Monday Mornings (TNT) – 1ª temporada (FINALIZADA)

Monday MorningsS1MM-Cartaz-428x620Monday Mornings é a estreia do produtor e roteirista David E. Kelley na TV a cabo. Vindo de sucessos como Nos Bastidores da Lei , na qual integrou a equipe de roteiristas, e Tal Pai Tal Filho/Doogie Houser M.D., sua primeira série, Kelley se tornou um dos ‘Midas’ da década de 1990 quando conseguiu emplacar três séries: Picket Fences, Chicago Hope e Ally McBeal.

Na década seguinte, Kelley começou a perder seu dom. Entre oito séries, ele conseguiu ser bem sucedido com apenas duas: O Desafio e Justiça Sem Limites, as quais reutilizaram parte do material visto em suas produções anteriores.

Há tempos precisando migrar para a TV a cabo, Kelley finalmente fez sua transição. É bem verdade que o canal escolhido foi o TNT que, com poucas exceções, ainda não chegou no nível de produções que o produtor e roteirista é capaz de oferecer, mas já é um começo.

Monday Mornings é mais um drama médico da TV americana que tem como diferencial o debate entre os profissionais da saúde sobre o nível de mortalidade registrado ao longo da semana por um hospital. Buscando determinar se ocorreram erros médicos, eles discutem o procedimento adotado por cada cada um no tratamento de seus pacientes.

A série é uma adaptação de Monday Mornings, obra não ficcional escrita pelo Dr. Sanjay Gupta, correspondente da CNN.

Com estreia agendada para o dia 4 de fevereiro, nos EUA, a série é estrelada por Alfred Molina, de Law & Order: LA, Ving Rhames, de Gravity, Jennifer Finnigan, de Better with You, Jamie Bamber, de Battlestar Galactica, Bill Irwin, de CSI, Keong Sim, de Glee, Sarayu Rao, de Sons of Tucson, e Emily Swallow.

s01eo1/02 Pilot/ Deus Ex-Machina – após uma década em branco com suas novas criações, David E. Kelley, também conhecido por ser marido de Michelle Pfeiffer, tenta voltar ao ambiente hospitalar onde conseguiu grande sucesso com Chicago Hope, sendo que ultimamente sempre optou por dramas jurídicos; no entanto, o forte do texto de Kelley que são seus diálogos cheios de argumentos incisivos, não encontrou um bom “lar” neste início de série. O piloto é de uma tristeza sem sim, personagens mal apresentados, casos médicos clichês e a tão fadada reunião dos médicos pela segunda de manhã ainda não encontra repercussão maior  no restante do episódio. Já o segundo episódio, foi melhor trabalhado, diminuiram os cliches e houve dois casos médicos interessantes, no entanto, a série sofrerá com dois obstáculos (sua audiência ainda é baixa para os padrões do canal TNT, acostumado com o sucesso de suas séries policiais, Rizzole & Isles, The Closer e Major Crimes), o fraco ator Jamie Bamber (de Gattlestar Galactica, que aqui compromete) e as famosas reuniões de 2ª feira que mais parecem uma peça acusatória, dramaticamente não consegue ser bem inserida dentro da trama, em contraponto, gosto de alguns atores como Alfred Moline, o carismático Ving Rhames e o recente vilão de CSI, dos tempos de Laurence Fishbourne, Bill Irwin, que era Nate Haskel.

s01e03 Who’s Sorry Now – os roteiros ainda buscam um equilíbrio, estava sentindo falta daquele senso ambíguo dos textos de Kelley, sempre muito questionador, aqui no ambiente hospitalar isso é um prato cheio, etica e moral andam no fio da lâmina na consciência de cada médico e atendente hospitalar. Gosto muito do senso do dr. Hooten (Molina), que faz um verdadeiro espetáculo em arena sobre cada caso médico; continuando a storyline de Tierney, sobre o negro com morte cerebral que dou os órgãos, o médico teve um conflito com a mãe do rapaz e, agora, precisa enfrentar um advogado! Já dr. Park precisa aprender a como dar má notícias para os familiares de seu paciente.

s01e04 Forks Over Knives – com o passar dos episódios começo a observar um crescimento de qualidade dramaturgica no roteiro, não é apenas casos a esmo e discussões sobre culpa/inocência, as discussões de segunda começam a questionar principalmente a conduta dos médicos, linha tênue entre etica e moral. No episódio vemos que Park sofre um processo da mulher que operou com tremores e, agora, apresentar aumento da libido. Já Ridgeway enfrenta uma forte crítica de Harding pela escolha da um tipo de lobotomia radiológica num paciente com TOC em alto grau e Gato faz um procedimento médico numa paciente menor e cristã, que não aceita a intromissão da medicina (este caso um pouco mal explorado).

s01e05 The Legend and The Fall – o foco da série volta para o velho médico, Dr. Arvin Wayne (participação de Hall Holbrook), mentor de Hooten, que começa a apresentar um comportamente estranho, entrando em cirurgia no dia errado, confundindo materiais, logo os cirurgiões pedem que Hooten leve o médico para a reunião de segunda para questioná-lo, saber se ele ainda apresenta condições de operar; mesmo sendo essa o plot do episódio, foi muito engraçado ver Gato representar Napur para seu ficante!

s01e06 Communion – o episódio fico na ética e conflitos morais de Gato, quando seu filho é internado no hospital vítima de uma facada, sendo que ele é expulso da sala de cirurgia, interessante a defesa de Hooten dessa necessidade mais do que regra; já Buck precisa lhe dar com uma jovem doadora de um rim para a irmã, quando a irmã não resisti a cirurgia, a irmã quer o rim de volta.

s01e07 One Fine Day – primeira vez desde o piloto que achei o episódio somente regular, claro que foi interessante ver a cirurgia via robozinho, a médica descobrindo que o bebê risadinha tinha um tumor e Sungboy rejeitando a pressão da irmã que não aceitou que seu irmão, em estado vegetativo, gostaria de ter os aparelhos desligados, porém, sem a sala de discussão o episódio perde muito, tanto que pra mim a melhor parte foi Hooten questionando o ego do dr. Wilson.

s01e08 Truth or Consequences – Durante a reunião, Hooten chama o Dr. Delany pra explicar como um descuido matou uma paciente. Sydney e Villanueva operam um jovem com lesões de uma aparente tentativa de suicídio. Mark Ridgeway volta, determinado a fazer Tina pagar pelo seu adultério. Mesmo com o iminente cancelamento, ainda consigo vislumbrar boas discussões/reflexões propostas pelos roteiros de Kelley, uma pena a irregularidade prevalecer!

s01e09 Wheels Within Wheels – Dra Robidaux se torna a heroína do dia ao salvar uma paciente que chega na emergência. Enquanto isso, Sung e Tina recebem um delicado paciente que se recusa a fazer uma cirurgia por não querer perder a habilidade de escrever.

s01e10 Family Ties Season (Series) Finale  – como é regra clara em season finales de séries hospitalares “alguém correrá risco de morte”, e aqui não foi diferente, Dra. Ridgeway é atacada por um viciado em medicamentos, no estacionamento do hospital, e acaba tendo uma lesão cerebral; já Hooten e Buck vão ao tribunal tenta reverter a decisão de um filho que não quer doar os órgãos da mãe falecida, mesmo sendo este um desejo dela, gostei deste plot pois atualmente há uma grande equívoco nesta doação, sempre necessária, como se um hospital somente realizasse o transplante para ganhar dinheiro com “pele”, tem que haver foco no qual um paciente recuperado!

STATUS: AINDA NÃO INFORMADO, POSSIVELMENTE CANCELADO.

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