Smash – 1ª temporada (FINALIZADA)

Estrelada por Debra Messing, Angelica Huston e Katherine McPhee, que se lançou com o programa “American Idol”, a série é a grande aposta do canal americano NBC. Nos EUA, “Smash” estreia no dia 06 de fevereiro, mas seu episódio piloto já está disponível na Interne.

Originalmente desenvolvida para o canal Showtime, “Smash” foi criada por Theresa Rebeck (Law & Order: CI), com base em uma ideia de Steven Spielberg. A história acompanha os bastidores de produção de um musical da Broadway, que pretende narrar a vida de Marilyn Monroe.

Com 15 episódios produzidos para sua primeira temporada, a série traz canções originaiscompostas por Marc Shaiman e Scott Wittman, ambos de “Hairspray”. A produção também utilizará músicas já conhecidas do grande público, embora em menor quantidade.

No elenco também estão Jack Davenport, Megan Hilty, Christian Borle, Brian d’Arcy James, Raza Jaffrey e Jaime Cepero, entre outros. A primeira temporada terá a participação de Uma Thurman, que interpretará uma famosa atriz de cinema cotada a estrelar o musical, com o objetivo de atrair o interesse do público, da mídia e dos anunciantes para a produção. No entanto, ela se revela uma pessoa difícil de se lidar.

Segundo divulgado pelos produtores, a ideia é apresentar os bastidores da montagem de um musical a cada uma ou duas temporadas. Eles também chegaram a comentar que tinham a intenção de montar o musical na Broadway, quando o processo de pré-produção, que será visto na série, fosse concluído. Ainda não há informações de que a montagem na vida real de fato ocorrerá.

“Smash” é uma produção da Universal Media Studios em associação com a DreamWorks. Informações Fernanda Furquim.

s01e01 Pilot – sem sombra de dúvidas um dos melhores pilotos da temporada, conseguiu de forma correta e acertada nos apresentar aos principais personagens (Katherine McPhee, Megan Hilty, Debra Messing, Angelica Houston e Jack Davenport), e retratar os bastidores de uma montagem da Broadway, pelo menos, do que consigo imaginar, briga de egos, inveja, dedicação, a parte financeira na figura da produtora (Houston). Gostei bastante dos números musicais, orgânicos dentro da trama, e da abordagem mais adulta, fugindo completamente da abordagem infatilizada de Glee. Expectativa em alta! Fora que prazer rever Katherine McPhee, uma das minhas idols predileta que ficou em segunda lugar em 2005, perdendo para Taylor Hicks (alguém lembra?),  numa temporada que também teve Elliott Yamin e Chris Daughtry. A carreira de McPhee, lembram da campanha McFever, teve muito baixos após Idol, ele conseguiu até lançar dois cds e uma carreira cinematográfia, no entanto, em filme como A Casa das Coelhinhas e Terror na Água, além de participações em séries como Community e CSI New York.

s01e02 The Callback – episódio que não teve o brilho do primeiro, no entanto, seguiu com suas storylines de maneira satisfatória, notem que todos personagens tiveram seu momento, inclusive, Angelica Huston que eu achava que seria uma ponta de luxo. Minha surpresa é que o roteiro logo faz a opção pela protagonista da peça, porém, fica a pergunta que algo deve acontecer afinal Katherine McPhee não é uma participação mas sim a protagonista!

s01e03 Enter Mr. DiMaggio – com um ritmo bastante acertado, os roteiros somente precisam evitar de cair na armadilha de criar storylines para todos os personagens (como o auxiliar do escritor) para não perder o foco da produção, ou mesmo criar situações que nada acrescentem ao personagem como a viagem de Karen. No episódio tivemos a procura por um ator para interpretar mr. DiMaggio e ele logo cai no colo de um ex-amante Julia.

s01e04 The Cost of Art – Derek é o anfitrião de uma festa para uma estrela jovem e popular, participação de um dos Jonas Brothers, relembrando a Karen que ela precisa focar em sua carreira. Enquanto isso, Eileen testa uma forma inteligente de conseguir fundos, ao mesmo tempo em que Tom começa se encontrar com um par romântico, arranjado por sua mãe.

s01e05 Let’s Be Bad – Karen descobre uma nova oportunidade de atuar quando acompanha Dev a uma festa do governo, testando um lado mais sensual seu, coisa que Derek sempre a questiona. Em outro lugar, as coisas ficam mais complicadas entre Michael e Julia, com a óbiva cena do beijo sendo assistido pelo filho maconheiro. Ivy se preocupa com seu relacionamento com Derek. A série vem conseguindo desenvolver seus personagens de maneira orgânica e com bastante qualidade, e nestes intervalos dramáticos esta lá toda sua musicalidade, melhor estréia do Mid-Season!

s01e06 Chemistry – Problemas vocais começam a atormentar Ivy. Enquanto isso, Julia acha difícil ficar longe de Michael. Eileen e Ellis vão a um bar no centro. Karen agenda um trabalho como cantora em um Bar Mitzvah.

s01e07 The Workshop – a série acaba de ser renovada para uma segunda temporada, visto que esta possui 15 episódios no total, os roteiristas têm conseguido trabalhar com qualidade toda a questão dos bastidores do musical e os personagens têm tido boas storylines, talvez a exceção seja a trama familiar de Julia, o guri maconheiro é um chato de galocha, se comportando como se tivesse 5 anos, mas o caso extraconjugal é interessante, fazendo até com que  Michael fosse demitido após a morna recepção de possíveis investidores. O musical é apresentado para potenciais investidores, e a confiança de Ivy é enfraquecida por sua mãe, uma veterena do Broadway. Enquanto isso, Karen fica dividida entre fazer o workshop ou ir a um encontro com um produtor musical.

s01e08 The Coup – episódio mais fraco da temporada, até aqui, dá um break nos trabalhos da peça pois os investidores não apareceram, assim Derek tem uma idéia de radicalizar Marilyn retratada para isto chama Karen (em seu melhor número), mas os produtores acham isto uma traição. O marido de Karen tem problemas no trabalho zzzzzzzzz. E a filha de Eillen (Grace Gummer, filha de Meryl Streep) volta da India para verificar a situação dos pais que estão se separando. Ao final parece que o caminho escolhido é buscar um nome conhecido para interpretar Marilyn.

s01e09 Hell on Earth – não gostei destes últimos dois episódios da série que fugiram da peça e investiu nos dramas dos personagens, abriu espaço para storylines fracas como a traição Julia e a repentina busca de Eileen por um novo diretor, além do que , acho que secretário dela, um cara muito metido e arrogante que não sabe seu lugar, mas que pelo jeito, conseguiu atrair um grande nome para a peça. Espero que a série volte para o caminho que estava trilhando!

s01e10 Understudy –

s01e11 The Movie Star – agora a série retoma o retrato dos bastidores de Bombshell, o roteiro engrena novamente, pois se pararmos para pensar os conflitos particulares dos personagens principais são todos muito chatos e mal construídos, ou alguém acha interessante o conflito de Karen e seu marido, que obviamente irá traí-la a qualquer momento? Gostei da entrada de Uma Thurman, primeiramente, como uma deslocada estrela de cinema num musical da Broadway para, num segundo momento, uma atriz, no mínimo, inteligente ao tentar adaptar a peça ao seu nível vocal e interpretativo, bom desenvolvimento do roteiro que evita também de colocá-la como uma “vilã” para as concorrentes da série!

s01e12 Publicity –  olha estou novamente empolgado pela série, não por este episódio, que achei um horror, no geral, o que foi a dança indiana com todos os personagens, momento “vergonha alheia”! Mas sim pela troca de showrruner, sai Theresa Beck, que pelo jeito não esta muito acostumado com roteiros dramáticos pois os conflitos e arcos dos personagens nesta temporada foram muito infantis, não aguento mais o filho de Julia e o namorido de Karen. Até mesmo a promissora entrada da estrela Rebecca tem deixado a desejar, os conflitos referentes a peça estão muito rasos, deveriam ser melhor retratados, assim nem precisariam apelar para os dramas individuais dos envolvidos, a única parte interessante deste contexto é notar que Rebecca está longe de ser ingênua ou uma atriz mediana, espero que continuam evoluindo a personagem desta maneira!

s01e13 Tech – ai ai ai! Para cada um passo que Smash dá para frente, no mesmo episódio, volta dois para trás! Quando finalmente temos os ensaios para a performance técnica em Boston, vemos o melhor personagem da série, Mark (o diretor), sucumbir ao mais antigo dos clichês: se envolver com a estrela da peça! Achei tão obvio quanto o beijo do noivo de Karen com a jornalista piriguete, e vai piorar pelo que vimos no desfecho do episódio! São estas opções do roteiro que me irritam, muito rasas e previsíveis, os bastidores de uma peça da Broadway devem ser muito mais complexos que estas subtramas pessoais dos personagens (que parecem saído de Barrados no Baile)! O que me surpreendeu foi a reviravolta no retorno de Michael (amante de Julia).

s01e14 Previews – bom como não poderia deixar de ser na curta história da série, as storylines pessoais dos personagens foram os momentos mais fracos do episódio, com o drama de Dev e Ivy (cheio de olhares culposos) e Julia reencontrando Michael, muito ruim mesmo, menos mal que tivemos o primeiro preview da peça e foi um desastre, principalmente, com a morte suicida de Marilyn, deixando a platéia quieta, sem os famosos aplausos finais. A grande vantagem destes episódios finais da série foram Uma Thurman e sua Rebecca Duvall, enriqueceu bastante a série, principalmente, porque os roteiristas evitaram de criar uma vilã clássica, é uma atriz reconhecida buscando seu espaço num outro palco (Broadway), e ela sai por cima da série (acho eu, parece que a atriz está grávida atualmente). Vamos ver quais as surpresas foram reservadas para a season finale da série que já foi renovada para uma segunda temporada, espero que bem melhor planejada do que esta que foi ao ar.

s01e15 Bombshell Season Finale – mesmo sendo muito superior ao episódio anterior, o novo showrunner vai precisar ter uma conversa muito séria com a equipe dos roteiristas, eles precisam entender que a série é um musical de temática adulta, precisa abrir mão destes cliches adolescentes de uma garota transar com o namorado da outra, nem no mundo real isto acontece desta maneira, pior é ter visto aquela cena da entrega do anel (vergonha alheia). Tirando isto e a correria da música final, gente isto não existe também, principalmente numa peça que vale 7 milhões como sempre reitera Eileen, o episódio foi legal com Karen tendo que assumir o papel principal, o assistente de Eileen, Ellis, sendo colocado para correr e os bastidores e apresentação da peça. Espero que pensem muito bem a próxima temporada e nem pensem em começá-la com uma gravidez sem paternidade definida de Julia, daí eu largo sem volta!

STATUS: RENOVADA PARA 2ª TEMPORADA (JAN/13).

2 Respostas to “Smash – 1ª temporada (FINALIZADA)”

  1. joaopedroou Says:

    Eu acho que a correria existe sim, ainda mais contando que o Workshop começou sem um roteiro finalizado, ela quis trocar uma música na última hora…

    Concordo que o draminha adolescente de uma transar com o namorado da outra, ficou descabido, mas só isso.

    E, ah… Seria um super-drama se a Júlia engravidasse do Michael.

    É isso.

  2. Paulo Jr Says:

    Concordo contigo João, no que se refere a correria nos bastidores, troca de música e etc, no entanto, a apresentação da musica foi extremamente qualificada para uma música entregue 5 minutos antes da abertura do espetáculo, acho estes clichês “de mudanças no último momento” desnecessários ao roteiro da série. Só não concordo com o drama de Julia, podiam superar este storyline dela com Michael e buscar novos conflitos para a personagem. Abs. Paulo Jr.

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