ajudar seu pai a encontrar as melhores estratégias para o time de futebol da escola, além disso, sua vó também quer utilizar suas facilidades estatísticas para jogatina, mais um bom episódio com equilíbrio para todos os personagens e Sheldon sendo trabalhado da melhor maneira possível, a série é muito cativante.

S01E06 A patch, a Modem, and a zantac – Sheldon se auto-impõe um desafio científico. Os Cooper saem em uma viagem familiar atípica. Mostrando os primeiros passos de Sheldon e seu contato com a NASA, na verdade sua obsessão, o bacana aqui é ilustrar que além das obsessões de Sheldon, ele teve muito apoio de sua família em suas na época loucuras. Bom episódio!

s01e07 A Brisket, A Voodoo and Cannonball Run – As crianças discutem maneiras de resolver uma disputa familiar quando Meemaw se recusa a dar a George Sr. uma receita. Talvez um episódio bastante emblemático para a série, será ela dependente exclusivamente da persona de Sheldon? Pelo episódio acredito que não, com pouquíssimas falas e nenhum arco para chamar de seu, o máximo que o roteiro lhe reservou foi o momento Sherlock Holmes, sendo que ficou concentrado no embate entre George e Meemaw, um bom episódio e uma ótima dinâmica familiar que pode servir para a série durar temporadas.

s01e08 Cape Canaveral, Schrödinger’s Cat and Cyndi Lauper’s Hair – Na tentativa de se aproximar de Sheldon, George Sr. leva os meninos em uma viagem para ver o lançamento de um ônibus espacial. Enquanto isso, Mary, Missy e Meemaw têm um fim de semana das mulheres no salão. Novamente trabalhando com o desenvolvimento de todos personagens, desta vez separando homens e mulheres, a série parece querer abraçar mais do que a comédia comum, com este episódio me veio à mente uma inspiração Anos Incríveis, com aquela pegada nostálgica de Sheldon ao retratar sua infância, e até mesmo, emocional.

s01e09 Spock, Kirk and Testicular Hernia – George Sr. faz um acordo com Sheldon para dar aulas a Georgie quando as notas ruins ameaçam seu lugar no time de futebol. Vamos novamente observar características do Sheldon adulto, aqui na figura de Star Trek e Spock, porém o roteiro é inteligente e nos mostrar que apesar da genialidade do jovem o mesmo ainda é muito inocente, criança mesmo, que cai um histórias de irmão mais velho e ainda repassa para a irmã gêmea (kkkk). 

s01e10 An Eagle Feather, a String Bean and a Eskimo – Sheldon muda-se para Dallas para ir a uma escola de superdotados. Esperava um pouco mais de um episódio que abordasse a tentativa de colocar Sheldon numa escola para superdotados, tenha a impressão que familiarizaram demais a questão e não pela perspectiva de Sheldon, que deveria ser o foco da narrativa, além disso, desperdiçaram Frances Conroy em cena.

s01e11 Demons, Sunday School and Prime Numbers – Depois de ver Sheldon jogando Dungeons and Dragons com seus amigos, Mary o coloca na escola dominical. Nada melhor do que ver o pequeno Sheldon construindo características de velho Sheldon, assim observar o comportamento de Mary frente as questões de Sheldon no que se refere religião foi muito interessante e divertido, principalmente, quando encontra-se com um judeu (consciente e crítico)!

s09e12 A Computer, a Plastic Pony, and a Case of Beer – Sheldon pede um computador a seus pais e, sem saber, faz seus pais discutirem sobre as finanças da família. Muito bom episódio com a dinâmica sobre o início da paixão de Sheldon por computadores, com total crédito para os demais usuários da casa após a compra da mesma, mesmo achando bobinha a briga entre o casal, para uma série familiar tá traquilo!

s09e13 A Sneeze, detention, and Sissy Spacek – Uma virose atinge Medford e Sheldon toma atitudes drásticas para se manter saudável. Nada como uma virose para Sheldon nos mostrar sua lado mais “nojentinho” kkk

s01e14 Potato Salad, a Broomstick, and Dad’s Whisky – Quando Mary começa a trabalhar como secretária da igreja, ela acaba se tornando conselheira amorosa do pastor Jeff. Sheldon e Missy passam sua primeira tarde sozinhos em casa. que episódio gostoso de assistir, dado os ares ingênuos e dos anos 90, a série praticamente ocupa o lugar de comédia familiar predileta na minha watchlist.

s01e15 Dolomite, Apples Slices, and a Mistery Woman – Sheldon faz amizade com uma veterana da escola que o apresenta a um novo campo da ciência. Mary e George discordam em como lidar com a vida social de Sheldon. Gosto das interações de Sheldon com jovens mais velhos que ele, sempre rende situações cômicas e consequências divertidas.

s01e16 Killers Asteroids, Oklahoma, and a Frizzy Hair Machine – A vida de Sheldon toma um rumo diferente quando ele não vence a feira de ciências.

s01e17 Jiu-Jitsu, Bubble Wrap, and Yoo-Hoo – Sheldon sofre bullying de alguém que não esperava, e Mary e George discordam na forma de lidarem com uma situação

Mais dois bons episódios da série, a primeiro apresentando Sheldon tentando outras áreas quando se decepciona com a ciência e sofrendo bullying no segundo geram uma dose de comédia familiar com sitcom spin off de TBBT servindo de trampolim para o desenvolvimento da série e dos personagens. Amo a irmã gêmea de Sheldon, para mim, o grande destaque até aqui!

s01e18 A Mother, A Child, and the Blue Man’s Backside – Marry proíbe Sheldon de ler quadrinhos mais adultos, e Sheldon decide que é hora de parar de viver obedecendo sempre à mãe. Os conflitos de Sheldon e Marry são sempre um prato cheio tanto na versão adulta quanto aqui.

s01e19 Gluons, Guacamole, and The Color Purple – Sheldon não se sente academicamente desafiado na escola e decide assistir a uma aula do Dr. John Sturgis na faculdade. Ótima oportunidade de storyline para Meemaw, bem bacana mesmo, além disso até os irmãos de Sheldon renderão em arco coadjuvante, um ótimo episódio! 

s01e20 A Dog, a Squirrell, and a Fish Named Fish – Uma batalha se inicia entre os Coopers e os Sparks quando o cachorro dos Sparks aterroriza Sheldon. Visitamos um pouco as fobias de Sheldon com animais, de cachorro à peixe. Mais um bom episódio! 

s01e21 Summer Sausage, a Pocket Pancho, and Tony Danza – Enquanto Sheldon se ocupa em fazer o relacionamento entre sua avó e o Dr. Sturgis dar certo, George e Mary tentam se conectar com os outros filhos. Acredito que tenha sido o primeiro episódio que trabalhou com “previuosly”, no caso sobre o relacionamento de Meemaw e o ídolo de Sheldon, na verdade além de abordar um relacionamento da 3ª idade, vemos o quão racional é Sheldon sobre relacionamentos, além disso, as dinâmicas entre pai e filha e mãe e filho foram um bom pano de fundo para o episódio.

s01e22 Vanilla Ice Cream, Gentleman Callers, and a Dinette Set Season Finale – A avó do Sheldon tem dois homens competindo por ela, e Sheldon se intromete, forçando-a a criar regras. Mesmo tendo Sheldon como grande chamariz para a sitcom, um excelente produção diga-se de passagem, com boas referências dos anos 90, a série me agrada principalmente pela inclusão com ares de protagonismo como tem acontecido com Mewmaw, acho inteligente do roteiro saber que a série em cima de Sheldon não duraria uma temporada, assim se faz necessário desenvolver os demais coadjuvantes, uma temporada redondinha e gostosa de assistir, mesmo para quem não é fã do personagem, pois as referências como a cena final, é um plus para a série familiar.

STATUS: RENOVADA PARA 2ª TEMPORADA (set/18).

A Series of Unfortunate Events (Netflix) – 2ª temporada (FINALIZADA)

06/05/2018

s02e01/02 The Austere Academy part one/two – No colégio interno, os Baudelaire conhecem misteriosos irmãos com a vida quase tão trágica quanto a deles. Enquanto os Quagmires seguem na busca, os Baudelaire dão duro para conciliar os estudos com uma extenuante rotina de exercícios – cortesia do Conde Olaf.

Tinha pensado em não retomar a série ano passado, no entanto, com a descrição de uma nova situação com novos personagens e ampliando a mitologia dos pobres órfãos, além da inigualável performance de Neil Patrick Harris e da produção que é impecável ao que se propõe resolvi apostar que a série teria uma dinâmica menos engessada que na temporada passada. Apostei certo, a entrada de novos personagens, outros órfãos, além de outros guardiões recorrentes, fizeram um papel de crescer a mitologia da série de uma maneira que, pelo menos, nestes dois primeiros episódios funcionou, acho a série uma obra prima conceitual e se p roteiro conseguir equilibrar texto e dinâmica tem tudo para ser uma segunda temporada incrível, apesar de ter uma dificuldade de rotulá-la como série.

s02e03/04 The Ersatz Elevator part one/two – Violet, Klaus e Sunny ganham novos guardiões em um estiloso arranha-céu sem elevador. Jacques Snicket treina uma recruta. Os Baudelaires encontram seus amigos… mas não por muito tempo! Disfarçado, Conde Olaf conduz um leilão. A adição de novos personagens e cenários serve muito ao roteiro, este possui críticas ao modismo, estrangeiros e outros detalhes do rico contexto, além disso, vemos Nathan Fillion em participação ampliando os mocinhos que, apesar de tudo, ainda são muito inocentes e ingênuos frente a malícia e malandragem de Olaf, mas é que todos adultos são infantilizados na série, então não dá pra fazer esta cobrança ao roteiro. Muito bom!

s02e05/06 The Vile Village part one/two – O Sr. Poe leva os Baudelaires a um vilarejo repleto de aves e clima do velho oeste. Jacques e Olívia continuam a busca pelos Quagmires; no segundo, os órfãos são suspeitos de um assassinato terrível, mas o tempo que passam atrás das grades leva a uma importante descoberta.

Uma pena que algumas escolhas não funcionam na adaptação para a série, todo o clima sombrio deste vila e as consequências soaram muito fake para mim no contexto da série, inclusive na morte do personagem que parecia ter relevância, mas este sempre foi um problema para a série, o texto por vezes expõe as crianças as situações que a galhofa em cena não encontra tom.

s02e07/08 The Hostile Hospital part one/two –  Foragidos, os Baudelaires vão parar em um hospital terrível com uma biblioteca gigantesca. Será que ela guarda as respostas para todas as suas perguntas?; no segundo,  Klaus e Sunny vasculham o decrépito hospital em busca de Violet, mantida prisioneira sob os “cuidados” do Conde Olaf. Aqui gostei bem mais da trama, até pelo ambiente e pelos absurdos de Conde Olaf e sua turma, tivemos revelações e ainda um gancho curioso para os últimos episódios da temporada.

s02e09/10 The Carnivorous Carnival part one/two – Venha conhecer o mais aterrorizante circo do mundo, um lugar onde mistérios surpreendentes – e um rosto familiar – estão à espera; no segundo, Com seu grotesco disfarce do circo, os Baudelaires se preparam para enfrentar um fado terrível. Será que, pelo menos desta vez, eles terão alguma sorte? Apesar de abrir mão da boa participação dos Quagmire, além de agentes do bem, surpreendentemente mortos, muito mais numa série infanto-juvenil, ainda ressinto do ritmo ciclico dos episódios e das facilidades do roteiro para o sucesso/fracasso das missões de Olaf e burrice dos adultos, no entanto, ainda acredito que esta temporada foi superior a anterior, talvez por algumas respostas e a sempre competente direção de arte/direção geral.

STATUS: INDEFINIDO (possivelmente renovada pelo gancho e pelo planejamento de três temporadas).