Marvel’s Jessica Jones (Netflix) – 1ª temporada (FINALIZADA)

jessicajonesDesde que sua curta jornada como super-heroína terminou em tragédia, Jessica Jones (Krysten Ritter) tem reconstruído sua vida pessoal e carreira como uma detetive particular em Hell’s Kitchen, bairro de Nova York, conhecido por ser o bairro do Demolidor. Atormentada por autodepreciação e um forte caso de estresse pós-traumático, Jessica luta contra demônios que vem de dentro de si e os de fora, usando suas habilidades para aqueles que precisam… Principalmente se eles estão dispostos a pagar a conta.

s01e01 Aka Ladies Night –  Jessica Jones é contratada para encontrar uma estudante da Universidade de Nova York que está desaparecida, mas suas investigações acabam se tornando mais que um simples caso de pessoa desaparecida.

Mais um acerto da Netflix em adaptar uma HQ menor no universo Marvel, cada vez mais tem se mostrado um acerto a união das forças para explorar personagens mais desconhecidos na telinha, com arco definido de 13 episódios e liberdade criativa e “moral”, no que se refere às questões sobre a exibição da tevê aberta. Dito isso, que escolha fantástica de Jessica Jones pairar em Kristen Kitter, caiu como uma luva como dizemos normalmente no acerto de personagem/ator, a ambientação com clima noir também me pareceu bastante acertada. Gostei do piloto!

s01e02 Aka Crush Syndrome – Jessica promete provar a inocência de Hope, mesmo que isso signifique perseguir uma figura aterrorizante de seu passado.

Fiquei surpreso ao constatar que a personagem Hope do primeiro episódio fará parte de um provável arco da temporada, linkando jessica ao personagem Kilgrave e a advogada de Carrie Anne-Moss, assim teremos na verdade uma trama contínua. Gostei bastante do poder de Kilgrave, realmente um vilão que poe medo, inclusive, na protagonista, o que a torna mais humana aos nossos olhos; o papel de Luke Cage também parece que será promissor mesmo o personagem ganhando sua série em seguida (também produzida pelo Netflix). Fiquei empolgado!

s01e03 Aka It’s Called Whisky – Jessica acredita que encontrou uma arma para usar contra Kilgrave. A ligação de Luke e Jessica se estreita conforme eles descobrem terem semelhanças.

Realmente estou impressionado com o roteiro fluido e dinâmico da série, após insinuar quem é o nêmesis de Jessica, mostrá-lo como atua, a trama já coloca-os frente à frente, e cria na verdade um vilão bastante competente, que não age com as próprias mãos, mas sim coloca inocentes para agirem por ele, sem sujar suas mãos e podendo surpreender Jessica de qualquer, como nos ataques do apartamento; a mesma trama, aproveita para tornar relevante que o modo “foda-se” da personagem é somente uma proteção para não envolver ninguém em seus problemas, mas que a mesma se importa com as vítimas de Kilgrave. A revelação do segredo de Jessica e Luke também já é mostrada e deve render tensão entre os personagens.

Aqui, pela primeira vez, há algumas menções ao universo marvel cinematográfico para contextualizar a série dentro do universo marvel.

s01e04 AKA 99 Friends – Um novo caso exige a atenção de Jessica enquanto ela tenta descobrir quem está espionando ela a mando do Kilgrave. Além disso, o programa de rádio de Trish traz conseqüências inesperadas. Interessante como o roteiro da série tem conseguido trabalhar de maneira adequada os coadjuvantes, como num bom arco dramático, peças e revelações vão sendo descobertas e isso vai levando a série à frente. Me parece que nesse momento já é possível afirmar que a parceria da Netflix com a Marvel é um acerto irrepreensível!

s01e05 AKA The Sandwich Saved Me – Apesar das objeções de Jessica, o novo amigo de Trish, Simpson se envolve na sua busca pelo Homem-Púrpura. Jessica ainda relembra um momento crucial de sua vida. O roteiro tem sido bastante esperto ao revelar em pequenos pedaços o passado de Jessica e sua revelação com Killgrave e alguns coadjuvantes, claro que sua relação com a ex-esposa de Luke irá estourar a qualquer momento, e começo a achar que a partir do momento no qual Jessica observar que Killgrave é obsessivo quanto a ela, isso é sua “kriptonita” e como ela pode derrotar, o até aqui, melhor vilão Marvel visto na telinha!

s01e06 AKA You’re a Winner – Luke contrata Jessica para ajudá-lo a encontrar alguém que pode ter fugido da cidade, mas ela teme que ele descubra muito sobre sua história durante o processo. Como acima mencionei o revelação sobre a esposa de Luke estava prestes a estourar, e estourou, bom que o roteiro tem esse “feeling” de não arrastar barrigas pela trama, afinal já estamos na metade da temporada e precisamos trabalhar o grande conflito deste arco, Jessica vs. Killgrave.

s01e07 AKA Top Shelf Pervert – Malcom, Simpson e Trish se rebelam contra Jessica para evitar que ela leve a cabo um plano extremo para despistar Kilgrave. Após o novo ataque de Kilgrave, Jessica surta e tenta ser presa, no entanto isso acaba rendendo uma situação extraordinária e novamente Jessica sofre pela obsessão Kilgrave sem saber como lhe dar com seu algoz. Uma bela relação, no caso conflito, o roteiro conseguiu criar entre Kilgrave e Jessica, notadamente o pilar desta temporada.

s01e08 AKA WWJD– Jessica ganha uma estranha festa de boas vindas do Homem-Púrpura. O conflito entre Hogarth e Wendy chega a um ponto crítico. A série possivelmente chegará no seu ápice neste pequeno arco, que marca o reencontro entre Jessica e Kilgrave, bonito a maneira como a trama intensifica a sensação de abuso que Kilgrave comete em Jesssica, independente do contexto “super-heroi da Marvel” os roteiristas martelam na nossa cabeça que o tipo de vilão que Kilgrave representa é o do pior tipo, aquele que representa uma pessoa comum, poderia ser um amigo, parente e vizinho, que age por obsessão, manipulando as pessoas ao seu redor! Me impressionou a carga dramática que a série adotou.

s01e09 AKA Sin Bin – Logo quando Jessica tem Kilgrave exatamente onde ela quer, o envolvimento de Hogarth complica a situação. Detalhes do passado de Kilgrave surgem. Após o belo desenlace do episódio anterior, vemos um pouco do passado de Kilgrabe a partir do momento no qual Jessica tenta fazer com que o mesmo assuma sua responsabilidade no homicidio dos pais de Hope, para isso precisará contar com o detetive Clemmons, Trish e Hogarth. Muito, mas muito bom e tenso!

s01e10 AKA 1,000 Cuts – Uma descoberta tem o potencial de mudar inteiramente o jogo para Jessica – se ela conseguir recusar a proposta de Homem-Púrpura. Após as reviravoltas do episódio anterior, Jessica tem a descoberta da temporada, principalmente, após descobrirmos mais algumas sequências do passado dos personagens, além disso, vemos a derrocada de Simpson, através de experimentos militares. Ao final, uma nova surpresa, a libertação de Jessica em tentar “poupar” Kilgrave!

s01e11 AKA I’ve Got the Blues – Jessica vai a necrotérios em busca de pistas. Trish faz de tudo para Simpson ficar fora do caminho de Jessica. Malcolm tem uma epifania. Sem contar com a presença de Kilgrave, Jessica e Trish precisam lhe dar com as consequências da loucura de Simpson. Episódio que dá uma segurada no arco principal, mesmo assim, rendeu um episódio tenso, novamente mostrando relacionamentos abusivos entre homens e mulheres, muito marcante nessa temporada.

s01e12 AKA Take a Bloody Number – A caça ao Homem-Púrpura reúne Jessica e Luke. Trish recebe algumas informações inesperadas sobre Simpson e Jessica. Como penúltimo episódio da temporada acho que o roteiro somente peca ao dar “atenção” demais aos coadjuvantes periféricos, como a vizinha chata, porém a ideia de utilizar Luke como arma para derrubar e vingar Jessica, por parte de Kilgrave, foi genial! Fora isso, Trish ganhou uma storyline nova, para possível segundo temporada, trazendo para luz de onde vem os poderes de Jessica (assunto não abordado até aqui), conectando Simpson e Jessica sob a sombra da IGN.

s01e13 AKA Smile Season Finale – Jessica e Luke obtêm ajuda de outra pessoa do bairro. Kilgrave se prepara para um grande teste de poderes contra Jessica.

Ótimo episódio final, que trouxe além de um último conflito entre jessica e Kilgrave, teve a feliz sacada de introduzir, e assim linkar, a personagem Claire (Rosario Dawson) do universo de Daredevil, para unir os personagens num futuro próximo.

Dito isso, voltando à finale, a storyline de Trish parece promissora e a ideia de a personagem usar fones para não escutar Kilgrave numa sequência apesar de simples, nunca havia pensado nessa possibilidade dentro da trama; a presença de Luke me parece uma boa aquisição para a série, o personagem ainda pode render mais na sua própria série.

O roteiro com o passar dos episódios foi aumentando as ameaças de Kilgrave conforme a constatação de que Jessica nunca seria sua, incrível que na verdade o vilão não queria destruir Jessica, mas sim possuí-la, no sentido de amá-la. E também, foi bastante esperto criar a dúvida sobre a “obediência” de Jessica frente às ordens de Kilgrave, claro que para os espectadores naquele contexto não havia dúvida, no entanto, para o personagem a questão seria eterna, pois se acreditasse correria risco de vida e caso não, nunca teria ela ao seu alcance. Muito bom, quero ver se escrevo um balanco da temporada pois a série merece, certamente a melhor adaptação de quadrinhos na telinha até agora, principalmente, pela relevância de Jessica e Kilgrave e a relação (de abuso) que envolvia os personagens.


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