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Balanço da Temporada: Game of Thrones – 6ª temporada

28/06/2016

***RISCO DE SPOILERS

Que temporada amigos leitores! Uma das coisas que sempre me incomodou em Game of Thrones (HBO) foi as storylines personagens errantes, sempre caminhando em florestas, palácios e cidades medievais atrás de algum poder/familiar ou em fuga! Sempre achava este artifício meio enrolador dentro da narrativa política da série, como se sempre estivesse evitando um confronto (claro que estou simplificando para exemplificar); assim esta temporada, a primeira não baseada num livro de George R. R. Martin, pois o escritor demorou mais do que os anos de produção da série para finalizar sua obra (lembrando que a série esta renovada e sera finalizada em mais 2 temporadas), mesmo transpondo em idéias e planos gerais de Martin para a história, não teve um livro propriamente dito para adaptar, os “showrruners” (David Beniof e D. B. Weiss) e roteiristas tiveram que criar e isto foi o fator fundamental para o sucesso da temporada.

Com liberdade criativa nota-se que nos 10 episódios exibidos um ou dois tiveram um ritmo vagaroso, comum em temporadas anteriores, e somente um arco me incomodou em sua levada demasiadamente lenta, o da personagem Arya, os demais tiveram uma dinâmica muito mais televisiva, se podemos dizer assim, em 10 episódios, tivemos a ressurreição de Jon Snow, negociações com o Norte e a Batalha dos Bastardos; Daenerys é sequestrada e já reúne um exército para unir aos que já possuía rumo ao trono de ferro; e Cersei, pós caminhada da vergonha, artimanha uma maneira de minar o fluente poder religioso de Porto Real. Divido a trama da temporada nestes três núcleos pois serão estes que caminharão rumo ao final da trama, claro não esquecendo os Outros e seus zumbis.

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Além disto, esta temporada resolveu “brincar” com o tempo ao unir numa mesma storyline o sumido Bran descobrindo seus poderes de Corvo de três olhos, vislumbrando o passado de sua família, aos Filhos da Floresta e Whitewalkers, que têm sua origem retratada.

Logo, observa-se que os roteiristas resolveram começar a responder algumas questões e dúvidas dos fãs tanto da série quanto dos livros, fazendo o que normalmente se chama de fan service, isto colaborou essencialmente para resolução de diversas situações e eliminação de personagens/núcleos nos quais a trama patinava em demasia, dando uma sensação de unidade maior a temporada.

Sobre o elenco e produção não vou comentar porque este sempre foi um dos maiores acertos da série; dito isto, naturalmente, Lena Headey foi o ponto alto dentro no elenco (numa temporada dominada pela mulheres) e como destaque de produção a maravilhosa sequência da Batalha dos Bastardos, uma das melhores sequências de ação televisiva, sem deixar nada a dever a nenhum épico do cinema.

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Balanço da Temporada: Game of Thrones – 1ª Temporada

02/07/2011

O maior mérito de Game of Thrones foi, num primeiro momento, afastar o rótulo de ser uma série a la O Senhor dos Anéis. Mesmo não tendo o mesmo orçamento da trilogia de Peter Jackson, soube recriar o universo ora medieval ora fantástico de George R.R. Martin de maneira acertada e impecável, desde cenários, figurinos até efeitos especiais, que se não são nenhuma maravilha passam longe do fake visto em diversos seriados televisivos, mas a maior diferença residiu principalmente na abordagem, enquanto, Tolkien apostava no heroísmo e na amizade dos personagens, Martin faz um retrato do ser humano mais bruto e, por isto, mesmo mais ambíguo, principalmente no que se refere às questões sociais e às questões políticas.

Não há espaço para heróis, os personagens são bem delineados, com atitudes ambíguas,  ora invejosos e egoístas ora fraternais e honrados, tudo permeado com a disputa pelo poder, afinal de contas os Sete Reinos estão sob às ordens do Rei Robert Baratheon (surpresa ver, o normalmente ator cômico, Mark Addy num papel mais dramático e segurando super bem), porém os demais reinados participam das mais variadas questões em comum acordo. Ao iniciar a série percebemos que alguns querem derrubar o Rei, assim vemos que Cersei Lannister, esposa do rei, membro do clã Lannister (os loiros) tem uma ambição muito maior do que o papel de coadjuvante que possuem no atual reinado, na contramão, temos a Mão do Rei (uma espécie de conselheiro do Rei), Eddard Stark, chefe do clã Stark, homem de familia honrado que procura assessorar o Rei Robbert com dignidade. Junto a estes dois clãs, mas afastado geograficamente do centro do poder, estão os Drogo e os Targaryen, unidos pelo casamento do chefe da tribo selvagem, Khal Drogo, com a aparentemente frágil Daenerys Targaryen, num casamento arranjado entre os clãs. Além deste retrato social e político, manifestações sobrenaturais começam a surgir fora dos muros dos Reinos com a chegada do inverno.

Este aparente plot da série não condiz com tudo o que é desenvolvido durante seus 10 episódios (com garantia de uma nova temporada, iniciando filmagens atualmente), são bons personagens envolvidos em traições, conflitos, batalhas (iminente guerra), mortes e sexo (sim, não esqueçam que a série é do canal HBO). Alguns personagens se destacam como o anão Tyrion Lannister (o talentoso Peter Dinklage) com os melhores diálogos e humor sarcástico, o crescimento dramático da frágil Daenerys Targaryen, a bravura clássica de Sean Bean como Eddard Stark e despontando como a heroína tradicional, Arya Stark.

Melhor episódio: Baelor (principalmente, pela surpresa final)

Primeiras Impressões: Game of Thrones

09/05/2011

Estreando neste final de semana aqui na HBO brasileira, exibindo o quarto episódio em terras americanas e computadores do mundo, mesmo, num primeiro momento, não se revelando nenhum fenômeno de audiência, até aqui, a série luta para conquistar um público maior, mas num primeiro momento indico a série para um público mais adulto e que procura um passatempo de qualidade em conteúdo e formato, aos mais apressados Game of Thrones está muito longe de ser uma série televisiva ambientada na Terra Média (O Senhor dos Aneis).

Desde o primeiro episódio, observa-se um painel de numerosos personagens, através de diversos reinos mostrados e citados, que o roteiro irá abordar as questões familiares e políticas, deixando o misticismo e/ou sobrenatural para um segundo momento, mesmo este sendo utilizado na primeira sequência da série. Não sei o que vem pela frente pois não conheço o livro no qual se baseou a série, mas como o escritor é produtor e vai escrever o oitavo episódio da série imagino que seja uma adaptação fiel. Ate aqui, visto o 3º episódio, tenho muito dificuldade com os nomes e famílias/reinos da série, menos mal, que temos bons atores no elenco (Sean Bean, Lena Headey, Peter Dinklage e Mark Addy, entre outros) colaborando para a identificação dos mesmos.

Por se tratar de uma serie da HBO, que parece querer recuperar o prestígio, hoje pertencente ao canal AMC (Mad Men, Breakin Bad, The Walking Dead e The Killing), entre as tevês a cabo, e a série já estando renovada para a segunda temporada (fala-se em quatro já acertadas), acredito que o potencial dramático da série esteja apenas em seu início, e que a melhora ocorra nuam curva crescente até o final da temporada, composta por 10 episódios.