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Pilotos Summer Season 2018

03/07/2018

Pose (canal FX) – 1ª temporada

Criada por Ryan Murphy, Brad Falchuk (American Horror Story, Glee) e Steven Canals, ‘Pose‘ se passará na Nova York dos anos 80, onde será mostrado diversas cenas sociais da metrópole, partindo dos contextos mais exóticos, como a explosão das apresentações performáticas das drag queens à grande elite nova iorquina.

s01e01 Pilot – Um dançarino rejeitado por seus pais homofóbicos e um homem de família com um emprego bem remunerado se vê sendo puxado para o mundo da cultura de Nova York no final dos anos 80.

Esta deve ser a última série novata de Ryan Murphy para o grupo Fox, pois o mesmo assinou com a Netflix para novos projetos, no entanto, acredito que o canal FX deve ter apostado nesta ideia bem de nicho do criador e sua equipe; assim como acontece com outros projetos de Murphy, o plot inicial do piloto, apesar de longo em demasia 117 min, e ter um ponto grave no que se refere a dramaturgia dos “hetero” Stan/Patty/Matt, que ainda acredito que será melhor desenvolvido inclusive pelos nomes dos atores envolvidos Evan Peters, Kate Mara e James van Der Beek (respectivamente);

No que se refere ao universo cultural da dança e nicho LGBTQI toda a produção é de um esmero ímpar, elenco (maior quantidade de atores trans da história da tevê americana, o que indica representatividade e diversidade) competente e alguns dramas já desenvolvidos de maneira acertada, mas confesso que os primeiros 30 minutos achei que não iria decolar, tem drama, comédia e muita humanidade no tratamento dos problemas dos anos 80 para o público gay (de modo geral), torço para que Murphy, um intenso e genial criador, tenha criado uma temporada brilhante para uma série que pode entrar para a história da televisão americana como vitrine de diversidade e um exemplo de entretenimento relevante e atual.

s01e02 Access – Blanca não pode ter acesso a um bar popular levando a uma rivalidade intencional. Enquanto isso, Damon, inexperiente, aprende a verdade sobre amor e sexo quando é convidado para um encontro.

Confirmando o que havia refletido já no piloto, apesar de ter todos os predicados para uma série de qualidade, o plot de Pose pouco me instiga, me parece um retrato de uma época, assim como aconteceu com Deuce, ao qual não tenho interesse em acompanhar, espero que os fãs de Murphy e do universo retratado tenham uma jornada incrível! Paro por aqui!

 

Take Two (canal ABC) – 1ª temporada

A série apresenta Sam Swift (Rachel Bilson), estrela de uma série policial de sucesso que tem um colapso nervoso e é enviada para a reabilitação. Desesperada para recomeçar sua carreira, ela consegue um trabalho seguindo o investigador particular Eddie Valetik (Eddie Cibrian) como uma forma de fazer pesquisa para um potencial papel de retorno à TV. Apesar de Eddie se incomodar com a função de supervisionar Sam, ela se revela surpreendentemente valiosa ao usar as habilidades que aprendeu como atriz para ajudar nas investigações.

s01e01 Take Two – praticamente o plot do piloto é apresentar os personagens principais e suas dinâmicas, uma série leve e procedural com cara de Castle (sim, trocando um escritor de livros por uma atriz que procura inspiração), sai a polícia e entra um escritório de detetive, acredito até para deixar a coisa menos oficial e mais fantasiosa, porém a investigação do piloto já achei meio pesada demais para um série de aventura com tom cômico, acredito que o casal protagonista tenha muito potencial, Rachel Bilson é uma graça tem carisma e empatia e Cibrian tem o perfil cínico e durão que o detetive deveria ter, porém por ser uma série de summer season em canal aberto não sei se atingirá seu público, me parece uma série do canal USA. Paro por aqui!

American Woman (canal Paramount) – 1ª temporada

Situada na década de 1970, em meio ao movimento crescente do feminismo e disco music, a historia acompanha a vida de Bonnie (Alicia Silverstone), uma mãe com comportamento pouco convencional. Lutando para criar sozinha suas duas filhas, depois que ela deixou o marido, Bonnie conta com a ajuda de sua melhor amiga Kathleen e Diana. Juntas, elas começam a conquistar sua independência, enfrentando a resistência do mundo machista no qual vivem. Inspirada em uma história real.

s01e01 Liberation – A vida de Bonnie muda para sempre quando ela descobre que seu marido, Steve, está tendo um caso. Com a ajuda de suas melhores amigas, Diana e Kathleen, Bonnie descobre como conseguirá seguir em frente sozinha.

Episódio piloto bastante introdutório do plot da série, independencia feminina nos anos 70, me pareceu um misto de Mad Men com aquela série das aeromoças ou mesmo as esposas de astronautas (todas canceladas rapidamente), como uma série de 30 minutos ainda precisa ilustrar seu tom mais dramático, cômico ou será mesmo uma dramédia como pareceu neste piloto, gostei da produção e do elenco, legal rever Alicia Silverstone após décadas no ostracismo ou em projetos sem repercussão. Porém não garanto acompanhar!

In Contempt (canal BET) – 1ª temporada

In Contempt mostra o mundo de um escritório de assistência judiciária da cidade de Nova York. Gwen Sullivan, uma defensora pública, com uma vida pessoal complicada. Ela luta por clientes que não podem pagar seus próprios advogados.

s01e01 Welcome to Hell – Um advogado de defesa do sexo feminino defende um cliente acusado de tentativa de estupro, ela acaba sendo presa por desacato durante o processo.

Olha que surpresa, mais uma série de advogados na tevê americana (kkk)! Bom achei o piloto um pouco estranho, no que se refere a apresentação dos personagens e plot da série, os defensores são sempre retratados como bagunçados no sistema legal americano, os primos pobres dos criminalistas, porém aqui vi uma dificuldade do roteiro em equilibrar os tramas “legais” e uma tentativa “wanna be” de Grey’s Anatomy, assim o drama e a comédia não souberam ser dosados de maneira equilibrada e os personagens ainda não cativaram. Acredito que fico por aqui, mesmo em épocas de “vacas magras” de séries.

Reverie (canal NBC) – 1ª temporada

O thriller acompanha Mara Kint (papel de Sarah Shahi), uma ex-negociadora de reféns e especialista em comportamento humano que se tornou uma professora universitária depois de enfrentar uma tragédia pessoal inimaginável. Mas quando ela é encarregada de salvar pessoas que se perderam em um programa de realidade virtual altamente avançado no qual você pode literalmente viver seus sonhos, ela acha que, ao salvar os outros, ela pode realmente ter descoberto uma maneira de salvar a si mesma.

s01e01 Apertus – A ex-negociadora de reféns Mara Knit é contratada pela empresa de tecnologia Onetech para salvar pessoas que se perderam em um sofisticado programa de realidade virtual chamado Reverie.

Olha quando penso que não há mais procedural para ser (re)criado vejo o quando os roteiristas americanos se puxam porque vou te contar o que fizeram aqui…merece um estudo (brincadeira); mesmo sabendo que as séries do Summer Season são menos prestigiadas do que as do restante do ano, observei com um pensamento positivo uma série que reunisse Sarah Shahi (de Person Interest), Dennis Haysbert (24 Horas), Kathryn Moris (Cold Case) apesar de Sendil “Mohinder” Ramamurthy poderia render um bom entretenimento, mesmo sendo um procedural (lembrando que Person Interest também era) porém nada se confirma a série tem uma pegada da citada Person pela tecnologia mostrada mas apela para uma narrativa de novela ou mesmo de dramaticidade exagerada quando vemos que a realidade virtual deverá ser usada como “fuga” dos problemas mundanos dos “casos” da semana (cliente da semana). Paro por aqui!

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Law & Order Special Victims Unit (NBC) – 19ª temporada (FINALIZADA)

29/05/2018

LAW & ORDER: SPECIAL VICTIMS UNIT — Pictured: “Law & Order: Special Victims Unit” Key Art — (Photo by: NBCUniversal)

s19e01 Gone Fishi’n – Fin captura um estuprador fugitivo em Havana, mas o caso de Barba é prejudicado por um conflito político. Cassidy retorna com más notícias para Olivia. Abrindo a temporada com um “chroma key” medonho por parte da produção querendo recriar Cuba (kkkk); no mais faltou um pouco mais de histórico para que entendêssemos o contexto para tamanho esforço.

s19e02 Mood – Detalhes bizarros sobre o estupro de uma mulher colocam a SVU em desacordo quando Rollins e Carisi pensam que a história da vítima é uma mentira. Enquanto isso, Benson parte para a ofensiva quando sua vida pessoal é examinada. Olha sou sempre super a favor dos roteiros levantarem questões sob as mais diferentes óticas e interpretações, no entanto, em virtude de uma “pegada” no braço criarem toda este escárnio para Olivia achei demasiado fora da realidade na qual a série sempre procura caminhar, sinto que os roteiros procuram criar subtramas para a protagonista, mas passados quase 20 anos não há muito que possa-se desenvolver, principalmente, no que se refere a maternidade de Noah, preferiria que abordassem mais as relações pessoais da personagem e os conflitos com o lado profissional.

s19e03 Contrapasso – Quando um homem é encontrado com os testículos arrancados, a equipe SVU precisa investigar a ligação entre três mulheres suspeitas. Na média da série.

s19e04 No Good Reason – Uma adolescente desaparece depois que os colegas de escola fazem ataques de Cyberbullyng contra ela. Achei que o episódio poderia ter ido um pouco além da proposta, mas ainda serve de “aviso”.

s19e05 Complicated – Uma jovem mulher é encontrada sozinha pedindo ajuda no Central Park, resultando na reabertura de um caso de 10 anos. Olivia Benson e Sheila Porter vão ao tribunal da família pelo Noah. Apesar de não ser muito normal para mim, não consigo comprar este novo arco Olivia-Noah-Sheila, preferia outro contexto, já o caso do episódio por si só ou pelo seu resultado é aterrorizante!

s19e06 Unintended Consequences – Uma adolescente é encontrada morta logo após fugir de uma clínica de reabilitação. Olivia e Sheila conversam sobre Noah. Achei aqueles casos com diversas camadas e cada uma vai ficando pior que a anterior, na verdade, um episódio denúncia sobre o caos da saúde no que se refere às clínicas e como elas funcionam quando o Estado não fiscaliza ou não se faz presente.

s19e07 Something Happened – Benson fala sobre seu passado para ajudar uma vítima de estupro a recordar os detalhes de uma noite terrível e traumática. Uau! episódio que aborda ou volta a discutir o passado familiar e de traumas de Olivia, aqui num momento de identificação com a possível vítima, abuso familiar e traumas, pequeno e intimista, um roteiro que mostra o quanto eventos pessoais dos personagens conseguem ser melhores que qualquer caso da semana.

s19e08 Intent – Os policiais investigam um esquema online relacionado ao estupro de uma estrela famosa das redes sociais. Enquanto isso, Benson estabelece regras com Sheila. Sobre o arco de Benson com a avó materna de Noah, Sheila, confesso que estava esperando um momento virada na qual a mesma buscaria na justiça seu direito de avó materna, então, inserir um perigo ao jovem vindo de fora me parece uma saída melhor, mas acredito que a maternidade de Benson deveria fazer a personagem se ver em conflitos mais questionadores e menos policialescos; já o caso de cúmplice de estupro por meio digital achei fenomenal pois é um aspecto da vida em mídia social que pode acontecer a qualquer um, claro que levado ao exagero em dramaturgia, porém sempre que colocado em discussão ganha espaço pro debate na sociedade.

s19e09 Gone Baby Gone – As emoções na SVU vão ao limite quando o esquadrão embarca numa busca frenética pelo filho desaparecido de Benson. Infelizmente como eu previa ocorreu o pior, ao fazer o sequestro de Noah ser sobre Sheila o roteiro da série optou pelo óbvio e mais novelesco, mesmo que Sheila não tenha sido pintada como uma vilã clássica, tinha seus motivos e conflitos, a trama ficou no superficial e reforçou meu discurso que a maternidade de Olivia é tem sido seu grande problema na série quando acho que devia ser sua solução frente aos maiores horrores que já presenciou. Uma pena este desperdício, tomara que nesta 2ª parte da temporada os roteiristas criem um arco melhor para algum dos personagens.

s19e10 Pathological – Quando a SVU investiga um caso envolvendo dois alunos em uma escola de necessidades especiais, Rollins descobre que as questões médicas de uma criança são originárias de uma fonte surpreendente. Parecendo querer abordar casos de abusos entre jovens com necessidades especiais, o roteiro dá um loop de 180° ao trazer um caso de abuso e dependência maternal, um pouco chocante e revoltante, bom plot, já as consequências do episódio anterior ainda assombram Olivia, espero que isto seja tratado de maneira natural dentro da série, já é um plot que desgastou.

s19e11 Flight Risk – Uma piloto de aviação comercial acusa seu superior de agressão sexual. Barba convoca um grande júri para determinar a cumplicidade de seu empregador no crime. Enquanto isso, Fin toma medidas para garantir que Benson esteja protegida no trabalho. Episódio notadamente atual com as manchetes americanas, assédio sexual em ambientes corportativos e suas consequências, plot importantíssimo de ser debatido e conversado, muito bom, no entanto, ali no fundo vemos um enfrentamento entre Fin e o Chefe da Polícia que, me parece que, deve render um arco ali na frente, com possível destituição de Benson de seu cargo. A conferir…

s19e12 Info Wars – Depois que uma mulher é estuprada durante um protesto, Benson e Barba lutam para colocar suas opiniões políticas de lado para ajudar a levar o atacante à justiça. Mais um episódio focado nas manchetes políticas contemporâneas, muito similares as nossas diga-se de passagem, que sempre foi uma característica da série, bom episódio e bom debate em cena.

s19e13 The Undiscovered Country – Quando um bebê desaparece, os detetives da SVU acabam escolhendo lados em um caso em família. Enquanto isso, as ações de Barba colocam o escritório dos promotores em risco. Fiquei chocado com os caminhos do episódio após observar a participação de Sam Waterston, velho promotor da franquia Lei & Ordem, imaginei que dali haveria alguma consequência mais dramática, quando observei que o ator que fazia o promotor em outra série da franquia logo “pesquei” que Barba teria um desfecho surpreendente, o que já digo que não aprovei; não pela saída do ator, algo comum na franquia e que já atingiu outros promotores, no entanto, a maneira como o roteiro impôs esta situação achei demasiado forçado, até porque nunca havia observado este nuance na personalidade do mesmo, decepcionado!

s19e14 Chasing Demons – Um médico preso por abusar sexualmente de crianças é liberto quando o testemunho de Brian Cassidy causa um anulamento. se torna difícil quando o julgamento é anulado. Quando o criminoso morre, ele é o suspeito principal. Não gosto quando os roteiristas da série fazem links inconcebíveis no mundo real para criar subterfúgios narrativos e falsos conflitos, em que mundo Cassidy teria capacidade de ser um investigador da Promotoria…muito mais de um Promotor novato e que certamente pediria credenciais do mesmo…assim colocar o personagem como centro de um conflito me pareceu desde o inicio um plot muito frágil.

s19e15 In Loco Parentis – A sobrinha de Carisi relata o abuso sexual de um colega de classe; Stone descobre que não há testemunhas perfeitas quando se trata de crimes sexuais. E mesmo com o frágil plot do episódio passado, prefiro quando a série abre arcos narrativos para tratar de parentes dos detetives em casos específicos dentro da série, assim ilustrar as inúmeras possibilidades de acusação de um assédio e ou estupro já renderam episódios melhores!

s19e16 Dare –A morte acidental de uma menina se torna um caso criminal quando uma cirurgiã colhe seus órgãos sem o consentimento dos pais. Agora sim, fugindo do óbvio e com um roteiro bastante ambíguo com diversos argumentos opostos a série entrega um episódio acima da média e relevante para o episódio, com personagens aparentemente comuns envolvidos em conflitos ordinários que rendem conflitos reais, inclusive pela posição ao qual o roteiro colocou Olivia, que ficou com um morte na mente, mas a lei é lei e tem que ser cumprida, gostei demais do episódio, relevante para o tema doação de órgãos.

s19e17 Send in the Clowns – Quando uma estudante desaparece durante um passeio escolar em Nova York os policiais devem correr para encontrar um misterioso homem mascarado. Enquanto isso, Fin e Stone recebem visita. Após o provocante episódio passado, esta trama foi bem meia-boca, um misto de desaparecimento, passado musicista e estupro de menor, embalado num suposto mistério envolvendo máscara de palhaço onde nada me soou especial ou chamativo o suficiente para tornar o episódio memorável até o seguinte, nem mesmo o incesto desnecessário e pouco chocante. Apenas mais um!

s19e18 Service – O esquadrão entra em conflito com a burocracia militar quando um soldado é suspeito de agressão sexual. Em mais um episódio sobre militares envolvidos em questões de prostituição e agressão, acredito que não será o último, vejo que o roteiro do mesmo não soube trabalhar as questões principais apresentadas, dilemas de honra e lealdade nas Forças Militares, a invisibilidade na prostituição e os transgêneros militares, são todos temas relevantes, no entanto, em 40 minutos ficou impossível de serem trabalhados de maneira competente, ficou raso, talvez com exceção da personagem prostituta e sua relação com a sociedade, até mesmo porque Rollins fez um papel de “bitch” da melhor maneira servindo de contraponto para nosso olhar com a personagem. Uma pena os temas devem voltar num futuro e espero que sejam melhores trabalhados.

s19e19 Sunk Cost Fallacy – A busca por uma mulher e sua filha leva tenente Benson para cruzar com um velho amigo. Enquanto isso, Stone deve tomar uma decisão difícil em nome de sua irmã. Que episódio triste, bom ver a participação da ex-promotora, no entanto, sua personagem me soou meio forçada para a situação e meio revoltada demais para quem fazia parte do sistema. Mesmo assim com o desfecho mais do que trágico, novamente, Benson fez uma escolha moral que rendeu uma morte de vítima.

s19e20 The Book of Esther – Rollins corre para resgatar uma menina mantida em cativeiro por seu pai. A temporada tem feito Rollins agir de maneira impulsiva em diversos episódios, ou trabalha isso de maneira orgânica ou algo irá acontecer em breve, o que tivemos aqui é mais um exemplo de como a falta do Estado cria absurdos de comportamento abusivo dentro de um núcleo familiar religioso.

s19e21 Guardian – Fin investiga a alegação de um homem de que sua irmã foi estuprada por gangues. O tema espinhoso este do episódio, de alegação de estupro coletivo num suburbio, tivemos o twist de irmão drogar e prostituir mãe e irmã para sobrevivência deles, não há inocentes e os culpados também são vítimas, bem delicado!

s19e22 Mama – A equipe luta para encontrar validade na alegação de um paciente de Alzheimer de ter sido estuprada. Apesar de achar o tema levantado bastante relevante, estupro de pessoas idosas, doentes inclusive, achei que o tema ficou meio diluído conforme a situação foi “andando” como as memórias do passado e a revelação do unsub, muito Criminal Minds para meu gosto.

s19e23/24 Remember Me/Remember Me Too Season Finale –  Quando uma jovem faz um homem refém sob mira de uma arma, Benson faz uma perigosa tentativa de neutralizar a situação. Enquanto isso, a SVU descobre o motivo chocante por trás do sequestro; As suspeitas de Benson sobre uma vítima de sequestro revelam uma perigosa rede criminosa disposta a silenciar qualquer um que entre no seu caminho.

Como finale agradeço que ninguém correu risco de vida, algo cíclico na série e no gênero, contudo, há dois pontos dentro da trama, carregada de uma tensão pouco exagerada e de difícil empatia, tanto o comportamento “estranho” do jovem feito refém como a inserção da irmã do Promotor, assim meio de última hora após uma ameaça velada ao 45′ do segundo tempo, foram arcos mal construídos, principalmente da irmã do Promotor, pobre atriz entrou e saiu meio aleatório da série e em nada acrescentou ao papel do personagem regular.

Já o traficante de mulheres foi muito mal retratado na série, na tentativa de fazer com que a acusação da mulher fosse dúbia, o roteiro pesou a mão na contradição, duvido muito que numa situação como aquela um rapaz resistisse a confessar algo tão forte como a que a vítima alegava, tanto que achava que o trauma pós traumático da guria fosse ser mais abordado e o rapaz fosse uma vítima aleatória, não um mega vilão frio e calculista que resiste a tortura e etc., faltou uma construção melhor da situação, principalmente para segurar dois episódios.

A temporada continua se mantendo relevante mesmo após 19 anos, um feito e tanto, para uma série de tevê aberta!

STATUS: RENOVADA PARA 20ª TEMPORADA (set/18).

 

Will & Grace (NBC) – 9ª temporada (FINALIZADA)

29/05/2018

s09e01 Eleven Years Later – Onze anos depois de serem vistos pela última vez, as opiniões políticas de Will e Grace são colocadas à prova.

s09e02 Who’s Your Daddy – Grace e Karen entram em crise quando Karen pede um aumento. Jack e Will tentam sair com homens mais jovens, mas descobrem que namorar é mais difícil do que eles pensavam.

Nunca fui um fã da série em sua primeira exibição ininterrupta, via ocasionalmente, mas nunca fiel; como atualmente acompanho poucas sitcoms, nenhuma de claque, resolvi checar o que o elenco e roteiristas têm a dizer neste tempos cinzentos, e claro, há muito o que se dizer, mostrar e gargalhar. Nesta retomada uma piscada crítica à Trump, principalmente pela língua solta, e em seguida, já começa a zoação interna com os personagens discutindo e rindo sobre a passagem de tempo. Gostei e espero que continue com esta pegada.

s09e03 Emergency Contact – Grace vai ao médico e recebe uma noticia e uma visita inesperada!

s09e04 Grandpa Jack – Jack fica surpreso ao saber que seu filho Elliot já é pai, e o garoto precisa de uma ajuda que apenas Will e Jack podem oferecer. Grace e Karen se interessam pelo novo garoto no trabalho.

E toma discussões relevantes como acampamento para cura gay, e o roteiro mesmo que nem sempre funcione no que concerne as piadas, deixa bem claro pelo ridícula da situação o quanto certos tópicos atuais são ridículos de serem centros de discussões enquanto o mundo esta girando e outras coisas importantes ficam à merce. Outro fator que parece ser central nesta temporada é o retorno do personagens importantes na história da série, como o retorno de Harry Conick Jr. como ex-marido de Grace. Preciso dizer o quanto Karen contiua surreal porém extremamente atual em seus impropérios (timing perfeito).

s09e05 How to Succeed in Business Without Really Crying – Grace tenta decorar uma série de hotéis para um cliente desagradável. Enquanto isso, Will está surpreso com sua reação ao ser promovido. Beverley Leslie revela seu segredo para Karen.

s09e06 Rosario’s Quinceanera – EPISÓDIO 200: Karen tem problemas para lidar com uma tragédia pessoal, e Will, Grace e Jack tentam intervir. O novo relacionamento comercial de Will e Grace começa a mostrar sinais de estresse. Nada como uma marca, 200 episódios, para os roteiristas encontrarem uma desculpa para fazer homenagens ou “fan service”, aqui tivemos a morte da clássica Rosario, que mexe bastante com Karen, um episódio menos irônico e engraçado em detrimento de uma pegada mais emocional.

s09e07 A Gay Olde Christmas – Will, Grace, Karen e Jack desejam ter vivido o Natal na Nova York de antigamente, mas percebem que o passado não era tão romântico e aberto à diversidade como eles imaginavam. Nada como um saudosismo deslocado para percebermos o quanto avançamos socialmente, apesar dos pesares, um ótimo episódio!

s09e08 Friends and Lover – Will and Grace se interessam pelo mesmo homem, enquanto Jack e Karen adquirem uma nova obsessão. A série retorna pós hiato com um típico episódio de sitcom no que melhor lhe define, um plot amoroso/sexual envolvendo os protagonistas (coisas dos tempos atuais kkkk) e os coadjuvantes implicados numa subtrama de galhofa. Ótimo!

s09e09 There’s something About Larry – O velho amigo de Will e Grace, Larry, acredita estar apaixonado por Will.

s09e10 The Wedding – Will, Grace, Jack e Karen vão ao casamento do ex-namorado de Will, Vince.

s09e11 Staten Island Fairy – O namorado não assumido de Jack desafia seus problemas com intimidade. Will e Grace vão à TV para vender sua nova linha de roupa de cama. Nada como uma dinâmica de quase 10 anos para ver como ela fluiu e faz total diferença em cena!

s09e12 Three Wise Men – Grace começa um relacionamento com um morador do seu prédio, mas as coisas se complicam; Will e Karen se juntam para assistir e produzir sua própria telenovela. Hilária a dinâmica de Will e Karen.

s09e13 Sweatshop Annie & the Annoying Baby Shower – Um chá de bebê faz com que Will e Grace questionem suas escolhas de vida. Karen e Jack encontram uma maneira de combinar trabalho infantil com teatro musical. Momento desilusional de Grace com as amigas num Chá de Fralda e Will recebe ajudas das adolescentes para interagir e interpretar situações no instagram com um ex.

s09e14 The Beefcake & Cake Beef – 20 anos após sua separação, Will e Michael se reúnem. Enquanto Will percebe que pode estar sendo manipulado pelo ex namorado e tem sua amizade com Jack questionada, Grace tenta auxiliar a republicana Karen numa padaria com todos os elementos políticos sociais sendo debatidos de maneira hilária e relevantes, gosto que depois de tanto bater em Trump (na verdade em suas falas, diga-se de passagem), a série passa uma mensagem de tolerância que acredito ser a melhor saída para estes “problemas” atuais.

s09e15 One Job – Grace pede apoio a Will para celebrar o aniversário de sua falecida mãe. Jack desacredita no amor após seu rompimento com Drew, e acaba descobrindo um segredo no casamento de Karen. Muito boa storyline de Grace visitando seu pai, para o aniversário da falecida mãe, que irá acabar lhe rendendo um presente de grego nos próximos episódios, e Karen e Jack fazem a festa com a dinâmica com Alec Baldwin (mais uma vez hilário).

s09e16 It’s Family Affair Season Finale – O pai de Grace e a mãe de Will acabam tendo uma conexão surpreendente e perturbadora. Jack se recupera de seu rompimento e Karen deve decidir entre o marido e o amante. Como não poderia deixar de ser, a chegada do pai de Grace no apartamento dos amigos gera uma loucura na vida dos amigos, até que Grace se vinga e convida a mãe de Will, assim temos um novo casal em cena, além disso, vemos Jack curtindo sua fossa amorosa e Karen e Alec Baldwin pegam o episódio pra si com a dita “greve de sexo” (hilário).

Após tantos anos, continua engraçada, cheia de empatia e personagens hilários, com um texto relevante, atual e mesmo assim engraçado sem ser chato e politicamente correto.

STATUS: RENOVADA PARA 10ª TEMPORADA (set/18).

This Is Us (NBC) – 2ª temporada (FINALIZADA)

18/03/2018

s02e01 A Father’s Advice – Chegou o aniversário de 37 anos do trio e Randall e Beth discutem uma grande mudança de vida. Kate tenta seguir sua nova paixão e Kevin equilibra sua carreira e seu relacionamento. Enquanto isso, novas revelações são feitas sobre a morte de Jack.

s02e02 A Manny-Splendored Thing – A família Pearson visita Kevin no set em Los Angeles na filmagem para um episódio especial do “Manny”. Jack enfrenta seus demônios.

O que dizer quando a melhor série dramática da tevê aberta americana (lembrando, The Leftovers na tevê fechada e The Handmaid’s Tale no streaming) retorna mantendo suas melhores características, diálogos humanos e personagens reais, ainda estamos lhe dando com a crise no casamento de Jack e Rebecca e, agora consigo perdoar a falha na série que criou uma expectativa sobre a morte de Jack e desviou na season finale, pois desta maneira vimos que há um incêndio envolvendo os acontecimentos e, principalmente, o lado heroico do personagem sai arranhado pelo seu vício no álcool, que Peter trouxe de sua história familiar.

Assim, temos oportunidade de conhecer um outro lado do personagem antes do choque pela sua partida, já Kevin esta passando por um bom momento, Kate resolve assumir seu lado talentoso de uma maneira surpreendente, vindo de um desejo seu lá no passado infantil (no qual observamos o início da ruptura de sua relação com a mãe) e Randall precisa lhe dar com sua nova rotina e o desejo de adotar uma criança. Resumindo, muito amor pela família Pearson e o estoque de caixas de lenços já esta reservado. Início de temporada arrasador!

s02e03 Deja Vu – Kate visita Kevin no set de filmagens. Randall e Beth recebem notícias animadoras. Rebecca tenta se reconectar com Jack.

Que bela surpresa ver Stallone em cena numa série tão simples como TIU, principalmente, fazendo ele mesmo num contexto sobre passagem do tempo, com direito a uma cena impactante com Kevin, em nada dramática com encenação, mas de deixar um nó na garganta do personagem e na nossa (pra variar); nem preciso dizer que já suspeito de um arco envolvendo uso de remédios para Kevin, ja Randall e Beth precisam lhe dar com a chegada da jovem Deja, uma adolescente retirada da mãe por estar presa, outro nem preciso comentar que “vem coisa pesada por ai”, até porque a montagem e roteiro da série é tão magnífico que observamos o jovem Randall buscando a mãe e tendo apoio dos irmãos, “da-le” lenços pra todos nós!

s02e04 Still There – Randall e Beth se ajustam à nova dinâmica da família. Kate agenda seu primeiro show. Kevin sofre um baque no filme. Jack e Rebecca recebem uma visita inesperada.

Com esta pegada crônica do dia-a-dia, começo a ficar com a impressão de que a série pode durar décadas, claro que estou exagerando, mas a possibilidade de criar conflitos numa linha do tempo variável pode fazer, se houver competência, com que a série tenha histórias para muito tempo. Saímos da crise no casamento entre Jack e Rebecca para um ponto no qual conhecemos mais de perto a mãe de Rebecca, que claramente tem problemas em aceitar o neto Randall pela cor, além do que vê Rebecca como uma incapaz, com críticas leves mas extremamente afiadas; ja no presente, a lesão de Kevin deve render um belo de um drama com a incapacidade do jovem em aceitar sua recuperação, Randall e Beth obviamente tem problemas e mais com Deva, e não devem acabar tão cedo, somente ainda estou no aguardo do impacto no restante da família e, não menos importante, um conflito para Kate chamar de seu, gravidez! Ai vai faltar lenços…

s02e05 Brothers – Kate surpreende Toby no trabalho. Kevin e Randall vão a uma festa de arrecadação de fundos para o hospital de Sophie. Jack leva os garotos para acampar e deixa Rebecca em casa.

Parece que os roteiristas se ligaram num problema futuro que possam ter (duração da série e histórias para contar) e resolveram abrir mais uma linha temporal, neste episódio tivemos uma revelação inesperada, fomos apresentados ao irmão de Jack (lá na infância junto ao pai alcoolatra), trama que ligou-se a linha temporal de jack e Rebecca com a doença do pai de Jack e com o título irmãos, que parecia se referir ao relacionamento de Kevin (drogatito) e Randall mas na verdade era a esta revelação acima. Me pareceu um episódio filler (o que espero estar enganado deve ocorrer bastante daqui pra frente) pois nenhuma trama andou realmente (somente a revelação de Kate para Toby), mas assim mesmo é uma série acima da média.

s02e06 The 20’s – Rebecca e Jack levam o trio para pedir doces no Halloween, mas as coisas não saem como esperado. Agora com seus vinte e poucos anos, eles têm um feriado no qual suas vidas mudam. Sabem que após este episódio me convenci que a trama pode durar pra sempre…verdade, não é exagero, pois neste episodio de Halloween tivemos somente narrativas passadas com as crianças e uma nova com Kate, Kevin e Randall aos vinte e poucos anos, Kevin ainda não é ator, Kate trabalha como garçonete e Randall será pai pela primeira vez. Tudo ótimo e tudo emocionante…pra variar!

s02e07 The Disappointed Man – Randall se adapta ao sistema de adoção. Kate e Toby dão o próximo passo em seu relacionamento. Kevin visita Sophie em NY. Jack e Rebecca finalizam a adoção de Randall. Episódio centrado no tema da adoção, desde o arco de Deja com Randall em uma visita ao presídio da mãe até ao processo administrativo de adoção de Randall por Jack e Rebecca frente à duvidas de um juiz, além disso, é sempre um prazer rever Will. Claro que Kevin iria “estragar” sua relação com a namorada.

s02e08 Number One – Kevin vai à escola onde estudou para receber um prêmio. Jack e Rebecca ficam animados ao pensar no futuro dos filhos. Mesmo contando com todos personagens na linha temporal das crianças adolescentes, prestes a entrar na faculdade e às vésperas da morte de Jack, a linha contemporânea focou unicamente em Kevin, como nunca antes, claro que vimos passivamente a queda de Kevin em função dos analgésicos e álcool, uma jornada que envolveu os altos e baixos do personagem desde a época de jogador de futebol e como seu pai interferiu neste processo, que possivelmente o levará a ter tanta dificuldade em lhe dar com este luto no presente; porém se não fosse doloroso o suficiente observar a trajetória do personagem revisitando memórias ainda tivemos a cena final de cortar o coração: “kate perdeu o bebê”, preparem o estoque de lenços.

s02e09 Number Two – As vidas de Kate e Toby tomam um curso inesperado. Rebecca encoraja Kate a desenvolver seu dom de cantar. Com aquele gancho tristíssimo sobre a gravidez de Kate, que nunca acreditei que pudesse vingar devido a saúde delicada da personagem, no entanto, assim como o roteiro ilustrou imaginei que este gancho poderia servir para aproximar Kate de Rebecca, uma relação sempre conflituosa desde a adolescência da jovem, que acredito que tenha piorado após a morte de Jack, criando um vínculo mais forte com o irmão (Kevin) do que com a mãe, possivelmente responsabilizando-a pela situação como um todo. Não foi meu episódio predileto da temporada, até porque, senti falta de maiores desenlaces no mesmo, mas claro que em hipótese alguma um episódio ruim. Ainda na espera de uma repercussão em todos os personagens!

s02e10 Number Three – Randall e Beth são confrontados com uma escolha difícil. Jack leva Randall em um tour pela faculdade. Não pensei quando do início desta aparente trilogia Number One/Two/Three que o roteiro poderia fazer um recorte bem particular de um período passado dos personagens pré-faculdade cada um sob sua perspectiva e criar em cada episódio um episódio solo de cada um dos irmãos praticamente, a série prova que narrativas são engessadas por causa dos roteiristas/produtores, se a criatividade e o talento estão presentes pode-se com uma simples crônica contar diferentes histórias de diferentes maneiras, incrível!

Sobre o episódio propriamente dito, tenho em Randall meu personagem predileto, conflitos mais pungentes e um olhar para a vida muito similar ao meu, assim fico bem contente de ver que a trama de adoção e Deja sejam muito mais complexos do que uma novelinha poderia abordar, no sentido manipulativo, sim, Randall e esposa tem que estar preparados para serem lares de passagem de crianças em situações delicadas, logo será sempre uma batalha e em seguida, uma despedida, mas possivelmente fazendo diferença na vida da criança, que reconhece o bom papel da adoção em sua vida; a sequência de Randall e Will, na qual o mesmo no passado relata a experiência de conhecer Rebecca e o impulso de ir atrás e imaginar uma vida compartilhada com Randall desde criança é, mais, uma das sequências fantásticas que a série nos oferece! Até janeiro de 2018!

s02e11 The Fifth Wheel – Os Pearsons se juntam sob circunstâncias inesperadas; Jack surpreende a família com uma férias de verão.

Assim, tivemos mais um episódio acima da média para a série e um ponto a partir na narrativa daqui para frente, devemos ter mais um 7 episódios e fico a cada semana mais impressionado com o trabalho do elenco, roteiro e direção, que série Dan Fogelman conseguiu criar para a tevê aberta!

s02e12 Clooney – Kate escolhe seu vestido de casamento. Kevin abraça um novo estilo de vida enquanto Randall explora o passado de William. Jack e Rebecca levam as crianças ao shopping center.

Após um episódio tão pesado como o anterior, This is Us nos brinda com um episódio mais “calmo” ainda que contenha conflitos, como Miguel enquadrar Kevin de maneira certeira, merecido o esculacho, até porque como vimos no episódio passado, para Kevin sua mãe agiu de maneira não correta com eles em alguns momentos, e isso machuca demais Rebecca! Ja Randall continua sua passagem de luto por William, mesmo que sua esposa tenha lhe enquadrado, mais uma fora do círculo Pearson a enquadrar um membro da família.

s02e13 That’ll be the Day – Kevin ajuda Randall e Beth em um projeto. Kate quer dar um presentão para Toby. Jack e Rebecca falam sobre seu futuro.

Sei que fui um contundente crítico da maneira como a primeira temporada levou o arco da morte de Jack, no entanto, ao ser informado que a série ganhará um episódio duplo pós Super Bowl (horário de maior audiência anual da tevê aberta americana) e que este será focado na morte de Jack, confesso que já estou de coração apertado com tudo que foi mostrado aqui, mais do que sentir que Jack morrerá como herói e saber porque Kevin (ausente) e Kate (pela proteção) são os personagens que mais ressentem a falta do pai, não sei se estou preparada psicologicamente pronto para assistir, principalmente da maneira como o roteiro deve mostrar, como neste desfecho cheio de detalhes e links entre as coisas que levaram ao acidente. Fora isto, tenho gostado muito da jornada de Kevin, talvez o personagem que mais ganhou relevância dentre da série nesta temporada (ainda sinto que Rebecca atual é uma personagem falha).

Nos resta estocar caixas de lenços porque o “negócio” vai ser forte pros fãs da série!

s02e14 Super Bowl Sunday – Finalmente são reveladas as circunstâncias da morte de Jack; Randall reúne a família para assistir o Super Bowl; Kevin e Kate se reconectam com o passado. 

O que dizer deste episódio…mesmo não sendo meu predileto, nem o considero perfeito, ele tem uma força motriz tão grande, mas tão grande que acho muito difícil alguém passar incólume a ele; nem vou entrar no mérito da choradeira porque ela é inevitável e ao mesmo tempo exorciza toda angústia de quem acompanhou a jornada dos Pearsons até aqui, descobrir porque cada um carrega um peso tão grande por uma morte que, necessariamente, foi um infeliz acidente com escolhas e consequências realizadas pelo próprio Jack.

Assim, a minha surpresa, foi a maneira como os roteiristas costuraram a trama para se passar no dia do Super Bowl, juntamente com a exibição do episódio no pós Super Bowl americano, criando um link temporal fantástico; restou a trama encontrar um pilar dramático para nos segurar e este foi montado no entorno de Rebecca, uma menção para a atriz Mandy Moore que nunca me convenceu e ao qual ainda tenho problemas em sua Rebecca envelhecida, que presença e que interpretação gigante, segurou as pontas, se emocionou, deu aquela baqueada e tudo mais de maneira absurdamente real, parabéns a direção do episódio e a atriz pela sequência no hospital.

No entanto, confesso que, meu momento predileto e surpreendente ao mesmo tempo, inclusive me emocionei bastante, foi o flashforward (saudades Lost) de Randall, utilizado pela primeira vez na série, e que muito reflete o que penso sobre educação e exemplos a serem seguidos dentro de um núcleo familiar, foi um truque do roteiro (mais um) e de montagem que fecharam com chave de ouro este episódio meio divisor de águas da série, torcemos que a competência continue em alta na série!

s02e15 The Car – No dia do velório de Jack, vemos um pouco da história dos Pearsons contada sob a perspectiva da vida do carro da família. Ah a crônica do dia-dia, que série This is Us representa, me faltam elogios para a construção temporal do roteiro e da montagem, no pós morte de Jack, com direito a velório e enterro, o roteiro desvia nosso foco de atenção para uma crônica tendo o carro da família como protagonista de ações entre todos os Pearsons em diversas linhas do tempo; bonito e poético, como quase sempre, a série nos brinda com um episódio mais sensorial pós colapso do episódio anterior. Ainda desidratado!!!!

 s02e16 Vegas, Baby – A família viaja para Las Vegas para comemorar as despedidas de solteiro de Kate e Toby.

Após pequeno hiato, senti neste episódio o típico “filler”, aquele episódio “enche linguiça” numa temporada recorrente de mais de 20 episódios, no entanto, em poucas vezes acredito que isso se fez necessário porque literalmente ainda estamos em luto por Jack, e o roteiro precisava nos proporcionar um respiro e uma retomada mais leve e bem humorada para a série não ficar tão pesada. Tanto que não sei o que os roteiristas estão planejando para as storylines do passado pois neste episódio achei ela extremamente dispensável, já no presente, o enfrentamento entre Kate, Randall e Beth, porque neste universo da família Pearson uma pessoa de fora será sempre uma pessoa de fora, principalmente na trinca de irmãos, para mim ficou bem claro isto e o que gosto desta demonstração é que como observadores nosso trio de protagonista nem sempre tomam atitudes heroicas e ou positivas, mérito para o roteiro que permite nuances a todos personagens.

s02e17 The Big, Amazing, Beautiful Life – A vida de Déjà se desenrola desde o início. Randall e Beth recebem visitantes em sua casa. O retorno de Deja e sua mãe a familia de Randall era a expectativa do episódio, no entanto, como o próximo é a season finale a única informação que tivemos foi que nada tivemos, brincadeira, mas com uma cara e jeito de filler, TIU mostra como manipular nossos sentimentos num episódio filler totalmente baseado em edição e montagem; conhecemos a origem de Deja e sua mae, assim como sua vó, para isso a série nos mostra as diferenças de cada momento como nascimento, momentos fraternos etc, correlacionando todos personagens nas diferentes linhas temporais até aqui abordadas.

Foi bonito e reflexivo, assim como narrativamente é obvio pouco aconteceu, me incomoda…nenhum pouco, pois a série tem este dom de trazer para o banal qualquer acontecimento, o episódio somente erra na obviedade da sequência final que foi pintada na nossa frente, era desnecessário porque a série consegue ser mais delicada e sutil sem apelar para truques narrativos novelescos, nas suas piores características.

s02e18 The Wedding Season Finale – É o grande dia. Kate vai caminhar até o altar para se casar com Toby com sua família ao seu lado, e Jack estará lá de alguma forma.

Assim no último episódio da temporada, sim tivemos um refresco dos dramas na série, na verdade a revelação de como morreu Jack na segunda metade na temporada teve um efeito positivo pois criou-se um ambiente mais positivo após luto frente a tal sequência dramática; achei um carinho com os fãs o sonho de Kate com Jack envelhecido, mesmo que acredite que a personagem ainda dependa muito da figura do pai, elo este mostrado, ilustrado e enfatizado até aqui de maneira brilhante, mas já se passaram praticamente 20 anos.

Dito isso, foi tudo ótimo, singelo e delicado, melhor forma de fechar uma temporada, mas como estamos numa série de tevê, os roteiristas resolveram nos mostrar 3 flashforwards dos irmãos ou o que poderíamos chamar de cenas dos próximos capítulos/episódios, sendo que um em especial me chamou mais a atenção (além do de Kevin, namorando uma prima de Beth e com a foto de Jack no Vietnã, será a busca por algum parente?), foi o flashforward de Randall junto a sua filha já adulta comentando em visitar alguém em especial após anos, pela pegada do episódio remete diretamente à Deja, então abre-se um novo vale de lágrimas para este arco, e como lhe dar com a ausência da série até setembro?

STATUS: RENOVADA PARA 3ª TEMPORADA (set/out 2018).

The Good Place (NBC) – 2ª temporada (FINALIZADA)

10/02/2018

s02e01 Everything is Great – Tendo tido suas memórias apagadas por Michael, Eleanor, Chidi, Tahani e Jason voltam ao Lugar Bom. 2) Jason ganha uma nova alma-gêmea, Tahani lida com as consequências da noite anterior e Eleanor e Chidi chegam a surpreendentes conclusões.

Embora não goste de episódios duplos de séries cômicas, acredito que seja difícil equilibrar o ritmo, TGP para ter tido sorte ou planejamento em criar um longo episódio focado no restart que Michael criou ao final da surpreendente primeira temporada. É estranho observar como a série se coloca como uma comédia meio que involuntária, politicamente incorreta, na qual os personagens carregam a trama e não o contrário, o humor se encontra no conflito de personalidades naquele cenário surreal e não o contrário, a graça não se encontra nos aspectos angelicais/diabólicos, mas sim como as pessoas se enxergam e como se comportam para atingir padrões.

Assim sendo, já gostando do quarteto protagonista, e mais alguns coadjuvantes como Janet, quero ver o que mais o esperto roteiro irá nos mostrar nesta 2ª temporada, para quem sabe, elevar a série ao patamar das premiações. Na torcida pelo sucesso da querida Kristen Bell!

s02e02 Dance Dance Revolution – Problemas continuam surgindo, mas Michael não desiste dos seus planos mirabolantes. Eleanor faz uma descoberta surpreendente. A série têm conseguido seguir um caminho bastante curioso para esta nova temporada, sem seguir necessariamente com a trama dos personagens, o que faria com que a mesma criasse uma “barriga” (enrolasse), o roteiro esta circulando sempre na ideia de quais possibilidades Michael tem para “torturar” o quarteto no Bad Place de maneira funcional naquele universo, gerando inclusive conflitos com os funcionários do lugar (hilário); que série fora da curva atualmente do que os sitcoms atuais apresentam na tevê aberta.

s02e03 Team Cockroach – Michael aborda as coisas de um novo ângulo. Eleanor, Chidi, Tahani e Jason tentam tomar uma decisão coletiva.

A série resolveu de alguma maneira seu entrave entre Michael e o quarteto, mesmo não perdendo o ar inovador da série, o bla-bla-bla do episódio nem sempre soou engraçado para mim, gosto da série, proposta, atores e o timing cômico, só ficou um pouco abaixo dos anteriores!

s02e04 Existential Crisis – Eleanor e Chidi tentam humanizar Michael e a reação dele foge do controle. Tahani organiza um jantar para impressionar mesmo sabendo que está fadada ao fracasso. Jason a consola quando as coisas vão mal. Mesmo sabendo que a storyline de Tahani e Jason acabou do jeito que acabaria, confesso que não lembro de um sitcom ter tantas referências filosóficas em seu roteiro e não se tornar enfadonho, estar lá para colaborar com a narrativa e levantar tópicos sobre ética e outros conceitos rotineiros de uma maneira ímpar.

s02e05 The Trolley Problem – Michael não consegue compreender os princípios da ética humana, deixando Chidi frustrado. Tahani e Jason se abrem com Janet.

s02e06 Janet and Michael – Quando a vizinhança apresenta uma pequena falha, Michael precisa resolver o problema com Janet antes que as coisas saiam do controle.

Dois episódios bem escritos e cheios de novas nuances com total destaque para Janet, uma personagem coadjuvante que vem ganhando bastante importância nesta temporada, além dela Michael também esta muito bom, nota-se isto devido a uma leve alteração na perspectiva da temporada, agora como temos Michael tentando manter seu status junto aos 4 principais para ludibriar seus “Chefes” o personagem tem tido oportunidade de diversificar seu texto e conflitos.

s02e07 Derek – Michael busca a ajuda de Eleanor e Chidi para resolver um problema criado por Janet. Jason surpreende Tahani com uma ideia inesperada. Com a ótima saída encontrada por Janet para não se sentir mais sozinha e evitar novos danos ao Bad Place conhecemos Derek e com isto novas piadas e situações hilárias, talvez não muito engraçado o desfecho com a situação de jason e Tahani, porém o ganho para o próximo episódio foi eficaz.

s02e08 Leap to Faith – O chefe de Michael traz notícias boas e ruins, e lealdades começam a ser questionadas. Eleanor, Chidi, Tahani e Jason precisam decidir o que vão fazer. Bom episódio de retorno pós hiato, cheio de possibilidades e com um gancho incrível para o restante da temporada; a dinâmica da série continua sendo uma das suas melhores características, incluindo um performance acima da média de Ted Danson que criou um personagem cheio de nuances e é o melhor personagem da série neste momento.

s02e09 Best Self – Michael está em uma situação complicada. Enquanto isso, Eleanor tem uma nova ideia que coloca a prova os sentimentos de Chidi, Tahani, Jason e até mesmo Janet. Aqui sinto que o episódio deu uma “fillerizada”, andou andou andou e permaneceu no mesmo lugar, apesar de alguma boas tiradas, com destaque para Jason. Ansioso pelo próximo…

s02e10 Rhonda, Diana, Jake and Trent – Para tentar se salvar, o grupo se aventura e embarca disfarçado em novo território. Mas nem tudo acontece como planejado. A ansiedade do episódio anterior foi compensada, o episódio passado no Bad Place foi muito bom, com total destaque para Michael, que retornou como o personagem principal da série, enquanto os demais ficam com as piadas relativas as suas personalidades e como a série de burra não tem nada, acaba deixando um gancho para o próximo episódio incrível, por 2 motivos!! Ansioso (2)

s02e11 The Burrito – Eleanor, Chidi, Tahani e Jason consideram o quanto eles têm (ou não) melhorado, e Michael deve lidar com as consequências de suas ações recentes. Nada como uma série que não se leva a sério e consegue ter liberdade e criatividade sem fim, sempre muito curioso acompanhar a estrutura de episódios de The Good Place (local que ainda não conhecemos), porque, num primeiro momento, em virtude das mais de 400 séries exibidas no mercado americano, não há nada tão original como a série, que em seus roteiros mistura conceitos de religião com conceitos de filosofia e mais imaginário popular, um texto equilibrado que mescla humor físico, stand up e ironias. Muito bom!

(atualizado) s02e12 Somewhere Else – Janet e Chidi deixam aflorar emoções reprimidas. Michael força a barra para que o grupo tente uma experiência nova.

Quando tu acha que as ideias de The Good Place podem acabar vem uma season finale como esta que deixa além de trazer um ótimo episódio ainda deixa um gancho incrível e uma possibilidade ímpar de novos conflitos para nosso querido quarteto, além de ter Michael e Janet num papel de extrema relevância. Assim TGP vira minha sitcom queridinha, mesmo nem sempre engraçada, mas sempre bem humorada e com alguns relevantes questionamentos filosóficos. O grande crescimento desta temporada foi Ted Danson, que nadou de braçada com seu Michael humanizado, então roteiro, direção e elenco se complementam nesta comédia acima da curva média do que os americanos produzem atualmente!

Como a série tem parceira com a Netflix acredito que seja impossível uma “não” renovação para a 3ª temporada.

STATUS: INDEFINIDO (fev 2018).

Law & Order True Crime: The Menendez Murders (NBC) (FINALIZADA)

21/11/2017

A série em formato de antologia (com uma história fechada a cada temporada), reconstrói casos reais de julgamento – seguindo os passos de propostas de sucessos como American Crime Story e Making a Murderer.

O primeiro ano do programa vai apresentar o caso dos irmãos Lyle e Erik Menendez, que foram condenados em 1996 pelo assassinato de seus pais e sentenciados à prisão perpétua.

s01e01 Episode 1 – O empresário Jose e sua esposa Kitty Menendez são assassinados brutalmente. No meio da investigação a polícia descobre segredos e interesses ocultos, até chegarem nos principais suspeitos do crime, os dois filhos, Lyle e Erik.

s01e02 Episode 2 – O cerco policial em cima dos irmãos Menendez está cada vez maior. Enquanto isso, Erick comete um grande erro, o que preocupa Lyle e seus advogados. Dr Oziel tem problemas com a sua amante e Leslie decide conhecer os irmãos Menendez.

“Na tevê nada se cria…tudo se copia”, e assim a roda gira também nos Eua, após o sucesso das antologias e, especificamente,  da série de Ryan Murphy American Crime Story (que em sua primeira temporada abordou os assassinatos envolvendo O.J. Simpson), a rede NBC abriu os olhos e acionou Dick Wolf, dono da franquia Law & Order, e Rene Balcer, da sua equipe, criou True Crime que em sua primeira temporada contará os fatos envolvendo os assassinatos dos Menendez, nos quais os filhos são suspeitos do crime;

Ainda que pareça ter sido feito às pressas, vejo neste caso um mérito as tramas de Ryan Murphy, me parece que falta ao roteiro doses de dramaturgia, a trama em si é muito interessante, o retrato da época, do pai autoritário e dos jovens Menendez precisa de uma dinâmica melhor, ainda que a entrada da personagem de Edie Falco, como advogada de defesa Leslie Abramson, possa contornar este problema, até aqui a parte investigativa deixou muito a desejar, inclusive sendo um intriga passional o motivo pela acusação da Promotoria, surreal esta questão envolvendo o psiquiatra garanhão (kkkk).

s01e03 Episode 3 – Com os garotos sob custódia acusados de homicídio, a advogada de defesa procura um motivo que possa ter motivado o assassinato. Enquanto isso, a acusação procura o psiquiatra para liberar as gravações feitas durante as sessões de terapia com Lyle e Erik.

Tenho impressão que agora começamos a adentrar no terreno de Law & Order, bastidores de depoimentos, depoimentos ao Juiz, investigações que surgem com testemunhas e, claro, as contradições e mentiras; terreno no qual Law & Order “nada de braçadas”, até a dinâmica melhorou, inclusive é interessante observar que a equipe Leslie é toda de mulheres, pra dar aquela sensação de proteção aos irmãos, truque velho de advogados de defesa que, inclusive, altera a Procuradoria. Assim, Edie Falco já começa a tomar conta da série (aaaeeee!!!).

s01e04 Episode 4 – Após uma revelação, Erik e Lyle começam a divulgar os detalhes do abuso psicológico e sexual que sofreram. No entanto, a falta de evidências tangíveis para corroborar as reivindicações deixa Leslie e Jill se perguntando como irão convencer o júri.

Imaginei que havia um plot twist nesta trama aparentemente tão simples no que se refere a investigação, sim os irmãos mataram seus pais, isso não é mais um mistério na série, assim os bastidores do julgamento e da família Menendez seriam o pilar da temporada; com a revelação do abuso paterno e do abandono materno começa-se criar uma perspectiva diferente dos homícidios, estamos na metade da temporada, o que significa que a batalha jurídica será grande e os desenlaces narrativos devem começar a brotar em cena. Assim, Eddie Falco e Julianne Nicholson começam a “tomar conta da série”, mesmo que em papéis de “não-heroínas”, afinal defendem os assassinos.

s01e05 Episode 5 – O julgamento de Lyle e Erik Menendez começa. Leslie precisa equilibrar a tarefa desafiadora de defender os irmãos e sua vida pessoal.

Pela primeira vez, pelo que me lembro, começo a desconfiar de manipulação meio ordinária de uma série jurídica, digo isto porque é impressão minha ou o roteiro (não as advogadas) da série tenta nos vender 100% uma inocência dos irmãos nos homicídios dos pais sem nos dar o outro lado (promotoria com personagens ruins e argumentos idem), inclusive acusando um detetive de interferir numa testemunha? Sabe que acredito piamente em contraditório, principalmente na argumentação dos advogados, no entanto, mesmo com uma personagem tão forte como Leslie, inclusive “mal tratada” pelo Juiz do caso, não necessariamente precisa ser pintada como uma advogada messiânica envolta num caso de injustiça. Podemos discutir o caráter e a forma como a infância atua no psicológico dos irmãos, no entanto, acreditar e pregar que isto seria um motivo para inocentá-los, quando são réus confessos, acho muita desonestidade intelectual para com o espectador. Espero que seja somente uma impressão minha, mas neste episódio me incomodou, achei que a Defesa saiu do papel de Leslie e equipe e abraçou os roteiristas.

s01e06 Episode 6 – Chega o momento dos irmãos Menendez testemunharem. Com este novo episódio focado exclusivamente no depoimentos dos irmãos Menendez, reconsidero, um pouco somente, a manipulação da narrativa, pois sim sofrer abusos por anos das pessoas que deveriam lhe proteger deve ser inexplicável e é injustificável, para mim, inclusive a prova mais forte da defesa não vem do depoimentos dos irmãos, que não são seres humanos normais, tanto pelas escolhas quanto pela criação abusiva, mas sim dos familiares que sempre souberam que ali havia algo de errado e relevaram pelo contexto complexo que se apresentava. Dito isto, sem a menor sombra de dúvidas, este episódio deixou tudo muito mais cinza para o julgamento, que deve ter sido um escândalo na época, pois tudo é muito antiético e imoral, uma desconstrução do american way of life, porém, mesmo adorando a força da natureza que é Eddie Falco em cena, sua personagem é muito frágil fora dos tribunais, o roteiro não conseguiu criar uma trama pessoal para dar sustento a personagem, em comparação com a personagem de Sarah Poulson em ACH OJ Simpson, chega a ser vergonha alheia.

s01e07 Episode 7 – Chegamos ao episódio sobre os bastidores dos júris, não esqueçam que são 2, em cada júri impera a dúvida polarização entre a motivação passional ou a vingança fria, ao final, um empate, o que gera uma resposta mais ríspida da Promotoria e da Magistratura. Novamente o episódio pesa a mão em detrimento dos criminosos, são retratados como vítimas de um sistema cruel, sendo que são brancos e ricos, e ainda tenta criar uma conexão com o caso O. J. Simpson, uma forçada desnecessária da temporada, afinal de contas isso acaba enfraquecendo a série, bastante inferior à série co-irmã American Crime Story, nem mesmo os bastidores da vida de Leslie, que insiste em parecer uma advogada reclamona somente, consegue criar uma empatia com o espectador, que observa a série com inegável indignação pela intimidade da família Menendez, mas não compra o discurso de vítimas de abuso, como desculpa para um assassinato frio e brutal.

s01e08 Episode 8 – Chega o dia da segunda parte do julgamento dos irmãos Menendez. Segredos de família são revelados. Infelizmente, o ciclo The Menendez Murders terminou de maneira equivocada, como o grande desenlace da temporada seria os abusos sofridos pelos irmãos desde criança, fato abordado no sexto episódio (o melhor da temporada), aqui sobrou pouco espaço para o 2º julgamento, tudo muito corrido, inclusive com novas pistas como os telefonemas, a vilanização do Juiz, a beatificação de Leslie e uma informação de última hora, os pais também teriam sofrido abusos em suas infâncias (fechando um exemplo de abuso cíclico). Assim, o episódio pareceu raso demais nos assuntos abordados e extremamente maniqueísta, ao mostrar que os bastidores jurídicos implicaram na culpabilização dos assassinos confessos (principalmente pós OJ Simpson), uma pena acho que a série pesou a mão nesta abordagem e sacrificou uma história muito curiosa que poderia realmente refletir sobre as consequências do abuso na infância. Acredito que, inclusive, sirva de término para a série; neste momento, a trama de OJ Simpson em American Crime Story cresce pela maneira equilibrada como a temporada foi trabalhada por Ryan Murphy e equipe.

STATUS: INDEFINIDO (nov/17).

Primeiras Impressões – This Is Us (NBC)

15/10/2016

A série é uma crônica da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia, incluindo Rebecca (Mandy Moore) e Jack (Milo Ventimiglia), um casal esperando trigêmeos, Kevin (Justin Hartley), um ator que está cansado do que faz, Kate (Chrissy Metz), uma mulher tentando perder peso e Randall (Sterling K. Brown) um homem rico à procura de seu pai biológico.

This Is Us- Season 1

Se em meio a uma Fall Season entediante, cheia de remakes, adaptações e franquias (parece Hollywood, não?), o canal NBC, lembrando que este é pertence à tevê aberta, acaba de lançar uma série dramática que tem tido uma repercussão incrível, audiência enorme e, melhor ainda, merece todos os elogios por ir contra a corrente atual do mundo das séries.

This Is Us começa sua história meses atrás com a divulgação de um trailer que atingiu uma repercussão mundial, e em sua estreia nos apresenta um piloto cinematográfico, não no sentido de produção, mas sim de roteiro, surpreendente, sensível e extremamente delicado, com um final digno de fechamento de ciclo, lembrando a estrutura de um filme, mas aqui o começo desta crônica de personagens nascidos no mesmo dia e que possuem conexão.

Já exibido (e visto) seu 3º episódio, a série apresenta uma narrativa estruturada em duas linhas do tempo, com diálogos e conflitos palpáveis, o que facilita sua identificação com o público, lembrando a estrutura de uma novela, no entanto com um tom completamente adverso a esta, no qual os personagens estabelecem conexões uns aos outros e isto leva a narrativa adiante (pelo menos, nestes primeiros episódios, o que ainda prevejo muita dificuldade numa temporada de 18 episódios).

Os roteiros dos episódios me surpreenderam pelo equilíbrio entre drama, drama familiar e um humor gostoso de acompanhar quando desde o piloto criamos empatia com todos os personagens, sem exceção, impressiona que até mesmo a possível “armadilha” de ter um storyline de busca de um filho pelo pai após décadas, este ainda surgindo doente em estado terminal, consegue ter uma abordagem diferente pela série. Gosto de alguns nomes envolvidos na produção da série como do criador Dan Folgeman (que também trabalhou em séries como Grandfathered, Galavant e a outra novata da temporada, Pitch), que se uniu aos diretores/roteiristas John Requa e Glenn Ficarra, todos de Amor à Toda Prova (comédia romântica de 2011 que possuía um grande elenco (Ryan Gosling, Emma Stone, Steve Carrell e Julianne Moore) que lembra muito o clima de This Is Us).

Outra agradável surpresa da série, que acredito seja mérito do roteiro e da direção, é juntar um elenco extremamente mediano, desculpem os fãs de Justin Hartley (Arqueiro Verde de Smallville), Milo Ventimiglia (protagonista de Heroes) e Mandy Moore (cantora/atriz) e ofertar para os mesmos possivelmente os melhores papéis de suas carreiras, todo elenco esta bem e possuem uma naturalidade em cena que impressiona, claro que com total destaque neste início à Chrissy Metz (atriz que participou na temporada Freaky Show de America Horror Story).

PS.: sem a menor sombras de dúvidas, o melhor piloto desta Fall Season 2016!

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As Séries de 2015

02/01/2016

Na televisão é um pouco mais complicado fazer um levantamento sobre os melhores do ano pois a televisão americana segue o modelo de temporadas, normalmente, trabalhado de setembro de um ano até maio do ano seguinte, assim as séries de televisão aberta (por exemplo, The Good Wife), ficam prejudicadas num levantamento em detrimento as temporadas fechadas da tevê fechada (por exemplo, Game of Thrones) e de sites de streaming (por exemplo, Narcos).

Um destaque inegável é que o ano de 2015, com certeza, pertence à Netflix, não sei se o modelo gera lucros a empresa de streaming, mas somente nessa temporada tivemos  novas temporadas ou estreias de House of Cards, Better Call Saul, Narcos, Orange is The New Black, Unbreakable Kimmy Schmidt, Daredevil, Master of None, Sense8, Jessica Jones, como bons exemplos de séries; sem contar que o canal de streaming lançou o belo fime Beasts of No Nation (com Idris Elba), logo, muito, mas muito melhor que a programação inteira da televisão aberta americana atual.

Assim, deixo aqui minhas dicas para quem quer curtir séries nem sempre tão badaladas, sempre enfatizando meu gosto pessoal para séries e propostas das mesmas, no que se refere personagens, situações e desenvolvimento dos temas propostos.

Obs.: como tenho sérios problemas em definir melhores, principalmente, um Top 5, utilizei o mais racional método que foi a nota da temporada atribuída episódio após episódio no site Banco de Séries, em seguida, deixo algumas outras dicas de séries que destaco nesse ano.

theleftovers1) The Leftovers – 2ª temporada (HBO) – após uma temporada titubeante, ainda que acima da média, mas somente equivocada em alguns pontos de seu desenvolvimento, The Leftovers retorna para 2ª temporada de uma maneira brilhante.

Há muito tempo, uma série, no caso temporada, o que me causa mais surpresa, consegue simplesmente explodir em sua proposta de desenvolvimento de maneira tão competente como aqui se apresentou. Damon Lindelof (Lost) se redime de alguns equívocos de Lost e acerta ao simplesmente responder somente questões cruciais de seus mistérios para o andamento da trama e o desenvolvimento dos personagens, e que personagens!

Comento sempre que encontro alguém que assistiu a série, da comparação inevitável, pela exibição no mesmo período de tempo, entre The Leftovers e The Walking Dead, não no que se refere ao conteúdo, mas como a abordagem similar entre elas, me refiro a episódios dedicados a determinados personagens abrindo mão de uma narrativa macro, na qual The Leftovers mostra como é possível desenvolver cada personagem sem perder o ritmo/dinâmica do arco narrativo, criando pequenas pérolas semanais, enquanto The Walking Dead apenas nos irritou.

Para finalizar, deixo como destaque a sequência arrepiante entre Nora (Carrie Coon) e Erika (Regina King) no episódio Lens s02e06.

housofcards2) House of Cards – 3ª temporada (Netflix) – sou um acompanhante tardio da série, maratonei toda ela este ano, assim tudo ainda esta muito fresco na minha memória.

Nesta temporada, destaco o belo trabalho de Robin Wright, ganhando muito espaço com sua Primeira Dama em dramas pessoais, como na questão envolvendo o prisioneiro na Russia e o conflito com  Frank na reta final, assim como profissionais quando sua ascensão ao cargo de diplomata na ONU. Além disso, Wright ainda dirigiu episódio nessa temporada.

Já Frank Underwood, de Kevin Spacey, esteve menos descontrolado nessa temporada devido seu cargo máximo no país (Presidente), e menos irônico, porém o caminho que parece que haverá na 4ª temporada, em seu embate com o candidato republicano, promete muito mais do que conspirações intra palacianas. Confesso que gostei de Frank não estar tanto na ação como nas temporadas passadas, prefiro ele lhe dando com as questões políticas e bastidores do poder. Michael Keely também teve um desenvolvimento maior nessa temporada, porém seu arco na reta final, ainda envolvido com aquela garota, me decepcionou um pouco.

Aqui o destaque fica para o episódio Chapter 32 s03e06, já referido acima, aquele no qual os Underwood vão à Rússia negociar a soltura de um prisioneiro de origem americana. Uma pérola!

Hannibal3) Hannibal – 3ª temporada (NBC) – o que dizer da minha série predileta destes últimos anos, Hannibal para mim é tudo que um bom fã de suspense psicológico pode querer (viu, Criminal Minds!); uma trama com ótimos personagens, uma carga psicológica pesada e uma violência gráfica/estética/artística inimaginável para um canal de televisão aberta americano.

Gostei que a série soube (devido seus problemas de audiência) terminar sua temporada sem necessariamente deixar pontas soltas, Hannibal nunca foi uma série fácil de acompanhar, optou pelo caminho difícil ao cobrar de seu espectador estômago e contemplação para suas loucuras e devaneios de seu protagonista. Parabéns, mais uma vez para Bryan Fuller!

Numa temporada, claramente, dividida em dois arcos, a captura de dr. Hannibal e o surgimento do assassino Fada dos Dentes, já explorada na mitologia cinematográfica do personagem, o desfecho e enfrentamento dos três personagens, Hannibal, Will e Dolarhyde foi o grande destaque da temporada no episódio The Wrath of the Lamb, s03e13. Imperdível!

narcos4) Narcos – estreia (Netflix) – uma das grandes vantagens de canais streaming é ter mais facilidade para parcerias em busca de públicos-alvos, no caso, de Narcos, além do mercado americano, obviamente, toda América Latina e o Brasil (não por acaso, o escolhido do diretor José Padilha, foi o brasileiro Wagner Moura).

Apesar de algumas falhas no elenco, sim estou falando do agente americano Steve Murphy (Boyd Holbrook), e a miscelânea de sotaques, a trama verídica de Narcos é acima de tudo muito atual, afinal de contas o que mudou desde o surgimento de Pablo Escobar nos anos 80? É muito simples fazer um retrato que ocorre ainda hoje no Brasil e nos demais países que enfrentam o grave problema do narcotráfico.

Caprichada produção, elenco competente e trama absurdamente incrível.

Destaque da temporada La Catedral, s01e09, episódio no qual vemos a “prisão” de Pablo e seus companheiros, risível!

veep5) Veep – 4ª temporada (HBO) – minha comédia predileta nestes últimos anos, Veep ainda consegue criar cenários para a desastrosa Selina Meyer (Julia Louis Dreyfus ainda, impecável), agora Presidente em busca da reeleição, arco da temporada.

A adição de Hugh Laurie, como vice-presidente Tom James na chapa de Selina foi mais um acerto dos produtores, sem menor sombra de dúvidas o elenco de Veep é o melhor de todas as sitcoms no ar, todos têm espaço, piadas e momentos hilariantes a cada episódio, com especial destaque para Anna Chlumsky, como Amy, nesta temporada.

O destaque da temporada foi o episódio Testimony, s04e09, no qual Selina e sua equipe são “entrevistados” por membros de uma Comissão do Congresso devido a vazamentos de dados e o programa Families First. Inesquecível!

Demais séries em destaque nesse ano (por ordem alfabética):

  • Better Call Saul (1ª temporada) – canal AMC/Netflix
  • Bloodline (1ª temporada) – Netflix
  • Fargo (2ª temporada) – canal FX
  • Game of Thrones (5ª temporada) – canal HBO
  • Grey’s Anatomy (12ª temporada) – canal ABC
  • How To Get Away With Murder (2ª temporada) – canal ABC
  • Humans (1ª temporada) – canal AMC
  • Jessica Jones (1ª temporada) – Netflix
  • Law & Order – SVU (17ª temporada) – canal NBC
  • Mr. Robot (1ª temporada) – canal USA
  • Orange is The New Black (3ª temporada) – Netflix
  • Penny Dreadful (2ª temporada) – canal Showtime
  • Rectify (3ª temporada) – canal Sundance
  • Sense8 (1ª temporada) – Netflix
  • Silicon Valley (2ª temporada) – canal HBO
  • Survivor (31ª temporada) – canal CBS
  • The Affair (2ª temporada) – canal Showtime
  • The Good Wife (7ª temporada) – canal CBS
  • The Last Man On Earth (2ª temporada) – canal FOX
  • The X Factor UK (12ª temporada) – canal ITV
  • Transparent (2ª temporada) – Amazon
  • UnReal (1ª temporada) – canal Lifetime

Primeiras Impressões: Code Black & The Player

07/10/2015

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

CODE BLACK (canal CBS)

Na história, um jovem médico acaba de se unir à equipe de Pronto Socorro de um hospital em Los Angeles. Lutando contra os problemas do sistema, eles tentam manter seus ideais intactos e ajudar seus pacientes. O título refere-se a um código utilizado nas salas de emergências quando um hospital está sobrecarregado de pacientes, sem chances de atender a todos.

No corpo médico estão Christa (Bonnie Somerville), uma ex-jogadora de basquete, cujo filho faleceu de câncer. Esta experiência a levou a se tornar mais cuidadosa e dedicada a seus pacientes que foram diagnosticados com a mesma doença; Dra. Malaya (Melanie Kannokada, de The Brink), uma nova residente; Dra. Leanne (Marcia Gay Harden, de Trophy Wife), diretora do Pronto Socorro; José Santiago (Luis Guzmán, de How To Make It in America), o enfermeiro mais antigo do Pronto Socorro e responsável pelos quatro novos residentes…

CodeBlackCasualmente no momento que escrevo sobre a série ela estreia no canal Sony, uma pena que não fará parte da minha watchlist sendo exibida quase simultaneamente com os Eua, pois Code Black não aparenta ter uma preocupação maior do que ser um E.R (Plantão Médico) revisto sobre o olhar do caos, o melhor elogio que consigo fazer a série é sua verossimilhança e preocupação em transmitir verdade no contexto atendimento de emergência, tudo parece muito real no que se refere à cenários e técnicas, no entanto, como estamos falando de uma série cadê a dramaturgia? Cadê os conflitos médicos e a apresentação dos pacientes “da semana”?

A série me chama mais a atenção pelo tumultuado bastidor no qual a atriz Maggie Grace (de Lost) largou a série aos 45 minutos do 2º tempo fazendo como que houvesse uma troca de personagens, no caso a atriz Marcia Gay Hardem (muito bem em cena), assumiu o papel de protagonista (envelheceram a personagem) onde anteriormente faria um coadjuvante de luxo e contrataram a atriz Bonnie Sommerville para fazer uma médica “novata”. Isso possivelmente atrapaçha a série nesse início, pode ser que consiga superar esses problemas dramatúrgicos, mas para mim ainda há Grey’s Anatomy para ser minha série médica.

THE PLAYER (canal NBC)QUANTICO

Alex Kane, um agente de operações especiais que se tornou um expert em segurança, não consegue capturar o assassino de sua ex-esposa, Ginny. Em busca de justiça, o caminho de Kane cruza com o de uma organização obscura chamada House, liderada pelo Sr. Johnson e por Cassandra King. De maneira relutante, Kane une forças com a organização de elite, cujos membros apostam se ele pode ou não evitar crimes futuros..

Acho incrível como os produtores e roteiristas têm dificuldade em criar uma simples série de ação/aventura. Aqui temos mais um caso, The Player conta com dois protagonistas, inicialmente, bem representados Wesley Snipes (dispensa apresentações) e Philip Winchester (da série britânica Strike Back), uma coadjuvante inglesa clichê de mulher fria e misteriosa, porém o argumento para a ação é risível beirando o nonsense, o que o torna engraçado. A ação se passar em Las Vegas podia criar um charme as locações, porém os roteiristas somente pensaram em criar uma organização que faz “apostas” num contexto completamente irrelevante.

O piloto começa estranho, tentando apresentar o protagonista feliz ao lado da esposa, somente para matá-la e jogar o mesmo numa trilha de vingança onde acaba se juntando à organização de Snipes por motivos que não são compreensíveis apesar do roteiro achar que sim; depois da apresentação é possível notar que os elementos do cinema de ação estão presentes de maneira adequada e acima da média, porém ao final, criam uma possível mitologia para a série que afunda qualquer boa vontade de acompanhá-la. Boa sorte aos resistentes!

Primeiras Impressões: Heroes Reborn, Quantico & Rosewood

01/10/2015

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

HEROES REBORN:

A saga por trás da série de sucesso Heroes continuará com o retorno do criador Tim Kring para novas aventuras dos super-heróis. Esse desde já aguardado retorno, na forma de uma minissérie com 13 episódios, se reconectará com os elementos básicos da primeira temporada da série, em que pessoas comuns um dia acordam e descobrem ter habilidades extraordinárias.

8871E continuamos sendo expostos a uma das safras menos criativas da tevê americana, adaptações de filmes, refilmagens e continuações desnecessárias são o mote atual, isso para não comentar de séries que fazem um misto do que já vimos. Tim Kring, um dos maiores showrunners picaretas atuais, resolve trazer à volta seu maior sucesso, que terminara com críticas bastante negativas, pelo jeito, Kring conseguiu convencer algum executivo do canal NBC de que como herois de quadrinhos estão em alta, sua criação com uma roupagem nova poderia render uma nova franquia, lembrando que a série retorna como minissérie (o que não quer dizer que será produzida somente uma).

Falando especificamente sobre o piloto (duplo zzzzz), tem um ritmo cansativo e reinicia após os eventos da quarta temporada (que não vi), no qual Claire revelou os poderes para a humanidade, alguns personagens retornam (outros não deveriam) e novos são apresentados, num momento no qual há pessoas caçando-os após eles serem acusados de ter cometido um ato terrorista. Num primeiro momento, essa nova dinâmica me servia, no entanto, os roteiristas (shame on you Kring!) não conseguem abrir mão de subtramas absurdas e desconexas da trama central (como a personagem oriental que vira aminação num game com direito a katana e tudo mais) e personagens ruins (com intérpretes piores) como sempre Heroes apresentou.

Darei mais uma chance por puro prazer de sofrer e se indignar com tamanha incompetência criativa (guilty pleasure).

QUANTICO

Um grupo bastante diversificado de recrutas chegam à base do FBI em Quântico para serem treinados. Eles são os melhores, mais brilhantes e mais testados, então parece impossível que um deles seja suspeito de ser a grande mente por trás do maior ataque a Nova York desde 11 de setembro.

quanticoAté o momento que lhes escrevo, foi o melhor piloto da Fall Season, um thriller de conspiração com uma trama interessante desenvolvida através de duas narrativas em diferentes linhas de tempo, com uma diferença de 9 meses entre elas, assim temos o tempo atual, no qual a recruta Alex desperta após um atentado terrorista em solo americano, e o início do treinamento, no qual somos apresentados aos recrutas e seus superiores, num primeiro momento, confesso que todos são suspeitos pois parecem guardar segredos de diferentes tipos.

Tenso e bem interessante como conceito, a série conta com um elenco bacana, bastante diverso, e apostou num piloto surpreendente ao nos apresentar alguns personagens e dentro do mesmo já eliminá-los. Me surpreendi positivamente espero que a jornada vale a pena!

ROSEWOOD

Rosewood é um drama médico centrado no brilhante Dr. Beaumont Rosewood Jr. (Morris Chestnut), o melhor patologista de toda Miami. Como o proprietário de um dos mais sofisticados laboratórios independentes do país, ele encontra segredos em corpos que outros normalmente não conseguiriam ver. Apesar de estar constantemente rodeado por morte, Rosewood é obcecado com a vida e sabe saborear cada momento. Seu eterno otimismo irá frustrar a cínica detetive com quem ele frequentemente trabalha, mas ela não pode argumentar contra os resultados que sua perspectiva particular oferece.

rosewoodNão sei o que acontece com o canal Fox, com o sucesso retumbante de Empire, outro canal aproveitaria e colocaria uma nova série após o horário do mesmo para receber a audiência dele (como vem fazendo o canal NBC às segundas após o The Voice) , mas não, o canal Fox cria um novo procedural étnico, misto de House (esse de auto-ajuda) com Body of Proof (procedural com uma médica legista como protagonista), e coloca antes de Empire, nãoaproveitnado o sucesso gigantesco do novelão de Lee Daniels.

Pior que a série iria precisar surfar no sucesso de Empire, o piloto e o próprio conceito da série é igual a dezenas de pilotos policiais e ou médicos que inundam a tevê americana há décadas, não possui um gancho forte, além da doença do protagonista, até bem conduzido por Morris Chestnut, porém os conflitos com a nova detetive e futura parceira (Castle manda lembranças) e até mesmo os conflitos com o principal detetive do departamento de Miami (pobre Anthony Michael Hall, que já teve sua própria série, The Dead Zone) já soam clichê de tanto que vimos em outras séries. Não tem como ir adiante!