True Detective (HBO) – 2ª temporada (FINALIZADA)

truedetectives02e01 The Western Book of the Dead – O desaparecimento de um político com ligações com um criminoso interrompe um lucrativo esquema de terras, o que leva a uma investigação envolvendo três policiais de jurisdições diferentes.

Como superar uma excelente temporada e, acima de tudo, uma temporada surpreendente? Essa é a grande dificuldade que a 2ª temporada de TD deve enfrentar, mesmo apresentando um episódio coeso dramaticamente, introduzindo uma trama calcada em quatro personagens centrais que devem orbitar entorno de um assassinato, Nic Pizzolato troca Louisiana, sua terra natal, pela Califórnia, e Justin Lin (diretor de alguns episódios da cinessérie Velozes e Furiosos, além de episódios de Community e da novata Scorpion) substitui Cary Fukunaga, diretor de toda primeira antologia.

Confesso que a expectativa não foi correspondida em sua totalidade, principalmente, no que se refere a trama, ainda em construção, o melhor, com certeza, foi a apresentação dos 4 personagens, e com total destaque para a detetive Bezzerides, já uma bela composição da adorável Rachel McAdams, tenho boas expectativas com Taylor Kitsch e espero que Vince Vaughn me supreenda. Vamos ver como a série se apresenta nas próximas semanas.

s02e02 Night Finds You – A autópsia de Ben Caspar revela os detalhes sórdidos de sua morte, o que leva Ray e Ani a questionarem se o assassinato está ligado à preferência da vítima por prostitutas. Enquanto isso, Frank investiga o que aconteceu com a fortuna desaparecida.

Achei esse episódio melhor que o primeiro, como estamos conhecendo os personagens, alguns já apresentam um padrão de comportamento; me estranha nesse momento, o interesse “político” da trama, que resolve unir os três tipos de policiais para investigar um homicídio com claras questões sociais/políticas, isso deve render mais pra frente. Apaixonado, como sempre, por Rachel McAdams e surpreso com Vince Vaughn.

s02e03 Maybe Tomorrow – Ani mostra que está no controle. Enquanto isso, Frank se encontra com antigos associados do submundo do crime, mas eles deixam claro que não recebem ordens de ninguém. Para completar, Paul vai às ruas para ver se o rosto de Caspar o leva a algum lugar.

Após o detetive Ray sobreviver ao ataque, que teve até mesmo provas roubadas, a série meio que abriu três linhas narrativas, Frank procura mostrar seu poder nos bastidores mafiosos de qualquer maneira, Ani e Ray estão investigando junto e Paul tem seus próprios fantasmas para exorcizar (seria “sair do armário”?). A dinâmica ainda pode melhorar, porém, ainda não chegou a excelência da primeira temporada.

s02e04 Down Will Come – Uma loja de penhores ajuda a detalhar um suspeito no caso Caspere. Enquanto isso, a estrada de Frank para a legalidade dá mais um desvio.

Mesmo apostando praticamente em duas linhas narrativas paralelas, a busca de Frank pelo seu antigo poder, após perder dinheiro em função do assassinato de Caspere, e as investigações do homicídio e a vida pessoal dos agentes Ani, Velcoro e Woodrugh, a série mesmo tendo a indefinição como consequência até aqui, acaba de entregar tranquilamente seu melhor episódio. Tivemos lances da vida dos personagens, com destaque para Ani e Woodrugh, novas pistas para a investigação e medidas urgentes tomadas por Frank para não perder relevância, no entanto, como aconteceu na temporada passada, Pizzolato escreveu e Jeremy Podeswa dirigiu (diretor atual de Game of Thrones com diversas outras séries, principalmente da tevê a cabo no currículo) uma sequência tensa, pulsante e extremamente crua de um tiroteio entre os agentes e traficantes como há muito não via (nem mesmo no cinema, me remeteu a crueza de Narc, de Joe Carnahan). Sequência essa que lembra, não pelo tema, mas pelo impacto a sequência sem cortes no conjunto habitacional da temporada passada. Uma palavra: choque!

s02e05 Other Lives – Ray e Frank definem novas escolhas de vida, ao mesmo tempo em que Ani e Paul seguem um suspeito até a costa. Após o chocante tiroteio do episódio anterior, já chamado como Massacre de Vinci pela mídia, o roteiro salta no tempo, encontramos nossos detetives/policiais em novos papeis, mas todos ainda incomodados com o desfecho da investigação de Caspere, onde o assassino notadamente não foi preso; assim a Procuradora busca uni-los de forma não oficial e passamos a ter novas pistas envolvendo Caspere, prostitutas, videos gravados, chantagem e diamantes azuis. A margem da trama policial, a vida de Frank caiu ladeira abaixo e os detetives enfrentem cada um a sua maneira, problemas pessoais. Boa dinâmica e bom episódio.

s02e06 Church in Ruins – Desesperado para encontrar uma mulher desaparecida com informações sobre Caspere, Frank se encontra com traficantes de drogas mexicanos. Ani infiltra-se em um círculo interno exclusivo, com Ray e Paul para mantê-los sãos e salvos. Enquanto vemos Frank dar sempre um passo à frente na investigação, agora surge a figura de um policial, através das informações de Ray, que não teve seu acerto de contas com Frank, Ani se infiltra no submundo da prostituição de luxo, com direito a mansão e orgias, até encontrar a jovem que estava desaparecida e matar um homem na festa, ainda que sob efeito de ecstasy (muito boa sequência). Nesses eventos, ainda vimos os bastidores das visitas de Ray ao filho supervisionadas e que Ani certamente fora vítima de um pedófilo em sua infância, conforme suas visões.

s02e07 Black Maps and Motel Rooms – Ray, Ani e Paul tomam medidas de precaução para evitar a detecção, e desvendar um mistério sombrio. Frank lida com as consequências de sua traição. Pouco decepcionante o penúltimo episódio da temporada, não fosse a relação complexa entre Ani e Ray, presos num quarto de motel, o restante se apresenta sempre com irregularidade, até mesmo a direção da série tem deixado a desejar; talvez não houvesse subtramas tão desconexas ao plot da temporada, envolvendo Paul e Frank, a temporada como um todo teria sido mais competente.

s02e08 Omega Station Season Finale – Velcoro e Bezzerides finalmente descobrem quem está por atrás do assassinato de Ben Caspere, e se juntam à Frank para escaparem da armadilha envolvendo todo o círculo de corrupção da cidade de Vinci. 

Excelente sinopse, sem contar nada da trama, faz um resumo do episódio, após a solução banal do assassinato que abriu a temporada (pensava que seria uma cortina de fumaça para os reais temas da temporada), vemos que todo o universo político/social da Califórnia apresentado pelos roteiros “explodiu” na cara dos personagens centrais. Foi um episódio envolvente, coerente e melancólico, digno de season finale pela alta carga dramática e fechou a temporada em seu melhor momento (conjunto).

Dito isso, sobre a temporada, é inevitável compará-la com a primeira, e no sentido amplo, perde de lavada, pois a primeira temporada foi mais concisa e coesa, tanto no conceito quanto nos personagens apresentados, na segunda, o painel foi muito mais complexo, adulto e esquizofrênico. Não é um defeito, porém o texto de Pizzolato demorou a engrenar (4 episódio em diante), pintou o retrato daquela localidade de maneira lenta e os personagens ganharam de maneira excessiva muitas storylines, tentando dar um aprofundamento para cada um, no entanto, em detrimento de uma dinâmica mais palatável para a série (ainda fotografada de maneira ímpar).

STATUS: INDEFINIDO (ago/15).  

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: