The Killing (Netflix) – 4ª temporada (FINALIZADA)

TheKilling-cartazs04e01 Blood in the Water – Enquanto encobrem o súbito desaparecimento do Tenente Skinner, Linden e Holder pegam um novo caso: um brutal assassinato de uma família com ligações com uma academia militar, tendo como sobrevivente a “ovelha negra” da família.

Em mais retorno surpreendente (o segundo), The Killing reinicia sua curta jornada, apenas 6 episódios, centrando nas consequências da escolha de Linden em matar Skinner, consequências estas que mexem muito com o psicológico da personagem (novamente bem defendida por Mirelle Einos), já Holder ajuda Linden mas ganha uma storyline para chamar de sua: paternidade. Sobre o novo crime investigado, parece bastante promissor, e desde já, muitos aplausos para o comportamento gélido de Joan Allen (atriz que adoro). Boas perpectivas!

s04e02 Unraveling – Interrogar um vizinho leva a uma revelação sobre uma das vítimas do assassinato, além disso, surge a filha de Skinner fazendo perguntas ao parceiro de Holder, Riddick, já na Escola Militar  Lincolm precisa se readaptar a nova situação após os assassinatos.

s04e03/04 The Good Soldier/Baby Dream Baby – Reddick se aprofunda, enquanto Linden e Holder lutam para impedir sua investigação de fracassar. Já no segundo, Linden e Holder centram sua investigação em um novo suspeito, e a dica de um informante leva Reddick a uma descoberta chocante.

MelDels!! O Netflix quer nos matar do coração ao liberar de uma só vez os poucos 6 episódios da temporada final da série. Nossa como os roteiristas conseguiram criar 3 linhas narrativas fortes para a série, acharam um caso da semana bacana e complexo (com destaque, óbvio, para Joan Allen), trouxeram consequências dramáticas para o assassinato de Skinner no final da temporada (mesmo que acredite que o papel de Reddick tenha sido exagerado e forçado nesse ponto) e, o melhor, destruíram dramaticamente nossos protagonistas. Se Sarah já titubeava desde o início da temporada, agora com o retorno de seu filho e de sua mãe que a abandonou, o semblante/olhar/comportamento da personagem é de dar “pena”, e quando o fundo do poço parece ter chegado temos o final desse 4º episódio para afundar mais ainda a desgraça da personagem; já Holder que antes servia de ampara para a culpa de Sarah, agora, também se perde devido a paternidade/responsabilidade que terá no futuro, além de uma relação estável, trazendo um laço familiar ao qual o personagem, aparentemente, sempre teve problema em ter (basta ver a difícil sequência da janta com a irmã e os sobrinhos). Imperdível, somente mais 2!!!!

s04e05/06 Truth Asunder/Eden Series Finale (de novo) – Novas informações sobre os assassinatos da família emergem. Enquanto isso, a lealdade de Holder é posta à prova. No último episódio, Linden e Holder são confrontados com a chocante verdade sobre os assassinatos dos Stansbury.

São sentimentos tão contraditórios, em geral, gostei dos desfechos dos arcos da temporada, mas ficou um gostinho “de quero mais”, principalmente, se pensarmos que The Killing é um procedural, simplesmente uma série policial, porém com protagonistas riquíssimos. Voltando à trama, apesar de ainda achar que Reddick descobriu as peças do desaparecimento de Skinner de uma maneira muito rápida, o desfecho político do caso, trazendo novamente o prefeito Richmond, das duas primeiras temporadas, fecha um ciclo bastante coeso dentro da trama e verossímil, pois ninguém conseguiria pagar a conta de ter um tenente (delegado, no nosso caso) como um serial killer do próprio caso do qual era responsável, em sua gestão.

Sobre o caso da temporada envolvendo os Stansbury, com a descoberta da maternidade de Coronel Rayne, ficou bastante claro para mim o envolvimento de Lincolm, no entanto, não imaginava seu trauma e sua abandono no ventre familiar, sequência forte e ótimos diálogos entre ele e Sarah.

Mas o grande destaque temporada foi o desenvolvimento do relacionamento de Sarah e Holder, parceiros/confidentes/cúmplices, o casal, o qual nunca shippei como alguns, tiveram nesta series finale algumas das melhores sequências da série; Sarah teve a oportunidade de revelar ao parceiro as consequências de um lar desfeito, seja sua dificuldade em lhe dar com o filho, falta-lhe carinho e apreço, quanto aceitar o surgimento de sua mãe, e Holder com a chegada da paternidade teve o discernimento de observar como uma família pode salvar ou condenar uma pessoa (vide o caso dos Stansbury). Excelentes diálogos, atores impecáveis (Mireille Enos mais uma vez para a temporada de prêmios, se não me engano concorrendo na categoria minissérie, deve levar fácil), fotografia e trilha fechando o ciclo de uma série que, agora sim, teve um final muito, mas muito digno e relevante.

STATUS: FINALIZADA

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