The Leftovers (HBO) – 3ª temporada (FINALIZADA)

s03e01 The Book of Kevin – Três anos depois que a cidade de Miracle foi invadida pelos Remanescentes Culpados, Kevin retorna ao seu papel de chefe de polícia. Enquanto o sétimo aniversário do Arrebatamento se aproxima, muitos acreditam que outro evento apocalíptico vai acontecer.

Que premiere boa/bacana!!! O roteiro volta para seu desfecho com arcos geniais, trabalhando demais com a fé dos personagens já conhecidos, além disso, tivemos um epílogo genial sobre crença e resiliência e um desfecho flashforward instigante. Na ânsia pelo desenvolvimento dos personagens e situações nas quais todos estão envolvidos.

s03e02 Don’t Be Ridiculous – Como uma investigadora de fraude para o Departamento do Arrebatamento, Nora viaja à St. Louis para investigar um possível golpe que envolve convencer membros de famílias dos Arrebatados de que existe uma maneira de ver seus entes queridos novamente.

Fico impressionado com a riqueza da personagem Nora, mesmo extremamente pragmática, inclusive pela profissão que tem, a personagem quase desmorona ao receber a ligação da nova “sanha” religiosa que surge, através da participação de um famoso ator de série americana interpretando a si mesmo. A direção da série continua linda e as possibilidades da série é infinita! Que série amigos!

s03e03 Crazy Whitefella Thinking – Com o aniversário da partida se aproximando e encorajado por uma visão ou profecia divina ou insanidade completa, Kevin Garvey Sênior vagueia pelo interior da Austrália em um esforço para salvar o mundo do apocalipse.

Episódio completamente focado em Kevin Garvey, que leva a série mais uma vez, e possivelmente em definitivo à Austrália, como havia sido mencionado na divulgação da mesma. Assim, confesso que achei o episódio arrastado, porém, o resultado final casa bem com os caminhos que a trama esta apontado e nos mostrando (mesmo que pouco), certamente Kevin Jr. será o centro religioso/filosófico das questões envolvendo o 7º aniversario da Partida.

Direção caprichada de Mimi Leder!

s03e04 G’Day Melbourne – Kevin e Nora viajam para a Austrália, onde ele vislumbra uma face inesperada do passado, forçando-o a enfrentar os eventos traumáticos de três anos atrás.

Fico impressionado com a carga dramática que a série vem apresentando a cada episódio, me sinto pesado após cada um, aqui vimos o que realmente se trata de ter um relacionamento com uma pessoa que nada tem a ver com vc, o distanciamento entre Kevin e Nora é do tamanho de um cânion, não existe uma preocupação mútua, que não seja cada um cuidar de seus traumas e dores, é tudo de uma tristeza abissal, melancólico assim como a sequência final.

É muita loucura, e tudo me leva a crer que o final da série em nada trará algum alívio destas dores tão humanas (tão belamente retratadas na série), nem adianta torcer pelos personagens…é uma angústia contínua!

s03e05 It’s a Matt, Matt, Matt World – Convencido de que é o destino de Kevin estar em Miracle para o sétimo aniversário da Partida, Matt Jamison impulsivamente se dirige para a Austrália em um esforço para trazer Kevin para casa. Infelizmente, Deus fica no caminho. Gente que episódio insano! O que foi este embarcação, parecia um filme italiano a la Calígula, com Matt e seus parças, todos indo para Austrália, como a crença parece ser um defeito de Matt!

s03e06 Certified – Laurie Garvey, uma ex-terapeuta, deve retomar a profissão ao viajar para a Austrália para ajudar Nora e Kevin ao longo de suas jornadas.

Meu Deus!!! Que jornada Laurie percorreu nesta série, que episódio fantástico, épico e melancólico, desde a sequência inicial ao desfecho (com participação dos filhos de Laurie e Kevin). Laurie percorreu todos núcleos desta temporada, Matt, Nora e Kevin para, na minha compreensão, se despedir…a única personagem sem crença e mais pragmática da série parece que desistiu da sua caminhada…que riqueza de contextos e metáforas (como o último jantar). Uma pena e ao mesmo tempo, sensação que a série atingirá seu ápice nesta finale!

s03e07 The Most Powerful Man in The World (and His Identical Twin Brother) – Em uma missão de misericórdia, Kevin assume uma identidade alternativa.

O que dizer de mais uma viagem psicodélica ao plano astral de Kevin quando morre, e neste temos o ressurgimento de Patty, Secretária de Defesa, Meg, como Vice e outras participações; claro que o roteiro usa metáforas para toda situação no plano normal da série, no qual chegamos ao 7º aniversário da Partida Repentina com uma tempestade no qual o Kevin pai acredita ser o início do fim, com direito a construção de arca a la Noé(!). Ao final da viagem, muita reflexão e tensão, porém o fim não ocorreu como esperado pelos personagens aí fica a grande questão para a Finale, e agora? Como seguir, novamente, adiante sem uma plano traçado para o fim? falta só um….

s03e08 The Book of Nora Series Finale – Nada é respondido. Tudo é respondido. E aí acaba. Melhor definição “ever” para a series finale  da desde já melhor séries desde Breaking Bad, gosto de muitas, mas muitas séries no entanto o roteiro, direção, elenco, trilha e aspecto técnicos são muito acima da curva do que a tevê americana produz atualmente, principalmente se pensarmos que estamos lhe dando com um produto do gênero drama (drama humano religioso), assim não consigo compara-lo com Game of Thrones, American Gods e Twin Peaks, que também são fora da curva mas abraçam a fantasia e ou sobrenatural.

De volta à Finale, que bom ser surpreendido, Damon Lindelof e equipe, pegaram todo o contexto megalomaníaco da trama como dilúvio, Jesus Cristo, morte, ressurreição, arrebatamento e o que nos mostraram no episódio: o desfecho de uma história de amor! Sim, Nora, a personagem que mais cresceu na trama, a mulher que perdeu todos e continuou perdendo durante a série, e Kevin, o policial que não perdeu ninguém para a Partida Repentina mas a partir dele perdeu toda família também e se viu como o “escolhido” perante seus próximos, afastados nos episódios finais, aqui tivemos um grande salto no tempo, para descobrirmos que Kevin ainda procura por Nora e que ela se refugiu no Austrália (local no qual havia desaparecido após a experiência com a maquina que levaria ela para o Outro Lado, ou seja lá a designação que este lugar receba).

Gosto que como a trama se fechou, ao invés de investir no macro, o roteiro preferiu centrar no casal protagonista e com um nota de esperança numa série notadamente cruel com seus personagens. Li a review do Henrique Haddefinir do site Serie maniacos e em determinado ponto do seu texto ele destaca algo no qual assino embaixo “…eu escolho deixar o mistério ser o mistério”. Assim como acontecera em Lost, onde as resposta se tornaram mais importantes que a jornada dos personagens por falha principalmente dos roteiros, incluindo Damon Lindelof como showrruner, aqui em The Leftovers a jornada conseguiu se sobrepor aos mistérios, sim tivemos resoluções mas muito ainda ficou em aberto, e ao final, tivemos um desfecho simples mas coerente com a jornada dos personagens, sempre em busca de algo que nunca terão, que era um desfecho e ou explicação para a Partida Repentina.

Que jornada amigos… mais uma série que entra para a história da tevê!


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