Posts Tagged ‘canal NBC’

This Is Us (NBC) – 2ª temporada

16/11/2017

s02e01 A Father’s Advice – Chegou o aniversário de 37 anos do trio e Randall e Beth discutem uma grande mudança de vida. Kate tenta seguir sua nova paixão e Kevin equilibra sua carreira e seu relacionamento. Enquanto isso, novas revelações são feitas sobre a morte de Jack.

s02e02 A Manny-Splendored Thing – A família Pearson visita Kevin no set em Los Angeles na filmagem para um episódio especial do “Manny”. Jack enfrenta seus demônios.

O que dizer quando a melhor série dramática da tevê aberta americana (lembrando, The Leftovers na tevê fechada e The Handmaid’s Tale no streaming) retorna mantendo suas melhores características, diálogos humanos e personagens reais, ainda estamos lhe dando com a crise no casamento de Jack e Rebecca e, agora consigo perdoar a falha na série que criou uma expectativa sobre a morte de Jack e desviou na season finale, pois desta maneira vimos que há um incêndio envolvendo os acontecimentos e, principalmente, o lado heroico do personagem sai arranhado pelo seu vício no álcool, que Peter trouxe de sua história familiar.

Assim, temos oportunidade de conhecer um outro lado do personagem antes do choque pela sua partida, já Kevin esta passando por um bom momento, Kate resolve assumir seu lado talentoso de uma maneira surpreendente, vindo de um desejo seu lá no passado infantil (no qual observamos o início da ruptura de sua relação com a mãe) e Randall precisa lhe dar com sua nova rotina e o desejo de adotar uma criança. Resumindo, muito amor pela família Pearson e o estoque de caixas de lenços já esta reservado. Início de temporada arrasador!

s02e03 Deja Vu – Kate visita Kevin no set de filmagens. Randall e Beth recebem notícias animadoras. Rebecca tenta se reconectar com Jack.

Que bela surpresa ver Stallone em cena numa série tão simples como TIU, principalmente, fazendo ele mesmo num contexto sobre passagem do tempo, com direito a uma cena impactante com Kevin, em nada dramática com encenação, mas de deixar um nó na garganta do personagem e na nossa (pra variar); nem preciso dizer que já suspeito de um arco envolvendo uso de remédios para Kevin, ja Randall e Beth precisam lhe dar com a chegada da jovem Deja, uma adolescente retirada da mãe por estar presa, outro nem preciso comentar que “vem coisa pesada por ai”, até porque a montagem e roteiro da série é tão magnífico que observamos o jovem Randall buscando a mãe e tendo apoio dos irmãos, “da-le” lenços pra todos nós!

s02e04 Still There – Randall e Beth se ajustam à nova dinâmica da família. Kate agenda seu primeiro show. Kevin sofre um baque no filme. Jack e Rebecca recebem uma visita inesperada.

Com esta pegada crônica do dia-a-dia, começo a ficar com a impressão de que a série pode durar décadas, claro que estou exagerando, mas a possibilidade de criar conflitos numa linha do tempo variável pode fazer, se houver competência, com que a série tenha histórias para muito tempo. Saímos da crise no casamento entre Jack e Rebecca para um ponto no qual conhecemos mais de perto a mãe de Rebecca, que claramente tem problemas em aceitar o neto Randall pela cor, além do que vê Rebecca como uma incapaz, com críticas leves mas extremamente afiadas; ja no presente, a lesão de Kevin deve render um belo de um drama com a incapacidade do jovem em aceitar sua recuperação, Randall e Beth obviamente tem problemas e mais com Deva, e não devem acabar tão cedo, somente ainda estou no aguardo do impacto no restante da família e, não menos importante, um conflito para Kate chamar de seu, gravidez! Ai vai faltar lenços…

s02e05 Brothers – Kate surpreende Toby no trabalho. Kevin e Randall vão a uma festa de arrecadação de fundos para o hospital de Sophie. Jack leva os garotos para acampar e deixa Rebecca em casa.

Parece que os roteiristas se ligaram num problema futuro que possam ter (duração da série e histórias para contar) e resolveram abrir mais uma linha temporal, neste episódio tivemos uma revelação inesperada, fomos apresentados ao irmão de Jack (lá na infância junto ao pai alcoolatra), trama que ligou-se a linha temporal de jack e Rebecca com a doença do pai de Jack e com o título irmãos, que parecia se referir ao relacionamento de Kevin (drogatito) e Randall mas na verdade era a esta revelação acima. Me pareceu um episódio filler (o que espero estar enganado deve ocorrer bastante daqui pra frente) pois nenhuma trama andou realmente (somente a revelação de Kate para Toby), mas assim mesmo é uma série acima da média.

s02e06 The 20’s – Rebecca e Jack levam o trio para pedir doces no Halloween, mas as coisas não saem como esperado. Agora com seus vinte e poucos anos, eles têm um feriado no qual suas vidas mudam. Sabem que após este episódio me convenci que a trama pode durar pra sempre…verdade, não é exagero, pois neste episodio de Halloween tivemos somente narrativas passadas com as crianças e uma nova com Kate, Kevin e Randall aos vinte e poucos anos, Kevin ainda não é ator, Kate trabalha como garçonete e Randall será pai pela primeira vez. Tudo ótimo e tudo emocionante…pra variar!

s02e07 The Disappointed Man – Randall se adapta ao sistema de adoção. Kate e Toby dão o próximo passo em seu relacionamento. Kevin visita Sophie em NY. Jack e Rebecca finalizam a adoção de Randall. Episódio centrado no tema da adoção, desde o arco de Deja com Randall em uma visita ao presídio da mãe até ao processo administrativo de adoção de Randall por Jack e Rebecca frente à duvidas de um juiz, além disso, é sempre um prazer rever Will. Claro que Kevin iria “estragar” sua relação com a namorada.

(atualizado) s02e08 Number One – Kevin vai à escola onde estudou para receber um prêmio. Jack e Rebecca ficam animados ao pensar no futuro dos filhos. Mesmo contando com todos personagens na linha temporal das crianças adolescentes, prestes a entrar na faculdade e às vésperas da morte de Jack, a linha contemporânea focou unicamente em Kevin, como nunca antes, claro que vimos passivamente a queda de Kevin em função dos analgésicos e alcool, uma jornada que envolveu os altos e baixos do personagem desde a época de jogador de futebol e como seu pai interferiu neste processo, que possivelmente o levará a ter tanta dificuldade em lhe dar com este luto no presente; porém se não fosse doloroso o suficiente observar a trajetória do personagem revisitando memórias ainda tivemos a cena final de cortar o coração: “kate perdeu o bebê”, preparem o estoque de lenços.

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Will & Grace (NBC) – 9ª temporada

09/11/2017

s09e01 Eleven Years Later – Onze anos depois de serem vistos pela última vez, as opiniões políticas de Will e Grace são colocadas à prova.

s09e02 Who’s Your Daddy – Grace e Karen entram em crise quando Karen pede um aumento. Jack e Will tentam sair com homens mais jovens, mas descobrem que namorar é mais difícil do que eles pensavam.

Nunca fui um fã da série em sua primeira exibição ininterrupta, via ocasionalmente, mas nunca fiel; como atualmente acompanho poucas sitcoms, nenhuma de claque, resolvi checar o que o elenco e roteiristas têm a dizer neste tempos cinzentos, e claro, há muito o que se dizer, mostrar e gargalhar. Nesta retomada uma piscada crítica à Trump, principalmente pela língua solta, e em seguida, já começa a zoação interna com os personagens discutindo e rindo sobre a passagem de tempo. Gostei e espero que continue com esta pegada.

s09e03 Emergency Contact – Grace vai ao médico e recebe uma noticia e uma visita inesperada!

s09e04 Grandpa Jack – Jack fica surpreso ao saber que seu filho Elliot já é pai, e o garoto precisa de uma ajuda que apenas Will e Jack podem oferecer. Grace e Karen se interessam pelo novo garoto no trabalho.

E toma discussões relevantes como acampamento para cura gay, e o roteiro mesmo que nem sempre funcione no que concerne as piadas, deixa bem claro pelo ridícula da situação o quanto certos tópicos atuais são ridículos de serem centros de discussões enquanto o mundo esta girando e outras coisas importantes ficam à merce. Outro fator que parece ser central nesta temporada é o retorno do personagens importantes na história da série, como o retorno de Harry Conick Jr. como ex-marido de Grace. Preciso dizer o quanto Karen contiua surreal porém extremamente atual em seus impropérios (timing perfeito).

s09e05 How to Succeed in Business Without Really Crying – Grace tenta decorar uma série de hotéis para um cliente desagradável. Enquanto isso, Will está surpreso com sua reação ao ser promovido. Beverley Leslie revela seu segredo para Karen.

(atualizado) Rosario’s Quinceanera – EPISÓDIO 200: Karen tem problemas para lidar com uma tragédia pessoal, e Will, Grace e Jack tentam intervir. O novo relacionamento comercial de Will e Grace começa a mostrar sinais de estresse. Nada como uma marca, 200 episódios, para os roteiristas encontrarem uma desculpa para fazer homenagens ou “fan service”, aqui tivemos a morte da clássica Rosario, que mexe bastante com Karen, um episódio menos irônico e engraçado em detrimento de uma pegada mais emocional.

Law & Order True Crime: The Menendez Murders (NBC)

09/11/2017

A série em formato de antologia (com uma história fechada a cada temporada), reconstrói casos reais de julgamento – seguindo os passos de propostas de sucessos como American Crime Story e Making a Murderer.

O primeiro ano do programa vai apresentar o caso dos irmãos Lyle e Erik Menendez, que foram condenados em 1996 pelo assassinato de seus pais e sentenciados à prisão perpétua.

s01e01 Episode 1 – O empresário Jose e sua esposa Kitty Menendez são assassinados brutalmente. No meio da investigação a polícia descobre segredos e interesses ocultos, até chegarem nos principais suspeitos do crime, os dois filhos, Lyle e Erik.

s01e02 Episode 2 – O cerco policial em cima dos irmãos Menendez está cada vez maior. Enquanto isso, Erick comete um grande erro, o que preocupa Lyle e seus advogados. Dr Oziel tem problemas com a sua amante e Leslie decide conhecer os irmãos Menendez.

“Na tevê nada se cria…tudo se copia”, e assim a roda gira também nos Eua, após o sucesso das antologias e, especificamente,  da série de Ryan Murphy American Crime Story (que em sua primeira temporada abordou os assassinatos envolvendo O.J. Simpson), a rede NBC abriu os olhos e acionou Dick Wolf, dono da franquia Law & Order, e Rene Balcer, da sua equipe, criou True Crime que em sua primeira temporada contará os fatos envolvendo os assassinatos dos Menendez, nos quais os filhos são suspeitos do crime;

Ainda que pareça ter sido feito às pressas, vejo neste caso um mérito as tramas de Ryan Murphy, me parece que falta ao roteiro doses de dramaturgia, a trama em si é muito interessante, o retrato da época, do pai autoritário e dos jovens Menendez precisa de uma dinâmica melhor, ainda que a entrada da personagem de Edie Falco, como advogada de defesa Leslie Abramson, possa contornar este problema, até aqui a parte investigativa deixou muito a desejar, inclusive sendo um intriga passional o motivo pela acusação da Promotoria, surreal esta questão envolvendo o psiquiatra garanhão (kkkk).

s01e03 Episode 3 – Com os garotos sob custódia acusados de homicídio, a advogada de defesa procura um motivo que possa ter motivado o assassinato. Enquanto isso, a acusação procura o psiquiatra para liberar as gravações feitas durante as sessões de terapia com Lyle e Erik.

Tenho impressão que agora começamos a adentrar no terreno de Law & Order, bastidores de depoimentos, depoimentos ao Juiz, investigações que surgem com testemunhas e, claro, as contradições e mentiras; terreno no qual Law & Order “nada de braçadas”, até a dinâmica melhorou, inclusive é interessante observar que a equipe Leslie é toda de mulheres, pra dar aquela sensação de proteção aos irmãos, truque velho de advogados de defesa que, inclusive, altera a Procuradoria. Assim, Edie Falco já começa a tomar conta da série (aaaeeee!!!).

s01e04 Episode 4 – Após uma revelação, Erik e Lyle começam a divulgar os detalhes do abuso psicológico e sexual que sofreram. No entanto, a falta de evidências tangíveis para corroborar as reivindicações deixa Leslie e Jill se perguntando como irão convencer o júri.

Imaginei que havia um plot twist nesta trama aparentemente tão simples no que se refere a investigação, sim os irmãos mataram seus pais, isso não é mais um mistério na série, assim os bastidores do julgamento e da família Menendez seriam o pilar da temporada; com a revelação do abuso paterno e do abandono materno começa-se criar uma perspectiva diferente dos homícidios, estamos na metade da temporada, o que significa que a batalha jurídica será grande e os desenlaces narrativos devem começar a brotar em cena. Assim, Eddie Falco e Julianne Nicholson começam a “tomar conta da série”, mesmo que em papéis de “não-heroínas”, afinal defendem os assassinos.

s01e05 Episode 5 – O julgamento de Lyle e Erik Menendez começa. Leslie precisa equilibrar a tarefa desafiadora de defender os irmãos e sua vida pessoal.

Pela primeira vez, pelo que me lembro, começo a desconfiar de manipulação meio ordinária de uma série jurídica, digo isto porque é impressão minha ou o roteiro (não as advogadas) da série tenta nos vender 100% uma inocência dos irmãos nos homicídios dos pais sem nos dar o outro lado (promotoria com personagens ruins e argumentos idem), inclusive acusando um detetive de interferir numa testemunha? Sabe que acredito piamente em contraditório, principalmente na argumentação dos advogados, no entanto, mesmo com uma personagem tão forte como Leslie, inclusive “mal tratada” pelo Juiz do caso, não necessariamente precisa ser pintada como uma advogada messiânica envolta num caso de injustiça. Podemos discutir o caráter e a forma como a infância atua no psicológico dos irmãos, no entanto, acreditar e pregar que isto seria um motivo para inocentá-los, quando são réus confessos, acho muita desonestidade intelectual para com o espectador. Espero que seja somente uma impressão minha, mas neste episódio me incomodou, achei que a Defesa saiu do papel de Leslie e equipe e abraçou os roteiristas.

s01e06 Episode 6 – Chega o momento dos irmãos Menendez testemunharem. Com este novo episódio focado exclusivamente no depoimentos dos irmãos Menendez, reconsidero, um pouco somente, a manipulação da narrativa, pois sim sofrer abusos por anos das pessoas que deveriam lhe proteger deve ser inexplicável e é injustificável, para mim, inclusive a prova mais forte da defesa não vem do depoimentos dos irmãos, que não são seres humanos normais, tanto pelas escolhas quanto pela criação abusiva, mas sim dos familiares que sempre souberam que ali havia algo de errado e relevaram pelo contexto complexo que se apresentava. Dito isto, sem a menor sombra de dúvidas, este episódio deixou tudo muito mais cinza para o julgamento, que deve ter sido um escândalo na época, pois tudo é muito antiético e imoral, uma desconstrução do american way of life, porém, mesmo adorando a força da natureza que é Eddie Falco em cena, sua personagem é muito frágil fora dos tribunais, o roteiro não conseguiu criar uma trama pessoal para dar sustento a personagem, em comparação com a personagem de Sarah Poulson em ACH OJ Simpson, chega a ser vergonha alheia.

(atualizado) Episode 7 – Chegamos ao episódio sobre os bastidores dos júris, não esqueçam que são 2, em cada júri impera a dúvida polarização entre a motivação passional ou a vingança fria, ao final, um empate, o que gera uma resposta mais ríspida da Promotoria e da Magistratura. Novamente o episódio pesa a mão em detrimento dos criminosos, são retratados como vítimas de um sistema cruel, sendo que são brancos e ricos, e ainda tenta criar uma conexão com o caso O. J. Simpson, uma forçada desnecessária da temporada, afinal de contas isso acaba enfraquecendo a série, bastante inferior à série co-irmã American Crime Story, nem mesmo os bastidores da vida de Leslie, que insiste em parecer uma advogada reclamona somente, consegue criar uma empatia com o espectador, que observa a série com inegável indignação pela intimidade da família Menendez, mas não compra o discurso de vítimas de abuso, como desculpa para um assassinato frio e brutal.

The Good Place (NBC) – 2ª temporada

05/11/2017

s02e01 Everything is Great – Tendo tido suas memórias apagadas por Michael, Eleanor, Chidi, Tahani e Jason voltam ao Lugar Bom. 2) Jason ganha uma nova alma-gêmea, Tahani lida com as consequências da noite anterior e Eleanor e Chidi chegam a surpreendentes conclusões.

Embora não goste de episódios duplos de séries cômicas, acredito que seja difícil equilibrar o ritmo, TGP para ter tido sorte ou planejamento em criar um longo episódio focado no restart que Michael criou ao final da surpreendente primeira temporada. É estranho observar como a série se coloca como uma comédia meio que involuntária, politicamente incorreta, na qual os personagens carregam a trama e não o contrário, o humor se encontra no conflito de personalidades naquele cenário surreal e não o contrário, a graça não se encontra nos aspectos angelicais/diabólicos, mas sim como as pessoas se enxergam e como se comportam para atingir padrões.

Assim sendo, já gostando do quarteto protagonista, e mais alguns coadjuvantes como Janet, quero ver o que mais o esperto roteiro irá nos mostrar nesta 2ª temporada, para quem sabe, elevar a série ao patamar das premiações. Na torcida pelo sucesso da querida Kristen Bell!

s02e02 Dance Dance Revolution – Problemas continuam surgindo, mas Michael não desiste dos seus planos mirabolantes. Eleanor faz uma descoberta surpreendente. A série têm conseguido seguir um caminho bastante curioso para esta nova temporada, sem seguir necessariamente com a trama dos personagens, o que faria com que a mesma criasse uma “barriga” (enrolasse), o roteiro esta circulando sempre na ideia de quais possibilidades Michael tem para “torturar” o quarteto no Bad Place de maneira funcional naquele universo, gerando inclusive conflitos com os funcionários do lugar (hilário); que série fora da curva atualmente do que os sitcoms atuais apresentam na tevê aberta.

s02e03 Team Cockroach – Michael aborda as coisas de um novo ângulo. Eleanor, Chidi, Tahani e Jason tentam tomar uma decisão coletiva.

A série resolveu de alguma maneira seu entrave entre Michael e o quarteto, mesmo não perdendo o ar inovador da série, o bla-bla-bla do episódio nem sempre soou engraçado para mim, gosto da série, proposta, atores e o timing cômico, só ficou um pouco abaixo dos anteriores!

s02e04 Existential Crisis – Eleanor e Chidi tentam humanizar Michael e a reação dele foge do controle. Tahani organiza um jantar para impressionar mesmo sabendo que está fadada ao fracasso. Jason a consola quando as coisas vão mal. Mesmo sabendo que a storyline de Tahani e Jason acabou do jeito que acabaria, confesso que não lembro de um sitcom ter tantas referências filosóficas em seu roteiro e não se tornar enfadonho, estar lá para colaborar com a narrativa e levantar tópicos sobre ética e outros conceitos rotineiros de uma maneira ímpar.

s02e05 The Trolley Problem – Michael não consegue compreender os princípios da ética humana, deixando Chidi frustrado. Tahani e Jason se abrem com Janet.

s02e06 Janet and Michael – Quando a vizinhança apresenta uma pequena falha, Michael precisa resolver o problema com Janet antes que as coisas saiam do controle.

Dois episódios bem escritos e cheios de novas nuances com total destaque para Janet, uma personagem coadjuvante que vem ganhando bastante importância nesta temporada, além dela Michael também esta muito bom, nota-se isto devido a uma leve alteração na perspectiva da temporada, agora como temos Michael tentando manter seu status junto aos 4 principais para ludibriar seus “Chefes” o personagem tem tido oportunidade de diversificar seu texto e conflitos.

(atualizado) s02e07 Derek – Michael busca a ajuda de Eleanor e Chidi para resolver um problema criado por Janet. Jason surpreende Tahani com uma ideia inesperada. Com a ótima saída encontrada por Janet para não se sentir mais sozinha e evitar novos danos ao Bad Place conhecemos Derek e com isto novas piadas e situações hilárias, talvez não muito engraçado o desfecho com a situação de jason e Tahani, porém o ganho para o próximo episódio foi eficaz.

Primeiras Impressões – This Is Us (NBC)

15/10/2016

A série é uma crônica da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia, incluindo Rebecca (Mandy Moore) e Jack (Milo Ventimiglia), um casal esperando trigêmeos, Kevin (Justin Hartley), um ator que está cansado do que faz, Kate (Chrissy Metz), uma mulher tentando perder peso e Randall (Sterling K. Brown) um homem rico à procura de seu pai biológico.

This Is Us- Season 1

Se em meio a uma Fall Season entediante, cheia de remakes, adaptações e franquias (parece Hollywood, não?), o canal NBC, lembrando que este é pertence à tevê aberta, acaba de lançar uma série dramática que tem tido uma repercussão incrível, audiência enorme e, melhor ainda, merece todos os elogios por ir contra a corrente atual do mundo das séries.

This Is Us começa sua história meses atrás com a divulgação de um trailer que atingiu uma repercussão mundial, e em sua estreia nos apresenta um piloto cinematográfico, não no sentido de produção, mas sim de roteiro, surpreendente, sensível e extremamente delicado, com um final digno de fechamento de ciclo, lembrando a estrutura de um filme, mas aqui o começo desta crônica de personagens nascidos no mesmo dia e que possuem conexão.

Já exibido (e visto) seu 3º episódio, a série apresenta uma narrativa estruturada em duas linhas do tempo, com diálogos e conflitos palpáveis, o que facilita sua identificação com o público, lembrando a estrutura de uma novela, no entanto com um tom completamente adverso a esta, no qual os personagens estabelecem conexões uns aos outros e isto leva a narrativa adiante (pelo menos, nestes primeiros episódios, o que ainda prevejo muita dificuldade numa temporada de 18 episódios).

Os roteiros dos episódios me surpreenderam pelo equilíbrio entre drama, drama familiar e um humor gostoso de acompanhar quando desde o piloto criamos empatia com todos os personagens, sem exceção, impressiona que até mesmo a possível “armadilha” de ter um storyline de busca de um filho pelo pai após décadas, este ainda surgindo doente em estado terminal, consegue ter uma abordagem diferente pela série. Gosto de alguns nomes envolvidos na produção da série como do criador Dan Folgeman (que também trabalhou em séries como Grandfathered, Galavant e a outra novata da temporada, Pitch), que se uniu aos diretores/roteiristas John Requa e Glenn Ficarra, todos de Amor à Toda Prova (comédia romântica de 2011 que possuía um grande elenco (Ryan Gosling, Emma Stone, Steve Carrell e Julianne Moore) que lembra muito o clima de This Is Us).

Outra agradável surpresa da série, que acredito seja mérito do roteiro e da direção, é juntar um elenco extremamente mediano, desculpem os fãs de Justin Hartley (Arqueiro Verde de Smallville), Milo Ventimiglia (protagonista de Heroes) e Mandy Moore (cantora/atriz) e ofertar para os mesmos possivelmente os melhores papéis de suas carreiras, todo elenco esta bem e possuem uma naturalidade em cena que impressiona, claro que com total destaque neste início à Chrissy Metz (atriz que participou na temporada Freaky Show de America Horror Story).

PS.: sem a menor sombras de dúvidas, o melhor piloto desta Fall Season 2016!

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As Séries de 2015

02/01/2016

Na televisão é um pouco mais complicado fazer um levantamento sobre os melhores do ano pois a televisão americana segue o modelo de temporadas, normalmente, trabalhado de setembro de um ano até maio do ano seguinte, assim as séries de televisão aberta (por exemplo, The Good Wife), ficam prejudicadas num levantamento em detrimento as temporadas fechadas da tevê fechada (por exemplo, Game of Thrones) e de sites de streaming (por exemplo, Narcos).

Um destaque inegável é que o ano de 2015, com certeza, pertence à Netflix, não sei se o modelo gera lucros a empresa de streaming, mas somente nessa temporada tivemos  novas temporadas ou estreias de House of Cards, Better Call Saul, Narcos, Orange is The New Black, Unbreakable Kimmy Schmidt, Daredevil, Master of None, Sense8, Jessica Jones, como bons exemplos de séries; sem contar que o canal de streaming lançou o belo fime Beasts of No Nation (com Idris Elba), logo, muito, mas muito melhor que a programação inteira da televisão aberta americana atual.

Assim, deixo aqui minhas dicas para quem quer curtir séries nem sempre tão badaladas, sempre enfatizando meu gosto pessoal para séries e propostas das mesmas, no que se refere personagens, situações e desenvolvimento dos temas propostos.

Obs.: como tenho sérios problemas em definir melhores, principalmente, um Top 5, utilizei o mais racional método que foi a nota da temporada atribuída episódio após episódio no site Banco de Séries, em seguida, deixo algumas outras dicas de séries que destaco nesse ano.

theleftovers1) The Leftovers – 2ª temporada (HBO) – após uma temporada titubeante, ainda que acima da média, mas somente equivocada em alguns pontos de seu desenvolvimento, The Leftovers retorna para 2ª temporada de uma maneira brilhante.

Há muito tempo, uma série, no caso temporada, o que me causa mais surpresa, consegue simplesmente explodir em sua proposta de desenvolvimento de maneira tão competente como aqui se apresentou. Damon Lindelof (Lost) se redime de alguns equívocos de Lost e acerta ao simplesmente responder somente questões cruciais de seus mistérios para o andamento da trama e o desenvolvimento dos personagens, e que personagens!

Comento sempre que encontro alguém que assistiu a série, da comparação inevitável, pela exibição no mesmo período de tempo, entre The Leftovers e The Walking Dead, não no que se refere ao conteúdo, mas como a abordagem similar entre elas, me refiro a episódios dedicados a determinados personagens abrindo mão de uma narrativa macro, na qual The Leftovers mostra como é possível desenvolver cada personagem sem perder o ritmo/dinâmica do arco narrativo, criando pequenas pérolas semanais, enquanto The Walking Dead apenas nos irritou.

Para finalizar, deixo como destaque a sequência arrepiante entre Nora (Carrie Coon) e Erika (Regina King) no episódio Lens s02e06.

housofcards2) House of Cards – 3ª temporada (Netflix) – sou um acompanhante tardio da série, maratonei toda ela este ano, assim tudo ainda esta muito fresco na minha memória.

Nesta temporada, destaco o belo trabalho de Robin Wright, ganhando muito espaço com sua Primeira Dama em dramas pessoais, como na questão envolvendo o prisioneiro na Russia e o conflito com  Frank na reta final, assim como profissionais quando sua ascensão ao cargo de diplomata na ONU. Além disso, Wright ainda dirigiu episódio nessa temporada.

Já Frank Underwood, de Kevin Spacey, esteve menos descontrolado nessa temporada devido seu cargo máximo no país (Presidente), e menos irônico, porém o caminho que parece que haverá na 4ª temporada, em seu embate com o candidato republicano, promete muito mais do que conspirações intra palacianas. Confesso que gostei de Frank não estar tanto na ação como nas temporadas passadas, prefiro ele lhe dando com as questões políticas e bastidores do poder. Michael Keely também teve um desenvolvimento maior nessa temporada, porém seu arco na reta final, ainda envolvido com aquela garota, me decepcionou um pouco.

Aqui o destaque fica para o episódio Chapter 32 s03e06, já referido acima, aquele no qual os Underwood vão à Rússia negociar a soltura de um prisioneiro de origem americana. Uma pérola!

Hannibal3) Hannibal – 3ª temporada (NBC) – o que dizer da minha série predileta destes últimos anos, Hannibal para mim é tudo que um bom fã de suspense psicológico pode querer (viu, Criminal Minds!); uma trama com ótimos personagens, uma carga psicológica pesada e uma violência gráfica/estética/artística inimaginável para um canal de televisão aberta americano.

Gostei que a série soube (devido seus problemas de audiência) terminar sua temporada sem necessariamente deixar pontas soltas, Hannibal nunca foi uma série fácil de acompanhar, optou pelo caminho difícil ao cobrar de seu espectador estômago e contemplação para suas loucuras e devaneios de seu protagonista. Parabéns, mais uma vez para Bryan Fuller!

Numa temporada, claramente, dividida em dois arcos, a captura de dr. Hannibal e o surgimento do assassino Fada dos Dentes, já explorada na mitologia cinematográfica do personagem, o desfecho e enfrentamento dos três personagens, Hannibal, Will e Dolarhyde foi o grande destaque da temporada no episódio The Wrath of the Lamb, s03e13. Imperdível!

narcos4) Narcos – estreia (Netflix) – uma das grandes vantagens de canais streaming é ter mais facilidade para parcerias em busca de públicos-alvos, no caso, de Narcos, além do mercado americano, obviamente, toda América Latina e o Brasil (não por acaso, o escolhido do diretor José Padilha, foi o brasileiro Wagner Moura).

Apesar de algumas falhas no elenco, sim estou falando do agente americano Steve Murphy (Boyd Holbrook), e a miscelânea de sotaques, a trama verídica de Narcos é acima de tudo muito atual, afinal de contas o que mudou desde o surgimento de Pablo Escobar nos anos 80? É muito simples fazer um retrato que ocorre ainda hoje no Brasil e nos demais países que enfrentam o grave problema do narcotráfico.

Caprichada produção, elenco competente e trama absurdamente incrível.

Destaque da temporada La Catedral, s01e09, episódio no qual vemos a “prisão” de Pablo e seus companheiros, risível!

veep5) Veep – 4ª temporada (HBO) – minha comédia predileta nestes últimos anos, Veep ainda consegue criar cenários para a desastrosa Selina Meyer (Julia Louis Dreyfus ainda, impecável), agora Presidente em busca da reeleição, arco da temporada.

A adição de Hugh Laurie, como vice-presidente Tom James na chapa de Selina foi mais um acerto dos produtores, sem menor sombra de dúvidas o elenco de Veep é o melhor de todas as sitcoms no ar, todos têm espaço, piadas e momentos hilariantes a cada episódio, com especial destaque para Anna Chlumsky, como Amy, nesta temporada.

O destaque da temporada foi o episódio Testimony, s04e09, no qual Selina e sua equipe são “entrevistados” por membros de uma Comissão do Congresso devido a vazamentos de dados e o programa Families First. Inesquecível!

Demais séries em destaque nesse ano (por ordem alfabética):

  • Better Call Saul (1ª temporada) – canal AMC/Netflix
  • Bloodline (1ª temporada) – Netflix
  • Fargo (2ª temporada) – canal FX
  • Game of Thrones (5ª temporada) – canal HBO
  • Grey’s Anatomy (12ª temporada) – canal ABC
  • How To Get Away With Murder (2ª temporada) – canal ABC
  • Humans (1ª temporada) – canal AMC
  • Jessica Jones (1ª temporada) – Netflix
  • Law & Order – SVU (17ª temporada) – canal NBC
  • Mr. Robot (1ª temporada) – canal USA
  • Orange is The New Black (3ª temporada) – Netflix
  • Penny Dreadful (2ª temporada) – canal Showtime
  • Rectify (3ª temporada) – canal Sundance
  • Sense8 (1ª temporada) – Netflix
  • Silicon Valley (2ª temporada) – canal HBO
  • Survivor (31ª temporada) – canal CBS
  • The Affair (2ª temporada) – canal Showtime
  • The Good Wife (7ª temporada) – canal CBS
  • The Last Man On Earth (2ª temporada) – canal FOX
  • The X Factor UK (12ª temporada) – canal ITV
  • Transparent (2ª temporada) – Amazon
  • UnReal (1ª temporada) – canal Lifetime

Primeiras Impressões: Code Black & The Player

07/10/2015

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

CODE BLACK (canal CBS)

Na história, um jovem médico acaba de se unir à equipe de Pronto Socorro de um hospital em Los Angeles. Lutando contra os problemas do sistema, eles tentam manter seus ideais intactos e ajudar seus pacientes. O título refere-se a um código utilizado nas salas de emergências quando um hospital está sobrecarregado de pacientes, sem chances de atender a todos.

No corpo médico estão Christa (Bonnie Somerville), uma ex-jogadora de basquete, cujo filho faleceu de câncer. Esta experiência a levou a se tornar mais cuidadosa e dedicada a seus pacientes que foram diagnosticados com a mesma doença; Dra. Malaya (Melanie Kannokada, de The Brink), uma nova residente; Dra. Leanne (Marcia Gay Harden, de Trophy Wife), diretora do Pronto Socorro; José Santiago (Luis Guzmán, de How To Make It in America), o enfermeiro mais antigo do Pronto Socorro e responsável pelos quatro novos residentes…

CodeBlackCasualmente no momento que escrevo sobre a série ela estreia no canal Sony, uma pena que não fará parte da minha watchlist sendo exibida quase simultaneamente com os Eua, pois Code Black não aparenta ter uma preocupação maior do que ser um E.R (Plantão Médico) revisto sobre o olhar do caos, o melhor elogio que consigo fazer a série é sua verossimilhança e preocupação em transmitir verdade no contexto atendimento de emergência, tudo parece muito real no que se refere à cenários e técnicas, no entanto, como estamos falando de uma série cadê a dramaturgia? Cadê os conflitos médicos e a apresentação dos pacientes “da semana”?

A série me chama mais a atenção pelo tumultuado bastidor no qual a atriz Maggie Grace (de Lost) largou a série aos 45 minutos do 2º tempo fazendo como que houvesse uma troca de personagens, no caso a atriz Marcia Gay Hardem (muito bem em cena), assumiu o papel de protagonista (envelheceram a personagem) onde anteriormente faria um coadjuvante de luxo e contrataram a atriz Bonnie Sommerville para fazer uma médica “novata”. Isso possivelmente atrapaçha a série nesse início, pode ser que consiga superar esses problemas dramatúrgicos, mas para mim ainda há Grey’s Anatomy para ser minha série médica.

THE PLAYER (canal NBC)QUANTICO

Alex Kane, um agente de operações especiais que se tornou um expert em segurança, não consegue capturar o assassino de sua ex-esposa, Ginny. Em busca de justiça, o caminho de Kane cruza com o de uma organização obscura chamada House, liderada pelo Sr. Johnson e por Cassandra King. De maneira relutante, Kane une forças com a organização de elite, cujos membros apostam se ele pode ou não evitar crimes futuros..

Acho incrível como os produtores e roteiristas têm dificuldade em criar uma simples série de ação/aventura. Aqui temos mais um caso, The Player conta com dois protagonistas, inicialmente, bem representados Wesley Snipes (dispensa apresentações) e Philip Winchester (da série britânica Strike Back), uma coadjuvante inglesa clichê de mulher fria e misteriosa, porém o argumento para a ação é risível beirando o nonsense, o que o torna engraçado. A ação se passar em Las Vegas podia criar um charme as locações, porém os roteiristas somente pensaram em criar uma organização que faz “apostas” num contexto completamente irrelevante.

O piloto começa estranho, tentando apresentar o protagonista feliz ao lado da esposa, somente para matá-la e jogar o mesmo numa trilha de vingança onde acaba se juntando à organização de Snipes por motivos que não são compreensíveis apesar do roteiro achar que sim; depois da apresentação é possível notar que os elementos do cinema de ação estão presentes de maneira adequada e acima da média, porém ao final, criam uma possível mitologia para a série que afunda qualquer boa vontade de acompanhá-la. Boa sorte aos resistentes!

Primeiras Impressões: Heroes Reborn, Quantico & Rosewood

01/10/2015

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

HEROES REBORN:

A saga por trás da série de sucesso Heroes continuará com o retorno do criador Tim Kring para novas aventuras dos super-heróis. Esse desde já aguardado retorno, na forma de uma minissérie com 13 episódios, se reconectará com os elementos básicos da primeira temporada da série, em que pessoas comuns um dia acordam e descobrem ter habilidades extraordinárias.

8871E continuamos sendo expostos a uma das safras menos criativas da tevê americana, adaptações de filmes, refilmagens e continuações desnecessárias são o mote atual, isso para não comentar de séries que fazem um misto do que já vimos. Tim Kring, um dos maiores showrunners picaretas atuais, resolve trazer à volta seu maior sucesso, que terminara com críticas bastante negativas, pelo jeito, Kring conseguiu convencer algum executivo do canal NBC de que como herois de quadrinhos estão em alta, sua criação com uma roupagem nova poderia render uma nova franquia, lembrando que a série retorna como minissérie (o que não quer dizer que será produzida somente uma).

Falando especificamente sobre o piloto (duplo zzzzz), tem um ritmo cansativo e reinicia após os eventos da quarta temporada (que não vi), no qual Claire revelou os poderes para a humanidade, alguns personagens retornam (outros não deveriam) e novos são apresentados, num momento no qual há pessoas caçando-os após eles serem acusados de ter cometido um ato terrorista. Num primeiro momento, essa nova dinâmica me servia, no entanto, os roteiristas (shame on you Kring!) não conseguem abrir mão de subtramas absurdas e desconexas da trama central (como a personagem oriental que vira aminação num game com direito a katana e tudo mais) e personagens ruins (com intérpretes piores) como sempre Heroes apresentou.

Darei mais uma chance por puro prazer de sofrer e se indignar com tamanha incompetência criativa (guilty pleasure).

QUANTICO

Um grupo bastante diversificado de recrutas chegam à base do FBI em Quântico para serem treinados. Eles são os melhores, mais brilhantes e mais testados, então parece impossível que um deles seja suspeito de ser a grande mente por trás do maior ataque a Nova York desde 11 de setembro.

quanticoAté o momento que lhes escrevo, foi o melhor piloto da Fall Season, um thriller de conspiração com uma trama interessante desenvolvida através de duas narrativas em diferentes linhas de tempo, com uma diferença de 9 meses entre elas, assim temos o tempo atual, no qual a recruta Alex desperta após um atentado terrorista em solo americano, e o início do treinamento, no qual somos apresentados aos recrutas e seus superiores, num primeiro momento, confesso que todos são suspeitos pois parecem guardar segredos de diferentes tipos.

Tenso e bem interessante como conceito, a série conta com um elenco bacana, bastante diverso, e apostou num piloto surpreendente ao nos apresentar alguns personagens e dentro do mesmo já eliminá-los. Me surpreendi positivamente espero que a jornada vale a pena!

ROSEWOOD

Rosewood é um drama médico centrado no brilhante Dr. Beaumont Rosewood Jr. (Morris Chestnut), o melhor patologista de toda Miami. Como o proprietário de um dos mais sofisticados laboratórios independentes do país, ele encontra segredos em corpos que outros normalmente não conseguiriam ver. Apesar de estar constantemente rodeado por morte, Rosewood é obcecado com a vida e sabe saborear cada momento. Seu eterno otimismo irá frustrar a cínica detetive com quem ele frequentemente trabalha, mas ela não pode argumentar contra os resultados que sua perspectiva particular oferece.

rosewoodNão sei o que acontece com o canal Fox, com o sucesso retumbante de Empire, outro canal aproveitaria e colocaria uma nova série após o horário do mesmo para receber a audiência dele (como vem fazendo o canal NBC às segundas após o The Voice) , mas não, o canal Fox cria um novo procedural étnico, misto de House (esse de auto-ajuda) com Body of Proof (procedural com uma médica legista como protagonista), e coloca antes de Empire, nãoaproveitnado o sucesso gigantesco do novelão de Lee Daniels.

Pior que a série iria precisar surfar no sucesso de Empire, o piloto e o próprio conceito da série é igual a dezenas de pilotos policiais e ou médicos que inundam a tevê americana há décadas, não possui um gancho forte, além da doença do protagonista, até bem conduzido por Morris Chestnut, porém os conflitos com a nova detetive e futura parceira (Castle manda lembranças) e até mesmo os conflitos com o principal detetive do departamento de Miami (pobre Anthony Michael Hall, que já teve sua própria série, The Dead Zone) já soam clichê de tanto que vimos em outras séries. Não tem como ir adiante!

Primeiras Impressões – Pilotos Vazados Fall Season 2015 (agosto)

17/08/2015

Como de hábito para todos os série maníacos, meses/semanas antes de estréias oficiais “vazam” as premieres das mais diversas séries, seja da tevê a cabo seja da tevê aberta (olá Dexter!). Nessa primeira quinzena da agosto, do nada surgem 3 episódios pilotos de canais da tevê aberta americana, foram elas: Blindsopt (NBC), Lucifer e Minority Report (Fox).

blindspotBlindspot (canal NBC)

Produzida por Greg Berlanti (Arrow, Flash, Mysteries of Laura), a série acompanha uma vasta trama internacional que explode quando uma mulher desconhecida aparece nua na Times Square, completamente coberta por misteriosas e complexas tatuagens, sem memória de quem é e de como chegou ali.

No entanto, um nome se destaca em meio a todos os desenhos: o do agente do FBI Kurt Weller. Logo, eles descobrem que cada marca no corpo de “Jane” é um crime a se resolver, o que os levará para mais perto da resolução dos mistérios, incluindo a identidade da desconhecida.

Com um plot como esse, me remete séries como The Blacklist, Castle e John Doe (série do longínquo ano de 2002 protagonizada por Dominic Purcell), o piloto cumpre o que promete de maneira adequada e com um ritmo adequado, no entanto, o roteiro não consegue ultrapassar as obviedades do subgênero, com a personagem sem memorias agindo de maneira igual ao Neo de Matrix, sendo que não há registro de sua pessoa no banco de dados (uau! que original!)

O canal NBC parece apostar na série, tanto que irá ser exibida com o melhor lead in da tevê atual, o reality musical The Voice, porém não consigo vislumbrar um futuro relevante (o que não quer dizer que não terá audiência) para a série que terá como plot as tatuagens espalhadas pelo corpo da protagonista desmemoriada como norte para os casos semanais envolvendo as investigações do agente do FBI. Elenco e produção ok!

luciferLucifer (canal FOX)

Entediado e infeliz como Mestre do Inferno, Lúcifer, o Anjo Caído – interpretado na série por Tom Ellis (Merlin) – decide abandonar seu trono e ir para Los Angeles, onde comanda o clube noturno Lux.

Charmoso e carismático, Lúcifer passa a curtir sua nova vida regada a vinho, mulheres e música, até que uma linda popstar é assassinada em frente ao seu clube. Pela primeira vez em mais de 10 bilhões de anos, ele sente algo muito profundo dentro de si devido ao crime. Compaixão? Simpatia? Algo mudou e isso o perturba, assim como à sua melhor amiga Mazikeen (Lesley-Ann Brandt), mais conhecida por Maze, um demônio feroz na forma de uma linda mulher.

Se Supernatural (do canal CW) ainda esta aí após mais de 10 anos porque mais nenhum canal aposto na histórica luta do bem contra o mal, envolvendo Lucifer? Claro que o enfoque desse novo drama sobrenatural do canal Fox não será este, mas sim baseado na HQ homônima da Vertigo, o que já gerou revolta por parte dos fãs dos quadrinhos (normal). O lançamento esta programado para 2016, após a exibição da minissérie de Arquivo X, possivelmente as segundas-feiras, junto as séries Gotham e Minority Report.

Se vocês assim como eu esperam por uma série com um personagem subversivo (dentro dos padrões da televisão aberta americana, obviamente), cheio de ironia e sarcasmo, ponto forte para o humor, o roteiro do piloto acerta em cheio, principalmente, para minha surpresa no relacionamento de Lucifer com a menina Trixie, filha da policial que servirá de par para os casos procedurais da série. Além de repetir a mesma dinâmica citada em Blindspot (oi originalidade?), não sei se os roteiristas da série conseguirão escapar de armadilhas ao tornar mais “agradável” Lucifer, além de comprometê-lo pela sua aproximação as investigações mundanas que parecem que serão constantes na trama, em detrimento, de elementos mais sobrenaturais/divinos, assim me parece que teremos uma The Mentalist celestial!

minorityMinority Report (canal FOX)

A série da Fox será ambientada dez anos após os eventos do filme, e será focada no drama Dash (Stark Sands), um dos três precogs que era utilizado pela polícia. O departamento Pré-Crime foi fechado e Dash tenta viver uma vida normal, mas é perseguido pelas visões do futuro. Vivendo em Washington, DC, ele acaba se unindo a Lara Vega (Meagan Good), uma policial que, perseguida por seu passado, tenta ajudá-lo a lidar com seu dom. A dupla também irá procurar pelo irmão gêmeo desaparecido de Dash, Arthur (também interpretado por Sands). A engenhosa, mas reclusa, Agatha (Laura Regan), sua irmã adotiva, complicará ainda mais a situação, pois deseja que Dash volte para casa. Um drama de crime e conspiração, esta é uma história sobre a conexão de duas almas perdidas, Dash e Vega, que encontram amizade, propósito e redenção entre si.

Mesmo fã do filme dirigido por Steven Spielberg e protagonizado por Tom Cruise, essa é penas mais uma série procedural (3 de 3 somente neste post, tá boa criatividade da tevê!), composta por um casal (a la Castle, The Mentalist, Bones e etc.) investigando casos policiais, aqui diferentemente das séries acima, o canal Fox apresenta uma série sci-fi, procurando sanar os lugares desocupados de séries como Fringe e Almost Human, nem todas com sucesso em sua exibição.

No entanto, essa tarefa não deve ser muito fácil, aqui apesar da boa produção, apostando num futuro imediato, com inserções tecnológicas verossímeis à nossa realidade, o casal protagonista e suas motivações soaram muito artificiais, além disso, o elenco coadjuvante também não “diz a que veio”! Mesmo assim, como plot e temática foi minimamente melhor do que as anteriores.

 

 

NBC Upfront 2012/13

25/05/2012

Bom, o sumiço destes últimos dias tem uma explicação simples: quinzena de “Season Finales”, quando todas as suas séries terminam praticamente juntas e, para piorar, tem episódios duplos a exaustão! Não pretendo fazer o Balanço da Temporada, por que desde a fall season criei uma página para cada série que assisto (com, no mínimo, uns 4 episódios), assim quem quiser saber o que achei do final de Fringe, House e Grey’s Anatomy é só clicar na série/ temporada na coluna à sua direita!

No entanto, não vou ficar sem comentar sobre os Upfronts dos canais americanos para a temporada 2012/2013, para adiantar não criem muitas expectativas, em tempos de crise financeira as sitcoms dominam a televisão (e pelo jeito, todos procuram uma nova Modern Family). Conforme ordem de divulgação, começo pelo canal NBC, atualmente o terceiro colocado entre os cinco principais canais (roubou a colocação da ABC devido aos eventos esportivos da última temporada, mas estão praticamente empatadas), canal que já teve uma fase de ouro com o sucesso mundial de sitcoms como, Seinfeld, Friends e Frasier (somente para citar alguns), mas que agora volta a investir fortemente no gênero, principalmente depois do equívoco de 2 temporadas atrás onde abriu mão da faixa de séries às 22hs para exibir os famosos Late Shows, e a audiência caiu espantosamente! Nesta temporada, o canal vem com 13 novas séries, sendo metade para a midseason.

Séries Canceladas: Are You There Chelsea?, Awake, Bent, BFFs (Best Friends Forever), The Firm, Free Agents, Harry’s Law, The Playboy Club e Prime Suspect.

Séries Renovadas: 30 Rock (13 episódios), Community (13 episódios, transferido para as noites de sexta – 20:30hs), Grimm (22 episódios), Law & Order: Special Victims Unit (antecipado para às 21hs das quartas), The Office (22 episódios), Parenthood (15 episódios), Parks and Recreation (22 episódios), Smash (entre 16 e 18 episódios, para o Midseason em 2013), Up All Night (13 episódios) e Whitney (transferido para as noites de sexta – 20hs). E os realitys shows, The Voice (já retorna agora em setembro para a 3ª temporada, as segundas – 20-22hs/terça – 20-21hs).

Obs.: o remake de Os Monstros (sim aquela do Pai Frankstein, a Mãe e Avô vampiros e o filho Lobisomem), não foi descartado. Ele ainda está em fase de seleção de elenco. Um piloto será produzido e submetido a avaliação do canal, ainda para o primeiro semestre de 2013 (midseason).

Novas Séries:

• Animal Practice: comédia vendida como um veterinário a la House, misturado com um tipo de Dr. Dolittle, mas convenhamos uma sitcom com macaquinho fazendo graça vai ter que “suar” bastante para completar uma temporada completa!

Na trama: conheça o Dr. George Coleman, um veterinário nova iorquino, com um método não ortodoxo de operações, o sucesso de George vem do seu inegável dom com os animais de todos os tipos. Exceto os humanos. Dorothy e George já foram apaixonados, e hoje ela dirige o hospital veterinário em que ele trabalha. Agora ela é a chefe de George, e sua ambição e sua falta de experiência – além do desejo de vê-lo pagar pelo passado – vão tornar a vida de George muito difícil. Mas ele não está disposto a realizar mudanças em seu reino (animal).

No elenco: Justin Kirk (Weeds), Tyler Labine (Reaper, Sons of Tucson) e Bobby Lee.

Concorrência: a série irá ao ar às quartas – 20hs, concorrendo com The Middle (ABC), The X-Factor (Fox), Survivor (CBS) e Arrow (CW).

• Guys with Kids: sinceramente, das novas comédias, mesmo não havendo nada que salte aos olhos de curiosidade, este plot de Guys With Kids é de uma vergonha alheia total, parece coisa dos anos 90 a la Três Solteirões e Um Bebê! Uma pena ter como uma dos criadores o bom comediante e apresentador de talk shows, Jimmy Fallow.

Na trama: Do ganhador do Emmy e produtor executivo Jimmy Fallon (Late Night with Jimmy Fallon) vem esta nova comédia sobre três pais na casa dos trinta anos tentando se agarrar à juventude enquanto cuidam de suas crianças. Por sorte, Chris, Nick e Gary têm um ao outro para ajudá-los a sobreviver como novos pais enquanto permanecem jovens. Equilibrando o trabalho ou ficar em casa, em um casamento doloroso ou em um divórcio feliz, eles sabe que tomar conta de crianças e ter uma vida social é um desafio diário.

No elenco: Jesse Bradford (Desperate Housewives, The West Wing), Zach Cregger (Friends With Benefits), Anthony Anderson (comédias cinematográficas e Law & Order), Jamie Lynn Singler (Entourage, The Sopranos) e Tempestt Bledsoe (The Cosby Show).

Concorrência: a série irá ao ar às quartas – 20:30hs, concorrendo com Suburgatory (ABC), The X-Factor (Fox), Survivor (CBS) e Arrow (CW).

Chicago Fire: novo drama do canal, tendo como criador/produtor, Dick Wolf, mais conhecido da franquia Law & Order, aqui mudando de ares e criando, pelo jeito, um procedural de bombeiros, lembranças de Rescue Me, vamos ver o que Wolf, que anda meio em baixa, somente SVU de suas L&O sobraram na grade do canal. Como protagonista, o recém desempregado de House, Jesse Spancer, o dr. Chase, não perdeu tempo na fila do seguro desemprego e tratou de engatar uma série na outra.

Na trama: Nenhum trabalho é mais estressante e perigoso do que o dos bombeiros, equipe de resgate e paramédicos do Chicago Firehouse 51. Estes são os heróis do cotidiano, os corajosos homens e mulheres que correm para o perigo quando todo mundo foge dele. Mas a enorme responsabilidade do trabalho também afeta a vida pessoal deles. Reputações e egos inflados, junto com a pressão de fazer uma grande performance e tomar decisões em segundos podem criar algumas estranhezas entre os membros da equipe. Quando uma tragédia acontece com um deles, há muita culpa e culpados por aí. No meio de um divórcio, Lt. Matthew Casey tenta ser profissional como sempre, mas não consegue não brigar com a Lt. Kelly Severide, da equipe de resgate e um culpa o outro pelas falhas dos respectivos times. Mas quando precisam agir, colocam as diferenças de lado e trabalham bem juntos.

No elenco: Jesse Spencer (House), Taylor Kinney (The Vampire Diaries), Eammonn Walker (do filme O Mensageiro), Charlie Barnett (Law & Order SVU), David Eigenberg (Sex and the City), Monica Raymund (The Good Wife), Lauren German (Hawaii Five-O), Teri Reeves (Three Rivers), Merle Dandridge (Sons of Anarchy).

Concorrência: a série irá ao ar às quartas – 22hs, concorrendo com Nashville (ABC) e CSI (CBS).

• Go On:mais uma tentativa de retorno ao Olimpo das comédias do ator Matthew Perry (Friends) depois dos percalços em Studio 60 e Mr. Sunshine (esta bem fraca), não sei se a comédia “pegará” pelo tema um pouco humor negro demais para os americanos, no entanto, se pudesse diria para Matthew Perry continuar com suas participações em bons dramas, como recentemente em The Good Wife, uma faceta talentosa do ator pouco explorada até aqui!

Na trama: A miséria ama companhia. A menos que você seja o narrador esportivo Ryan King, que acredita que a miséria deve ser deixada sozinha. Depois de perder sua esposa em um acidente de carro e tirar uma curta licença, Ryan está preparado para voltar ao trabalho, mas seu chefe não o deixará voltar ao ar até que ele procuro aconselhamento. Então, relutante, Ryan ingressa a um grupo de apoio com uma ideia em mente: entrar e sair o mais depressa possível, e voltar ao trabalho. No primeiro dia de terapia ele assume as rédeas e resolve fazer um jogo de”quem tem a melhor história de soluço?”. Então todos passam a “batalhar”, liberar seus sentimentos, “lutar” uns contra os outros. Talvez a falta de interesse de Ryan seja exatamente o que o grupo precise – e talvez seja exatamente o que ele precise para seguir em frente.

No elenco: Matthew Perry (Friends), Laura Benanti (The Playboy Club), Julie White (dos filmes Transformers), Suzy Nakamura, Khary Payton e Allison Miller (Terra Nova). Jesse Bradford (Desperate Housewives, The West Wing), Zach Cregger (Friends With Benefits), Anthony Anderson (comédias cinematográficas e Law & Order), Jamie Lynn Singler (Entourage, The Sopranos) e Tempestt Bledsoe (The Cosby Show).

Concorrência: a série irá ao ar às terças – 21hs, concorrendo com Happy Endings (ABC), New Girl (Fox), NCIS – Los Angeles (CBS) e Emily Owens, MD (CW).

• The New Normal: lá vem Ryan Murphy e mais uma criação sua, após Nip/Tuk, Glee e American Horror Story, o criador resolve mirar seu texto para uma sitcom com aparente plot simples, casal gay resolve adotar uma bebê e acaba se relacionando com a barriga de aluguel. No entanto, para o bem ou para o mal, as série de Murphy dificilmente não “causam”! Mas terá a concorrência de outras duas sitcoms, sendo uma que já vem despertando mídia nas redes sociais, The Mindy Project (com a atriz indiana de The Office), do canal Fox

Na trama: Hoje em dia as famílias se formam de todas as maneiras: pais solteiros, duas mães, doadores de esperma, doadoras de óvulos… É 2012 e tudo pode acontecer. Bryan e David ao um casal de Beverly Hills e eles tiveram tudo isso. Ou melhor, quase tudo. Com carreiras de sucesso e parceiros amorosos, a única coisa faltando é um bebê! E quando eles pensaram que as estrelas nunca se alinhariam, surge Goldie, uma jovem mulher espetacular e com o passado verificado. Uma garçonete do meio-oeste e mãe solteira tentando escapar de sua avó com a mente fechada, Goldie resolve abandonar tudo e se mudar para lós Angeles com sua filhinha de oito anos. Desesperada e falida – mas ainda fértil – ela logo se torna a candidata dos sonhos dos rapazes. Mãe de alugue, família de aluguel.

No elenco: Andrew Rannells (Girls), Justin Bartha (Se Beber Não Case!)  e Georgia King.

Concorrência: a série irá ao ar às terças – 21:30hs, concorrendo com Don’t Trust in the B– Apartament 57 (ABC), The Mindy Project (Fox), NCIS – Los Angeles (CBS) e Emily Owens, MD (CW).

Revolution: bom, o que posso dizer além de que a série é (mais uma) criação de J.J. Abrams (Lost, Fringe, The Undercovers e Alcatraz) com o criador de Supernatural (e que já abandonou a série), Eric Kripke; espero Eric, que acredito que seja o showrunner da série, afinal J.J. somente assina conceitos e retira o dinheiro, tenha desenvolvido um belo de um arco para sua série não durar apenas meia dúzia de episódios, afinal estamos falando de um série de mistérios pós-apocalíticos contínua (novela), não um procedural, que mistura conceitos de ficção, drama e ação. No elenco, o destaque é Giancarlo Esposito recolhendo os louros de sua participação em Breaking Bad, aqui parece ser um antagonista!

Na trama: Nossa vida depende de eletricidade. E o que acontece quando ela falha? Bem, um dia, como se fosse desligada, o mundo volta à idade das trevas. Aviões caem, hospitais fecham e não a comunicação fica complicada. E sem qualquer tecnologia moderna, quem pode explicar o que aconteceu? Agora, após 15 anos, a vida voltou a ser o que era antes da Revolução Industrial: famílias vivendo em feudos quietos e quando o Sol se põe, lanternas e velas são acesas. A vida é mais calma e doce. Ou não? Em uma das pequenas comunidades, o perigo surge e o destino de uma jovem muda drasticamente quando a milícia local chega e mata seu pai que, por algum motivo desconhecido, teve algo a ver com o blackout. Esse evento faz com que ela e dois amigos entrem em uma jornada em busca de respostas.

No elenco: illy Burke (dos filmes da saga Crepúsculo), Tracy Spiridakos (Being Human), Anna Lise Philips (Terra Nova), Zak Orth (do filme Romeo + Juliet), Graham Rogers (Memphis Beat), JD Pardo (do filme A Cinderella Story), Giancarlo Esposito (Breaking Bad), David Lyons (The Cape), Maria Howell (do filme The Blind Side), Tim Guinee (do filme Homem de Ferro), Andrea Roth (Rescue Me).

Concorrência: a série irá ao ar às segundas – 22hs, concorrendo com Castle (ABC) e Hawaii Five -0 (CBS).

Para o Midseason 2013 (janeiro-março):

Do No Harm: único drama com dia certo para exibição (se não houver troca), aos domingos, após os eventos esportivos (futebol americano), porém na divulgação não parece uma série muito promissora, pelo tema e pelo elenco, o protagonista é desconhecido da maioria, fazia parte do elenco de Rescue Me. Cara de cancelamento precoce!

Na trama: O doutor Jason Cole é um neurocirurgião respeitado que tem tudo na vida – uma carreira lucrativa, charme, compaixão. Mas ele também tem um segredo guardado. Em uma manhã, acorda desorientado em um quarto de hotel com várias mulheres semi nuas que ele nunca viu antes, mas sabe de apenas uma coisa: está acontecendo de novo. Todas às noites, na mesma hora, algo dentro de Jason muda, deixando-o quase irreconhecível: sedutor, malvado, quase um sociopata. Esse novo homem é sua personalidade alternativa conhecida como Ian Price. Por anos, ele lutou contra Ian, mantendo-o sob controle com um poderoso sedativo expermental. Mas agora o seu corpo desenvolveu resistência ao remédio, libertando Ian novamente. E, para piorar, depois de ser reprimido por tanto tempo, Ian pretende se vingar. Todos ao redor de Jason correm perigo, incluindo pacientes, amigos, colegas de trabalho e possíveis namoradas e ele precisa conter Ian. Será que conseguirão chegar a um equilíbrio ou um terá que destruir o outro?

No elenco: Steven Pasquale (Rescue Me), Alana De La Garza (Law & Order), Mousa Kraish (do filme Superbad), Michael Esper (do filme Uma Mente Brilhante), Ruta Gedmintas (The Borgias), Phylicia Rashad (The Cosby Show).

1600 Penn: da série “imagine”: se Phil e sua família (de Modern Family) vivessem na Casa Branca! Não imaginem mais, um dos produtores de Modern Family criou um spin off não oficial de sua comédia, se a originalidade passa longe, pelo menos conseguiu dois bons nomes para atrair o público: Bill Pullman (já Presidente em Independence Day) e Jenna Elfman (Dharma e Greg).

Na trama: Os Gilchrists são uma família comum americana lidando com problemas normais, como uma criança crescida sendo forçada a voltar a morar com os pais, crianças mais inteligentes que os professores e uma madrasta que tenta a todo custo ganhar a afeição dos enteados. Em outras palavras, eles são como qualquer outra família, com uma exceção: eles vivem em uma casa especial, a Casa Branca. Seja entretendo diplomatas, fugindo da vigilância para sair com os amigos, lidar com paixonites na escola ou colocando fogo no recinto (no sentido figurado e literal), não há um momento de tédio na Casa Branca quando os Gilchrist estão por perto. Por exemplo, o primogênito é o administrador financeiro da Casa, mas também é a “cola” que une a família. O presidente sabe que pior do que ser o chefe de uma nação, é ser o chefe de uma família.

No elenco: Jenna Elfman (Dharma and Greg), Josh Gad (do show da Broadway, The Book of Mormon), Bill Pullman (dos filmes Independence Day), Martha Maclsaac (do filme Superbad), Andre Holland (Friends With Benefits), Amara Miller (do filme Os Descendentes), Benjamin Stockham (Sons of Tucson).

Next Caller: bom eu não sou perito de comédias, sempre prefiri os dramas e dramédias, mas esta comédia tem um plot muito fraquinho, quero acreditar que o bom ator/comediante Jeffrey Tambor e o comediante (de texto mais adulto) Dane Cook, não tenham se vendido para fazer qualquer coisa na televisão!

Na trama:a série acompanha a vida de Cam Doherty um músico que ganha um programa numa rádio e encontra uma blogueira que também apresenta um programa, e acaba se criando uam grande rivalidade.

No elenco: Dane Cook, Collette Wolfe, Jeffrey Tambor e Joy Osmanski.

Save Me: nova tentativa de retorno à televisão da atriz Anne Heche, que fez Men in Trees anos anteriores, aqui parecendo uma versão mais adulta daquele drama Joan of Arcady, que trazia uma jovem que falava com Deus ou mesmo de Eli Stone. Me parece uma incógnita ainda!

Na trama: Comédia com Anne Heche no papel principal de uma mulher a beira de arrebentar seu casamento, que sofre uma transformação emocional e agora acredita que é uma ponte entre Deus e a Terra.

No elenco: Anne Heche, Michael Landes e  Alexandra Breckenridge.

Hannibal: torço, mas torço de verdade que os produtores da série não estraguem potencial personagem numa adaptação sem sal e sem repercussão nenhuma como aconteceu recentemente com The Firm (também baseado num filme). Se não me engano o ponto de partida seria o livro/filme Dragão Vermelho, já adaptado na telona com William Petersen e Edward Norton fazendo o papel de agente do FBI, agora nas mãos de Hugh Dancy (recentemente participou de The Big C, na segunda temporada se não me engano), único nome confirmado até agora.

Na trama: Um dos mais fascinantes personagens da literatura fará a sua primeira aparição em uma série pela primeira vez: o psiquiatra que virou um serial killer, dr. Hannibal Lecter. Este é o novo drama de Bryan Fuller ( ), baseado nos livros de Thomas Harris. Will Graham é um agente criminal em busca de um serial killer. A maneira única de Graham pensar dá a ele uma habilidade impressionante de sentir empatia por todo mundo – até mesmo por psicopatas. Ele parece saber o que acontece com eles. Mas quando a mente desse assassino é muito complicada até para Will compreender, ele pede ajuda do dr. Lecter, uma das mentes mais brilhantes na psiquiatria. Will a Hannibal (que somente os telespectadores sabem que ele é um serial killer) foram uma dupla invencível e parece que nenhum vilão pode fugir deles.

Infamous: outra série buscando pegar carona com algum sucesso recente, no caso Revenge, do canal ABC, bom para mim que não gosto do conceito de Revenge (novela demais), logo não tenho a menor curiosidade por Infamous, nem mesmo elenco chama minha atenção, apesar da presença do sempre competente Victor Garber!

Na trama: Quando a socialite e festeira Vivian Bowers é encontrada morta após uma overdose, ninguém fica surpreso. A herdeira do império farmaceutico Bowers foi capa de tabloides por anos: ousada, bonita, privilegiada… e agora morta aos 32 anos. Mas para o agente do FBI Will Moreno, há algo de podre nessa disnastia. Convencido de que a morte é um homicídio, ele tem um plano para chegar à verdade, materializado na detetive Joanna Locasto. Há 20 anos, ela era amiga de Vivian e cresceu na casa dos Bowers como filha da empregada. E quando Joanna aparece no funeral, a família a re-integra como membro. Joanna guarda segredos e pistas do porquê a vida de Vivian estava em perigo ao mesmo tempo que entra em um antigo romance e redescobre a vida de luxo que teve um dia.

No elenco: Laz Alonso (do filme Avatar), Meagan Good (Californication), Victor Garber (Alias), Tate Donovan (Damages), Katherine La Nasa (Alfie), Neil Jackson (do filme 007 – Quantum of Solace), Ella Rae Peck (Gossip Girl).

Crossbones: projeto aprovado sem passar pela aprovação de um episódio piloto, logo ou deve ser muito bacana, sempre me preocupo com os efeitos destas séries, ou uma bomba de marca maior, alguém lembra do recente Crusoé. A primeira temporada terá 10 episódios, sem nenhum nome no elenco confirmado até aqui.

Na trama: Em 1715, os sete mares eram dominados pelo destemido pirata Edward Teach, mais conhecido como Barba Negra. Para acabar com seu reino de terror, o assassino profissional Tom Lowe é enviado para matar Barba Negra, porém, nem mesmo Lowe é imune ao carisma de Barba Negra, que mesmo sem apego nenhum a lei, possui uma fome por conhecimento inigualável