The Crown (Netflix) – 1ª temporada (FINALIZADA)

 

Aos 25 anos, Elizabeth II (Claire Foy), acaba de se casar e recebe a mais importante missão de sua vida: se transformar na rainha da Inglaterra. Essa não será tarefa fácil, pois precisa enfrentar relações difíceis com políticos como o primeiro-ministro Sir Winston Churchill (John Lithgow) e em casa com o marido, Príncipe Philip (Matt Smith), que acha humilhante ter de se curvar diante da esposa-rainha.

s01e01 Wolferton Splash – A jovem Princesa Elizabeth se casa com o Príncipe Philip. Enquanto a saúde do Rei George VI piora, Winston Churchill é eleito primeiro-ministro pela segunda vez. Episódio pomposo, tecnicamente belíssimo, porém ainda um pouco frio, estou contando claramente que a trama evolua com a morte do Rei George.

s01e02 Hyde Parker Corner – Com o Rei George doente demais para viajar, Elizabeth e Philip embarcam na turnê da Commonwealth por quatro continentes. Líderes do partido tentam enfraquecer Churchill.

s01e03 Windsor – Com Elizabeth exercendo seu novo papel, Philip tenta reivindicar um pouco de poder. Churchill quer postergar a coroação. O irmão desonrado do Rei George retorna. Episódio divisor de águas, com a ascensão de Elizabeth e o conflito familiar com seu tio, além dos conflitos políticos, a série mostra a que veio, e as interpretações de Claire Foy e John Lithgow começam a despontar.

s01e04 Act of God – Quando um denso nevoeiro imobiliza Londres por dias e cria um sério perigo para a saúde, a falta de reação de Churchill o deixa vulnerável para seus inimigos políticos. O observado no episódio anterior verdadeiramente começa a ocorrer, a evolução dos plots e arcos, tendo sempre como pano de fundo um contexto histórico, aqui o tal nevoeiro (poluição do carvão) que gera uma crise institucional e tanto Elizabeth quanto Churchill se testam.

s01e05 Smoke and Mirrors – Elizabeth rejeita o protocolo ao apontar Philip como coordenador da sua coroação, mas as ideias dele criam conflito. O Duque de Windsor retorna a Londres. A personagem do Duque de Windsor, sempre cercada de polêmicas pelas escolhas de sua vida, serve de antagonismo à dramaturgia da série, adoro a personagem, sua mesquinhez nobre, humor irônico mas, mesmo assim, reticente e saudosista da vidinha nobre, lembrando que ele deveria ser o Rei!

s01e06 Gelignite – Margaret e Peter fazem um pedido a Elizabeth. Com um escândalo prestes a explodir nos jornais, a Rainha Mãe intervém. Mais uma vez o roteiro de Peter Morgan aborda os bastidores da Família Real no que se refere às desvantagens de ser uma Rainha, Elizabeth precisa cercear o casamento de sua irmã Margaret devido seu namorado ser divorciado e isto não poder acontecer conforme religião inglesa! Nestes momentos, a série cresce pois são ações/reações de personagens históricos frente eventos conhecidos, como o fato do irmão do Rei ter sido deixado de lado depois de assumir um compromisso com uma divorciada.

s01e07 Scientia Potentia est – Enquanto os Soviéticos testam uma bomba de hidrogênio, ambos Churchill e Eden têm uma grande crise de saúde. Irritada com sua educação inadequada, Elizabeth contrata um tutor. Episódio para ilustrar uma mudança de maturidade de Elizabeth, principalmente, para cobrar dos políticos uma posição mais clara e menos burocrática para com a jovem Rainha.

s01e08 Pride & Joy – Elizabeth e Philip vão em uma exaustiva jornada mundial. Margaret toma para si alguns dos deveres oficiais de sua irmã e tenta alegrar as coisas. Mais um otimo episódio que busca retratar os bastidores da mulheres da Monarquia, com destaque para a falta de tato da irmã de Elisabeth.

s01e09 Assassins – Enquanto as tensões com Philip aumentam, Elizabeth passa o tempo com seu velho amigo Porchey. O retrato de Churchill é pintado para o seu octogésimo aniversário. Em seu penúltimo episódio a série praticamente fecha seu principal arco: o duelo entre a Rainha elizabeth recém coroada e o lado político da Inglaterra representado pela figura forte e vitoriosa que foi Winston Churchill, numa interpretação irretocável de John Lithgow, merecedor de todos as indicações e prêmios que receber.

s01e10 Gloriana Season Finale – Margaret e Peter estão reunidos, mas outro obstáculo se coloca em seu caminho. Elizabeth está dividida entre seu dever como rainha e seu amor por sua irmã.

Em sua reta final, o roteiro acerta ao abrir mão um pouco da política contemporânea da série e focar nos detalhes pessoais e conflitos institucionais de ser uma Rainha, junto com a responsabilidade que isto gera em detrimento ao lado sentimental da família, assim tivemos quase que uma reedição do conflito entre irmãos, também passado pelo Rei, agora com Elizabeth intervindo negativamente na relação de sua irmã, quando a Igreja Anglicana não aceita casamento de divorciados. Muito bom e méritos para interpretação de Claire Foy, que junto com John lithgow merecem a repercussão do bom trabalho. Dito isso, confesso que apesar de achar a série acima da média não é minha predileta para a temporada de premiações, sou muito mais The Handmaid’s Tale, The Westworld, The Leftovers (escanteada) e This is Us.

Porém, acredito que o projeto de Peter Morgan vai render uma antologia sobre a Monarquia Inglesa que entrará para história da dramaturgia após sua finalização, é por si só, um projeto extremamente ambicioso.


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