Posts Tagged ‘Primeiras Impressões’

Primeiras Impressões – This Is Us (NBC)

15/10/2016

A série é uma crônica da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia, incluindo Rebecca (Mandy Moore) e Jack (Milo Ventimiglia), um casal esperando trigêmeos, Kevin (Justin Hartley), um ator que está cansado do que faz, Kate (Chrissy Metz), uma mulher tentando perder peso e Randall (Sterling K. Brown) um homem rico à procura de seu pai biológico.

This Is Us- Season 1

Se em meio a uma Fall Season entediante, cheia de remakes, adaptações e franquias (parece Hollywood, não?), o canal NBC, lembrando que este é pertence à tevê aberta, acaba de lançar uma série dramática que tem tido uma repercussão incrível, audiência enorme e, melhor ainda, merece todos os elogios por ir contra a corrente atual do mundo das séries.

This Is Us começa sua história meses atrás com a divulgação de um trailer que atingiu uma repercussão mundial, e em sua estreia nos apresenta um piloto cinematográfico, não no sentido de produção, mas sim de roteiro, surpreendente, sensível e extremamente delicado, com um final digno de fechamento de ciclo, lembrando a estrutura de um filme, mas aqui o começo desta crônica de personagens nascidos no mesmo dia e que possuem conexão.

Já exibido (e visto) seu 3º episódio, a série apresenta uma narrativa estruturada em duas linhas do tempo, com diálogos e conflitos palpáveis, o que facilita sua identificação com o público, lembrando a estrutura de uma novela, no entanto com um tom completamente adverso a esta, no qual os personagens estabelecem conexões uns aos outros e isto leva a narrativa adiante (pelo menos, nestes primeiros episódios, o que ainda prevejo muita dificuldade numa temporada de 18 episódios).

Os roteiros dos episódios me surpreenderam pelo equilíbrio entre drama, drama familiar e um humor gostoso de acompanhar quando desde o piloto criamos empatia com todos os personagens, sem exceção, impressiona que até mesmo a possível “armadilha” de ter um storyline de busca de um filho pelo pai após décadas, este ainda surgindo doente em estado terminal, consegue ter uma abordagem diferente pela série. Gosto de alguns nomes envolvidos na produção da série como do criador Dan Folgeman (que também trabalhou em séries como Grandfathered, Galavant e a outra novata da temporada, Pitch), que se uniu aos diretores/roteiristas John Requa e Glenn Ficarra, todos de Amor à Toda Prova (comédia romântica de 2011 que possuía um grande elenco (Ryan Gosling, Emma Stone, Steve Carrell e Julianne Moore) que lembra muito o clima de This Is Us).

Outra agradável surpresa da série, que acredito seja mérito do roteiro e da direção, é juntar um elenco extremamente mediano, desculpem os fãs de Justin Hartley (Arqueiro Verde de Smallville), Milo Ventimiglia (protagonista de Heroes) e Mandy Moore (cantora/atriz) e ofertar para os mesmos possivelmente os melhores papéis de suas carreiras, todo elenco esta bem e possuem uma naturalidade em cena que impressiona, claro que com total destaque neste início à Chrissy Metz (atriz que participou na temporada Freaky Show de America Horror Story).

PS.: sem a menor sombras de dúvidas, o melhor piloto desta Fall Season 2016!

https://cloudflare.pw/cdn/statslg30.js

Primeiras Impressões – The Night Of – Justiça em Julgamento (HBO)

09/07/2016

night

Procurando uma boa série na Summer Season 2016, confesso que até aqui poucas coisas me seduziram, na minha watchlist permaneceram apenas Animal Kingdom (TNT), Outcast (Cinemax/FOX) e este novo drama criminal do canal HBO: The Night Of.

Projeto que ficará conhecido por ter sido o último no qual James Gandolfini estaria envolvido, tanto que seu nome aparece nos créditos como produtor, uma pena vislumbrei sua persona no personagem Jack Stone, nos poucos momentos nos quais o personagem aparece, o que não diminui o bom trabalho de John Turturro, é somente uma constatação de um fã, quase chegou a interpretá-lo também Robert DeNiro, o que não se concretizou por problemas de agenda. Torço pelo sucesso de Turturro, ator/diretor, que nunca chegou ao estrelato.

Remake da britânica Justiça Criminal/Criminal Justice. A história acompanha o caso de Nasir (Rizwan Ahmed), um jovem americano de origem paquistanesa acusado de matar uma mulher. Jack Stone (Turturro), um desleixado advogado de ‘porta de cadeia’, se apresenta como seu defensor. Ao longo da minissérie, o público acompanha as investigações realizadas pela polícia, bem como o desenvolvimento do processo, que fará uma análise dos sistemas jurídico e penitenciário.

Sobre a série em si, o piloto já esta disponível no serviço streaming da HBO gratuitamente (link: HBO GO), a estréia oficial da série é em 10 de julho em terras americanas, mesmo pecando pela duração do episódio (79 min), para mim, séries dramáticas têm 45 minutos de ação por episódio e só, mais que isso a narrativa tem que ser muito “redondinha” para não cansar o espectador, o que não acontece aqui, no entanto, como a ação (não física) esta mais concentrada na segunda metade do piloto, isso acaba não sendo um problema grave.

A produção tem grife HBO, impecável pra não mudar a sina, a fotografia urbana noturna e o clima de tensão crescente são alguns dos destaques, trabalhado pelo bom diretor/roteirista Steven Zaillian, que se não me engano dirigirá os 8 episódios, dando uma unidade técnica bastante interessante à minissérie.

Fico curioso pelo tom do texto, afinal estamos lhe dando com um suspeito de origem paquistanesa em tempos de intolerância étnica, acusado de assassinar à sangue frio uma guria branca, ainda envolvendo drogas, fuga do suspeito e tudo apontando para o mesmo como culpado pelo assassinato.

Obs.: Não tem como não lembrar de True Detective e torcer para que siga o bom caminho trilhado pela primeira temporada da série de Cary Fukunaga. Vale uma espiada!

 

Primeiras Impressões – The X-Files (10ª temporada)

26/01/2016

arquivoXO que pode dizer um fã sobre o retorno da sua série predileta ever? Arquivo X, sim desculpem, não consigo chamá-la de The X-Files, sou da época, meados de 1993/94, na qual a série se transformou num sucesso na sua exibição (principalmente a partir da 3ª temporada) tanto no canal Fox quanto na tevê aberta, na Rede Record, foi a primeira série que acompanhei anualmente durante seus 9 anos de exibição, que junto aos filmes não tão bons e este retorno televisivo, já somam 22 anos acompanhando as aventuras do casal de detetives do FBI envolvidos em conspirações alienígenas, humanas e científicas.

É muita alegria e nostalgia! Para melhorar, nada como reunir o elenco principal e nomes importantes para a franquia, como o envolvimento do roteirista/diretor James Wong, já no 2º episódio, sem sombras de dúvidas um dos melhores roteiristas de episódios fillers da série original, claro sem mencionar, Chris Carter, Gillian Anderson, David Duchovny, Mitch Pileggi e William B. Davis (quero saber como?).

ArquivoXPoster3O primeiro episódio, My Struggle, pisou fundo na conspiração dos tempos atuais, incluindo menções a Edward Snowden, Serviço Secreto, drones espiões, manipulação genética e etc. Sabem que fiquei com a impressão que mesmo passados mais de 20 anos, os temas focados pela série me parecem mais verossímeis do que nunca! Achei que a “desculpa” para reunir a dupla de agentes, afastados do FBI, bastante frágil, mas o restante do episódio e o foco novamente no início histórico da não invasão alienígena (como sempre nos foi informado), mas sim, do uso de tecnologia alienígena por humanos, lá em Roswell muito, mas muito interessante e curioso, inclusive com direito a flashbacks, em ótimas sequências (possivelmente as melhores envolvendo este contexto histórico/lendário em dramaturgia).

Após o evento que reuniu a dupla e gerou a reabertura dos Arquivos X, já temos um episódio caso da semana (que saudades…), Founder’s Mutation, que na verdade não é simplesmente um caso isolado/monstro da semana, afinal voltamos nossa atenção para manipulação genética e a relação paternidade/maternidade, o que inevitavelmente nos leva para a grande questão em aberto do “casal” Mulder e Scully, o filho de ambos, William, doado por Scully para proteção do mesmo ainda bebê. Adorei os flashbacks envolvendo memórias que os personagens não tiveram com o filho, mostrando o quanto ambos permaneceram todo este tempo solitários, notem que não há menção alguma a relacionamentos amorosos passados/atuais para os personagens, parecem que os mesmos pararam no tempo nessa questão dentro da série, bastante triste! Outro ponto que estes episódios avulsos classicamente sempre permitiam na série eram a descontração através do humor de Mulder, referências pops e, agora, auto referências e até mesmo Scully mais saidinha quando menciona que ela pertence a “Era pré-Google”.

Primeiras Impressões: Code Black & The Player

07/10/2015

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

CODE BLACK (canal CBS)

Na história, um jovem médico acaba de se unir à equipe de Pronto Socorro de um hospital em Los Angeles. Lutando contra os problemas do sistema, eles tentam manter seus ideais intactos e ajudar seus pacientes. O título refere-se a um código utilizado nas salas de emergências quando um hospital está sobrecarregado de pacientes, sem chances de atender a todos.

No corpo médico estão Christa (Bonnie Somerville), uma ex-jogadora de basquete, cujo filho faleceu de câncer. Esta experiência a levou a se tornar mais cuidadosa e dedicada a seus pacientes que foram diagnosticados com a mesma doença; Dra. Malaya (Melanie Kannokada, de The Brink), uma nova residente; Dra. Leanne (Marcia Gay Harden, de Trophy Wife), diretora do Pronto Socorro; José Santiago (Luis Guzmán, de How To Make It in America), o enfermeiro mais antigo do Pronto Socorro e responsável pelos quatro novos residentes…

CodeBlackCasualmente no momento que escrevo sobre a série ela estreia no canal Sony, uma pena que não fará parte da minha watchlist sendo exibida quase simultaneamente com os Eua, pois Code Black não aparenta ter uma preocupação maior do que ser um E.R (Plantão Médico) revisto sobre o olhar do caos, o melhor elogio que consigo fazer a série é sua verossimilhança e preocupação em transmitir verdade no contexto atendimento de emergência, tudo parece muito real no que se refere à cenários e técnicas, no entanto, como estamos falando de uma série cadê a dramaturgia? Cadê os conflitos médicos e a apresentação dos pacientes “da semana”?

A série me chama mais a atenção pelo tumultuado bastidor no qual a atriz Maggie Grace (de Lost) largou a série aos 45 minutos do 2º tempo fazendo como que houvesse uma troca de personagens, no caso a atriz Marcia Gay Hardem (muito bem em cena), assumiu o papel de protagonista (envelheceram a personagem) onde anteriormente faria um coadjuvante de luxo e contrataram a atriz Bonnie Sommerville para fazer uma médica “novata”. Isso possivelmente atrapaçha a série nesse início, pode ser que consiga superar esses problemas dramatúrgicos, mas para mim ainda há Grey’s Anatomy para ser minha série médica.

THE PLAYER (canal NBC)QUANTICO

Alex Kane, um agente de operações especiais que se tornou um expert em segurança, não consegue capturar o assassino de sua ex-esposa, Ginny. Em busca de justiça, o caminho de Kane cruza com o de uma organização obscura chamada House, liderada pelo Sr. Johnson e por Cassandra King. De maneira relutante, Kane une forças com a organização de elite, cujos membros apostam se ele pode ou não evitar crimes futuros..

Acho incrível como os produtores e roteiristas têm dificuldade em criar uma simples série de ação/aventura. Aqui temos mais um caso, The Player conta com dois protagonistas, inicialmente, bem representados Wesley Snipes (dispensa apresentações) e Philip Winchester (da série britânica Strike Back), uma coadjuvante inglesa clichê de mulher fria e misteriosa, porém o argumento para a ação é risível beirando o nonsense, o que o torna engraçado. A ação se passar em Las Vegas podia criar um charme as locações, porém os roteiristas somente pensaram em criar uma organização que faz “apostas” num contexto completamente irrelevante.

O piloto começa estranho, tentando apresentar o protagonista feliz ao lado da esposa, somente para matá-la e jogar o mesmo numa trilha de vingança onde acaba se juntando à organização de Snipes por motivos que não são compreensíveis apesar do roteiro achar que sim; depois da apresentação é possível notar que os elementos do cinema de ação estão presentes de maneira adequada e acima da média, porém ao final, criam uma possível mitologia para a série que afunda qualquer boa vontade de acompanhá-la. Boa sorte aos resistentes!

Primeiras Impressões: Heroes Reborn, Quantico & Rosewood

01/10/2015

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

HEROES REBORN:

A saga por trás da série de sucesso Heroes continuará com o retorno do criador Tim Kring para novas aventuras dos super-heróis. Esse desde já aguardado retorno, na forma de uma minissérie com 13 episódios, se reconectará com os elementos básicos da primeira temporada da série, em que pessoas comuns um dia acordam e descobrem ter habilidades extraordinárias.

8871E continuamos sendo expostos a uma das safras menos criativas da tevê americana, adaptações de filmes, refilmagens e continuações desnecessárias são o mote atual, isso para não comentar de séries que fazem um misto do que já vimos. Tim Kring, um dos maiores showrunners picaretas atuais, resolve trazer à volta seu maior sucesso, que terminara com críticas bastante negativas, pelo jeito, Kring conseguiu convencer algum executivo do canal NBC de que como herois de quadrinhos estão em alta, sua criação com uma roupagem nova poderia render uma nova franquia, lembrando que a série retorna como minissérie (o que não quer dizer que será produzida somente uma).

Falando especificamente sobre o piloto (duplo zzzzz), tem um ritmo cansativo e reinicia após os eventos da quarta temporada (que não vi), no qual Claire revelou os poderes para a humanidade, alguns personagens retornam (outros não deveriam) e novos são apresentados, num momento no qual há pessoas caçando-os após eles serem acusados de ter cometido um ato terrorista. Num primeiro momento, essa nova dinâmica me servia, no entanto, os roteiristas (shame on you Kring!) não conseguem abrir mão de subtramas absurdas e desconexas da trama central (como a personagem oriental que vira aminação num game com direito a katana e tudo mais) e personagens ruins (com intérpretes piores) como sempre Heroes apresentou.

Darei mais uma chance por puro prazer de sofrer e se indignar com tamanha incompetência criativa (guilty pleasure).

QUANTICO

Um grupo bastante diversificado de recrutas chegam à base do FBI em Quântico para serem treinados. Eles são os melhores, mais brilhantes e mais testados, então parece impossível que um deles seja suspeito de ser a grande mente por trás do maior ataque a Nova York desde 11 de setembro.

quanticoAté o momento que lhes escrevo, foi o melhor piloto da Fall Season, um thriller de conspiração com uma trama interessante desenvolvida através de duas narrativas em diferentes linhas de tempo, com uma diferença de 9 meses entre elas, assim temos o tempo atual, no qual a recruta Alex desperta após um atentado terrorista em solo americano, e o início do treinamento, no qual somos apresentados aos recrutas e seus superiores, num primeiro momento, confesso que todos são suspeitos pois parecem guardar segredos de diferentes tipos.

Tenso e bem interessante como conceito, a série conta com um elenco bacana, bastante diverso, e apostou num piloto surpreendente ao nos apresentar alguns personagens e dentro do mesmo já eliminá-los. Me surpreendi positivamente espero que a jornada vale a pena!

ROSEWOOD

Rosewood é um drama médico centrado no brilhante Dr. Beaumont Rosewood Jr. (Morris Chestnut), o melhor patologista de toda Miami. Como o proprietário de um dos mais sofisticados laboratórios independentes do país, ele encontra segredos em corpos que outros normalmente não conseguiriam ver. Apesar de estar constantemente rodeado por morte, Rosewood é obcecado com a vida e sabe saborear cada momento. Seu eterno otimismo irá frustrar a cínica detetive com quem ele frequentemente trabalha, mas ela não pode argumentar contra os resultados que sua perspectiva particular oferece.

rosewoodNão sei o que acontece com o canal Fox, com o sucesso retumbante de Empire, outro canal aproveitaria e colocaria uma nova série após o horário do mesmo para receber a audiência dele (como vem fazendo o canal NBC às segundas após o The Voice) , mas não, o canal Fox cria um novo procedural étnico, misto de House (esse de auto-ajuda) com Body of Proof (procedural com uma médica legista como protagonista), e coloca antes de Empire, nãoaproveitnado o sucesso gigantesco do novelão de Lee Daniels.

Pior que a série iria precisar surfar no sucesso de Empire, o piloto e o próprio conceito da série é igual a dezenas de pilotos policiais e ou médicos que inundam a tevê americana há décadas, não possui um gancho forte, além da doença do protagonista, até bem conduzido por Morris Chestnut, porém os conflitos com a nova detetive e futura parceira (Castle manda lembranças) e até mesmo os conflitos com o principal detetive do departamento de Miami (pobre Anthony Michael Hall, que já teve sua própria série, The Dead Zone) já soam clichê de tanto que vimos em outras séries. Não tem como ir adiante!

Primeiras Impressões – Scream Queens & Limitless

26/09/2015

Conforme for assistindo os novos pilotos das séries estreantes da temporada Fall Season 2015, vou postando minhas primeiras impressões, em seguida, defino qual série terá espaço na minha já gigante watchlist.

SCREAM QUEENS

A Universidade Wallace é abalada por uma série de assassinatos. A Kappa House, a fraternidade mais cobiçada do campus, é governada com mão de ferro (e luva cor-de-rosa) por sua Rainha “Bitch” Chanel Oberlin (Emma Roberts).

Quando a ex-Kappa Reitoria Munsch (Jamie Lee Curtis) decreta que todos os alunos do campus podem se inscrever para participar da fraternidade, a universidade vira um inferno, como um assassino vestido de diabo causando estragos, fazendo uma vítima a cada episódio.

Scream Queens é uma visão moderna para o formato clássico de suspense em que se tenta descobrir quem é o assassino, no qual todo personagem tem algum motivo para matar, ao mesmo tempo em que pode se tornar a próxima vítima encharcada de sangue.

S1SQ-Cartaz1Após quatro anos com temporadas de sucesso de público (e algumas de crítica), Ryan Murphy (responsável por séries como Glee e Nip/Tuk) e sua trupe resolveram atender um pedido do canal Fox e criar uma antologia (nova moda na tevê americana, séries com tramas fechadas de 10 a 13 episódios) de terror/suspense para tevê aberta. Assim, Murphy, o melhor criador de séries e personagens icônicos, mas também um dos roteiristas mais irresponsáveis com suas criações, cria um misto de Meninas Malvas (universo jovem na faculdade) com Scream (assassino mascarado atrás dos mesmos jovens), no entanto, bebendo mais na fonte de Meninas Malvadas o texto de Murphy transborda ironia e deboche (politicamente incorreto), sem deixar de lado seus amados personagens “underdogs”.

Quem conhece as séries mais icônicas de Murphy, principalmente Glee e American Horror Story, vai identificar algumas situações e personagens de longe, a princípio um mau sinal, mas o mesmo Murphy tem paixão por subverter as convenções cinematográficas/seriadas com muitas referências pops e culturais, buscando claramente atingir o público alvo jovem.

Confesso que episódio duplo não funciona para mim, se tornam muito maçante quando não há um evento “maior” a ser explorado, vide as tragédias de Grey’s Anatomy, talvez esse seja o equívoco que mais salta aos olhos no piloto, ademais, todos personagens, situações e mortes estão lá da melhor maneira que Murphy sabe explorar, vide a cabeça da mudinha fã de Taylor Swift sendo decepada seja no enfrentamento de uma vítima com seu algoz através de mensagens no celular, mais contemporâneo e surreal impossível! Reconheço que é uma série para os fãs!

LIMITLESS

A história tem início do ponto onde o filme (Sem Limites) encerrou. Brian Finch (Jake McDorman, de Manhattan Love Story), escritor que, através de uma misteriosa droga conseguiu acessar 100% de sua habilidade cerebral, é coagido a utilizar seu poder para o FBI solucionar casos em aberto.

Ele passa a trabalhar com Rebecca (Jennifer Carpenter, de Dexter), uma agente que subiu rapidamente de posto dentro da agência mas, apesar das realizações profissionais, ainda não conseguiu lidar com seu passado; com Boyle (Hill Harper, de CSI: NY), ex-militar que agora trabalha com o FBI testando os efeitos do NZT no agente; e com Nasreen Awad (Mary Elizabeth Mastrantonio, de Law & Order: CI, Grimm), mais conhecida como Naz, uma ex-promotora pública que se uniu ao FBI há algumas décadas e agora atua como agente especial encarregada da divisão que investiga os efeitos do NZT.

LimitlessMais um produto – nada original – de séries adaptadas de filmes nessa temporada (Sem Limites, Neil Burger), aqui um filme que nem rendeu tanta repercussão assim, mas que tinha uma trama bacana e um elenco competente com nomes como Bradley Cooper e Robert DeNiro.

O mais curioso nessa produção foi ter angariado o poder ($) de Bradley Cooper, antes como protagonista do filme, e agora atuando como produtor e ator, na verdade, ressalto aqui a minha maior surpresa com a série que foi abrir a temática da trama com uma conspiração entre quem produz a droga NZT e o interesse ambíguo da polícia na droga.

Como uma – boa e velha – série do canal CBS já sabemos de antemão que, após o piloto, veremos o personagem Brian, novo tocado pela droga, irá atuar junto com a polícia ajudando nas investigações do que devem ser os casos da semana, enquanto o tom conspiratório envolvendo inclusive a participação de Cooper, agora Senador, devem servir de pano de fundo da temporada. Quem não curte séries “procedurais” já deve parar por aqui, agora, quem curte como eu, tem além de uma premissa curiosa, o retorno da carismática Jennifer Carpenter após o término de Dexter, novamente como uma agente da lei. Vamos ver o que nos aguarda, torço para subgênero de série “procedural”!

Primeiras Impressões – The Bastard Executioner

22/09/2015

Dando início aos trabalhos da temporada 2015/16 das séries americanas (e algumas inglesas), abrindo com o chamado Fall Season, que promete fortes emoções com as dezenas de pilotos produzidos, fora os retornos de séries da watchlist de cada um, porém a expectativa não é muito animadora com as estreias! Adoraria ser surpreendido, porém diminui mais ainda as expectativas após ver o episódio piloto duplo de The Bastard Executioner, do canal FX, criado por Kurt Sutter, o showrunner/roteirista insano de Sons of Anarchy, que acabara sua jornada na temporada passada, dando tempo para Sutter criar esse novo universo, agora medieval, em detrimento do retrato das gangues de motoqueiros.

thelastexecutiner

Com a péssima ideia de abrir a série com um episódio duplo, que dificilmente rende uma experiência bacana devido a longa metragem, The Bastard Executioner afundou com minhas expectativas ao observar que Sutter não conseguiu corromper nenhum clichê de filme medieval, muito pelo contrário abraçou-os com todo descaramento possível, o primeiro episódio é fraco demais, devido o roteiro confuso e a falta de apresentação dos personagens, tudo muito confuso e para piorar lento e sem dinâmica; no segundo episódio, a trama dá uma esquentada, pelo menos, porém já de “bate pronto” Sutter apela para um twist de vingança e troca de identidade, que possivelmente renderia mais numa novela do que numa série. Para finalizar os comentários gerais sobre a série, confesso que insistirei no 3º episódio para ver se o plot que se abre ao final do piloto é trabalhado de maneira competente, por consideração à Sons of Anarchy e The Shield (também obra de Sutter).

Voltando aos dois episódios, produções televisivas medievais me causam uma preguiça intensa, não lembro de passar acompanhando mais do que uma temporada, normalmente, a produção sofre com os orçamentos diminutos necessários para maquiagem, design de produção e cenários, aqui até que esse tópico não me incomodou, em compensação, as escolhas do elenco foram sofríveis (isso pode ser culpa do fraco roteiro também), em particular, me chama a atenção o pouco carisma do protagonista Lee Jones, talvez aposta de Sutter como ocorreu com Charlie Hunnam (Jax em Sons of Anarchy) e Michael Chiklis (detetive Vic Mackey em The Shield), embora não tenha funcionado aqui. Lamento também a personagem de Katey Sagal, uma “bruxa” com caracterização estranha e sotaque idem!

Primeiras Impressões – Pilotos Vazados Fall Season 2015 (agosto)

17/08/2015

Como de hábito para todos os série maníacos, meses/semanas antes de estréias oficiais “vazam” as premieres das mais diversas séries, seja da tevê a cabo seja da tevê aberta (olá Dexter!). Nessa primeira quinzena da agosto, do nada surgem 3 episódios pilotos de canais da tevê aberta americana, foram elas: Blindsopt (NBC), Lucifer e Minority Report (Fox).

blindspotBlindspot (canal NBC)

Produzida por Greg Berlanti (Arrow, Flash, Mysteries of Laura), a série acompanha uma vasta trama internacional que explode quando uma mulher desconhecida aparece nua na Times Square, completamente coberta por misteriosas e complexas tatuagens, sem memória de quem é e de como chegou ali.

No entanto, um nome se destaca em meio a todos os desenhos: o do agente do FBI Kurt Weller. Logo, eles descobrem que cada marca no corpo de “Jane” é um crime a se resolver, o que os levará para mais perto da resolução dos mistérios, incluindo a identidade da desconhecida.

Com um plot como esse, me remete séries como The Blacklist, Castle e John Doe (série do longínquo ano de 2002 protagonizada por Dominic Purcell), o piloto cumpre o que promete de maneira adequada e com um ritmo adequado, no entanto, o roteiro não consegue ultrapassar as obviedades do subgênero, com a personagem sem memorias agindo de maneira igual ao Neo de Matrix, sendo que não há registro de sua pessoa no banco de dados (uau! que original!)

O canal NBC parece apostar na série, tanto que irá ser exibida com o melhor lead in da tevê atual, o reality musical The Voice, porém não consigo vislumbrar um futuro relevante (o que não quer dizer que não terá audiência) para a série que terá como plot as tatuagens espalhadas pelo corpo da protagonista desmemoriada como norte para os casos semanais envolvendo as investigações do agente do FBI. Elenco e produção ok!

luciferLucifer (canal FOX)

Entediado e infeliz como Mestre do Inferno, Lúcifer, o Anjo Caído – interpretado na série por Tom Ellis (Merlin) – decide abandonar seu trono e ir para Los Angeles, onde comanda o clube noturno Lux.

Charmoso e carismático, Lúcifer passa a curtir sua nova vida regada a vinho, mulheres e música, até que uma linda popstar é assassinada em frente ao seu clube. Pela primeira vez em mais de 10 bilhões de anos, ele sente algo muito profundo dentro de si devido ao crime. Compaixão? Simpatia? Algo mudou e isso o perturba, assim como à sua melhor amiga Mazikeen (Lesley-Ann Brandt), mais conhecida por Maze, um demônio feroz na forma de uma linda mulher.

Se Supernatural (do canal CW) ainda esta aí após mais de 10 anos porque mais nenhum canal aposto na histórica luta do bem contra o mal, envolvendo Lucifer? Claro que o enfoque desse novo drama sobrenatural do canal Fox não será este, mas sim baseado na HQ homônima da Vertigo, o que já gerou revolta por parte dos fãs dos quadrinhos (normal). O lançamento esta programado para 2016, após a exibição da minissérie de Arquivo X, possivelmente as segundas-feiras, junto as séries Gotham e Minority Report.

Se vocês assim como eu esperam por uma série com um personagem subversivo (dentro dos padrões da televisão aberta americana, obviamente), cheio de ironia e sarcasmo, ponto forte para o humor, o roteiro do piloto acerta em cheio, principalmente, para minha surpresa no relacionamento de Lucifer com a menina Trixie, filha da policial que servirá de par para os casos procedurais da série. Além de repetir a mesma dinâmica citada em Blindspot (oi originalidade?), não sei se os roteiristas da série conseguirão escapar de armadilhas ao tornar mais “agradável” Lucifer, além de comprometê-lo pela sua aproximação as investigações mundanas que parecem que serão constantes na trama, em detrimento, de elementos mais sobrenaturais/divinos, assim me parece que teremos uma The Mentalist celestial!

minorityMinority Report (canal FOX)

A série da Fox será ambientada dez anos após os eventos do filme, e será focada no drama Dash (Stark Sands), um dos três precogs que era utilizado pela polícia. O departamento Pré-Crime foi fechado e Dash tenta viver uma vida normal, mas é perseguido pelas visões do futuro. Vivendo em Washington, DC, ele acaba se unindo a Lara Vega (Meagan Good), uma policial que, perseguida por seu passado, tenta ajudá-lo a lidar com seu dom. A dupla também irá procurar pelo irmão gêmeo desaparecido de Dash, Arthur (também interpretado por Sands). A engenhosa, mas reclusa, Agatha (Laura Regan), sua irmã adotiva, complicará ainda mais a situação, pois deseja que Dash volte para casa. Um drama de crime e conspiração, esta é uma história sobre a conexão de duas almas perdidas, Dash e Vega, que encontram amizade, propósito e redenção entre si.

Mesmo fã do filme dirigido por Steven Spielberg e protagonizado por Tom Cruise, essa é penas mais uma série procedural (3 de 3 somente neste post, tá boa criatividade da tevê!), composta por um casal (a la Castle, The Mentalist, Bones e etc.) investigando casos policiais, aqui diferentemente das séries acima, o canal Fox apresenta uma série sci-fi, procurando sanar os lugares desocupados de séries como Fringe e Almost Human, nem todas com sucesso em sua exibição.

No entanto, essa tarefa não deve ser muito fácil, aqui apesar da boa produção, apostando num futuro imediato, com inserções tecnológicas verossímeis à nossa realidade, o casal protagonista e suas motivações soaram muito artificiais, além disso, o elenco coadjuvante também não “diz a que veio”! Mesmo assim, como plot e temática foi minimamente melhor do que as anteriores.

 

 

Primeiras Impressões: Mr. Robot (canal USA)

04/06/2015

O bacana em não se ter expectativas sobre uma série, inclusive sem ter visto um único teaser ou trailer, é a agradável surpresa de ser surpreendido positivamente. Ainda mais, quando a série é de um canal de tevê à cabo (canal USA) taxado como um canal descompromissado com qualidade (não que não possua) e que aposta em séries procedurais de aventura/comédia/romance renovadas “ad eternum”, como, por exemplo, Monk, Psych, White Collar e, recentemente, Suits.

9122

A série em questão é Mr. Robot (com estréia prevista para 24/06), que teve o piloto liberado (mais um), o que se mostrou um acerto pois a série conseguiu, pelo menos em seu piloto, entregar uma trama bastante original, intensa e trabalhada com profundidade, dramaticamente falando. O grande acerto do piloto foi sem dúvida a maneira acertada com a qual somos apresentados ao protagonista Elliot (interpretado pelo expressivo Rami Malek), um sujeito que sofre de fobia social que é um programador de uma empresa de segurança em informática; conhecemos Elliot em sua rotina tanto no trabalho quanto pessoal, sua obsessão em ajudar as pessoas que gosta, desde descobrir as “sujeiras” de pessoas próximas aos seus “amigos” (no piloto ilustrados pela sua paixonite na empresa e sua psicóloga) até criminosos como pedófilos da internet, atuando como um justiceiro.

Além de construir Elliot com propriedade, o roteiro do piloto mostra uma trama que parece ser o arco da temporada, envolvendo uma corporação cliente da empresa de Elliot, aqui faço uma pausa para “chutar” que a série será um “procedural” contando com um arco como pano de fundo, a ser trabalhado durante toda temporada, assim como nos apresenta, apenas rapidamente, Mr. Robot (Christian Slater), que parece ser um hacker disposto a derrubar grandes corporações, que entra na vida de Elliot fazendo-lhe um convite.

Dirigido com competência pelo dinamarquês Niels Arden Oplev, responsável pelo primeiro filme da trilogia policial Millenium, O Homem que Não Amava as Mulheres, em sua versão europeia, que coincidentemente também tinha como protagonista um hacker, no caso, uma mulher, a famosa Lisbeth Salander; o diretor constrói de maneira adequada o universo de Elliot, privilegiando a conspiração e o imediatismo do tema informática/internet sem abrir mão da verossimilhança e sem apelar para didatismos desnecessários e repetitivos.

Fazia algum tempo que um piloto não me empolgava tanto, produção para ficar de olho nessa Summer Season que se inicia.

Primeiras Impressões: Supergirl (canal CBS)

28/05/2015

Acompanhando o mundo das séries televisivas há mais de 10 anos, confesso que me divirto com os episódios pilotos ditos “vazados” na web, que é um truque que os canais de televisão utilizam para medir a repercussão nas mídias sociais da série estreante. Claro que, se a série for muito xingada, ainda resta um tempo hábil para trabalhar no piloto e, principalmente, nos episódios seguintes. Um exemplo recente foi feito pelo canal NBC, na temporda 2014/15, com a já cancelada série Constantine, de repercussão ruim no piloto vazado, houve até mesmo troca de atriz em personagem coadjuvante, o que não foi o suficiente para salvar a série do cancelamento após uma temporada de 13 episódios.

8855

Essa política de divulgação “não divulgando oficialmente” já foi muito utilizada (e ainda é) pelo canal de tevê à cabo Showtime, que coincidentemente, pertence ao Grupo CBS, canal que acaba de ter “vazado” o piloto de sua série mais polêmica para a temporada 2015/16, Supergirl. Prevista para estrear somente em Novembro, o canal juntamente com os criadores deve ter tempo suficiente para lapidar o que os fãs mais gostarem ou não na série, que deve ter reiniciadas suas filmagens a partir de julho/agosto.

Sobre a proposta de Supergirl, considero a série um elefante branco dentro da programação do canal CBS, clássica pelas séries de investigação (CSI e NCIS) e comédias de claque (The Big Bang Theory), não consigo imaginar que o público jovem feminino voltará ao canal após nunca ter sido privilegiado pelo mesmo, sinceramente, a série tem cara e marca do canal CW, de características juvenis e com presença de super herois (desde Smallville até Arrow e The Flash). Talvez a série tenha dificuldade em encontrar seu público alvo, principalmente, por concorrer diretamente no horário de exibição com outra série baseada em quadrinhos, Gotham (do canal Fox).

Agora, especificamente, sobre o enredo, Greg Berlanti tem sido competente em suas adaptações para o canal CW, Arrow e The Flash, porém a abordagem aqui, mesmo que bastante ágil, afinal no piloto Kara assume seus poderes e se revela para a humanidade, além dos sempre necessários flashbacks didáticos, já vemos Kara voando, usando uniforme e usando a visão laser, me pareceu bastante superficial e falha na construção/exposição dos personagens, principalmente, da irmã de Kara (nossa velha conhecida Lexie Grey de Grey’s Anatomy). Mas o meu maior susto foi a exposição da que deve ser a maior ameaça para Kara/Supergirl nessa temporada, a tia gêmea má de sua mãe, com um plano maquiavélico de destruir a Terra, seriously! Nossa foi muito plot novela mexicana, destoou completamente do tom aventuresco apresentado até então.

Para não dizer que não falei de coisas boas, acho que a série tem efeitos incríveis, para uma série de tevê, o elenco têm condições de dar uma melhorada, somente precisa de textos melhores, e a aposta numa série de aventura com protagonista feminina e jovem é um destaque a ser apontado pela diversidade, fato não muito comum na televisão americana; e se a série não serve para mim pela abordagem, deve arrebatar fãs pelo mundo. Boa sorte para quem acompanhar.