Séries 2015 Summer Season (jun/ago)

A Summer Season americana inicia na segunda-feira, dia 1ª de junho com a estreia de novas séries e retornos de produções já estabelecidas. Quem acompanha a produção de seriados sabe que este é o período no qual a produção da TV a cabo predomina. Visto que até há dois anos atrás a rede aberta não investia neste período, restringindo-se a exibir reprises de programas de sucesso ou seriados importados, os canais da TV a cabo utilizaram esta época do ano para estrear suas produções, fugindo da concorrência com a rede aberta. Mas, desde a estreia de Under the Dome, que conquistou uma boa audiência para a CBS, os canais da TV aberta também passaram a utilizar a Summer Season para estreia de novas séries.

Este ano, a TV americana estreará 34 novas séries na Summer Season, sendo que sete são da rede aberta e 27 da TV a cabo (uma é importada da Alemanha e outra é coprodução com a Inglaterra). Lembrando que contabilizo sites de streaming como canal a cabo, tendo em vista que sua programação é acessada mediante uma assinatura. Os fãs também terão o retorno de 47 séries, sendo cinco da rede aberta e 42 da TV a cabo. Fonte: blog Nova Temporada

100code100 CODE (Kanal 5) – 1ª temporada

Jovens loiras de olhos azuis foram assassinadas ao longo dos últimos doze meses. Tommy Conley (Dominic Monaghan, de LOST), um detetive de Nova Iorque, é enviado à Suécia para observar e aconselhar a polícia local nas investigações. Ele se une ao sueco Mikael Eklund (Michael Nyqvist, de Zero Hour), um veterano da homicídios que trabalha de acordo com as regras. Extremamente nacionalista, Mikael não vê com bons olhos a presença de Conley, criticando a cultura americana sempre que pode. Apesar dos dois não se suportarem, eles precisam encontrar uma forma de trabalharem juntos.

A vida pessoal de cada um também é problemática. Conley ainda se sente culpado pela morte de Maggie, sua namorada. Algo que ele precisa deixar de lado quando conhece Maria, uma americana que trabalha em um bar local. Já Eklund precisa descobrir uma forma de se relacionar melhor com sua filha Hanna.

s01e01 Pilot – o piloto praticamente apresentou os personagens, claro que mostrando eventos passados e traumáticos do personagem Conley, envolvido na investigação dos assassinatos das jovens loiras, assim se abre o episódio com clichê, o que se depois, não muda muito o conceito, a maneira como Conley chega à Suécia se relaciona com o caso e com o agente sueco, Eklund, também em nada ajuda a série, tudo muito banal, menos mal que Nyqvist ainda segura o personagem. O gancho fica pelo ligação do serial killer entre os dois paises, mas não sei se o caso é forte o suficiente para segurar uma temporada inteira, dessa parceria internacional. Acredito que essas séries deveriam abordar mais o contexto local para seduzirem o fã do gênero, até mesmo fazendo um contraponto aos clichês habituais do gênero na tevê americana, não somente mimetizar, daí é preferível, normalmente, a qualidade técnica da produção industrial americana. Na dúvida…

s01e02 Flowers in Hell – a investigação continua com a chegada de novas pistas após mais um ataque do serial killer, no entanto, a dupla de detetives segue investigando os suspeitos quando da investigação americana que agora se encontram por lá. Mesmo fazendo a trama evoluir, não consigo me conectar aos personagens, principalmente na construção óbvia de Dominic Monaghan, o ator está muito aquém do personagem, tanto posturalmente quanto psicologicamente. Paro por aqui!

dark matterDARK MATTER (canal Syfy) – 1ª temporada

Em Dark Matter, a tripulação de uma nave espacial abandonada é despertada de êxtase sem memórias de quem eles são ou como eles chegaram a bordo. Diante de ameaças em cada turno, eles têm que trabalhar juntos para sobreviver a uma viagem carregada com vingança, traição e segredos escondidos.

O elenco inclui Zoie Palmer (Lost Girl), Roger Cross (The Strain), Marc Bendavid (Bitten), Anthony Lemke (O Ataque), Melissa O’Neil (Les Miserables), Jodelle Ferland (Crepúsculo) e Alex Mallari, Jr (Robocop).

Dark Matter é baseado na graphic novel Dark Matter por Joseph Mallozzi e Paul Mullie (da franquia Stargate).

s01e01 Episode One – A tripulação de uma nave espacial abandonada é despertado de êxtase sem memórias de quem eles são ou como eles chegaram a bordo. Porém uma revelação faz com que todos da nave tomem um grande susto.

Achei tudo fraco, elenco, enredo e produção, deixo para os fãs do gênero e do canal!

deutschalndDEUTSCHLAND 83 (canal Sundance) – 1ª temporada 

A história é situada em 1983, ano em que Martin Rauch (Jonas Nay), um rapaz que vive na Alemanha Oriental, é escolhido pela Stasi para atuar como espião para a agência. Infiltrado no exército da Alemanha Ocidental, ele tem a missão de coletar dados sobre as atividades militares da OTAN.
A minissérie foi escrita por Jorg Winger e sua esposa Anna Winger, que se inspiraram nas experiências de Jorg com o serviço militar alemão.

s01e01 Quantum Jump – Martin, um oficial da Alemanha Oriental, sai de sua rotina e é levado para a Alemanha Ocidental com o objetivo de cumprir uma missão fundamental para o seu país.

Muito bacana do canal Sundance importar essa minissérie alemã sobre os bastidores de espionagem entre as Alemanhas pré Muro de Berlim, The Americans manda lembrança; o episódio é bom, no entanto, confesso que não tenho empatia por séries dramas/históricos, visto que já me desinteressei por diversas, inclusive The Americans, isso não significa que questiono suas qualidades (que são muitas, em alguns casos), vou ver mais um episódio para confirmar se fico ou me despeço.

killjoysKILLJOYS (canal Space-SyFy) – 1ª temporada

Numa galáxia distante, as pessoas do planeta Qresh colonizaram as suas três luas, criando quatro mundos estratificados: cada um definido por linhas sócio-econômicas próprias e repletos de agitação social. Na unidade planetária conhecida como Quad, um grupo altamente regulamentado de caçadores de tesouros, os Killjoys, estão autorizados a exercer uma vasta gama de mandatos em toda a galáxia. Mas os Killjoys devem seguir regras estritas, e há consequências adversas para quem se desvie do seu mantra: “O mandato é tudo”. Os Killjoys não estão autorizados a tomar um lado pessoal ou político na sua missão, o que prova ser impossível e quase fatal para Dutch, que é uma Killjoy complicada e mortal no seu jogo e para seu parceiro, John, The Bastard, que é um pacificador que odeia conflitos.

s01e01 Bangarang – Dutch e John correm contra o tempo para salvar a vida de D’avin e limpar seus nomes. Série co-produzida pelos canais Space e SyFy que peca por um detalhe, que roteiro lixo, digo qual a motivação dos personagens, e aquele universo é relevante em que.

Fiquei com a impressão que os canais queriam uma série sci-fi e qualquer proposta foi aceita, somente porque o criador já produziu outra do mesmo segmento, mas fazia algum tempo que não terminava um piloto sem entender qual a razão real do que foi exibido. Fico por aqui!

proofPROOF (TNT) – 1ª temporada

Jennifer Beals interpreta a Dra. Carolyn Tyler, que sofreu uma perda recente, devastadora de sua filha adolescente, o rompimento de seu casamento e um distanciamento cada vez maior de sua filha. Carolyn é persuadida por Ivan Turing (Modine), um inventor tecnologia, doente de câncer e bilionário a investigar casos de reencarnação, experiências de quase-morte, assombrações e outros fenômenos, tudo isso na busca de evidências de que a morte não é o fim.

s01e01 Piloto – Dr. Carolyn Tyler é persuadida por um inventor de tecnologia e bilionário com câncer a investigar casos de reencarnação e experiências quase morte enquanto passa por diversos problemas pessoais.

Buscando apresentar sua protagonista com toda a complexidade possível, acredito que o piloto não conseguiu na verdade apresentar sua estrutura como série de televisão, será uma trama contínua de descoberta da personagem ou caso da semana tendo o arco da protagonista como pano de fundo; também acho que para um tema como reencarnação ou plano espiritual precisa de uma maior sensibilidade e menos frieza para ser mostrada na telinha, claro que não precisa apelar para o clima angelical de Touched By a Angel, mas dá para encontrar um equilíbrio. Conferir mais um para tomar a decisão!

s01e02 Til Death – Um jovem rapaz afirma ter visto o fantasma de sua esposa falecida, o que leva a Dra. Tyler e seu time a investigarem este caso que envolve perda, amor e ciúme.

Acho que não há coerência possível dentro de uma série quando sua proposta seria investigar o pós-morte e outros fenômenos relacionados a isso quando no segundo episódio o que se vê é uma doença cerebral (mais óbvio impossível) que tem como consequência a visão da esposa falecida, muito anticlímax. O roteiro era previsível, até como se apresentou o caso, e essa linha em nada tem haver com a proposta original da série, se isso surgisse daqui algumas semanas como um contraponto aos casos que a Dra. Tyler fosse investigar até haveria coerência, mas logo no segundo episódio, paciência! Larguei!

S1TB-CartazTHE BRINK (canal HBO) – 1ª temporada

Esta é uma comédia política de humor negro sobre como uma crise geopolítica afeta a vida de três homens completamente diferentes e desesperados que tentam evitar a 3ª Guerra Mundial. Um deles é Walter Hollander (Tim Robbins, de The Spoils of Babylon), Secretário de Estado, um homem ambicioso que não tem muita paciência para lidar com reuniões; o outro é Alex Coppins (Jack Black), um humilde e honesto funcionário do serviço diplomático; e o terceiro é Zeke Callahan (Pablo Schreiber, de Orange Is The New Black), um piloto de caça da Marinha. Cada temporada seguirá uma crise diferente em algum lugar do mundo envolvendo os mesmos personagens principais.

s01e01 Pilot – Um trio improvável tenta evitar a Terceira Guerra Mundial: o Secretário de Estado em Washington, um diplomata em Islamabad e um piloto estafado em uma aeronave no Mar Vermelho.

Mesmo que pareça que pode render bastante achei o ritmo meio arrastado desse piloto, além de sentir falta de uma veia cômica maior, talvez quando a interação entre os núcleos for mais clara o enredo engrene, na expectativa pelos nomes do elenco.

s01e02 Half-Cocked – Alex é capturado pelos soldados de Zaman, já que suspeitam que ele trabalha para a CIA. Walter pede para o presidente atrasar os ataques aéreos até ele falar com alguém do governo paquistanês. Zeke e Glenn continuam sua missão sob circunstâncias extremas.

Melhorou em relação ao primeiro, principalmente, pela comicidade do roteiro e personagens, até aqui Tim Robbins esta roubando as cenas, porém há muito o que melhorar, cruzando os dedos!

thewhispersTHE WHISPERS (canal ABC) – 1ª temporada

Uma força invisível está fazendo as crianças atuarem em favor de sua causa. Quando centenas de crianças em Washington D.C. começam a falar sobre o amigo imaginário Drill, o que os pais não sabem é que Drill não é tão imaginário assim, e capaz de induzir as crianças a brincarem com um jogo perigoso, e com consequências bastante reais. Lily Rabe (de “American Horror Story”) é a protagonista, com Barry Sloane (o Aiden de “Revenge”) e Milo Ventimiglia (o Peter de “Heroes”) também no elenco.

13 episódios foram encomendados para a 1ª temporada.

s01e01 X Marks the Spot – Crianças começam a falar de um amigo imaginário, Drill, Claire Bennigan do FBI assume o caso ao mesmo tempo em que tenta se ajustar com seu filho Henry após a morte de seu marido. No Deserto do Saara, Wes Lawrence se depara com um objeto estranho.

A série tem dois fatores que me seduzem, um mistério sobrenatural, a presença de Drill e sua influência sobre as crianças, e a presença de Lily Rabe, ótima atriz descoberta por Ryan Murphy em American Horror Story: Asylum; no entanto, mesmo parecendo uma produção bem acabada, o restante do elenco me pareceu muito fraco, sim estou falando de Milo Ventimiglia, e a conexão dos três personagens principais forçada demais. A conferir o segundo…

s01e02 Hide & Seek – Enquanto o desconhecido continua com sua missão misteriosa, Claire tenta manter sua descrição longe das outras unidades enquanto investiga por conta própria a identidade do suspeito, possivelmente seu falecido marido. Drill continua seu jogo perigoso com Minx, Henry e Harper.

Quando surge Milo chegando nos típicos armazéns americanos, abrindo o mesmo e ao fundo um quadro com fotos, escritos e sei lá mais o que, joguei a toalha, é muito, mas muito clichê este tipo de situação em série de mistério, e que joga contra a mesma; é preguiça de roteirista e diretor, assim não vou perder meu tempo, tenho séries do Netflix mais relevantes para acompanhar.

zooZOO (CBS) – 1ª temporada

Um nova série de drama baseado no best-seller do mesmo nome de James Petterson. Zoo é um suspense global sobre uma onda de violentos ataques animais contra humanos que varre o planeta. James Wolk (The Crazy Ones) interpretará Jackson Oz um jovem e renegado zoologista americano que passa seus dias administrando safáris nos confins da África quando nota o estranho comportamento dos animais.
Quando os ataques se tornam mais violentos, coordenados e ferozes, ele parte em uma corrida para desvendar os mistérios da pandemia antes que seja tarde demais e não sobre nenhum lugar para se esconder.

s01e01 First Blood – Os guias Jackson Oz e Abraham Kenyatta se deparam com uma misteriosa série de ataques de leões em Botswana. Em Los Angeles, dois leões escapam de um jardim zoológico e causam alvoroço na cidade.

Gente! Confesso que a série conseguiu superar minhas expectativas, no pior sentido possível, já achava a ideia absurda como plot para uma série de televisão, muito mais de um canal aberto e série de verão, porém os criadores e o executivos do canal conseguiram me surpreender, no caso, em cena o roteiro consegue ser mais absurdo ainda.

Juro, nem as sandices do Syfy me surpreenderam tanto, pois o clima de tensão e conspiração que o roteiro e os personagens transmitem somente me levaram ao riso involuntário, desde o uso dos (d)efeitos especiais, que nem sempre no cinema que possui mais dinheiro funcionam, até as sequências de tensão, fiquei imaginando quando a trama começar a justificar os acontecimentos os absurdos que surgirão. As sequências do guia sendo puxado pelo leão na arvore (desde quando leão sobe em árvore, não seria a família das panteras/onça?) e a árvore de gatos não sairão facilmente da minha mente.

Lamento pelo ator James Wolk, que foi uma boa surpresa como ator cômico em The Crazy Ones, série cancelada de Robin Williams na temporada passada.

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