Modern Family (ABC) – 9ª temporada

05/11/2017

s09e01 Lake Life – Jay força a família a passar as férias em um lago. Mitchell reencontra um ex. Cam tenta evitar o sol a todo custo. Phil e Claire tentam fazer algumas excursões.

s09e02 The Long Goodbye – Phil e Claire percebem que Alex não precisa mais deles. Manny tenta evitar um adeus dramático depois que Gloria e Jay o ajudam a se mudar para o dormitório da faculdade. Hayley consegue uma oportunidade inesperada.

Retomamos a temporada com um episódio típico de reunião familiar, os melhores normalmente pela dinâmica excelente entre os personagens após tantos anos, o segundo retoma as subtramas de cada um, com destaque para a ida à Universidade por Manny, os empregos de Luka e Hayley e um incêndio na casa de Mitchell e Cameron, claro que a série já não apresenta sua genialidade e frescor , no entanto, é impossível negar a empatia da querida família após tantos anos. Acredito que irei abandonar em pouco tempo, por isso até lá ainda quero me divertir muito com Phil, meu personagem favorito!

s09e03 Catch of the Day – Phil acha que terá um dia de azar depois de não ter completado sua superstição diária, mas Claire não tem tempo para isso. Mitch acha que Cam o está subestimando durante a reforma da cozinha. Em meio a tantos plots reciclados (nota: natural em série com esta duração e contando com os mesmos personagens), temos Phil e seu lance de cueca mudando o karma.

s09e04 Sex, Lies & Kickball – Shorty, o melhor amigo de Jay, voltou da Costa Rica e se hospedou em sua casa. No entanto, o amigo parece passar mais tempo com Gloria que com ele. Alex está pronta para destruir a imagem de boazinha e vai provar a Claire que seu relacionamento é sexual. Episódio regular para a série mas com bons atores convidados como Nathan Lane e Chazz Palminteri.

s09e05 It’s Great Pumpkin, Phil Dunphy – Phil e Claire querem fazer uma festona pra comemorar o Halloween, mas parece que só eles estão entusiasmados com a ideia. Mitch e Cam estão frustrados com a demora da entrega de sua cozinha. Apesar de ser uma tecla batida constantemente, o que mostra o quanto a série esta desgastada pelo tempo em exibição, não consigo deixar de achar graça quando Phil e Claire observam o quanto estão velhos e ou envelhecidos.

(atualizado) s02e06 Ten Years Later – Claire está determinada a compensar por seu comportamento no casamento de Jay e Gloria dando uma festa de 10 anos de casamento para eles. Achei que por ser uma data comemorativa para o casal protagonista a trama poderia ser um pouco diferente da crise de beleza de Gloria, no entanto, o casal Phil e Claire é muito positivo, com o total apoio de Claire as ideias e sonhos de Phil agora na maturidade.

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The Good Place (NBC) – 2ª temporada

05/11/2017

s02e01 Everything is Great – Tendo tido suas memórias apagadas por Michael, Eleanor, Chidi, Tahani e Jason voltam ao Lugar Bom. 2) Jason ganha uma nova alma-gêmea, Tahani lida com as consequências da noite anterior e Eleanor e Chidi chegam a surpreendentes conclusões.

Embora não goste de episódios duplos de séries cômicas, acredito que seja difícil equilibrar o ritmo, TGP para ter tido sorte ou planejamento em criar um longo episódio focado no restart que Michael criou ao final da surpreendente primeira temporada. É estranho observar como a série se coloca como uma comédia meio que involuntária, politicamente incorreta, na qual os personagens carregam a trama e não o contrário, o humor se encontra no conflito de personalidades naquele cenário surreal e não o contrário, a graça não se encontra nos aspectos angelicais/diabólicos, mas sim como as pessoas se enxergam e como se comportam para atingir padrões.

Assim sendo, já gostando do quarteto protagonista, e mais alguns coadjuvantes como Janet, quero ver o que mais o esperto roteiro irá nos mostrar nesta 2ª temporada, para quem sabe, elevar a série ao patamar das premiações. Na torcida pelo sucesso da querida Kristen Bell!

s02e02 Dance Dance Revolution – Problemas continuam surgindo, mas Michael não desiste dos seus planos mirabolantes. Eleanor faz uma descoberta surpreendente. A série têm conseguido seguir um caminho bastante curioso para esta nova temporada, sem seguir necessariamente com a trama dos personagens, o que faria com que a mesma criasse uma “barriga” (enrolasse), o roteiro esta circulando sempre na ideia de quais possibilidades Michael tem para “torturar” o quarteto no Bad Place de maneira funcional naquele universo, gerando inclusive conflitos com os funcionários do lugar (hilário); que série fora da curva atualmente do que os sitcoms atuais apresentam na tevê aberta.

s02e03 Team Cockroach – Michael aborda as coisas de um novo ângulo. Eleanor, Chidi, Tahani e Jason tentam tomar uma decisão coletiva.

A série resolveu de alguma maneira seu entrave entre Michael e o quarteto, mesmo não perdendo o ar inovador da série, o bla-bla-bla do episódio nem sempre soou engraçado para mim, gosto da série, proposta, atores e o timing cômico, só ficou um pouco abaixo dos anteriores!

s02e04 Existential Crisis – Eleanor e Chidi tentam humanizar Michael e a reação dele foge do controle. Tahani organiza um jantar para impressionar mesmo sabendo que está fadada ao fracasso. Jason a consola quando as coisas vão mal. Mesmo sabendo que a storyline de Tahani e Jason acabou do jeito que acabaria, confesso que não lembro de um sitcom ter tantas referências filosóficas em seu roteiro e não se tornar enfadonho, estar lá para colaborar com a narrativa e levantar tópicos sobre ética e outros conceitos rotineiros de uma maneira ímpar.

s02e05 The Trolley Problem – Michael não consegue compreender os princípios da ética humana, deixando Chidi frustrado. Tahani e Jason se abrem com Janet.

s02e06 Janet and Michael – Quando a vizinhança apresenta uma pequena falha, Michael precisa resolver o problema com Janet antes que as coisas saiam do controle.

Dois episódios bem escritos e cheios de novas nuances com total destaque para Janet, uma personagem coadjuvante que vem ganhando bastante importância nesta temporada, além dela Michael também esta muito bom, nota-se isto devido a uma leve alteração na perspectiva da temporada, agora como temos Michael tentando manter seu status junto aos 4 principais para ludibriar seus “Chefes” o personagem tem tido oportunidade de diversificar seu texto e conflitos.

(atualizado) s02e07 Derek – Michael busca a ajuda de Eleanor e Chidi para resolver um problema criado por Janet. Jason surpreende Tahani com uma ideia inesperada. Com a ótima saída encontrada por Janet para não se sentir mais sozinha e evitar novos danos ao Bad Place conhecemos Derek e com isto novas piadas e situações hilárias, talvez não muito engraçado o desfecho com a situação de jason e Tahani, porém o ganho para o próximo episódio foi eficaz.

The Good Doctor (ABC) – 1ª temporada

02/11/2017

A série foca no Dr. Shaun Murphy (Freddie Highmore, de Bates Motel), um jovem cirurgião com autismo e síndrome de Savant que se muda de uma vida tranquila no interior para se juntar à unidade cirúrgica de um hospital de prestígio. Sozinho no mundo e incapaz de se conectar pessoalmente com aqueles que o rodeiam, Shaun usa seus dons médicos extraordinários para conquistar seus colegas e salvar as vidas dos pacientes

A grande questão da série é colocar à prova se alguém que não tem a capacidade de se relacionar com outras pessoas realmente pode salvar vidas.

s01e01 Burnt Food – Dr. Shaun Murphy em sua apresentação à junta do hospital St. Bonaventure ja enfrenta um caso médico logo no aeroporto, enquanto isso, somos apresentados superficialmente aos demais médicos da série, alguns já debatendo a chegado de Shaun; além disso, ainda tivemos lampejos da juventude de Shaun conectada ao dr. Glassman e a uma figura familiar bastante generosa com ele.

David Shore caprichou em seu retorno aos dramas médicos, após o término de House (seu grande sucesso até hoje), o showrruner e roteirista desenvolveu Battle Creek (cancelada em sua 1ª temporada pelo canal CBS) e Sneaky Pete (ainda viva, segundo informações retorna para 2ª temporada pelo Amazon em 2018); no entanto, nenhuma repercutiu como House, assim Shore praticamente recria o mesmo ambiente profissional de House e, para diferenciar as séries, apesar de não poder ser processado por plágio, cria como protagonista um novo médico diferente (com a “desculpa” de autismo para criar conflitos pessoais e sucesso profissional) e para modernizar a narrativa copia o melhor do procedural com a recriação de interiores ou, no caso aqui, perfil anatômico do corpo humano em tela a la C.S.I. ou mesmo Sherlock (de Steve Moffat).

Parando um pouco com as referências, sobre o piloto propriamente dito, quem gosta de um bom procedural médico deve curtir tudo que The Good Doctor apresentou, acrescentando um bom elenco coadjuvante (pessoal de séries em tudo que é canto!), com ressalvas à Freddie Highmore neste primeiro momento, explico melhor, porque senti seu Dr. Shaun muito similar a seu recente Norman Bates de Bates Motel, preciso de um pouco mais de tempo em cena para ver como Highmore (bom ator) fará para “exorcizar” seu recente protagonista. Gostei muito do piloto redondinho, sacadas interessantes e boas perspectivas, mas não deixa de ser um procedural médico da tevê aberta, logo…

s01e02 Mount Rushmore – A atenção do Dr. Shaun Murphy aos detalhes complica seu primeiro dia no Hospital St. Bonaventure. Enquanto isso, a Dra. Claire Browne aprende uma lição valiosa sobre honestidade quando confrontada com um diagnóstico difícil para o paciente.

Mantendo as qualidades do piloto, a série segue mostrando como será difícil a adaptação de Shaun num ambiente hospitalar, desde lhe dar com pacientes até seus colegas, o episódio acerta ao deixar a subtrama de Shaun restrita aos seus atendimentos e centrar o caso maior nos demais personagens, retratá-los para não serem somente escada de Shaun; ainda não vejo muita necessidade de ficarem mostrando flashbacks do personagem como se houvesse paralelo com sua vida atual, acredito que quando mostrarem seus pais aí sim valeria a pena estas sequências, ou alguém tem duvida de que sua família aparecerá a qualquer minuto. Outro ponto positivo é que estou achando a série num tom bem agradável, leve humor, não esta um drama carregado.

s01e03 Oliver – Melendez e Jared descobrem que um paciente não está sendo tão honesto com eles, o que poderá custar sua vida em uma cirurgia. Enquanto isso, Claire deve aprender a se comunicar com Shaun enquanto correm contra o tempo em um transporte de órgão. Mais um bom episódio que vem desenvolvendo tanto Shaun quanto os coadjuvantes em meio aos casos da semana, até agora, o roteiro abriu mão de pacientes relevantes, mas ainda é muito cedo para afirmar se assim será sempre.

s01e04 Pipes – Dr. Melendez e a equipe tem grandes problemas quando um casal precisa tomar uma grande decisão em relação a uma gravidez. Enquanto isso, Dr. Shaun se esforça para se adaptar ao seu ambiente em casa e da um grande passo com seus colegas. Mesmo ainda não conseguindo se diferenciar de um procedural médico, o roteiro da série acerta ao não facilitar a adaptação de Shaun, e trazendo à tona algumas situações do seu passado como o caso do jovem não querer ajudar de auxiliares/enfermeiros, nos levando a crer que já teve experiência com este profissional e não deu certo. No entanto, o roteiro ainda não humanizou de maneira competente seus coadjuvantes como Melendez, sua namorada, e o médico responsável no hospital, ainda estão muito caricaturais.

s01e05 Point Three Percent – Dr. Shaun Murphy encontra um paciente que se parece com seu irmão falecido. A equipe tenta descobrir o que desencadeia as reações alérgicas severas dos pacientes antes que alguém morra. Maldade da serie já afetar nosso pobre Shaun com a presença de um jovem igual ao seu irmão, óbvio que mexeu com o rapaz, um bom episódio pro gênero, porém acendeu um sinal amarelo na minha visão sobre a série, os roteiros precisam avançar ou diversificar a pauta no entorno de Shaun que esta sempre girando no que se refere à ética que, sinceramente, ele mesmo tendo dificuldade precisaria ter aprendido sobre isto na graduação e estágios (não somente na residência).

(atualizado) s01e06 Not Fake – Dr. Shaun e a Dra. Claire elaboram um procedimento experimental que pode salvar a perna e a vida de um jovem noivo. Enquanto isso, Jared luta para se conectar emocionalmente com seu paciente cujas cicatrizes podem ser muito profundas para superar. A série consegue criar novos conflitos a cada nova interação de Shaun com outros médicos e pacientes, é quase enlouquecedor observar o quanto o jovem médico tem dificuldade de se enquadrar em padrões de comportamento, ainda sinto necessidade do roteiro trabalhar melhor os outros residentes, ora parecem médicos profissionais ora estudantes.

 

Stranger Things (Netflix) – 2ª temporada (FINALIZADA)

29/10/2017

s02e01 Chapter One: Mad Max – Na véspera do Halloween, um rival bagunça as coisas no fliperama. Cético, Hopper inspeciona uma plantação de abóboras apodrecidas.

Notadamente este início de temporada da série mais hypada do Netlfix, retomou com um episódio bastante re-introdutório nos colocando a par onde cada personagem esta após a finale da temporada passada, em seguida já temos alguns novos elementos sobre o que o novo ano abordará, como uma invasão do Mundo Invertido, uma espécia de lá e o luto de Nancy pela morte de Barb, além disso, temos 4 novos personagens apresentados como Bob, namorado de Joyce e nova referência aos anos 80, Sean Austin um Goonie original, Paul Reiser (outro oitentista) como Dr. Owens, alem de Max, menina acrescida para fazer parte da turma, e o seu irmão escroto.

Um bom início, continua um excelente produção dos Irmãos Duffer (roteiristas) e de Shawn Levy (diretor).

s02e03 Chapter Three: The Pollywog – Dustin adota um animal de estimação estranho, e Eleven fica cada vez mais impaciente. Bem-intencionado, Bob incentiva Will a encarar seus medos.

s02e04 Chapter Four: Will the wise – Debilitado, Will se abre com Joyce e o resultado é perturbador. Enquanto Hopper busca a verdade, Eleven faz uma descoberta surpreendente.

Mesmo com tons mais sombrios, principalmente, em virtude do assombro de Will e a dificuldade em Eleven se adaptar, o que torna a série mais séria e com temas mais adultos, sinto falta da porção mais engraçada, da turminha nerd que é zoada na escola, do humor juvenil que tanto nos fez ter empatia pela série, que deixou de ser somente uma série que referencia os anos 80, todas as storylines estão muito sérias, o que não é um problema, mas pelas características dos personagens mostradas até aqui, queria que o humor estivesse mais presente.

s02e05 Chapter Five: Dig Dug – Nancy e Jonathan trocam teorias conspiratórias com um novo aliado, e Eleven procura alguém do seu passado. “Bob Sabichão” lida com um problema complicado. Assim como ocorrera na temporada passada, o triângulo amoroso adolescente não funciona e ainda foram inventar de fazer um “fan service” no que se refere a morte de Barb lá da temporada passada e o que temos, um roteiro frouxo e que somente adia o reencontro dos personagens, o ponto alto da série.

s02e06 Chapter Six: The Spy – A ligação entre Will e uma sinistra força do mal fica mais forte, mas ninguém sabe ao certo como detê-la. Dustin e Steve criam um vinculo improvável.

s02e07 Chapter Seven: The Lost Sister – Eleven continua tentando se comunicar com sua mãe, mas no meio do caminho descobre coisas sobre seu passado e é levada ao encontro de uma irmã que não sabia da existência.

Apesar de achar bastante interessante um episódio focado somente em Eleven/Jane, que teve um arco a parte dos eventos da série até aqui, confesso que sua conexão com uma jovem dos tempos do laboratório, inclusive com a revelação da não morte de Matthew Modine (achava que estava morto mesmo), que surgiu no prólogo da temporada e seu contato com um possível “lado negro da Força” me soou relevante dramaticamente dentro da temporada, como se ainda não fosse um episódio necessário, de repente numa temporada futura esta jornada se tornaria mais relevante. Até por isso, uma das coisas que mais senti falta na temporada até aqui é a relação entre Eleven e Mike, ou mesmo com as outras crianças.

s02e08 Chapter Eight: The Mind Flayer – Um herói improvável surge quando um incidente mortal provoca o fechamento do Laboratório de Hawkins, deixando Will e vários outros presos lá dentro. Um episódio bastante tenso e aterrorizante, principalmente se pensarmos que o público alvo da série inclui jovens/crianças, gosto muito desta pegada dos irmãos Duffer, não abrirem mão em prol de um produto mais família.

s02e09 Chapter Nine: The Gate Season Finale – Eleven planeja terminar o que começou. Os sobreviventes aumentam a pressão contra a força monstruosa que mantém Will refém. Boa finale, principalmente pelo pós resolução do evento caótico da temporada (apesar de não gostar de resoluções ambíguas, afinal o Mind Flayer não morreu somente não invadiu nosso “plano”, continua no “mundo invertido”), que pra mim é o grande acerto da série, a empatia do elenco infantil com problemas mundanos como um “Snow Ball”, a dinâmica entre os personagens é o charme da série, claro que o lado misterioso e a trilha sonora colaboram.

Sobre a temporada em si, Stranger Things cresce como série ao não abrir mão da sua essência, mesmo não concordando com escolhas do roteiro, como o arco de Eleven, a qual acredito que fez muita falta ao grupo de amigos, principalmente a Mike (apagadinho a temporada inteira), em contraponto, com o mistério sendo trabalhado parcialmente, afinal não tivemos um desfecho para o mundo invertido, a dinâmica entre as crianças e seus dilemas me ganharam, principalmente Dustin, Lucas e Max; outro ponto positivo, a inserção dos novos personagens, todos funcionam e o tema dos irmãos Max e Billy ( de abuso físico) me surpreendeu pela abordagem, porém, Steve, Jonathan e Nancy que sono, inclusive o arco de procura por respostas por Barb soou constrangedor, mal construído e uma escolha dos roteiristas para atender os fãs que não se justifica.

Simplificando, não acredito que a temporada seja melhor que a primeira, porém, não destoa muito, é uma série extremamente agradável de assistir com uma dinâmica/receita para o sucesso certo. Até a próxima!

STATUS: RENOVADA PARA 3ª TEMPORADA (2018/19).

 

Mindhunter (Netflix) – 1ª temporada (FINALIZADA)

14/10/2017

Inspirada pelos relatos dos ex-agentes John Douglas e Mark Olshaker, a série de TV se passa em 1979 e acompanhará os talentosos investigadores Bill Tench (Holt McCallany) e Holden Ford (Jonathan Groff) interrogando assassinos para resolver diversos casos de homicídio. Anna Torv (Fringe) e Hannah Gross completam o elenco.

O dramaturgo Joe Penhall (A Estrada) e Scott Buck (Dexter, Rome) são responsáveis pelo roteiro, com produção executiva de Fincher, Joshua Donen (Garota Exemplar), Cean Chaffing (Clube da Luta) e Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria).

s01e01 Episode 1 – O frustrado negociador de sequestros Holden Ford encontra um aliado improvável no agente veterano Bill Tench e começa a estudar uma nova classe de assassinatos.

s01e02 Episode 2 – Holden entrevista o sinistro e articulado assassino Ed Kemper, mas seu ato é alvo de críticas no FBI.

Uma das séries das quais mais tinha expectativa, pela curiosidade do tema e pela linha histórica do mesmo, ver como os agentes policiais começaram a observar um padrão de comportamento (ação, vitimologia, etc) nos assassinos em série, o final da década de 70 é um prato cheio para o tema pois recentemente os Eua haviam passado pelo tormento do “O Filho de Sam”, assim posso dizer que o início me instigou e fiquei com boas perspectivas.

O piloto é um pouco lento, procura construir e apresentar Holden de maneira tanto profissional quanto pessoal, e a dinâmica com Tench surge somente ao final, gosto de alguma pontuações como a busca do personagem em ambiente acadêmico para dar um passo a frente neste estudo, e já no segundo episódio, temos seu encontro com o assassino Ed Kemper, bastante famoso, numa interação quase surreal, impressionante a composição do ator que deu vida à Ed, carismático e bastante inteligente, ainda não consigo visualizar Jonathan Groff como protagonista, mas acredito que sua escolha seja devido sua aparência juvenil, então aguardamos um pouco mais.

Como produção, sem comentários para a criação de Joe Penhall pelas mãos de David Fincher, uma recriação de época correta e bons personagens coadjuvantes.

s01e03 Episode 3 – A Dra. Wendy Carr se junta a holden e Tench, e as ideias do trio garantem uma prisão. Entrada oficial de Anna Torv, musa Fringe de todo serie maníaco, sendo que tivemos minha sequência predileta até aqui, com Holden e Tench e um policial local “conversando” com um suspeito fora de sua casa, fantástico, direção, roteiro, produção e elenco.

s01e04 Episode 4 – Bill e Holden consultam a Dra. Wendy Carr para começar uma classificação do perfil dos criminosos. Uma notícia surpreendente vem aí. As coisas caminham para a criação do departamento, com adição de um elemento acadêmico, em meio a isso, alguns casos vão surgindo e novos criminosos ganham espaço.

Já virou um vício, tô assistindo em maratona, coisa raríssima de acontecer com este pobre serie maníaco dos anos 90 (episódio semanal), pelo tamanho da minha curiosidade não vou deixar passar de uma semana esta temporada.

s01e05 Episode 5 – Holden e Bill retomam um caso espinhoso, com pistas divergentes e uma longa lista de suspeitos.

s01e06 Episode 6 – Wendy considera uma proposta. Holden e Bill dão duro para comunicar à Justiça o significado das descobertas de um caso desconcertante.

s01e07 Episode 7 – Wendy dá uma guinada arriscada na carreira para se dedicar exclusivamente à equipe do FBI. Fica difícil para Holden e Bill ignorar a carga emocional do trabalho.

Não vou poder comentar particularidades de cada episódio pois estou assistindo de combo, a série que conta com uma trama contínua não me marca pelo episódio numericamente, assim vou deixar impressões.

FANTÁSTICO, é isso que posso comentar pelo caminhar da série, que roteiro excelente, pensando que facilmente cairia num procedural policial, com episódios no qual surgem um criminoso a cada semana para ser desvendado/estudado pelos agentes, marca registrada da tevê americana, ver que os roteiros estão na verdade cada vez mais aprofundando os protagonistas, principalmente Holden (já aceito Groff nas premiações sua interpretação esta insana) é um alento para os corações dos fãs do gênero. Lembrando que até agora a série não utilizou nenhum disparo, perseguição e coisas do gênero para nos prender ao roteiro (mais um toque genial).

s01e08 Episode 8 – Bill e Wendy entrevistam candidatos para preencher a nova vaga na equipe. Holden se intriga com o estranho hábito de um diretor da escola.

s01e09 Episode 9 – Os métodos de Holden durante uma entrevista com um assassino em massa dividem a equipe e entram na mira de uma investigação interna do FBI.

s01e10 Episode 10 Season Finale – O estilo controverso de Holden rende uma confissão, mas põe em perigo a carreira, os relacionamentos e a saúde. A equipe se abala com uma investigação interna.

Sem palavras para esta série! Que pérola!

Que roteiro, direção, produção (fotografia, reconstituição de época, trilha sonora) fod@!! É impressionante como bons plots nas mãos de pessoas talentosas podem render um entretenimento adulto tão competente e relevante dentro do cenário televisivo atual.

A dinâmica da série começa mais vagarosa, lembrando claramente Arquivo X e Hannibal (seja a série ou os filmes), no entanto, quando percebemos que os criminosos serão somente “uma cortina de fumaça” para um verdadeiro estudo psicológico dos protagonistas a série cresce bastante, desde os questionamentos familiares ou mesmo o quanto os agentes devem se conectar com os assassinos para terem suas respostas até o debate institucional, numa época na qual esta metodologia não era reconhecida, inclusive é curioso notar o papel “intocável” que o FBI quer representar na sociedade da época.

A partir do episódio no qual Holden chega à escola e revela a mania, no mínimo, estranha do afável diretor, o personagem cai numa espiral que só podia render aquela sequência assustadora e tensa entre ele e Kemper (pode dar o prêmio para ator convidado), Groff constrói um Holden imerso na sua obsessão/curiosidade em “desnudar” os assassinos que não percebe o quão arrogante e dono de si se torna, minando todas suas relações pessoais/profissionais (namorada, Bill, FBI). Praticamente se torna um narcisista como seus “objetos de estudo”.

Gostei da personagem de Anna Torv, ainda nos apresentada de maneira superficial, uma doutora de psicologia, lésbica, com hábitos simples e caráter de retidão, que chega batendo de frente com o intuitivo Holden frente à cobrança por uma metodologia acadêmica. Funciona demais na narrativa este contraponto.

Os dois episódios finais foram essenciais para um desfecho do arco de Holden (único personagem trabalhado desta maneira) e deixa um link bastante promissor para a, já confirmada, 2ª temporada: como o FBI finalizou a investigação do departamento? Qual estado de Holden e como ele afeta os demais personagens? e principalmente, visto desde o início da série, em prólogos, o acompanhamento daquele possível serial killer? Já no aguardo da próxima temporada!

STATUS: RENOVADA PARA 2ª TEMPORADA (2018).

American Horror Story – Cult (FX) – FORA DA WATCHLIST

13/10/2017

s07e01 Election Night – Após a eleição de Trump, Ally Mayfair-Richards volta a ser perseguida por todas as suas antigas fobias… e, aparentemente, elas estão criando vida.

s07e02 Don’t be Afraid of the Dark – imaginação e realidade colidem quando um suposto ataque causa um apagão, fazendo a Ally entrar em desespero.

Chegamos a sétima temporada da criação antológica da equipe de Ryan Murphy nos trazendo, acredito que pela 1ª vez, um horror mais psicológico e social. Aproveitando-se da noite da eleição de Donald Trump e no clima de conspiração que se instalou por terras americanas, principalmente, no que se refere à polarização de idéias (algo bem próximo nosso atualmente também).

Porém, nestes primeiros episódios, tô sentindo falta de uma ameaça propriamente dita, de mais personagens e outros conflitos que não seja a obsessão do personagem de Evan Peters, sua irmã freak e os ataques histriônicos de Ally (personagem de Sarah Poulson). Ainda não embarquei na trama de terror psicológio com fobias e palhaços, vamos aguardar mais um pouco.

s07e03 Neighbors from Hell – Após o acidente da noite anterior, Ally precisa lidar com as consequências de seus atos – tanto na mídia quanto dentro de casa. E na vizinhança.

Se por mais um episódio a histeria de Ally continuar neste nível histriônico confesso que, pela primeira vez, tendo a abandonar a temporada de AHS; mesmo tendo um tema central tão instigante quanto “medo e fobias”, a trama central esta girando e girando sem sair do lugar; ainda não temos todas as conexões e personagens expostos e até mesmo o grupo de palhaços assassinos ainda não conseguiu criar terror ou horror mesmo com o engenhoso prólogo, que realmente apresentou uma sequência que achava que seria o mote da temporada, as fobias das pessoas, porém ao final do episódio tudo ainda permaneceu avulso, somente como ataques a um bairro, sendo todos eles assassinatos chocantes, falta realidade e verossimilhança até aqui.

s07e04 11/09 – De volta ao dia das eleições, os métodos de Kai são esclarecidos e alianças improváveis são reveladas.

s07e05 Holes – Com o objetivo da visibilidade do culto, Kai organiza novos assassinatos. Enquanto isso, Ally lida com a deterioração de seus relacionamentos com Ivy e Oz e tropeça em descobertas chocantes.

Estou largando a temporada, pela primeira vez, a temporada toda não funciona como este microcosmo criado por Falchuk e Murphy para retratar fobias, fake news, manipulação de medos, etc; poucas coisas fazem sentido para mim, inclusive, o tom histérico de Sarah Poulson (ainda a mocinha da série) me irrita em demasia e o personagem de Evan Peters é muito genial demais, sem fazer qualquer sentido, muito mais quando o roteiro cria as conexões que podem até surpreender os espectadores mas, em mim, não fizeram sentido algum. Aguardo a próxima!

 

Narcos (Netflix) – 3ª temporada (FINALIZADA)

11/10/2017

s03e01 The Kingpin Strategy – Os cavalheiros de Cali reúnem os seus associados para um anúncio surpresa sobre o futuro dos negócios.

s03e02 The Cali KGB – Um vazamento de gás ameaça o acordo entre Cali e o governo, e Jorge é chamado para ajudar. Peña enfrenta problemas por causa da sua antiga ligação com Los Pepes.

Confesso que estou um pouco receoso sobre qual caminho a série tomará após a morte de Pablo Escobar, assim como quem terá peso dentro da série para carregá-la. Neste dois primeiros episódios, tivemos um retrato quase documental sobre como funcionava o Cartel de Cali, muito mais institucional e organizado como empresa do que o Cartel de Medellin de Escobar que estava ancorado sobre sua pessoa e sobre o medo/caos que ela criava. Gosto dos personagens/pessoas que representam o Cartel, no entanto, num primeiro momento, o lado policial parece estar desequilibrado. Vamos aguardar…

s03e03 Follow the Money –  Os irmãos Rodríguez saem de cena durante as negociações. Pacho se encontra com o Lorde dos Céus no México. A nova equipe de Peña visita Cali.

s03e04 Checkmate – Peña cria um plano para capturar Gilberto Rodríguez, o líder de Cali. Amado faz uma proposta de negócios a Pacho.

Os dois últimos episódios parecem começar a engrenar a temporada, principalmente, porque os personagens da Cali começam a tomar uma forma mais consistente, senti muita falta do personagem Pena neste início de temporada, ou mesmo de personagens que representassem o poder policial, apesar de vermos que a policia de Cali é tão ou mais “amiga” do que foi a polícia de Medellin.

s03e05 MRO – Paranoico com a possibilidade de traição, Miguel pressiona seus seguranças. Pacho toma uma decisão sobre a nova oferta. Peña tenta se aproximar de uma testemunha. Mais um bom episódio, a diferença desta para as demais temporadas parece ser o método administrativo de Cali em comparação com a autoridade dominadora de Escobar em Medellin.

s03e06 Best Laid Plans – Jorge faz uma jogada arriscada. Um acidente em Nova York ameaça expor Chepe. Peña viaja até Curaçao para prender uma possível testemunha. Possivelmente o melhor episódio até aqui, tanto pela porção policial, quanto pela apresentação de um cenário não muito fácil para nenhum núcleo, seja DEA ou seja Cartel de Medellin. Jorge se expõe aos agentes do DEA para tentar uma saída do cartel ao mesmo tempo que sobe na hierarquia, o cartel com o pacto de rendição começa a enfrentar outros inimigos que não DEA e assim a trama começa a crescer substancialmente.

s03e07 Sin Salida – Peña planeja outra operação secreta para derrubar um importante membro do Cartel de Cali. Mas, desta vez, o tempo não está ao seu lado.

Confesso que foi um episódio tenso como há muito não ocorria comigo, a trama em si em nada é surpreendente, foi uma tentativa de prender mais um membro do cartel de Cali pelo pessoal de Pena, no entanto, a política/policia local não colabora, apesar de achar que os americanos achavam que podiam fazer qualquer coisa nestas investigações em solo colombiano, mas certamente foi um sequência intensa. Além disso, o ataque de outro cartel deve ser o rumo que a temporada seguirá no que acredito que será mudar a rendição!

s03e08 Convivir – Sedento por vingar o pai, David acaba colocando Enrique em perigo. Peña pede ajuda a Don Berna para uma missão de resgate.

A trama vem numa crescente impressionante de tensão, todos estão encurralados, em fuga, escondidos e acuados de alguma maneira, ou atacam em função disso. Somente lamento que a parte policial da série, em virtude de escolhas, tenha perdido um pouco do seu protagonismo, até mesmo pelo papel coadjuvante de Pena. Teremos uma reta final empolgante!

s03e09 Todos los Hombres del Presidente – David investiga suas suspeitas. O esforço de Peña esbarra na corrupção do governo colombiano. Miguel é procurado novamente.

s03e10 Going back to Cali Season Finale – David e Peña disputam quem irá encontrar Pallomari. Peña toma uma decisão crucial para o futuro de sua carreira.

Quando especularam que após a morte de Escobar a série teria um rápido desfecho imaginava que se os roteiristas fossem espertos poderiam criar um mosaico do que foi e é ate hoje o tráfico de drogas em países subdesenvolvidos, onde viram um poder paralelo, e foi o que Narcos apresentou com grande competência. Com exceção, da equipe do DEA que perdeu com a saída de agente Steve Murphy e Pena levado ao papel de coadjuvante, como administrador de crises de sua equipe com os poderes maiores e chefias, o restante funcionou de maneira plena, o Cartel de Cali foi mostrado como uma empresa com qualidades ímpar, além do que, teve personagens bastante complexos, como Salcedo (chefe de segurança que quer pular fora do cartel) e Pacho (um dos chefões assumidamente homossexual num ambiente e mundo particularmente machista).

O 9º episódio com o desfecho dos principais personagens do Cartel foi excelente, se não um dos melhores da série, tenso e inquietante, mesmo se tratando de uma trama com final conhecido (ok The Menendez Brothers!), sendo o último episódio serviu pra mostrar a importância de esquemas de corrupção e o rastro que deixam economicamente e politicamente, foi quase como acompanhar o noticiário da Lava-jato, com os mesmos tipos de personagens envolvidos, a única diferença neste particular é que estamos falando de traficantes financiando políticos ao invés de empreiteiras e empresários, lembrando que a trama se passa 30 anos atrás, triste observar o quanto não evoluímos neste assunto.

Bom, fechado o ciclo Cali, já vislumbramos o futuro da série que continuará fazendo um mosaico mundial do narcotráfico, agora iremos para a distribuidora mundial de drogas, Mexico!

STATUS: RENOVADA PARA 4ª TEMPORADA (2018).

Balanço da temporada – Atypical (1ª temporada)

28/08/2017

Nada como depois de algumas decepções como Gypsy, Glow e Punho de Ferro, ver que a Netflix ainda tem capacidade de entregar séries como Atypical, uma dramédia simpática e delicada muito similar à The Big Bang Theory no que se refere ao tipo de comportamento do protagonista, o jovem Sam, que apesar de ter 18 anos, possui um tipo de autismo que lhe causa problemas de interação social, assim como acontece com Sheldon.

Aqui, os problemas sociais de Sam são o estopim para os conflitos familiares/amorosos de toda família Gardner, todos extremamente bem utilizados pela série, com arcos dramáticos próprios, desde a mãe superprotetora e dependente do cuidado com o filho, papel acima da média para sitcoms (o que não é o que parece aqui, mas na categorização da série pela duração de cada episódio, é isto que ela é, um sitcom) para a atriz Jennifer Jason Leigh (que falta fez em cena), passando pelo pai ausente/culpado de Michael Rappaport, a irmã corredora/atleta de Brigitte Lundy-Paine, deixada em segundo plano em função do trabalho que o comportamento do irmão gera na família.

Voltando à Sam, defendido com competência por Keir Gilchrist (de The United States of Tara), o personagem consegue equilibrar seus conflitos entre comédia (pela falta de noção e comportamento sincericídio) com os dramas de um garoto em busca de relacionamento e que, obviamente, se sente inadequado em qualquer cenário mundano, sua sequência após decepção com a terapeuta dentro do ônibus foi de cortar o coração, porque até então, a série nunca havia nos mostrado o lado médico da condição clínica de Sam, isto prova, aos olhos dos pais, Elsa e Doug, e também da irmã, Casey, porque todos são tão vigilantes e cuidadosos com a rotina de Sam.

São oito episódios redondinhos, com subtramas que abrem e fecham nesta temporada, trazendo evolução para cada personagem e um gancho dramático, envolto em comédia, drama leve e momentos bacanas de cada personagem. Bom passatempo!

ATYPICAL (Netflix) – 1ª temporada 

Criadora: Robia Rashid ( produtora e escritora de séries como How I Met Your Mother e The Goldbergs).

Manchester à Beira-Mar

14/02/2017

manchester

Ô filme triste do capet@!

Que belo melodrama Kenneth Lonergan (dos dramas Conte Comigo e Margareth) produziu, um trama sobre perda/perdão e suas consequências nas pessoas. Para isto, somos apresentados à Lee Chandler, um quieto zelador, que no início da projeção é informado do falecimento do seu irmão mais velho e necessita retornar à Manchester, local no qual sofreu um chocante trauma no passado.

Mesmo contando com uma sinopse aparentemente simples, a maneira orgânica e sensível como Lonergan o faz é o grande mérito da película, o trauma sofrido pelo personagem, o qual nos é apresentado em meio à flashbacks (que também ilustra a afetuosa relação entre Lee e seu falecido irmão, sua família), é de fácil identificação para o espectador, tanto o texto quanto a criação de Casey Affleck colocam o personagem em rota de auto colisão/destruição, é um personagem simplesmente quebrado emocionalmente, mas sem perder sua humanidade em determinados momentos (como no trato com seu sobrinho, indicado ao Oscar o jovem ator Lucas Hedges).

Ainda sobre Lonergan, me agrada demais a maneira como o roteiro evita a pieguice, alternando ora os momentos conflituosos ora uma conversa bem humorada ou carinhosa, os personagens são muito bem construídos, transpiram humanidade; Kyle Chandler, o irmão falecido, surge nos flashbacks afetuoso e um irmãozão/suporte para Lee em seu pior momento, Lucas Hedges, como Patrick, tem o luto pela morte do pai e o conflito do que ocorrerá em sua vida, afinal sua mãe esta distante, ao mesmo tempo que enfrenta os problemas corriqueiros de um adolescente, como garotas e sexo e, para fechar, Michelle Williams, em meia duzia de cenas, como a ex-esposa de Lee, Randi, tem num momento chave na película que simplesmente desmonta o mais insensível coração.

Lindo, triste, bem fotografado, cheio de metáforas devido a geografia da cidade, Manchester à Beira-Mar é facilmente um dos melhores filmes desta safra do Oscar 2017.

MANCHESTER À BEIRA-MAR

Direção: Kenneth Lonergan

Roteiro: Kenneth Lonergan

Com: Casey Affleck, Lucas Hedges, Michelle Williams, Kyle Chandler, Gretchen Mol, Tate Donovan. 138 min

La La Land

25/01/2017

City of stars
Are you shining just for me?
City of stars
There’s so much that I can’t see

lalaland

Antes de qualquer comentário escrevo este texto após o anúncio das indicações ao Oscar 2017, no qual La La Land foi agraciado com 14 indicações, recorde pertencente a filmes como A Malvada e Titanic, assim já imagino que até daqui um mês, quando da realização da entrega de prêmios, o filme já terá sido “desmontado” pelos queixosos e insatisfeitos de plantão, com possível argumento de que “ele (o filme) nem é tão bom assim”; resultado de anos de observação de filmes com maciço apoio da crítica e público, que gera uma corrente contrária somente para contrariar.

Claro que em comparação aos dois clássico acima citados La La Land parece o irmão menor, sem grandes pretensões, um filme baseado numa homenagem ao quase falecido gênero musical (que vive de ciclos bissextos) e à cidade base da indústria cinematográfica (Hollywood), Los Angeles.

Como musical o que mais gosto em La La Land é a “desculpa” para os números musicais, seriam momentos de introspecção dos personagens, devaneios, assim soam naturais, quem nunca se pegou sonhando e cantando em algum cenário em sua vida? Além disso, a trilha sonora e as músicas são muito boas, City of Stars, minha predileta, já esta na minha playlist, uma lógica que nem sempre ocorre em filmes musicais, possuírem boas músicas, contemporâneas ao cotidiano que qualquer pessoa.

Para não dizer que tudo são flores, acho o roteiro bastante simples (para indicações à prêmios) e Ryan Gosling esta apenas “bem” em cena (em ótima química com Emma Stone), devido mais ao personagem do que ao trabalho do ator; dito isto, em contrapartida, acho o filme tecnicamente perfeito, cenografia, figurinos, fotografia enchem os olhos, já Emma Stone está um “Sol” é o centro das atenções devido ao seu carisma e empatia de sua personagem, a atriz com este projeto desponta para o primeiro time de jovens atrizes americanas.

Mas acredito que todo mérito de La La Land recai sobre seu diretor e roteiristas Damien Chazelle, depois do sucesso com Whiplash em anos anteriores, Damien se gabaritou para este projeto mais ambicioso e que se vingou devido ao prestígio recente do diretor, os Deuses do Cinema agradecem!

LA LA LAND: 5star

Direção e roteiro: Damien Chazelle

Com: Emma Stone, Ryan Gosling, John Legend, J.K. Simmons, Rosemarie Dewitt. 128 min.