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Unsolved (USA/Netflix) – 1ª temporada (FINALIZADA)

09/07/2018

Unsolved se baseia nas experiências do ex-detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles, Greg Kading, que trabalhou nas investigações dos assassinatos de Tupac e Biggie Smalls, em 1996.

s01e01 Wherever It Leads – Após o assassinato de Tupac Shakur e The Notorius B.I.G., um detetive vai em busca de pistas. Anos depois, uma nova equipe assume o caso.

s01e02 Nobody Talks – Em 1997, Poole e Miller suspeitam de uma relação entre as mortes de Biggie e Tupac e falam com uma testemunha em Las Vegas. Em casa 2006, a liderança de Kading é questionada.

Produção antológica (mais uma) que busca ilustrar os famosos casos de assassinato de Tupac Shakur (que já conhecia do cinema, pouco antes de sua morte) e The Notorius B.I.G. e as frustrações das mesmas, afinal desde o início da série somos apresentados ao resultado: nenhum! Mesmo tendo tido diferentes forças tarefas na investigação, a partir de 97 com a morte de BIG, nenhuma delas conseguiu achar suspeitos e muito menos levá-los para o julgamento. Muito curioso num sistema judicial que gosta tanto de propagandear sua eficiência.

Assim, fico na curiosidade, pelo bom elenco e pela boa narrativa, 3 linhas de tempos, apresentada até aqui para saber o que a temporada reserva de bastidores para o espectador. E pior, observar que mesmo num sistema melhor do que o nosso, há sim crimes que não possuem solução quando pessoas e evidências se anulam na investigação (uma pena para a sociedade).

s01e03 The Mack – De volta a 1997, um grande assalto a banco leva a polícia a um suspeito surpreendente. Quase 10 anos depois, Tucker descobre como irritar e impressionar ao mesmo tempo.

s01e04 Take Your Best Shot – Tupac enfrenta outro problema com a lei. Poole se aproxima do suspeito do assalto a banco. A forca-tarefa investiga uma festa para qual não foi convidada.

s01e05 The Art of War – Tupac se adapta ao novo ambiente. Poole volta à ação com uma nova atitude. Kading e equipe procura agulha em um palheiro.

Em meio as três narrativas que a série propõe fica fácil afirmar que os crimes envolvendo máfia/organização criminosa são os crimes mais difíceis de investigar seja pelas pessoas envolvidas, todos criminosos em maior ou menor grau, falta de testemunhas idôneas e na série ainda temos a falta de tecnologia (imagens, videos, etc); digo isto, porque consigo compreender o porque da não resolução dos dois crimes, que se não estiverem os mesmos envolvidos, certamente têm o mesmo pano de fundo.

Nem sempre a série acerta na montagem das timelines e sinto falta de uma melhor abordagem do histórico/tempo de cada década sendo retratado na narrativa. Mas continua uma série boa!

s01e06 East Cost, West Cost – Nos anos 90, cresce a rivalidade entre Leste e Oeste. Em 2006, a força-tarefa de Kading perde um integrante e precisa apresentar resultados.

s01e07 Half the Job – A busca de Poole por apoio enfrenta problemas. Kading e a força-tarefa precisam decidir se têm o bastante para enquadrar Keefe.

Nestes dois últimos episódios o roteiro se concentra em ilustrar um pouco melhor como ocorreu o perrengue e o término da amizade entre Tupac e BIG, uma bobagem sem o menor sentido cheio de interpretações equivocadas, mas também me deixou bem claro, algo que até vou buscar me informar melhor, mas este pessoal era bem barra pesada, já as investigações tanto em 97 quanto em 2007 se mostram cada vez mais encurraladas, apegadas a pequenos detalhes que não levam a resolução alguma.

s01e08 Tupac Amaru Shakur – As atenções se voltam para a relação de Tupac com a mãe. A força-tarefa investiga uma pista promissora sobre os supostos negócios de Suge Knight.

s01e09 Cristopher – Poole busca uma nova linha de investigação. A vida pessoal de Kading está desmoronando; e uma briga por um carro customizado é mais uma pista para a força-tarefa.

s01e10 Unsolved? Season Finale – Kading e Dupree se encontram com o cada vez mais inquieto Poole. Sem opções, a força-tarefa apela para um blefe perigoso.

Confesso que ainda me impressiono com os “caminhos” da justiça/investigação, no caso aqui, ainda no reduto policial, pois se um país como os Eua se vê cheio de interesses e pressões ao investigar assassinatos de artistas de renome, mesmo que sejam investigações complexas, como estas que envolvem organizações criminosas, a policia não assumir seu papel protagonista ilustra como o Estado pouco se importa com certas “pessoas” na sociedade, e este meu comentário não esta ajuizado em pensamentos de minorias, etc, mas sim na observação que como representantes sociais, artistas mas sem pressão pública para resolução e o envolvimento com organizações criminosas, mesmo que travestida de produtora musical, este submundo meio que possui certas regras nas quais a polícia não interfere para não se “queimar” (algo muito similar ocorre por aqui com os crimes diários envolvendo figuras do tráfico).

Como antologia, achei um pouco maior do que necessário, e as linhas temporais nem sempre funcionaram da melhor maneira, até porque desde o início o roteiro nos deixa ciente de estarmos vendo uma investigação que levou a lugar algum.

Bom roteiro, direção ok, produção competente e uma trama bastante interessante pela complexidade dos envolvidos. Vale o investimento!

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Primeiras Impressões – The Night Of – Justiça em Julgamento (HBO)

09/07/2016

night

Procurando uma boa série na Summer Season 2016, confesso que até aqui poucas coisas me seduziram, na minha watchlist permaneceram apenas Animal Kingdom (TNT), Outcast (Cinemax/FOX) e este novo drama criminal do canal HBO: The Night Of.

Projeto que ficará conhecido por ter sido o último no qual James Gandolfini estaria envolvido, tanto que seu nome aparece nos créditos como produtor, uma pena vislumbrei sua persona no personagem Jack Stone, nos poucos momentos nos quais o personagem aparece, o que não diminui o bom trabalho de John Turturro, é somente uma constatação de um fã, quase chegou a interpretá-lo também Robert DeNiro, o que não se concretizou por problemas de agenda. Torço pelo sucesso de Turturro, ator/diretor, que nunca chegou ao estrelato.

Remake da britânica Justiça Criminal/Criminal Justice. A história acompanha o caso de Nasir (Rizwan Ahmed), um jovem americano de origem paquistanesa acusado de matar uma mulher. Jack Stone (Turturro), um desleixado advogado de ‘porta de cadeia’, se apresenta como seu defensor. Ao longo da minissérie, o público acompanha as investigações realizadas pela polícia, bem como o desenvolvimento do processo, que fará uma análise dos sistemas jurídico e penitenciário.

Sobre a série em si, o piloto já esta disponível no serviço streaming da HBO gratuitamente (link: HBO GO), a estréia oficial da série é em 10 de julho em terras americanas, mesmo pecando pela duração do episódio (79 min), para mim, séries dramáticas têm 45 minutos de ação por episódio e só, mais que isso a narrativa tem que ser muito “redondinha” para não cansar o espectador, o que não acontece aqui, no entanto, como a ação (não física) esta mais concentrada na segunda metade do piloto, isso acaba não sendo um problema grave.

A produção tem grife HBO, impecável pra não mudar a sina, a fotografia urbana noturna e o clima de tensão crescente são alguns dos destaques, trabalhado pelo bom diretor/roteirista Steven Zaillian, que se não me engano dirigirá os 8 episódios, dando uma unidade técnica bastante interessante à minissérie.

Fico curioso pelo tom do texto, afinal estamos lhe dando com um suspeito de origem paquistanesa em tempos de intolerância étnica, acusado de assassinar à sangue frio uma guria branca, ainda envolvendo drogas, fuga do suspeito e tudo apontando para o mesmo como culpado pelo assassinato.

Obs.: Não tem como não lembrar de True Detective e torcer para que siga o bom caminho trilhado pela primeira temporada da série de Cary Fukunaga. Vale uma espiada!