UnREAL (Lifetime) – 1ª temporada (FINALIZADA)

unRealNos bastidores de um Programa de TV sobre namoro, Rachel (Shiri Appleby) é a assistente de produção responsável por manipular as ações e reações dos participantes, para dar à atração a vitalidade e o drama que a produção deseja. UnREAL aborda, de maneira bem humorada, um olhar crítico sobre a rotina de programas televisivos não roteirizados.

Nesta realidade, participar como competidor pode até ser viciante, mas produzir faz parte de uma realidade completamente diferente.

s01e01 Return – Depois de sofrer um colapso mental, uma jovem funcionária retorna ao seu trabalho em um reality show chamado “Everlasting”, onde seu único trabalho é manipular os concorrentes, a fim de obter imagens ultrajantes para o show.

Acho irresistível para qualquer pessoa que acompanha os ditos realitys shows não ficarem no mínimo curiosas com os bastidores de UnREAL, mesmo que nunca tenha acompanhado o reality retratado na série, The Bachelor, a narrativa atira para todos os lados no que se refere aos bastidores das ditas realidades desse tipo de programa (imagina um Big Brother, Survivor, American Idol, etc). Qual o risco da série, além de algumas escolhas equivocadas para o elenco, o roteiro sintetizar de maneira superficial todos os ditos clichês desse tipo de programa num texto somente; para minha surpresa, Shiri Appleby, de Roswell, consegue dar uma profundidade à complexa personagem.

s01e02 Relapse – Uma tragédia familiar atinge uma das garotas. Enquanto isso, Quinn oferece um bônus para Jay, Shia e Rachel, para que eles criem um vilão para a temporada. Mais tarde, o velho notebook de Rachel cai nas mãos erradas e ameaça expor os detalhes íntimos de um relacionamento passado a todos de sua equipe. Com exceção da trama da diretora e sua companheiro, as demais storylines estão funcionando muito bem, surpreso!

s01e03 Mother – Rachel é forçada a pedir a sua mãe apoio financeiro; Quinn passa por conflitos com o Chet. Episódio que trouxe um desenvolvimento muito interessante para Rachel e Quinn, a primeira tem uma mão psicóloga simplesmente louca, pois trata o marido e quer tratar a própria filha, uma sandice; já Quinn percebe que Chet é um buraco em sua vida, além da esposa dele saber de tudo.

O melhor da série, que tropeça em alguns momentos e diálogos, é a exposição da manipulação do ser humano em rede aberta, confesso que me impressiona por diversos momentos.

s01e04 Wife – Uma história de tabloide expõe notícias sobre o passado de Adam; Rachel tem que produzir um encontro romântico. Já estamos no quarto episódio e os roteiristas ainda estão apresentando alguns personagens, mostra que a temporada tem planejamento e evolução, assim descobrimos os verdadeiros motivos de Adam ter aceito participar do programa, notem que nenhum personagem tem caráter nessa série!

s01e05 Truth – Adam vai à casa de uma garota conhecer a família. A escolhida; Faith. Rach tem a chance de faturar 10k com a revelação da virgindade de Faith. Mas outra grande revelação é feita. Mary começa a se revelar. A série continua abordando a ética do que pode e ou deve ser mostrado no programa, assim duas candidatas ao coração de Adam, o que rende questionamentos, no mínimo, interessantes, mérito do roteiro e do elenco. O único cuidado que o roteiro deve ter é não soar repetitivo ate o final da temporada. Lembrando que a série foi renovada pelo canal.

s01e06 Fly – Adam conhece a família de Mary quando o show arranja seu encontro com uma garota e sua família, para apimentar as filmagens, resolvem chamar seu ex-marido para um enfrentamento frente às cameras, porém, ninguém além da produtora sabe dos medicamentos de Mary, que foram alterados, rendendo uma das decisões mais curiosas para uma série de tevê recente, confesso que achava que o roteiro não teria coragem par chegar onde chegou, ganhou pontos comigo e acredito que essa “desmistificação” dos bastidores de um reality show, que nada tem de realidade e sim de manipulação tem sido a força motriz da série até aqui, que peca somente com alguns personagens e atores questionáveis.

s01e07 Saviour – Quando uma tragédia atinge o set, as competidoras e todos nos bastidores são afetados. Quando a gente acha que a manipulação tem limites, a série vem esfregar na nossa cara, mesmo que previsivelmente, que o poço não tem fundo, mesmo que a solução tenha um lado positivo, porém a manipulação é um vício para as pessoas envolvidas no reality. Finalmente achei que Chet teve um papel relevante como produtor executivo do reality, sempre achei seu personagem muito subalterno às decisões de Quinn e não se importando com questões do reality que seriam de sua alçada.

s01e08 Two – Com a cerimônia final de eliminação chegando, é oferecida a Adam uma proposta interessante. Rachel é puxada entre Jeremy e Adam. Chet toma uma decisão sobre seu relacionamento com Quinn. Confesso que a relação de Chet com Quinn me cansa um pouco!

s01e09 Princess – Rachel lida com a repercussão de sua decisão impulsiva. Quinn e Rachel questionam seu futuro como produtora. As três finalistas retornam ao vinhedo de Adam para um encontro romântico com ele. As mudanças de Quinn, a bel prazer do roteiro, enfraquece a personagem!

s01e10 Future – Acontece o esperado casamento de Adam em frente às câmeras contando, inclusive, com sua avó, que vê com bons olhos a mídia sobre o neto problemático. E Rachel tem que fazer decisões.

Que série que desponta de “mais uma” do canal Lifetime para uma das melhores surpresas da temporada 2015, não somente da Summer Season, principalmente porque há muito, mas há muito tempo, não via tantos personagens dissimulados, sádicos, problemáticos, manipuladores e carismáticos. Com exceção de alguns personagens pouco trabalhados em cena, principalmente as candidatas ao coração de Adam, os personagens principais souberam ser da pior espécie possível para ganhar audiência, fama, sexo e dinheiro, olha num texto que impressiona pela falta de caráter dos mesmos.

Destaque para o trabalha da aparente frágil Shiri Appleby, jovem atormentada pela busca incessante do melhor trabalho, nem que isso signifique mentir, trair e até mesmo expor a riscos não dimensionados pelo seu ego, assim como a escolha acertada de Constance Zimmer, normalmente, sempre representando uma mulher forte e arrojada, que desde o início da temporada se mostrou dependente de Chet, tanto pessoalmente quanto profissionalmente.

Excelente crítica aos realitys shows que tomam conta das redes de televisão atual, centrados especificamente nos realitys de encontros amorosos; já fiquei imaginando a mesma abordagem para realitys tipo big brother ou survivor!

STATUS: RENOVADA PARA 2ª TEMPORADA

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