Posts Tagged ‘série dramática’

This Is Us (NBC) – 2ª temporada

16/11/2017

s02e01 A Father’s Advice – Chegou o aniversário de 37 anos do trio e Randall e Beth discutem uma grande mudança de vida. Kate tenta seguir sua nova paixão e Kevin equilibra sua carreira e seu relacionamento. Enquanto isso, novas revelações são feitas sobre a morte de Jack.

s02e02 A Manny-Splendored Thing – A família Pearson visita Kevin no set em Los Angeles na filmagem para um episódio especial do “Manny”. Jack enfrenta seus demônios.

O que dizer quando a melhor série dramática da tevê aberta americana (lembrando, The Leftovers na tevê fechada e The Handmaid’s Tale no streaming) retorna mantendo suas melhores características, diálogos humanos e personagens reais, ainda estamos lhe dando com a crise no casamento de Jack e Rebecca e, agora consigo perdoar a falha na série que criou uma expectativa sobre a morte de Jack e desviou na season finale, pois desta maneira vimos que há um incêndio envolvendo os acontecimentos e, principalmente, o lado heroico do personagem sai arranhado pelo seu vício no álcool, que Peter trouxe de sua história familiar.

Assim, temos oportunidade de conhecer um outro lado do personagem antes do choque pela sua partida, já Kevin esta passando por um bom momento, Kate resolve assumir seu lado talentoso de uma maneira surpreendente, vindo de um desejo seu lá no passado infantil (no qual observamos o início da ruptura de sua relação com a mãe) e Randall precisa lhe dar com sua nova rotina e o desejo de adotar uma criança. Resumindo, muito amor pela família Pearson e o estoque de caixas de lenços já esta reservado. Início de temporada arrasador!

s02e03 Deja Vu – Kate visita Kevin no set de filmagens. Randall e Beth recebem notícias animadoras. Rebecca tenta se reconectar com Jack.

Que bela surpresa ver Stallone em cena numa série tão simples como TIU, principalmente, fazendo ele mesmo num contexto sobre passagem do tempo, com direito a uma cena impactante com Kevin, em nada dramática com encenação, mas de deixar um nó na garganta do personagem e na nossa (pra variar); nem preciso dizer que já suspeito de um arco envolvendo uso de remédios para Kevin, ja Randall e Beth precisam lhe dar com a chegada da jovem Deja, uma adolescente retirada da mãe por estar presa, outro nem preciso comentar que “vem coisa pesada por ai”, até porque a montagem e roteiro da série é tão magnífico que observamos o jovem Randall buscando a mãe e tendo apoio dos irmãos, “da-le” lenços pra todos nós!

s02e04 Still There – Randall e Beth se ajustam à nova dinâmica da família. Kate agenda seu primeiro show. Kevin sofre um baque no filme. Jack e Rebecca recebem uma visita inesperada.

Com esta pegada crônica do dia-a-dia, começo a ficar com a impressão de que a série pode durar décadas, claro que estou exagerando, mas a possibilidade de criar conflitos numa linha do tempo variável pode fazer, se houver competência, com que a série tenha histórias para muito tempo. Saímos da crise no casamento entre Jack e Rebecca para um ponto no qual conhecemos mais de perto a mãe de Rebecca, que claramente tem problemas em aceitar o neto Randall pela cor, além do que vê Rebecca como uma incapaz, com críticas leves mas extremamente afiadas; ja no presente, a lesão de Kevin deve render um belo de um drama com a incapacidade do jovem em aceitar sua recuperação, Randall e Beth obviamente tem problemas e mais com Deva, e não devem acabar tão cedo, somente ainda estou no aguardo do impacto no restante da família e, não menos importante, um conflito para Kate chamar de seu, gravidez! Ai vai faltar lenços…

s02e05 Brothers – Kate surpreende Toby no trabalho. Kevin e Randall vão a uma festa de arrecadação de fundos para o hospital de Sophie. Jack leva os garotos para acampar e deixa Rebecca em casa.

Parece que os roteiristas se ligaram num problema futuro que possam ter (duração da série e histórias para contar) e resolveram abrir mais uma linha temporal, neste episódio tivemos uma revelação inesperada, fomos apresentados ao irmão de Jack (lá na infância junto ao pai alcoolatra), trama que ligou-se a linha temporal de jack e Rebecca com a doença do pai de Jack e com o título irmãos, que parecia se referir ao relacionamento de Kevin (drogatito) e Randall mas na verdade era a esta revelação acima. Me pareceu um episódio filler (o que espero estar enganado deve ocorrer bastante daqui pra frente) pois nenhuma trama andou realmente (somente a revelação de Kate para Toby), mas assim mesmo é uma série acima da média.

s02e06 The 20’s – Rebecca e Jack levam o trio para pedir doces no Halloween, mas as coisas não saem como esperado. Agora com seus vinte e poucos anos, eles têm um feriado no qual suas vidas mudam. Sabem que após este episódio me convenci que a trama pode durar pra sempre…verdade, não é exagero, pois neste episodio de Halloween tivemos somente narrativas passadas com as crianças e uma nova com Kate, Kevin e Randall aos vinte e poucos anos, Kevin ainda não é ator, Kate trabalha como garçonete e Randall será pai pela primeira vez. Tudo ótimo e tudo emocionante…pra variar!

s02e07 The Disappointed Man – Randall se adapta ao sistema de adoção. Kate e Toby dão o próximo passo em seu relacionamento. Kevin visita Sophie em NY. Jack e Rebecca finalizam a adoção de Randall. Episódio centrado no tema da adoção, desde o arco de Deja com Randall em uma visita ao presídio da mãe até ao processo administrativo de adoção de Randall por Jack e Rebecca frente à duvidas de um juiz, além disso, é sempre um prazer rever Will. Claro que Kevin iria “estragar” sua relação com a namorada.

(atualizado) s02e08 Number One – Kevin vai à escola onde estudou para receber um prêmio. Jack e Rebecca ficam animados ao pensar no futuro dos filhos. Mesmo contando com todos personagens na linha temporal das crianças adolescentes, prestes a entrar na faculdade e às vésperas da morte de Jack, a linha contemporânea focou unicamente em Kevin, como nunca antes, claro que vimos passivamente a queda de Kevin em função dos analgésicos e alcool, uma jornada que envolveu os altos e baixos do personagem desde a época de jogador de futebol e como seu pai interferiu neste processo, que possivelmente o levará a ter tanta dificuldade em lhe dar com este luto no presente; porém se não fosse doloroso o suficiente observar a trajetória do personagem revisitando memórias ainda tivemos a cena final de cortar o coração: “kate perdeu o bebê”, preparem o estoque de lenços.

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Grey’s Anatomy (ABC) – 14ª temporada

12/11/2017

s14e01 Break Down the House – Meredith e a equipe estão focados em ajudar a irmã de Owen após seu retorno chocante, e Amelia enfrenta um conflito sobre um paciente. Enquanto isso, Bailey é forçada a dar a Grey Sloan uma nova mudança após o incêndio.

s14e02 Get Off On the Pain – Meredith luta para criar um novo plano para a irmã de Owen. Jo faz uma escolha surpreendente em relação a Alex e a pesquisa controversa da irmã Andrew leva a uma descoberta chocante.

Apesar de se encontrar na 14ª temporada, o canal ABC ainda depende muito de Grey’s (ainda melhor audiência das noite de Shonda Rhimes), é bastante corajoso iniciar uma temporada de um veterano drama com episódio duplo, mas os roteiristas apostaram numa premiere ligeiramente diferente do que vinha ocorrendo; senti que rolou uma jogada tipo “cartas na mesa”, explico, praticamente todos personagens ganharam tramas e/ou arcos que devem ser trabalhados no decorrer da temporada. Alguns exemplos, o certo aparecimento do ex-marido de Jo, a saída Ben para o spin of da série sobre bombeiros, depois de sua excursão neste meio na season finale passada, o personagem já deixou claro que senti falta da adrenalina que aquela situação gerou, o claro triângulo amoroso de Meredith, assim como a doença de Amelia.

No entanto, apesar de amar a série, é óbvio que suas tramas não irão ser inovadoras, muito pelo contrário, pouco ou nada de novo poderá surgir na série, com exceção de algum paciente muito especial a la Denny Duquette, que mexa com a história para sempre na série, mas a empatia do ambiente e dos personagens – os que sobreviveram – lá estão para nos emocionar (mesmo que usando sempre dos mesmos artifícios).

s14e03Go Big or Go Home – Harper Avery chega no hospital e deixa Bailey no limite; um rosto familiar do passado de Meredith volta como paciente; Amelia tenta lidar com um segredo.

Confesso que a recepção do tumor por parte de Amelia foi bem menos dramático do que imaginava, inclusive, proposital ou não, serve de desculpa para o comportamento “loko” da personagem, assim todo este desenlace deve render lenços molhados num futuro breve; já a participação de Harper Avery (vó de Jackson e dono da Fundação) me pareceu muito superficial para um nome tão mencionado dentro da série e, ainda mais, num contexto meio cômico (?), já o tratamento de Meredith com o psiquiatra (seu inclusive) em muito serviu a personagem, que vem passando por momentos inspirados dentro da série.

s14e04 Ain’t That a Kick in the Head – Amelia enfrenta uma situação difícil enquanto Meredith lida com as consequências da conversa com Nathan. Maggie encontra-se em um estranho jantar de família. Jackson recebe grandes notícias e Richard e Bailey procuram pelas estrelas do amanhã. Ainda acho muita graça com os tipos que os roteiristas inserem quando fazem a seleção de estagiários, parte cômica, já o drama teve praticamente dois desfechos, o que inclusive acho que não será tão simples assim, Amelia tem uma cirurgia 100% acertada e teve os melhores diálogos junto com Lucca, quando o residente faz refletir sobre sua busca incessante pelo erro; claro que a sequência mais emocionante é o reencontro de Farouk com irmã de Owen, de olho nestes arcos que parecem “happy end”!

s14e05 Danger Zone – Em um flashback, Owen, Megan, Teddy e Nathan nos levam ao Iraque de 2007 e os eventos que levaram ao sequestro de Megan são revelados. Nesse dia, Owen e Megan expõem feridas antigas.

Sentimentos contraditórios sobre o episódio, apesar de sempre achar interessante quando a série sai fora do Hospital e foca em poucos personagens, aqui fiquei com a sensação de montagem equivocada, como se os flashbacks de Owen, Megan, Nathan e Teddy tivesse que ter sido apresentado la no segundo ou terceiro episódio, para que acompanhássemos aqueles personagens já com todas as informações, agora passado todo o drama, sobre Nathan-Megan-Meredith e Owen-Amelia-Teddy-família, senti como se já não importasse tudo isso. Além disso, achei o arco de Nathan muito dissonante com o comportamento do personagem, simplesmente, saiu…

Mas teve alguém que ganhou com o episódio, Owen, um personagem fadado ao fracasso pelo forte senso de proteção e família, após a desilusão com Cristina e Amelia parece (espero que os roteiristas façam isso) que terá uma nova redenção, gosto muito do ator e do personagem, poucos que não sucumbiram dentro da série.

s14e06 Come on Down to my Boat, baby – Jackson convida os rapazes para um dia no mar; Arizona, April e Maggie tratam uma mulher que está escondendo um segredo mortal. Episódio com uma pegada bem cômica, meninos para um lado (bêbados num barco) e meninas tratando de uma jovem que carregava uma arma para seu namoradinho bandido (que levou uma excelente mijada de Arizona); assim me parece que a série recorrerá a um clima mais ameno nesta temporada, o que acredito que precisamos, além disso, tivemos uma abertura de arco de Meredith que me parece genial, focar na vida profissional da médica, dar um tempo nos romances e luto, para se dedicar ao lado profissional e o famoso Prêmio Avery, que a meu ver dará uma importância de peso a uma personagem que há 14 anos atrás era somente uma residente de cirurgia, achei uma escolha narrativa perfeita, a personagem merece, tomara que seja bem desenvolvida!

(atualizado) s14e07 Who Lives, Who Dies, Who Tells your Story – Após um carro de montanha-russa sair dos trilhos na feira do condado, os médicos de GSMH atendem a pacientes que despertam memórias e fantasmas de seus passados.

Que jornada acompanhamos Grey’s por 300 episódios, muito mais que qualquer novela global (perde somente para as novelas infantis do SBT), então nada melhor que um episódio nostálgico como só Grey’s poderia nos presentear, sem contar com nenhuma participação especial digna de nota, não  apareceram Izzie nem Cristina, mas seus nomes e lembranças sim, através de um roteiro que brincou com residentes similares a George, Izzie e Cristina sendo atendidos pelos nossos já veteranos  médicos, além de outras referências como as clássicas músicas da trilha sonora, no entanto, mesmo nostálgico foi um episódio leve que ratificou mais uma vez o papel protagonista de Meredith, sendo premiada pelo clássico prêmio da série, num discurso bonito de Jackson. Que memórias a série cultivou até agora, apesar dos pesares!

Primeiras Impressões – This Is Us (NBC)

15/10/2016

A série é uma crônica da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia, incluindo Rebecca (Mandy Moore) e Jack (Milo Ventimiglia), um casal esperando trigêmeos, Kevin (Justin Hartley), um ator que está cansado do que faz, Kate (Chrissy Metz), uma mulher tentando perder peso e Randall (Sterling K. Brown) um homem rico à procura de seu pai biológico.

This Is Us- Season 1

Se em meio a uma Fall Season entediante, cheia de remakes, adaptações e franquias (parece Hollywood, não?), o canal NBC, lembrando que este é pertence à tevê aberta, acaba de lançar uma série dramática que tem tido uma repercussão incrível, audiência enorme e, melhor ainda, merece todos os elogios por ir contra a corrente atual do mundo das séries.

This Is Us começa sua história meses atrás com a divulgação de um trailer que atingiu uma repercussão mundial, e em sua estreia nos apresenta um piloto cinematográfico, não no sentido de produção, mas sim de roteiro, surpreendente, sensível e extremamente delicado, com um final digno de fechamento de ciclo, lembrando a estrutura de um filme, mas aqui o começo desta crônica de personagens nascidos no mesmo dia e que possuem conexão.

Já exibido (e visto) seu 3º episódio, a série apresenta uma narrativa estruturada em duas linhas do tempo, com diálogos e conflitos palpáveis, o que facilita sua identificação com o público, lembrando a estrutura de uma novela, no entanto com um tom completamente adverso a esta, no qual os personagens estabelecem conexões uns aos outros e isto leva a narrativa adiante (pelo menos, nestes primeiros episódios, o que ainda prevejo muita dificuldade numa temporada de 18 episódios).

Os roteiros dos episódios me surpreenderam pelo equilíbrio entre drama, drama familiar e um humor gostoso de acompanhar quando desde o piloto criamos empatia com todos os personagens, sem exceção, impressiona que até mesmo a possível “armadilha” de ter um storyline de busca de um filho pelo pai após décadas, este ainda surgindo doente em estado terminal, consegue ter uma abordagem diferente pela série. Gosto de alguns nomes envolvidos na produção da série como do criador Dan Folgeman (que também trabalhou em séries como Grandfathered, Galavant e a outra novata da temporada, Pitch), que se uniu aos diretores/roteiristas John Requa e Glenn Ficarra, todos de Amor à Toda Prova (comédia romântica de 2011 que possuía um grande elenco (Ryan Gosling, Emma Stone, Steve Carrell e Julianne Moore) que lembra muito o clima de This Is Us).

Outra agradável surpresa da série, que acredito seja mérito do roteiro e da direção, é juntar um elenco extremamente mediano, desculpem os fãs de Justin Hartley (Arqueiro Verde de Smallville), Milo Ventimiglia (protagonista de Heroes) e Mandy Moore (cantora/atriz) e ofertar para os mesmos possivelmente os melhores papéis de suas carreiras, todo elenco esta bem e possuem uma naturalidade em cena que impressiona, claro que com total destaque neste início à Chrissy Metz (atriz que participou na temporada Freaky Show de America Horror Story).

PS.: sem a menor sombras de dúvidas, o melhor piloto desta Fall Season 2016!

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Balanço da Temporada: Game of Thrones – 6ª temporada

28/06/2016

***RISCO DE SPOILERS

Que temporada amigos leitores! Uma das coisas que sempre me incomodou em Game of Thrones (HBO) foi as storylines personagens errantes, sempre caminhando em florestas, palácios e cidades medievais atrás de algum poder/familiar ou em fuga! Sempre achava este artifício meio enrolador dentro da narrativa política da série, como se sempre estivesse evitando um confronto (claro que estou simplificando para exemplificar); assim esta temporada, a primeira não baseada num livro de George R. R. Martin, pois o escritor demorou mais do que os anos de produção da série para finalizar sua obra (lembrando que a série esta renovada e sera finalizada em mais 2 temporadas), mesmo transpondo em idéias e planos gerais de Martin para a história, não teve um livro propriamente dito para adaptar, os “showrruners” (David Beniof e D. B. Weiss) e roteiristas tiveram que criar e isto foi o fator fundamental para o sucesso da temporada.

Com liberdade criativa nota-se que nos 10 episódios exibidos um ou dois tiveram um ritmo vagaroso, comum em temporadas anteriores, e somente um arco me incomodou em sua levada demasiadamente lenta, o da personagem Arya, os demais tiveram uma dinâmica muito mais televisiva, se podemos dizer assim, em 10 episódios, tivemos a ressurreição de Jon Snow, negociações com o Norte e a Batalha dos Bastardos; Daenerys é sequestrada e já reúne um exército para unir aos que já possuía rumo ao trono de ferro; e Cersei, pós caminhada da vergonha, artimanha uma maneira de minar o fluente poder religioso de Porto Real. Divido a trama da temporada nestes três núcleos pois serão estes que caminharão rumo ao final da trama, claro não esquecendo os Outros e seus zumbis.

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Além disto, esta temporada resolveu “brincar” com o tempo ao unir numa mesma storyline o sumido Bran descobrindo seus poderes de Corvo de três olhos, vislumbrando o passado de sua família, aos Filhos da Floresta e Whitewalkers, que têm sua origem retratada.

Logo, observa-se que os roteiristas resolveram começar a responder algumas questões e dúvidas dos fãs tanto da série quanto dos livros, fazendo o que normalmente se chama de fan service, isto colaborou essencialmente para resolução de diversas situações e eliminação de personagens/núcleos nos quais a trama patinava em demasia, dando uma sensação de unidade maior a temporada.

Sobre o elenco e produção não vou comentar porque este sempre foi um dos maiores acertos da série; dito isto, naturalmente, Lena Headey foi o ponto alto dentro no elenco (numa temporada dominada pela mulheres) e como destaque de produção a maravilhosa sequência da Batalha dos Bastardos, uma das melhores sequências de ação televisiva, sem deixar nada a dever a nenhum épico do cinema.

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Balanço da Temporada: Orange is the New Black – 3ª temporada

02/07/2015

Ainda não me acostumei ao novo jeito de ver séries perpetrado pelo Netflix, temporada corrida com todos episódios disponibilizados; confesso que nunca fui fã de maratonas de séries, sempre preferi conferir semanalmente episódio por episódio com tempo para reflexão-sofrimento-alegria que eles podem gerar. No entanto, quando uma série seduz a gente não há como evitar de assistí-la diariamente (como um bom brasileiro e sua tradicional novela), este foi o caso de Sense8 (ainda preciso escrever sobre ela) e Orange is the New Black, em sua terceira temporada.

orangeOrange é uma série que alcançou um status positivo desde sua temporada de estréia e ratificou essa condição na segunda temporada (méritos de sua criadora e roteirista Jenji Kohan), seja pela temática inédita, seja pelo competente elenco reunido, seja pela abordagem de temas caros ao universo feminino e pelo equilíbrio entre drama e comédia; dito isso, começo a resenha chamando a atenção para, talvez, o único equívoco grave da temporada, a falta de um arco que, de alguma maneira, conectasse as personagens do presídio de Litchfield.

Na primeira havia a chegada e o olhar de Piper (protagonista) para aquele universo, na segunda, o retorno de uma presidiária, Vee (excelente participação da atriz Lorraine Toussant), que servia de grande antagonista na trama sendo que ela passava por vários núcleos nesse contexto; assim, na terceira temporada, ressenti por um elo de ligação ou mesmo personagem que transitasse entre os diferentes núcleos da série, talvez a oportunidade seria se a privatização de Litchfield fosse tratada de maneira universal atingindo a todos personagens de maneira orgânica e não somente o setor administrativo do presídio (Caputo e os demais guardas).

Agora se não tivemos um grande arco sendo trabalhado na temporada, essa temporada ficará conhecida como a queda da protagonista da série (Piper) em prol de um destaque maior ao grande elenco coadjuvante da série (observem que Piper não teve sequer flashbacks nessa temporada), assim houve storylines muito bem trabalhadas como os traumas de Pennsatucky (Taryn Manning se descolou do papel de antagonista de Piper de uma maneira incrível) e as questões religiosas, seja através do grupo de presidiárias afrodescendentes, que tenta fugir da comida industrial apelando aos direitos legais dos judeus – uma dieta especial, ou as seguidoras de Norma, a mudinha hippie com toque especial. Para notar a importância de Pennsatucky nessa temporada, somente a personagem levantou questões como aborto e estupro em sua jornada.

Houve outras storylines que oportunizaram destaques a dezenas de personagens, tanto dramáticas quanto cômicas (o tráfico de calcinhas de Piper foi uma delas), porém me incomodou um pouco a troca de papéis entre Piper e Alex, ressenti que a personagem de Alex ficou muito melindrosa em comparação com as temporadas passadas, aproveito para comentar que nenhuma personagem estreante dessa temporada se destacou (tô falando de Lolly e Stella), mas já vislumbramos que na próxima temporada haverá novas personagens com destaque para a chegada de uma detenta famosa, a apresentadora de tevê Judith King (papel de nossa querida Blair Brown, Nina Sharp de Fringe).

Obs.: teve um “fan service” dos roteiristas nessa temporada que saltou aos olhos, toda a boa repercussão de Uzo Aduba e sua Crazy Eyes nas temporadas anteriores fizeram com que nessa terceira temporada os roteiristas lhe reservassem uma storyline para chamar de sua, um roteiro bem louco como a personagem, merecido!

Obs. II: para mais detalhes de cada episódio, só dar uma espiada na aqui página da série.