Last Resort – 1ª temporada (FINALIZADA)

500 pés abaixo da superfície do oceano, Colorado, um submarino americano com mísseis de guerra, recebe ordens. Por um canal de rádio, projetado para funcionar apenas se seu lar fosse atacado, eles recebem ordens para disparar armas nucleares no Paquistão. O Capitão Marcus Chaplin (Andre Braugher) exige confirmação das ordens apenas para ser exonerado extraoficialmente pela Casa Branca. Sam Kendall (Scott Speedman) se encontra, inesperadamente, no comando do submarino e diante da mesma decisão. Quando ele também se recusa a lançar fogo sem confirmação das ordens, o Colorado se torna alvo e acaba atingido. O submarino e sua tripulação encontram-se, então, presos no fundo do oceano, inimigos declarados de seu próprio país. Agora, sem nenhum lugar para ir, Chaplin e Kendal assumem o comando e conduzem os homens e mulheres do Colorado até uma exótica ilha. Lá, eles encontram refúgio, romance e a chance de uma nova vida, enquanto tentam limpar seus nomes e voltar para casa.

s01e01 Captain Pre-Air: fácil, fácil melhor piloto que vi até aqui (22/09) desta Fall Season 2012! Não que a concorrência esteja muito forte, muito pelo contrário, até aqui somente o retorno de Sons of Anarchy me surpreendeu, ainda estou na espera de um melhor desenvolvimento de Revolution (se é que vai acontecer!). O que mais me chamou a atenção do piloto ou 1º episódio da série é que o enredo (plot original) da série não se esgotou em seu piloto (como, por exemplo, aconteceu em The Mob Doctor), muito pelo contrário, passado o choque inicial de todo contexto de traição e de poucas informações serem nos passadas quanto a autoria das ordens de Washington, o cenário criado pelo Capitão Marcus (ainda uma figura bastante misteriosa para mim), é cheio de possibilidades, desde a conspiração política até o contexto social dos militares com os civis da ilha, quando já tivemos flash de possíveis adversários de todos os lados. O elenco é bacana, a direção tensa (lembrando Maré Vermelha, do falecido Tony Scott) e o roteiro se desenvolvido de maneira inteligente promete tensão e diversos conflitos toda as semanas. Obs.: não sei se o horário da série nas concorridas quintas às 20hs (o que considero muito cedo) não irá atrapalhar a série, quando o ideal seria na faixa das 22hs pelo contexto adulto!

s01e02 Blue on Blue – ainda procurando “enraizar” os personagens dentro da trama, não aguento mais ver o Seal bebendo no bar, bem óbvio não? Mesmo assim, alguma facetas interessantes começaram a ser exploradas como, por exemplo, a chegada de pessoas interessadas na carga do submarino sem ser necessariamente os americanos, plot que pode render bastante dentro da série! Além disso, a série me passou a sensação de ser tipo uma “Babylon 5”, série sci-fi que se passava num tipo de porto onde as mais diferentes raças alienígenas conviviam porém sempre num limite de tensão e conspiração iminente, caminho que parece similar à Last Resort pode abraçar. No entanto, a série precis deixar mais claro quais os personagens relevantes dentro e fora da ilha Saint Marine. Ps. já começo me preocupar com a audiência da série, acho equivocado seu horário, as 20hs de uma quinta-feira, abrindo as noites do canal ABC para Grey’s Anatomy e Scandal, drama “novelescos”, tom que Last Resort não possui.

s01e03 Eight Bells – Julian, bandido local, sequestras três militares da equipe do Capitão Chaplin, chantageando o capitão para trazer sua mercadoria para a ilha, passando pelas embarcações inimigas; também conhecemos a família/tradições da moradora local do bar, Tani, que se aproxima cada vez mais de James, seal, que acredito que deve render ao plot original da série, que foi o ataque ao submarino! No entanto, a série precisa cuidar em humanizar melhor seus personagens e não perder tempo com arcos bobos!

s01e04 Voluntold – com os levantes dentro da tripulação, Capitão Chaplin e Sam resolvem fazer uma lista para saber quem quer ir embora, claro que não depois de alguns eventos que fazem a honra e moral do militares refletirem sobre seus atos, a melhor coisa da série até aqui é seu senso de justiça, ambiguidade, honra e traição. A dupla sequestrada por Julian ainda repercute com mentiras. Apesar de gostar da temática de série ainda sinto que Shawn Ryan tem que investir em situações coadjuvantes de maneira mais orgânica à trama principal, aquele pessoal em solo americano ainda não disse a que veio, e o pessoal “seal”, principalmente, James fica andando pra cima e pra baixo no bar sem niguém ao menos forçar a barra para descobrir porque eles “subiram” no submarino e se eles não são o motivo do ataque “fogo amigo”!

s01e05 Skeleton Crew – Em uma tentativa de acabar com o impasse em Sainte Marina, Marcus e Sam iniciam uma nervosa negociação com o Governo dos EUA, inclusive, com a participação daquele Secretário muito over, vilanesco demais. Enquanto isso, quando um sistema crítico falha, Grace precisa assumir o comando do Colorado em uma perigosa operação de reparo. Como aposta na tensão, pode ter sido o apíce da série ate este momento, no entanto, os personagens, salvo raras exceções, não se desenvolvem somente agem em detrimento à ação. Uma pena pois a audiência continua pífia, apesar do erro de horário, e deve ser cancelada rapidamente!

s01e06 Another Fine Navy Day – o grande problema da série que, agora foi cancelada oficialmente com 13 episódios, é que eventos dramáticos “carregavam” os roteiros, nunca foram os personagens o grande interesse da série, mas sim os eventos envolvendo toda a situação, isto deixou a série irregular pois mesmo com grandes enlaces tensos e dramáticos os personagens ali representados nunca foram mais do que carismáticos, principalmente pelos atores, não pelos personagens. Esse episódio também foi assim, um ataque químico a Sainte Maine para derrocada dos marinheiros, cheio de tensão e suspense que em nada ocasionou aos personagens, fora que o núcleo fora ilha continua “boring”.

s01e07 Nuke It Out –

s01e08 Big Chicken Dinner – demorou mas finalmente os roteiristas deram uma diversificada na trama, era mais que óbvio que a presença da Marinha na Ilha em algum momento acarretaria um choque de culturas, ou no caso, de judiciário, quando um soldado é acusado de estuprar uma jovem da ilha. Mesmo assim, o roteiro não conseguiu ser muito brilhante, meio óbvio e com algumas viradas pontuais, a surpresa, negativa, foi a morte do prisioneiro Marcus e Sam.

s01e09 Cinderella Liberty – fico imaginando que estes já são os roteiros que apresentam modificação para o término da série que, infelizmente, não conseguiu melhorar suas qualidades, o estudo de personagem ficou em segundo plano com personagens muito ruins, somente Chaplin se salva. No episódio vemos que com uma embarcação trazendo familiares para a Ilha, o grupo de soldados afegãs invadem e fazem reféns com o intuito do submarino atirar contra a India que estaria invadindo o Afeganistão. O fato bom abordado pelo roteiro é o papel dos Seals no Afeganistão no início da série.

s01e10  Blue Water –  mais um fraco episódio, quebrado por uma dinâmica equivocada, Sam vai até Tailândia, junto com o Seal galã, tentar resgatar sua esposa que foi sequestrada por Seals americanos, já na Ilha, Chaplin recebe um estranho apoio do governo chinês e precisa decidir qual será seu papel político nessa história.

s01e11 Damn the Torpedoes – para conseguir suprimentos com a China, Marcus precisará atacar uma embarcação americana; Sam começa a refletir sobre as atitudes de Marcus; Cortez precisa tomar uma decisão e nos Eua se fala em golpe de estado pela atentado dos SEALS no Paquistão. Mesmo mantendo inúmeras sequências tensas, a série acaba por se perder ao não conseguir desenvolver os personagens de maneira adequada e natural, uma pena, faltam somente 2 episódios para o fim prematuro da série.

s01e12/13 The Pointy End of the Spear/Controlled Flight Into Terrain Series Finaleuma pena Shawn Ryan não ter conseguido desenvoler de maneira adequada sua série, ficou aquém em audiência e em críticas, mesmo contando com um plot interessantíssimo, o roteiro falhou no mais importante dentro de uma série de televisão, desenvolver personagens, assim os episodios ficavam restritos ao alto grau de tensão pela situação política e social; o núcleo de Washington foi pífio, não teve carisma, relevância e nem mesmo interesse, o acerto da série, assim, seria os relacionamentos da equipe do submarino com os nativos da Ilha, o que não acontecer de maneira satisfatória. Pelo menos, os roteiristas souberam dar um desfecho à série, mostrando respeito ao espectador, somente se destaca que com isso todas as storylines tiveram que ser “corridas” dentro desses dois episódios finais.

STATUS: CANCELADA.

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