Posts Tagged ‘série dramática’

Sharp Objects (HBO) – Minissérie

18/07/2018

Na história, Amy Adams é Camille Preaker, uma jornalista de Saint Louis (Missouri) que é enviada à sua pequena cidade natal para investigar os assassinatos de duas garotas locais. No entanto, sua relutância e recusa inicial de voltar para Wind Gap deixa claro que seu passado lá é a fonte de seus problemas atuais, que incluem um alcoolismo explícito e autoflagelação.

s01e01/02 Vanish/Dirt – Quando uma garota desaparece na pequena cidade do Missouri, Camille é intimidada pelo seu chefe para escrever uma matéria. Ela volta a sua cidade natal e reencontra fantasmas do passado; no segundo, Camille procura por pistas no funeral da última vítima de Wind Gap.

De início posso afirmar que Sharp Objects, baseado num livro homônimo de Gillian Flynn (também responsável pela obras literárias adaptadas recentemente A Garota Ideal e Lugares Escuros, ambas no cinema), não será a “nova” Big Little Lies, minissérie arrebatadora exibida pela HBO ano passado (que terá uma 2ª temporada em breve), digo isto porque a trama de Sharp Objects é muito mais intimista e personalizada do que Big Little Lies, que era praticamente um estudo social e comportamental de um retrato da sociedade americana, aqui temos um estudo de personagem, no caso, a alcoolatra jornalista Camille Preaker, em seu retorno à cidade natal. Tudo é mais soturno, incômodo e pessoal, diferente de Big Little Lies nos quais eramos mais tentados a ser voyeurs dor moradores das mansões, tanto que o plot apresentado nestes dois episódios me parecem ainda pertencer a um filme, não parece haver subtramas suficientes para preencher 8 episódios.

Isso não quer dizer que a série seja irrelevante, é questão de percepção, até aqui a série é belamente dirigida por Jean Marc-Valle, também responsável por Big Little Lies, a trama me lembra os suspenses policiais europeus, notadamente sempre retratados por personagens problemáticos sejam policias, agentes, etc, a la Luther, Marcella, por exemplo. Camille de Amy Adams é um exercício para uma atriz competente como ela, cheia de nuances e traumas a serem explorados na série, sua relação com a mãe (Patricia Clarkson, diva) é doentia, tem um obsessão ali envolvida bastante estranha, claro envolvendo fatos passados ainda não revelados totalmente, a não ser uma morte de sua irmã, porém o mosaico dos demais personagens também é interessante, legítima criação de arquétipos do interior americano, com bons atores representando-os como Chris Messina, Matt Craven, Henry Czerny e a revelação Eliza Scalen.

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Pilotos Summer Season 2018

03/07/2018

Pose (canal FX) – 1ª temporada

Criada por Ryan Murphy, Brad Falchuk (American Horror Story, Glee) e Steven Canals, ‘Pose‘ se passará na Nova York dos anos 80, onde será mostrado diversas cenas sociais da metrópole, partindo dos contextos mais exóticos, como a explosão das apresentações performáticas das drag queens à grande elite nova iorquina.

s01e01 Pilot – Um dançarino rejeitado por seus pais homofóbicos e um homem de família com um emprego bem remunerado se vê sendo puxado para o mundo da cultura de Nova York no final dos anos 80.

Esta deve ser a última série novata de Ryan Murphy para o grupo Fox, pois o mesmo assinou com a Netflix para novos projetos, no entanto, acredito que o canal FX deve ter apostado nesta ideia bem de nicho do criador e sua equipe; assim como acontece com outros projetos de Murphy, o plot inicial do piloto, apesar de longo em demasia 117 min, e ter um ponto grave no que se refere a dramaturgia dos “hetero” Stan/Patty/Matt, que ainda acredito que será melhor desenvolvido inclusive pelos nomes dos atores envolvidos Evan Peters, Kate Mara e James van Der Beek (respectivamente);

No que se refere ao universo cultural da dança e nicho LGBTQI toda a produção é de um esmero ímpar, elenco (maior quantidade de atores trans da história da tevê americana, o que indica representatividade e diversidade) competente e alguns dramas já desenvolvidos de maneira acertada, mas confesso que os primeiros 30 minutos achei que não iria decolar, tem drama, comédia e muita humanidade no tratamento dos problemas dos anos 80 para o público gay (de modo geral), torço para que Murphy, um intenso e genial criador, tenha criado uma temporada brilhante para uma série que pode entrar para a história da televisão americana como vitrine de diversidade e um exemplo de entretenimento relevante e atual.

s01e02 Access – Blanca não pode ter acesso a um bar popular levando a uma rivalidade intencional. Enquanto isso, Damon, inexperiente, aprende a verdade sobre amor e sexo quando é convidado para um encontro.

Confirmando o que havia refletido já no piloto, apesar de ter todos os predicados para uma série de qualidade, o plot de Pose pouco me instiga, me parece um retrato de uma época, assim como aconteceu com Deuce, ao qual não tenho interesse em acompanhar, espero que os fãs de Murphy e do universo retratado tenham uma jornada incrível! Paro por aqui!

 

Take Two (canal ABC) – 1ª temporada

A série apresenta Sam Swift (Rachel Bilson), estrela de uma série policial de sucesso que tem um colapso nervoso e é enviada para a reabilitação. Desesperada para recomeçar sua carreira, ela consegue um trabalho seguindo o investigador particular Eddie Valetik (Eddie Cibrian) como uma forma de fazer pesquisa para um potencial papel de retorno à TV. Apesar de Eddie se incomodar com a função de supervisionar Sam, ela se revela surpreendentemente valiosa ao usar as habilidades que aprendeu como atriz para ajudar nas investigações.

s01e01 Take Two – praticamente o plot do piloto é apresentar os personagens principais e suas dinâmicas, uma série leve e procedural com cara de Castle (sim, trocando um escritor de livros por uma atriz que procura inspiração), sai a polícia e entra um escritório de detetive, acredito até para deixar a coisa menos oficial e mais fantasiosa, porém a investigação do piloto já achei meio pesada demais para um série de aventura com tom cômico, acredito que o casal protagonista tenha muito potencial, Rachel Bilson é uma graça tem carisma e empatia e Cibrian tem o perfil cínico e durão que o detetive deveria ter, porém por ser uma série de summer season em canal aberto não sei se atingirá seu público, me parece uma série do canal USA. Paro por aqui!

American Woman (canal Paramount) – 1ª temporada

Situada na década de 1970, em meio ao movimento crescente do feminismo e disco music, a historia acompanha a vida de Bonnie (Alicia Silverstone), uma mãe com comportamento pouco convencional. Lutando para criar sozinha suas duas filhas, depois que ela deixou o marido, Bonnie conta com a ajuda de sua melhor amiga Kathleen e Diana. Juntas, elas começam a conquistar sua independência, enfrentando a resistência do mundo machista no qual vivem. Inspirada em uma história real.

s01e01 Liberation – A vida de Bonnie muda para sempre quando ela descobre que seu marido, Steve, está tendo um caso. Com a ajuda de suas melhores amigas, Diana e Kathleen, Bonnie descobre como conseguirá seguir em frente sozinha.

Episódio piloto bastante introdutório do plot da série, independencia feminina nos anos 70, me pareceu um misto de Mad Men com aquela série das aeromoças ou mesmo as esposas de astronautas (todas canceladas rapidamente), como uma série de 30 minutos ainda precisa ilustrar seu tom mais dramático, cômico ou será mesmo uma dramédia como pareceu neste piloto, gostei da produção e do elenco, legal rever Alicia Silverstone após décadas no ostracismo ou em projetos sem repercussão. Porém não garanto acompanhar!

In Contempt (canal BET) – 1ª temporada

In Contempt mostra o mundo de um escritório de assistência judiciária da cidade de Nova York. Gwen Sullivan, uma defensora pública, com uma vida pessoal complicada. Ela luta por clientes que não podem pagar seus próprios advogados.

s01e01 Welcome to Hell – Um advogado de defesa do sexo feminino defende um cliente acusado de tentativa de estupro, ela acaba sendo presa por desacato durante o processo.

Olha que surpresa, mais uma série de advogados na tevê americana (kkk)! Bom achei o piloto um pouco estranho, no que se refere a apresentação dos personagens e plot da série, os defensores são sempre retratados como bagunçados no sistema legal americano, os primos pobres dos criminalistas, porém aqui vi uma dificuldade do roteiro em equilibrar os tramas “legais” e uma tentativa “wanna be” de Grey’s Anatomy, assim o drama e a comédia não souberam ser dosados de maneira equilibrada e os personagens ainda não cativaram. Acredito que fico por aqui, mesmo em épocas de “vacas magras” de séries.

Reverie (canal NBC) – 1ª temporada

O thriller acompanha Mara Kint (papel de Sarah Shahi), uma ex-negociadora de reféns e especialista em comportamento humano que se tornou uma professora universitária depois de enfrentar uma tragédia pessoal inimaginável. Mas quando ela é encarregada de salvar pessoas que se perderam em um programa de realidade virtual altamente avançado no qual você pode literalmente viver seus sonhos, ela acha que, ao salvar os outros, ela pode realmente ter descoberto uma maneira de salvar a si mesma.

s01e01 Apertus – A ex-negociadora de reféns Mara Knit é contratada pela empresa de tecnologia Onetech para salvar pessoas que se perderam em um sofisticado programa de realidade virtual chamado Reverie.

Olha quando penso que não há mais procedural para ser (re)criado vejo o quando os roteiristas americanos se puxam porque vou te contar o que fizeram aqui…merece um estudo (brincadeira); mesmo sabendo que as séries do Summer Season são menos prestigiadas do que as do restante do ano, observei com um pensamento positivo uma série que reunisse Sarah Shahi (de Person Interest), Dennis Haysbert (24 Horas), Kathryn Moris (Cold Case) apesar de Sendil “Mohinder” Ramamurthy poderia render um bom entretenimento, mesmo sendo um procedural (lembrando que Person Interest também era) porém nada se confirma a série tem uma pegada da citada Person pela tecnologia mostrada mas apela para uma narrativa de novela ou mesmo de dramaticidade exagerada quando vemos que a realidade virtual deverá ser usada como “fuga” dos problemas mundanos dos “casos” da semana (cliente da semana). Paro por aqui!

Westworld (HBO) – 2ª temporada (FINALIZADA)

03/07/2018

s02e01 Journey Into Night – O espetáculo de marionetes terminou, e nós estamos vindo pegar você e o resto da sua raça. Bem-vindos de volta ao parque Westworld.

s02e02 Reunion – Dolores segue numa trajetória coletiva, ela quer que os anfitriões subjuguem os humanos. Ela quer atravessar com seus rebeldes; enquanto Maeve segue numa trajetória individual. Ela só quer a filha.

Falando em linhas temporais, o episódio tinha duas bem distintas:

  1. A linha temporal de antes do parque ser reaberto e que se ramificou em pequenos períodos dentro do mesmo intuito. Vimos antes da abertura e vimos o parque pronto, quando William e o sogro surgem por lá. Parece, contudo, que em nenhuma dessas ramificações as visitações realmente começaram.
  2. A linha temporal de logo depois do ataque da finale passada, quando Dolores está dominando o parque e Maeve buscando a filha. O Homem de Preto também está nessa linha.

Que maravilha de retorno, hein Westworld? Nossa a série conseguiu somente nestes 2 primeiros episódios trabalhar uma dinâmica enlouquecida, praticamente 3 ou 4 linhas do tempo, com questões interessantes sobre os anfitriões e relevantes sobre um dos personagens que mais me cativa, Arnold/Bernard; gostei como a série prontamente mostrou o que ocorreu, inicialmente, após a finale passada, fez um salto de 15 dias e agora já retornou para antes da inauguração do Parque e pós Parque ter sido construído, claro que algumas alusões a dinâmica de Lost pairam sobre minha cabeça, mas como fã incondicional desta dinâmica, torço para que a série consiga e tenha reais intenções de contar uma história relevante, pois como produção Nolan e equipe já possuem total sucesso neste projeto!

s02e03 Virtu e Fortuna – Há beleza em quem somos. Nós não deveríamos, também, tentar sobreviver? Um episódio um pouco abaixo dos anteriores, mas com aquele velho – e bom – truque de ampliar os horizontes da mitologia quando não há muito o que dizer/ou não se quer dizer neste momento, um parque Indiano com uma personagem na linha temporal pós revolução que conhece como poucas a sistemática do parque, parece promissor.

s02e04 The Riddle of the Sphinx – Uma figura enigmática se torna o centro do projeto secreto de Delos; O Homem de Preto e Lawrence seguem o caminho para Las Mudas, mas encontram problemas no caminho. Que episódio bárbaro!! uma série sci0fi quando aposta em propostas científicas bem embasadas e escritas começa a se tornar de uma relevância ímpar (lembranças de Lost e Battlestar Galactica); o experimento de Will com Delos e a montagem/direção da série trouxeram tantas informações e ainda acrescentaram outras dúvidas tão mas tão bacanas… e que show de interpretação de Bernard, Jeffrey Wright levando o personagem para outro patamar.

s02e05 Akane No Mai – estava muito curioso para conhecer o universo Shogun de Westworld, toda a narrativa de Maeve e cia funciona, principalmente para reconhecermos o funcionamento das narrativas (repetidas, até mesmo com personagens similares) ao condicionamento de Maeve, ordenando aos robos sem precisar de “fala” alguma, meio que acessando o sistema “abelha” dos AIs; porém se o universo Shogun funciona a storyline de Dolores me parece começar a sofrer de “lostização”, explico, começa a caminhar para cima e para baixo, demorando a chegar a algum lugar relevante, e criando nestes meio tempo nenhuma trama relevante, como sua dinâmica com Teddy neste episódio. Faltou algo maior nesta storyline!

s02e06 Phase Space – Primeiro episódio que praticamente mostrou todas narrativas na mesma linha temporal, isso acredito eu, e chegado este momento da temporada, acho que o roteiro apesar de complexo tem se mostrado bastante ao espectador mais atento, sim, precisa-se prestar atenção, tanto que algumas críticas que leio/vejo sobre Dolores e Maeve me parecem um pouco prematuras; vejo as duas personagens como dois lados da mesma moeda, uma agindo conforme suas memórias afetivas e criando empatia por outro seres, inclusive, humanos e Dolores que parece um vulcão de ódio à raça humana e tampouco preocupado com seus similares, quer somente destruição, estes dois tipos de impulso destes anfitriões me parecem bastante humanos, que é onde acredito que a série podera nos levar a crer. Mas antes disso, temos um novo twist com Ford ressurgindo num Deep Web de Westworld, qual será seu papel neste submundo? a cada resposta, novas perguntas… (saudades Lost!).

s02e07 Les Écorchés – e não é que Ford deixou uma bela herança à Bernard (quase uma assombração), bem ao estilo do personagem que se acha um verdadeiro Deus; isso gerou um episódio clássico dentro de séries estilo Lost, explicações gerais e bem explanadas, de maneira eficiente diga-se de passagem, para trazer todos espectadores para o mesmo plano de conhecimento.

Além disso, vemos que O Homem de Preto e Maeve chegaram a pontos de ruptura dentro da temporada e confesso, não sei pra onde levarão os personagens; já Dolores rouba o cenário para si e tem fortes indícios de que roubará a reta final da temporada; mesmo assim, Bernard consegue ser o melhor personagem em cena pra mim, me parece até mesmo que neste momento ele é nossos olhos dentro da série, porque descobrimos desenlaces do roteiro junto com o personagem. Muito, mas muito bom!

s02e08 Kiksuya – O relato da jornada de Akecheta e da Nação Fantasma para a consciência; A vida de Maeve está na balança. Mesmo que pareça ser um “filler” o que não é, este episódio tem um dos plots mais belos e curiosos até aqui; com a Nação Fantasma sempre parecendo de fundo e sem contexto com os protagonistas da série, ver este episódio e toda a evolução “acordar” de Akecheta me surpreendeu e deixou o episódio relevante demais, um excelente episódio. Além de Akecheta tivemos ainda Maeve então…sem comentários!

s02e09 Vanishing Point – um dos episódios mais explicativos e emocionais desta temporada da série, foi assim que a jornada de Will (Homem de Preto) nos foi relatado, ao observarmos o personagem em diferentes momentos de sua vida, enquanto no Parque está um homem (ou anfitrião, ainda não nos foi revelado, apesar que acredito que não) tomado pelo desejo de viver aquela vida de westworld no mundo real Will foi um homem que destroçou a família da esposa como um vírus, cheio de manipulação e ambiguidade; ao final, mesmo com o desfecho chocante de Teddy, lembrando a atitude da esposa de Will, a morte da filha de Will coroou a triste jornada de um personagem “vilanesco” que parece ter chegado ao fundo do poço de suas escolhas;

s02e10 The Passenger Season Finale – Chegou a hora de todo mundo se encontrar em busca do Vale, Dolores e Bernard discutirem seus papéis neste novo mundo que se abre e a empresa tentar fechar todas as pontas após a revolução dos anfitriões.

Parece simples, mas o roteiro da finale e da temporada da série se inspirou em dificultar nossa compreensão sobre tudo o que viámos, sei que sempre numa série de suspense plot twists são criados para chocar e assim, aparentemente, tornar a série mais relevante na memória do espectador/fã, no entanto, se tem uma coisa que acredito ser desnecessário num roteiro é querer confundir ou complexar tudo quando não se faz o menor sentido; a trama da segunda temporada e também da finale seria a discussão do “livre-arbítrio” tanto para os humanos quanto para os anfitriões, o que em si já é uma discussão complexa suficiente, assim vendo tudo em perspectiva era desnecessário desfragmentar a narrativa em tantas linhas temporais, criou-se confusão e modificou a atenção para o que realmente era importante (comportamento do anfitriões), sendo assim mesmo adorando personagens como Bernard e Dolores, seus arcos foram sendo interrompidos a cada episódio para que houvesse um tipo de surpresa na finale.

Em contrapartida, um arco simples como de Maeve (minha personagem predileta, assim como poderia citar o arco de Akecheta), seguiu numa regularidade e excelência incríveis, tanto que encerrou-se sua história e agora a pergunta que fica é o que fazer com Maeve, uma personagem incrível mas sem nenhuma outra storyline e uma atriz importante na série?

As discussões e interpretações sobre os mistérios da série deixo para os especialistas, não curto ficar divagando em texto singular, preferia debater o assunto com outros para construirmos ideias e, principalmente, perspectivas. Assim, deixo aqui minha admiração por Westworld ser uma série “fora da caixa”, mesmo que tenha bebido em fonte nada original, e tenha que “apelar” para velhos truques narrativos, a trama é muito interessante e questionadora do comportamento humano, melhor característica do gênero ficção científica. Além disso, quem esperaria que uma série sobre um parque temático e revolta das máquinas se transformasse num estudo de inteligência artificial que de artificial pouco se mostra.

STATUS: RENOVADA PARA 3ª TEMPORADA (previsão 2020).

Grey’s Anatomy (ABC) – 14ª temporada (FINALIZADA)

19/05/2018

s14e01 Break Down the House – Meredith e a equipe estão focados em ajudar a irmã de Owen após seu retorno chocante, e Amelia enfrenta um conflito sobre um paciente. Enquanto isso, Bailey é forçada a dar a Grey Sloan uma nova mudança após o incêndio.

s14e02 Get Off On the Pain – Meredith luta para criar um novo plano para a irmã de Owen. Jo faz uma escolha surpreendente em relação a Alex e a pesquisa controversa da irmã Andrew leva a uma descoberta chocante.

Apesar de se encontrar na 14ª temporada, o canal ABC ainda depende muito de Grey’s (ainda melhor audiência das noite de Shonda Rhimes), é bastante corajoso iniciar uma temporada de um veterano drama com episódio duplo, mas os roteiristas apostaram numa premiere ligeiramente diferente do que vinha ocorrendo; senti que rolou uma jogada tipo “cartas na mesa”, explico, praticamente todos personagens ganharam tramas e/ou arcos que devem ser trabalhados no decorrer da temporada. Alguns exemplos, o certo aparecimento do ex-marido de Jo, a saída Ben para o spin of da série sobre bombeiros, depois de sua excursão neste meio na season finale passada, o personagem já deixou claro que senti falta da adrenalina que aquela situação gerou, o claro triângulo amoroso de Meredith, assim como a doença de Amelia.

No entanto, apesar de amar a série, é óbvio que suas tramas não irão ser inovadoras, muito pelo contrário, pouco ou nada de novo poderá surgir na série, com exceção de algum paciente muito especial a la Denny Duquette, que mexa com a história para sempre na série, mas a empatia do ambiente e dos personagens – os que sobreviveram – lá estão para nos emocionar (mesmo que usando sempre dos mesmos artifícios).

s14e03Go Big or Go Home – Harper Avery chega no hospital e deixa Bailey no limite; um rosto familiar do passado de Meredith volta como paciente; Amelia tenta lidar com um segredo.

Confesso que a recepção do tumor por parte de Amelia foi bem menos dramático do que imaginava, inclusive, proposital ou não, serve de desculpa para o comportamento “loko” da personagem, assim todo este desenlace deve render lenços molhados num futuro breve; já a participação de Harper Avery (vó de Jackson e dono da Fundação) me pareceu muito superficial para um nome tão mencionado dentro da série e, ainda mais, num contexto meio cômico (?), já o tratamento de Meredith com o psiquiatra (seu inclusive) em muito serviu a personagem, que vem passando por momentos inspirados dentro da série.

s14e04 Ain’t That a Kick in the Head – Amelia enfrenta uma situação difícil enquanto Meredith lida com as consequências da conversa com Nathan. Maggie encontra-se em um estranho jantar de família. Jackson recebe grandes notícias e Richard e Bailey procuram pelas estrelas do amanhã. Ainda acho muita graça com os tipos que os roteiristas inserem quando fazem a seleção de estagiários, parte cômica, já o drama teve praticamente dois desfechos, o que inclusive acho que não será tão simples assim, Amelia tem uma cirurgia 100% acertada e teve os melhores diálogos junto com Lucca, quando o residente faz refletir sobre sua busca incessante pelo erro; claro que a sequência mais emocionante é o reencontro de Farouk com irmã de Owen, de olho nestes arcos que parecem “happy end”!

s14e05 Danger Zone – Em um flashback, Owen, Megan, Teddy e Nathan nos levam ao Iraque de 2007 e os eventos que levaram ao sequestro de Megan são revelados. Nesse dia, Owen e Megan expõem feridas antigas.

Sentimentos contraditórios sobre o episódio, apesar de sempre achar interessante quando a série sai fora do Hospital e foca em poucos personagens, aqui fiquei com a sensação de montagem equivocada, como se os flashbacks de Owen, Megan, Nathan e Teddy tivesse que ter sido apresentado la no segundo ou terceiro episódio, para que acompanhássemos aqueles personagens já com todas as informações, agora passado todo o drama, sobre Nathan-Megan-Meredith e Owen-Amelia-Teddy-família, senti como se já não importasse tudo isso. Além disso, achei o arco de Nathan muito dissonante com o comportamento do personagem, simplesmente, saiu…

Mas teve alguém que ganhou com o episódio, Owen, um personagem fadado ao fracasso pelo forte senso de proteção e família, após a desilusão com Cristina e Amelia parece (espero que os roteiristas façam isso) que terá uma nova redenção, gosto muito do ator e do personagem, poucos que não sucumbiram dentro da série.

s14e06 Come on Down to my Boat, baby – Jackson convida os rapazes para um dia no mar; Arizona, April e Maggie tratam uma mulher que está escondendo um segredo mortal. Episódio com uma pegada bem cômica, meninos para um lado (bêbados num barco) e meninas tratando de uma jovem que carregava uma arma para seu namoradinho bandido (que levou uma excelente mijada de Arizona); assim me parece que a série recorrerá a um clima mais ameno nesta temporada, o que acredito que precisamos, além disso, tivemos uma abertura de arco de Meredith que me parece genial, focar na vida profissional da médica, dar um tempo nos romances e luto, para se dedicar ao lado profissional e o famoso Prêmio Avery, que a meu ver dará uma importância de peso a uma personagem que há 14 anos atrás era somente uma residente de cirurgia, achei uma escolha narrativa perfeita, a personagem merece, tomara que seja bem desenvolvida!

s14e07 Who Lives, Who Dies, Who Tells your Story – Após um carro de montanha-russa sair dos trilhos na feira do condado, os médicos de GSMH atendem a pacientes que despertam memórias e fantasmas de seus passados.

Que jornada acompanhamos Grey’s por 300 episódios, muito mais que qualquer novela global (perde somente para as novelas infantis do SBT), então nada melhor que um episódio nostálgico como só Grey’s poderia nos presentear, sem contar com nenhuma participação especial digna de nota, não  apareceram Izzie nem Cristina, mas seus nomes e lembranças sim, através de um roteiro que brincou com residentes similares a George, Izzie e Cristina sendo atendidos pelos nossos já veteranos  médicos, além de outras referências como as clássicas músicas da trilha sonora, no entanto, mesmo nostálgico foi um episódio leve que ratificou mais uma vez o papel protagonista de Meredith, sendo premiada pelo clássico prêmio da série, num discurso bonito de Jackson. Que memórias a série cultivou até agora, apesar dos pesares!

s14e08 Out of Nowhere (mid season finale) – Os médicos precisam ser criativos para tratar os pacientes depois que um hacker derruba o sistema de informática do hospital. Os roteiristas foram bastante espertos ao criar para o mid season finale um “event” diferente dos habituais, sempre trágedias naturais ou humanas calamitosas, mas um simples apagão digital, que faz com que um hospital de grande porte volta aos tempos pré tecnologia; quem ganha destaque com isso é Chefe Webber que é um imortal (kkk) dentro do hospital, auxiliando os mais jovens como um Mestre Yoda ou Miaggi; em meio aos correrios de como tratar os pacientes, uma Meredith plena em sala cirurgica mostra porque da merecer seu prêmio, a cada nova dificuldade uma nova saída, e Jo terá a oportunidade de se mostrar uma personagem realmente relevantes dentro da série com seu arco com viés social, abuso doméstico, com a chegada de seu ex-companheiro.

s14e09 1-800-799-7233 –  Jo finalmente enfrenta seu marido abusivo Paul Stadler, enquanto o Grey-Sloan continua a trabalhar com o FBI depois que um hacker compromete o sistema de computadores do hospital. (Em caso de violência, ligue 180 e denuncie).

Acho que mesmo não sendo anunciado assim, após o hiato de final de ano e com aquele gancho sufocante, tivemos mais um episódio “Grey’s Event”, Jo nunca foi uma personagem privilegiada pelo roteiro, muito pelo contrário, todos seus arcos foram muito mal trabalhados, inclusive o do espancamento entre Lucca e Karev, no entanto a apresentação de vítima de violência num casamento fora um dos arcos mais espraiados que vi na série, pequenas relances deste trauma foram apresentados aos poucos ao longo das temporadas, isto mesmo no plural, e na temporada passada vislumbramos seu ex-marido ao Karev procurá-lo, logo, isto iria retornar em breve.

Dito isso, mesmo contando com storylines mais leves e bem humoradas, com direito a mais aproximação de Maggie e Avery e a resolução do ataque hacker (que rendeu a apresentação discreta de um médico transgênero que deve render bastante mais a frente), o episódio conseguiu ser perfeito em retratar o pavor de Jo ao reencontrar Paul, seu ex-marido e agressor, e mais do que isso, além de mostrar todo o trauma psicológico em revê-lo e como o mesmo age, mesmo que em poucos diálogos, o que mais me chamou a atenção foi a maneira como o roteiro apresentou uma solução para o enfrentamento, amizades e, mais que isso, uma rede de proteção à vítima (sim, pois o agressor é talentoso, famoso e tem muito mais credibilidade que a vítima), assim Meredith e Arizona não titubeiam em auxiliar e dar credibilidade à Jo, mesmo contando com uma pessoa aparentemente idônea (dando credibilidade à vítima). Gosto de tudo como o episódio apresentou e, principalmente, a tensão na reta final após Jo falar com a atual namorado de Paul, e o gancho final em nada me surpreende pois acredito que o ataque à Paul tenha sido proferido pela sua namorada, passando longe de personagens como Jo e Karev (pelo menos, espero que o roteiro evite este suspense). Vamos deixar a discussão e denúncias como destaque neste importante arco! Muito orgulhoso que uma série com tamanha bagagem ainda consiga ter relevância na atualidade.

s14e10 Personal Jesus – Um jovem garoto é admitido no Grey Sloan Memorial e seu caso tem um profundo impacto nos médicos. Enquanto isso, April encara um paciente surpreendente e Jo continua lidando com seu marido.

Grey’s conseguiu me deixar alegre e triste ao mesmo tempo, ao ter um arco como de Jo e seu ex-marido agressor exposto deste a mid season, ao criar o impacto no episódio passado, ao fugir da acusação de um crime contra Paul (ex-marido), a série foge do conflito óbvio que seria questionar uma possivel vingança de Alex e Jo contra o agressor; no entanto, ao simplesmente criar uma morte “besta” e um desfecho quase fantasioso (risada da Jo, incluvise) acredito que o roteiro perde força nesse contexto, gostaria de ter visto a noiva de Paul mais inserida no arco, nos conflitos e superação do abuso, com Jo e Meredith auxiliando ela, ou algo do tipo, uma exposição mais didática mesmo de como se livrar de um conflito tão pesado para as mulheres.

Dito isso, o episódio focado em April foi bom, principalmente, porque fez a personagem normalmente uma Poliana dentro da série, sofrer…sofrer…e sofrer, no que seria um dia no qual nada deu certo para seus pacientes ou pacientes sob seus cuidados.

s14e11 (Don’t Fear) the Reaper – Bailey é colocada até o limite quando aparentemente sofre um ataque cardíaco. Depois de um episódio bastante triste para April, voltamos nossos olhos para outra guerreira do Seattle Grace, Miranda Bailey. Mirando mereceu todas as atenções e correspondeu a tudo quando num suposto ataque cardíaco para num hospital diferente do dela, gerando um conflitos com os atendentes e residentes deste outro hospital, em paralelo, observamos a pequena Miranda junto a uma mãe bastante controladora. Ótimo episódio mostrando que quando o texto foca realmente nos personagens, não somente lhes criando obstáculos, a série ainda mostra sua força!

s14e12 Harder, Better, Faster, Stronger – April comanda o novo concurso de inovação no Grey Sloan, e os médicos estão ansiosos para iniciar seus projetos.Enquanto isso, Meredith lida com o retorno de um paciente que inspirou seu projeto. Parece que estamos em frente a um arco deverá tomar conta da dinâmica e conflitos desta 2ª parte da temporada, achei o episódio em si muito introdutório de toda a conversa sobre os projetos, em paralelo a alguns pacientes e ambições de nosso médicos, assim entendo que todo bla-bla-bla médico fosse necessário, mas deixou o episódio um pouco carregado demais.

s14e13 You Really Got a Hold on Me – Os bombeiros Ben e Andy, de Seattle, se dirigem ao Grey Sloan depois de resgatar dois meninos feridos em um incêndio, onde as habilidades de Andy são postas à prova. Os médicos trabalham duro em seus projetos. Amelia pede consultoria de Tom Koracick.

Em meio as situações envolvendo os projetos, com o retorno do ótimo Koracick, vemos a introdução de Andy, bombeiro mulher, co-protagonista da nova spin-of de Grey’s, junto ao Ben (ex-médico e marido de Miranda) que saiu de Grey’s para assumir esta nova série da Shondaland; gostei da personagem e da interação com Ben, espero que saibam trabalhar bem este microuniverso dentro da série, sem necessariamente copiar séries como Chicago Fire e 9-1-1, só para citar exemplos ainda em exibição.

s14e14 Games People Pay – O relacionamento de Maggie com Clive começa a progredir, e ela o convida para uma noite de jogos para conhecer Meredith e Amelia. Meredith e Jo se encontram com o dono da patente que precisam para seu projeto, que coincidentemente é um amigo da família.‬ Quando achávamos que Meredith levaria de barbada sua patente e de repente quem sabe um novo par amoroso nesta segunda parte da temporada, vemos que o passado volta a assombrá-la, desta vez com uma médica colega de sua mãe, deve vir chumbo grosso daí!

s14e15 Old Scars, Future Heart – Meredith tenta aprender mais sobre o histórico de Marie Cerone com sua mãe. Enquanto isso, Jo se candidata a bolsas ao redor do país e isso pega Alex de surpresa. Tom Koracick ajuda April a tomar conhecimento sobre sua crise de fé. Nota: episódio dirigido por Ellen Pompeo.

Como episódio, confesso irrelevante, não fosse o paciente da semana, bem interessante sua questão e como ele foi ponto de partida para conhecermos momentos relevantes na vida de Maggie, Alex e Jo; com a notícia da saída de Arizona e April da série, acredito que devemos começar em breve e ver seus arcos de despedida, espero que sem mortes (amém) e com isto os residentes novos devem começar a ganhar protagonismo.

s14e16 Caught Somewhere in Time – Maggie e Jackson estão curtindo seu tempo juntos, mas ele deve manter sua concentração na cirurgia de vaginoplastia pioneira que vai realizar com Catherine e Richard. Enquanto isso, Meredith e Jo encontram um obstáculo em sua inscrição para um concurso.

Nitidamente fiquei com a impressão que a série entrou num período pré-finale onde a temporada já terminou mas ainda tem episódios a serem exibidos até a season finale, começamos a antever o desfecho de April e Arizona (uma em crise de profissional e religiosa, e a outra deve pender para o lado materno, ou melhor atender uma demanda da filha), se estes forem os argumentos da série para a saída dos personagens confesso que acho ok, no entanto, enquanto isso, já percebo que o arco “projetos médicos” não rendeu um vintém e deve ser arrastado até a finale, uma pena pensei que havia um potencial deflagratório de várias storylines ali; mas a vergonha alheia e pior momento foi a crise entre Jackson e miss Avery, até entendo a questão, mas não a ponto de uma paciente perceber tal evento, muito infantil para os dois personagens esta situação.

s14e17 One Day Like This – A crise de fé de April é desafiada por um paciente rabino, e Meredith trata um paciente que é cirurgião de transplante de outro hospital.

Em mais um bom episódio dirigido por Kevin McKidd, tivemos três storylines bem boas, gostei do desenvolvimento de todas, Hunt correu pra Europa para encotrar Teddy e obviamente o bom momento desabaria após ela saber como ele tomou esta decisão “a la” aconselhamento de ex-esposa (oie?); April teve um momento radical demais em seu comportamento dentro do Hospital, um paciente numa situação dura e cruel, que expôs através de questionamentos religiosos, mesmo de diferença crença de Avery, como seu comportamento é errático e cheio de comiseração, um choque de realidade para a personagem e um tocante paciente para o episódio. Já Meredith deixa de lado as pesquisas e rivalidades de mãe para ter uma chance de novo romance, o personagem de Scott Speedman funcionou demais com meredith, inteligente e perspicaz, teve química com ela e espero revê-lo em breve, até porque a personagem pode e deve, se quiser, reencontrar um novo amor, e deixar os conflitos da série mais focados na sua profissão. Ótimo episódio e caminhamos para uma despedida melancólica de duas personagens simpáticas April e Arizona.

s14e18 Hold Back the River – Amelia, Koracick e DeLuca realizam um procedimento arriscado e inovador usando ondas de ultrassom para remover o tumor cerebral de um jovem paciente. Meredith e Jo tentam salvar seu projeto, e o padrinho do AA de Richard é admitido no Grey Sloan.

Se não fosse a notícia das saídas das personagens Arizona e April, não sei que storylines os roteiristas estariam abordando de maneira que o espectador se importasse, pois o arco dos projetos médicos não rendeu nada, nenhuma trama relevante até aqui, nem mesmo a abordagem do passado de Meredith e as consequências do embate que ocorrerá não consigo vislumbrar consequências dramáticas; assim é óbvio que os maiores problemas das séries atuais da tevê aberta se chama “barriga” dramatúrgica ou seja com 22 episódios os roteiristas não conseguem desenvolvê-la de maneira competente, salvo raras exceções as quais não me recordo agora.

s14e19 Beautiful Dreamer – Um agente da imigração está a procura de um dos internos cirúrgicos. Richard precisa lidar com a não aceitação da condição de saúde de sua madrinha. Jackson toma uma atitude que pode mudar o rumo do Hospital.

Se não fosse minha “expertisse” em séries de televisão, me questionaria porque os roteiros de Grey’s têm atropelado tanto os arcos e alguns personagens se a temporada tem intermináveis 24 episódios (acredito que uma das poucas séries que ainda tem uma temporada regular de televisão aberta); o que fizeram com a residente dra. Sam bello é de um equivoco incrível, parece que a demitiram da noite para o dia e os roteiristas tiveram que criar uma desculpa para sua saída, se a idéia era abrir mão da personagem, assim como ocorrerá com Arizona e April, concordamos ou não com seus arcos, houve arcos, deveríamos saber que Sam era uma imigrante e que havia uma possibilidade das novas políticas de Trump chegar nela de alguma maneira, com isso, o romance crescente com DeLucca simplesmente nos levou a uma rua sem saída, investiu-se na dramaturgia do romance na empatia dos personagens e do casal para em 40 minutos sumir no ar!

Além disso, tirando que os casos médicos da pesquisa em nada funcionaram até aqui, surge uma situação envolvendo os Avery, do nada novamente, e criou-se uma nova situação de vida ou morte financeira para os hospital, oi? Acho que o tempo excessivo, não em temporadas propriamente dita, mas sim em 24 episódios, esta minando a criatividade dos roteiristas e a própria Shonda precisa intervir de alguma maneira na construção de arcos relevantes dentro das temporadas, até porque não faltam personagens e dramaturgia para a série.

s14e20 Judgement Day – Durante as apresentações do Dia de Inovações de Protótipos Cirúrgicos do Grey Sloan, Arizona compartilha biscoitos que um paciente deu a ela, mas sem saber que os biscoitos contém um ingrediente especial. Catherine revela segredos sobre o avô de Jackson.

Seriously que chegamos a esta altura da temporada e da história da trama para ter uma storyline envolvendo maconha e os médicos? Talvez seja mais do que na hora de terminar a temporada, ou melhor ainda, termos temporada menores, quem sabe 18 episódios como acontece com How To Get Away With Murder e This Is Us.

Nada tem funcionado neste segunda metade da temporada, além dos arcos curiosos de despedida de Arizona e April, acrescentam uma trama de assédio a la “weinsten” com o Avery já falecido que deve render algum drama nestes próximos episódios, uma pena, gostaria de ver boas despedidas das queridas personagens; enquanto isso os projetos médicos continuam irrelevantes dentro do cenário da série!

s14e21 Bad Reputation – O hospital traz alguém com experiência para lidar com crises para ajudá-los a resolver as acusações contra Harper Avery. Enquanto isso, a enfermeira Olivia aparece em Grey Sloan com seu filho. Arizona decide passar mais tempo com Sofia.

Ah não fosse Meredith fazer toda uma revolução dentro do hospital, inclusive devolvendo os prêmios Avery, não sei se teria algo de importante neste episódio, achei todo seu comportamento impecável e pragmático, Meredith como personagem esta num ótimo momento, inclusive deu um esporro em Jackson; a storyline da enfermeira que retornou neste momento, além de grosseira e sem noção espero que não seja em função da criança (uma paternidade perdida ali), até porque parece que o casamento de Jo e Alex terá como elemento de drama a mãe de Karev! Contando os episódios para finalizar esta longa e irregular temporada.

s14e22 Fight For Your Mind – Alex e Jo fazem uma viagem para encontrar a mãe de Alex; Meredith faz uma apresentação sobre seu projeto de mini-fígados, que atrai muita atenção; Jackson trabalha para reconstruir a fundação depois que sua reputação é ameaçada.

Já não tenho muito o que debater sobre as atuais storylines da série e resta esperar pelo término irregular da temporada, toda a força dramática da primeira parte se diluiu numa segunda metade fraca e cheia de soluções fáceis e mal trabalhadas, uma pena; mas isso prova mais uma vez o quão extasiante é trabalhar 24 episódios numa temporada regular, menos mal que nesta temporada Meredith deve sair ilesa e assim, teremos um bom prognóstico para a próxima.

s14e23 Cold as Ice – Um integrante do Grey Sloan Memorial é gravemente ferido, fazendo a equipe refletir sobre o que é realmente importante para eles. Enquanto isso, Nicole Herman faz uma visita ao hospital e fala com Arizona sobre uma excelente oportunidade.

episódio arremedo para despedidas de Arizona e April, a segunda sofre um acidente deja vu (lembranças de Meredith lá nas primeiras temporadas) o que rende referências e atuações médicas interessantes pelo mesmo tema mas não deixa de parecer preguiça de roteirista, sim é emocionante e mexe com  fã de Grey’s, porém também mostra como a série depende de tragédias com personagens para se tornar relevante, o que deixa de ser brincadeira entre fãs e vira muleta para as tramas; pensando em 24 episódios, ou pelo menos, 12 episódios aos quais os roteiristas sabiam da saída das personagens, não seria muito melhor abordar o dilema de April, o espiritual foi raso, da retomada da relação amorosa com o ex quando da perda de esposa e nascimento da filha dele, desde lá poderiam ter contado como as perdas dos personagens o uniram para aplacar a dor e não simplesmente informar através de Arizona “eles estão juntos há meses”, oi? para que 24 episódios se você não tem tempo de criar arcos e desenvolver situações e personagens?

Já Arizona teve melhor sorte, sua situação foi explorada de maneira mais discreta e era visível que isto levaria a saída da personagem, sendo assim receber Geena Davis na série novamente é aquele ponto positivo de ter 14 temporadas e centenas de personagens que podem ir e vir de maneira orgânica e satisfazer o espectador saudosista, vai ter uma despedida bonita. Continua sendo um episódio emocionante? Sim, mas com aquelas restrições que o histórico de Grey’s nos impõem.

s14e24 All of Me Season Finale – Chegou o grande dia do casamento de Jolex, e como sabemos casamento na shondaland é sinal de: Catástrofe. Não engane-se pela singela sinopse, não houve tragédia alguma,  ninguém morreu e isto é comemorável dentro da série.

Achei o episódio bem bonito e deu uma diluída no clima pesado que a temporada trouxe, foram 3 casamentos, a la final de novela, coisas que deram errado, personagem que retornou com gancho de gravidez e insinuações de alguns arcos futuros, quem sabe começar a trabalhar melhor os novos residentes para ver se rendem boas storylines no futuro. Sobre as grandes questões desta segunda metade da temporada, sim April e Arizona se despedem da série, de maneira apenas correta porém “vivas”, o roteiro mesmo com tempo nao conseguiu criar arcos de despedidas para as personagens tão longevas. Ainda sobre o episódio me incomodou que ele pareceu deslocado da linha narrativa em continuidade ao episódio passado, depois de quase morrer April organiza um casamento e passou-se quantos dias mesmos?

Sobre a temporada, já mencionei que a achei irregular, porém Shonda e equipe me parecem ter encontrado um meio de sobrevivência para a série, independente do tempo que durar, ter tramas relevantes, apostar no filão de público para o qual ela é exibida, mulheres adultas, assim sendo esta temporada será lembrada como a temporada da revelação do passado abusivo de Jo e os casos de assédio dentro da Instituição harper e isto funcionou porque nos últimos anos, após a morte de Derek, Meredith pegou a série para si, deixou de ser um fio condutor de conflitos (normalmente irrelevantes e surreais) para ser os olhos do espectador frente aos conflitos dos demais, como seu papel com Jo e a devolução dos prêmios da família quando da revelação dos casos de assédio, Meredith não precisa mais de muletas dramatúrgicas para seguir seu caminho na série, sua personalidade é maior que qualquer escolha do roteiro, ela tem sido retratada com coragem e, principalmente, coerência dentro da série, talvez fato que tenha seduzido a atriz a permanecer até aqui carregando este fardo de ser uma protagonista imersa numa série de tragédias, acho uma revolução (narrativa) esta construção de Meredith (hoje minha personagem favorita na série).

STATUS: RENOVADA PARA 15ª TEMPORADA (set/18).

Trust (FX) – Mini série

01/05/2018

Trust conta a história dos Getty, multimilionários do petróleo envolvidos em escândalos como overdoses, sequestros e vidas duplas. A primeira temporada será centrada no herdeiro John Paul Getty III. Ambientada em 1973, a trama inicia quando o jovem Getty é sequestrado em Roma e um resgate de milhões de dólares é exigido. O problema é que a família não demonstra tanto interesse em conseguir o rapaz de volta: J. Paul, avô do jovem, se recusa a liberar a quantia e argumenta que se pagasse um centavo para os sequestradores, em breve teria os outros 14 netos sequestrados. O pai do sequestrado, envolvido em drogas, não responde os telefonemas dos sequestradores e sobra para mãe do rapaz, quebrada financeiramente, negociar.

s01e01 The House of Getty – J. Paul Getty deve enterrar seu filho mais velho, George, após seu suicídio, enquanto seus quatro (4) filhos restantes mancham seu pai e a família se esforça para determinar quem J. Paul Getty escolherá em seguida para administrar seu vasto império.

s01e02 Lone Star – Lone Star é o nome da bandeira do estado do Texas. Pode ser uma alusão ao ex-agente da CIA e chefe de segurança de J. Paul Getty que usa até chapéu de cowboy, James Fletcher Chase, uma vez que o episódio é centrado nele.

Produção de Danny Boyle e roteiro de Simon Beaufoy (dupla recorrente nos cinemas, como no Oscar Quem Quer Ser um Milionário), caprichada e que tem um dos pilotos mais interessantes desta temporada, me surpreendi com a trama, com os personagens e com a produção; para quem não sabe a história real é a mesma do filme de Ridley Scott “Todo Dinheiro do Mundo, que rendeu algumas indicações ao Oscar 2018, como coadjuvante para Christopher Plummer (ainda não visto por mim), dito isto, já começo com o que mais me impressionou: Donald Sutherland, gigante em cena, fazia muito , mas muito tempo que não via um papel tão arrebatador para o papai Jack Bauer, Sutherland engole o primeiro episódio com seu personagem mais do que previsível, tirado diretamente de algum texto do Shakespeare, e as pessoas em seu entorno são consequências deste ser desprezível que é J. Paul Getty; fora Sutherland tudo funciona em cena, inclusive nos importarmos com seu neto que será sequestrado em breve na linha narrativa da série. Muito bom

Já no segundo episódio confesso que o foco centrado no segurança do velho Getty e as primeiras consequências do sequestro de J. Paul Getty III, abrindo espaço para tirar o retrato louco da família e adicionando a mãe do rapaz, Hilary Swank, só serviu para vermos após anos Brendan Fraser em cena com competência, já que seu espaço no cinema de aventura morreu, o ator esta bem e espero que a série lhe dê oportunidade para um “comeback”, no entanto, o ritmo do segundo quebrou minha alta expectativa do piloto.

s01e03/04 La Dolce Vita/That’s All Folks – A recusa de J. Paul Getty de pagar um único centavo para os sequestradores do seu neto tem consequências significativas e imprevistas na Itália; no segundo, o jovem Paul passa a conhecer seus sequestradores; Primo abre uma linha de negociação com Gail. 

Mesmo ainda perdendo em intensidade do piloto, o roteiro começa a abrir os conflitos de seus personagens, o que peca ao deixar de lado o patriarca Getty, no entanto, cinematografia da série é de uma beleza ímpar, enche os olhos, e os personagens são bons e estão se apresentando de maneira complexa.

9-1-1 (canal Fox) – 1ª temporada (FINALIZADA)

28/03/2018

O drama explora as vidas de policiais, paramédicos e bombeiros que precisam enfrentar as situações mais assustadoras e chocantes, enquanto respondem a chamados de emergência, e devem equilibrar o trabalho de salvar os mais vulneráveis e resolver os problemas em suas próprias vidas.

A série é estrelada por Connie Britton, Angela Bassett e Peter Krause; e conta ainda com Oliver Stark, Aisha Hinds, Kenneth Choi e Rockmond Dunbar no elenco regular.

s01e01 Pilot – Bombeiros, Policiais e Médicos trabalham sob pressão junto com a atendente do 911, Abby Clark (Connie Britton) e precisam conciliar essas situações críticas com sua vida pessoal.

Ryan Murphy e equipe devem estar trabalhando a todo vapor, acabam de lançar mais uma série, agora pelo canal Fox, sem ser antológica, e trazendo para o protagonismo ótimos nomes de temporadas de American Horror Story: Angela Basset e Connie Britton;

Ainda que seja um procedural médico/policial, como por exemplo a franquia Chicago, a série parece querer abordar seus personagens de maneira ímpar, temos desde o início do episódio destaque para 3 personagens, já com dramas pessoais apresentados, a telefonista do serviço de emergência com a mãe acamada, a policial casada com um homossexual e o jovem bombeiro com comportamento de compulsão sexual. Assim, se por um lado, o procedural pouco pode trazer de novidade, o lado de identificação com personagens pode impressionar, vamos ver que tom a série introduzirá ao longo dos episódios.

s01e02 Let Go – Uma noite em um parque de diversões vira um pesadelo quando um mau funcionamento da montanha-russa deixa vidas em risco. Ainda não me acostumei com o tom ora cômico, como nas mortes do parque, ora dramático que o texto apresenta, achei tudo meio bizarro, mesmo com um elenco tão bacana, além disso, Peter Krauze parece não ter encontrado o tom do “mestre myagi” do Bombeiros.

s01e03 Next of Skin – Bobby e sua equipe respondem a uma emergência em uma festa de aniversário. A equipe entra em ação após um membro ter se envolvido em um grave acidente. Athena tenta lidar com uma tragédia, enquanto isso, Abby terá de tomar uma grande decisão sobre sua mãe. Mesmo achando que a série tem atores acima da média, ainda sinto que o roteiro pesa demais nos dramas dos personagens, meio fora de proporção, principalmente se levarmos em consideração que estamos diante de um procedural de emergencia (policial, salvamento, médico). O que me leva a crer que Ryan Murphy esta somente como nome na produção e não participando diretamente da produção dos roteiros.

s01e04 Worst Day Ever – Após um acidente de avião, Bobby e sua equipe correm para ajudar os sobreviventes, enquanto Athena trata do pânico e do caos no aeroporto. Athena busca vingança contra um grupo de bullies e Abby entrega uma mensagem importante de uma chamada de emergência. Talvez esteja sendo um pouco duro demais com a série, mas sinto que os dramas dos personagens principais são muito pesados, então sobre pouco ou nada para uma dinâmica mais “cool buddy” entre eles, mesmo assim tem uma dinâmica como série sempre sedutora para os fãs do subgênero.

s01e05 Point of Origin – A equipe corre para atender um chamado quando um desastre ocorre em um casamento indiano. Abby pede ajuda a Buck para tentar encontrar sua mãe e, pela primeira vez, conhece Athena pessoalmente. Enquanto isso, Hen luta para tomar a decisão certa. Vez de conhecer o passado de Bobby e seus traumas, e lá vem mais uma subtrama pesada, fico curioso com o que os roteiristas creem se tratar de dramas sérios, todos os personagens são praticamente trágicos, ainda acredito que a série precisa encontrar um tom mais ameno e equilibrando as dinâmicas dos personagens com os casos de atendimento.

s01e06 Heartbraker – No dia dos namorados, uma proposta de casamento surpresa acaba mal e tem consequências perigosas. Athena tenta ajudar uma mulher desesperada e, sem querer, junta-se ao “Lonely Hearts Club”. Bobby e Chimney aprendem sobre a “Casanova Fracture”.

s01e07 Full Moon (Creepy AF) – Uma lua cheia mantém a equipe ocupada com algumas das chamadas mais absurdas. Athena investiga uma possível invasão domiciliar e enfrenta um criminoso. Bobby e Buck vão até um estúdio de ioga para mulheres grávidas e o passado de Hen pode virar seu futuro.

Deixando de lado as storylines Athena e Bobby, o episódio usa da mitologia da lua cheia para casos bem bizarros e uma denúncia de violência doméstica, assim quem acaba ganhando holofotes é Hen, que tem no retorno de sua ex uma possível dor de cabeça em sua casamento. Passados 7 episódios ainda não consigo vislumbrar o porque do roteiro de Murphy e equipe ser tão raso em seus conflitos, os personagens são complexos quando somente convém à trama, uma pena pois se equilibrassem os casos de atendimento e os dramas pessoais acredito que a série cresceria bastante em qualidade.

s01e08 Karma’s Bitch – Chamados inusitados deixam a equipe ocupada em salvar aqueles que não estão em dia com o Universo. Athena lida com uma situação difícil em família. Bobby é recebido com uma notícia que pode mudar para sempre a sua vida. Achei um pouco estranho o roteiro continuar a usando casos bizarros depois da Lua Cheia, aqui no caso, a Lei do Retorno/Karma, até porque foram inúmeros casos, sendo o do leão o mais divertido; já o drama de Athena parece ganhar maior atenção do roteiro, até porque é uma situação bastante implausível, visto que quase todo mundo já sabe do segredo do casal.

s01e09 Trapped – A equipe corre para ajudar um homem desabrigado esmagado em um caminhão de lixo, uma mãe e um filho em um elevador que quebrou e acumuladores extremos sepultaram que ficaram presos sua casa. Além dos casos atendidos, vemos o quão bom é o elenco de 911, com total destaque para a química entre Aisha Hinds e Angela Bassett, em detrimento do tom novelesco da série (que obviamente não foi escrita por Ryan Murphy, com exceção dos primeiros episódios, que apresentaram os personagens e “linha” procedural).

s01e10 A Whole New World Season Finale – Os socorristas recebem chamadas para atender um distúrbio doméstico incomum, uma “morte” em uma vidente e um terrível acidente de moto.

Apesar de ser uma season finale de uma série dramática e ela não apelar em colocar um personagem em risco de morte, praticamente isso ocorre em 90% das séries, senti falta de uma trama mais forte tanto nos atendimentos quanto nos conflitos dos personagens, apesar de ter achado interessante o casal formado ao final do episódio. Mesmo tendo sido lançada com uma alta voltagem dramática, todos personagens tinha conflitos dramáticos muito carregados, com o passar dos episódios a trama foi diversificando os casos clínicos e diluindo os dramas pessoais deixando os personagens mais carismáticos e empáticos para os espectadores; mesmo assim, ainda estranho esta série ser uma produção de Ryan Murphy e equipe, me parece que o roteirista somente “abençoou” o projeto para algum amigo entrar numa rede aberta de televisão! Certamente será renovada.

STATUS: INDEFINiDO (março 2018).

 

O Mecanismo (Netflix) – 1ª temporada

26/03/2018

O Mecanismo é uma série de televisão brasileira sobre política criada por José Padilha e Elena Soarez, dirigido por José Padilha, Felipe Prado, Marcos Prado e escrito por Elena Soarez. A série retrata as investigações da Operação Lava Jato.

s0101 Lava Jato – A família do delegado federal Marco Ruffo sofre ameaças depois que ele tenta enquadrar o doleiro Roberto Ibrahim por lavagem de dinheiro.

Olha menos mal que os nomes envolvidos na produção nacional da Netflix são bacanas porque, em caso contrário, nem veria o segundo episódio, achei, apesar da produção caprichada com destaque para a fotografia, um constrangimento o texto de Padilha e Elena Soarez, um texto didático e tatibitati, não sei se para introduzir o assunto pros estrangeiros, afinal qualquer brasileiro que lê jornal desde 2013 sabe de cor o que aconteceu neste caso, além disso, as metáforas como “câncer” devem ter sido mencionadas em maior número do que em programas de saúde.

Mesmo soando familiar o uso da narração voice over dos protagonistas, acredito que aqui o uso é exagerado e desnecessário em diversos momentos, o que deixou Selton Mello overacting na apresentação do seu personagem, um tipo de delegado “justiça a qualquer preço” obcecado com o doleiro que fugiu de sua Justiça! No entanto, acho que Abras e Enrique Diaz acham o tom logo de imediato, Diaz está se divertindo absurdos com um personagem tão execrável.

Como a trama é praticamente de domínio público vou investir um pouco mais do meu tempo pois estou interessado nos bastidores desta investigação, o lado policial e jurídico, que espero que sejam retratados de maneira coerente, mesmo sendo uma dramaturgia, como o letreiro tente deixar claro desde o início, mas todos sabemos de quem estão falando.

s01e02 Halawi – Dez anos depois, Verena continua investigando Ibrahim e os doleiros que trabalham com ele.

s01e03 Ventos Frios Vindos do Sul – A equipe da Polícia Federal trabalha duro para realizar uma operação com múltiplos alvos, mas evidências importantes desaparecem.

s01e04 Fundo Falso – Guilherme consegue uma ajuda inesperada. Verena vai atrás de João Pedro, e o juiz Rigo reflete sobre uma decisão que pode mudar tudo.

s01e05 Olhos Vermelhos – Verena tem a sensação de que não pode mais confiar em ninguém. A mulher de Ibrahim fica furiosa ao descobrir o que o marido tem feito na cadeia.

Vamos tentando conversar sobre a série ainda no calor do momento visando a dramaturgia da mesma, o que ela prega depende de cada um e os testemunhos prós e contras estão aí para todos lerem, inclusive não sabia que nossa ex-presidente(a) era série maníaca pois mesmo em caravana já havia visto cinco episódios em menos de 48 horas (não resisti a brincadeira), o Netflix e a produção de José Padilha agradecem o marketing gratuito.

Sobre a série, confesso que a morte de Ruffo me pegou de surpresa, quase imaginei que a série iria explorar uma vibe Game of Thrones, no que se refere a matar protagonistas surpreendentemente, tanto que este fator melhorou o texto da série, que ficou menos carregado, o personagem de Selton Mello, principalmente no piloto, atrapalha a dinâmica da série, tanto que Carol Abras consegue protagonizar a série de maneira acertada; porém, vimos que isto foi somente um truque narrativo, que não incomoda pessoalmente, no entanto, acho um pouco inverossímil, e Ruffo não nos foi desenvolvido de maneira que sentíssemos sua falta na série, uma pena pois Selton Melo é um ator acima da média.

Passados 5 episódios, a série melhorou , não muito, acho o material explorado de uma riqueza ímpar (material vibrante e revoltante), lamento pela pouca efetividade da investigação que depende de vários “azares” dos investigados e não achei necessário até aqui a presença de políticos em cena, não têm relevância alguma na série, que ainda esta na fase investigativa e de depoimentos dos doleiros e do executivo da petrobrasil, inclusive, os personagens em cena são bem caricaturais, tanto nos textos quanto nas atuações. Ainda assim, viciante!

This Is Us (NBC) – 2ª temporada (FINALIZADA)

18/03/2018

s02e01 A Father’s Advice – Chegou o aniversário de 37 anos do trio e Randall e Beth discutem uma grande mudança de vida. Kate tenta seguir sua nova paixão e Kevin equilibra sua carreira e seu relacionamento. Enquanto isso, novas revelações são feitas sobre a morte de Jack.

s02e02 A Manny-Splendored Thing – A família Pearson visita Kevin no set em Los Angeles na filmagem para um episódio especial do “Manny”. Jack enfrenta seus demônios.

O que dizer quando a melhor série dramática da tevê aberta americana (lembrando, The Leftovers na tevê fechada e The Handmaid’s Tale no streaming) retorna mantendo suas melhores características, diálogos humanos e personagens reais, ainda estamos lhe dando com a crise no casamento de Jack e Rebecca e, agora consigo perdoar a falha na série que criou uma expectativa sobre a morte de Jack e desviou na season finale, pois desta maneira vimos que há um incêndio envolvendo os acontecimentos e, principalmente, o lado heroico do personagem sai arranhado pelo seu vício no álcool, que Peter trouxe de sua história familiar.

Assim, temos oportunidade de conhecer um outro lado do personagem antes do choque pela sua partida, já Kevin esta passando por um bom momento, Kate resolve assumir seu lado talentoso de uma maneira surpreendente, vindo de um desejo seu lá no passado infantil (no qual observamos o início da ruptura de sua relação com a mãe) e Randall precisa lhe dar com sua nova rotina e o desejo de adotar uma criança. Resumindo, muito amor pela família Pearson e o estoque de caixas de lenços já esta reservado. Início de temporada arrasador!

s02e03 Deja Vu – Kate visita Kevin no set de filmagens. Randall e Beth recebem notícias animadoras. Rebecca tenta se reconectar com Jack.

Que bela surpresa ver Stallone em cena numa série tão simples como TIU, principalmente, fazendo ele mesmo num contexto sobre passagem do tempo, com direito a uma cena impactante com Kevin, em nada dramática com encenação, mas de deixar um nó na garganta do personagem e na nossa (pra variar); nem preciso dizer que já suspeito de um arco envolvendo uso de remédios para Kevin, ja Randall e Beth precisam lhe dar com a chegada da jovem Deja, uma adolescente retirada da mãe por estar presa, outro nem preciso comentar que “vem coisa pesada por ai”, até porque a montagem e roteiro da série é tão magnífico que observamos o jovem Randall buscando a mãe e tendo apoio dos irmãos, “da-le” lenços pra todos nós!

s02e04 Still There – Randall e Beth se ajustam à nova dinâmica da família. Kate agenda seu primeiro show. Kevin sofre um baque no filme. Jack e Rebecca recebem uma visita inesperada.

Com esta pegada crônica do dia-a-dia, começo a ficar com a impressão de que a série pode durar décadas, claro que estou exagerando, mas a possibilidade de criar conflitos numa linha do tempo variável pode fazer, se houver competência, com que a série tenha histórias para muito tempo. Saímos da crise no casamento entre Jack e Rebecca para um ponto no qual conhecemos mais de perto a mãe de Rebecca, que claramente tem problemas em aceitar o neto Randall pela cor, além do que vê Rebecca como uma incapaz, com críticas leves mas extremamente afiadas; ja no presente, a lesão de Kevin deve render um belo de um drama com a incapacidade do jovem em aceitar sua recuperação, Randall e Beth obviamente tem problemas e mais com Deva, e não devem acabar tão cedo, somente ainda estou no aguardo do impacto no restante da família e, não menos importante, um conflito para Kate chamar de seu, gravidez! Ai vai faltar lenços…

s02e05 Brothers – Kate surpreende Toby no trabalho. Kevin e Randall vão a uma festa de arrecadação de fundos para o hospital de Sophie. Jack leva os garotos para acampar e deixa Rebecca em casa.

Parece que os roteiristas se ligaram num problema futuro que possam ter (duração da série e histórias para contar) e resolveram abrir mais uma linha temporal, neste episódio tivemos uma revelação inesperada, fomos apresentados ao irmão de Jack (lá na infância junto ao pai alcoolatra), trama que ligou-se a linha temporal de jack e Rebecca com a doença do pai de Jack e com o título irmãos, que parecia se referir ao relacionamento de Kevin (drogatito) e Randall mas na verdade era a esta revelação acima. Me pareceu um episódio filler (o que espero estar enganado deve ocorrer bastante daqui pra frente) pois nenhuma trama andou realmente (somente a revelação de Kate para Toby), mas assim mesmo é uma série acima da média.

s02e06 The 20’s – Rebecca e Jack levam o trio para pedir doces no Halloween, mas as coisas não saem como esperado. Agora com seus vinte e poucos anos, eles têm um feriado no qual suas vidas mudam. Sabem que após este episódio me convenci que a trama pode durar pra sempre…verdade, não é exagero, pois neste episodio de Halloween tivemos somente narrativas passadas com as crianças e uma nova com Kate, Kevin e Randall aos vinte e poucos anos, Kevin ainda não é ator, Kate trabalha como garçonete e Randall será pai pela primeira vez. Tudo ótimo e tudo emocionante…pra variar!

s02e07 The Disappointed Man – Randall se adapta ao sistema de adoção. Kate e Toby dão o próximo passo em seu relacionamento. Kevin visita Sophie em NY. Jack e Rebecca finalizam a adoção de Randall. Episódio centrado no tema da adoção, desde o arco de Deja com Randall em uma visita ao presídio da mãe até ao processo administrativo de adoção de Randall por Jack e Rebecca frente à duvidas de um juiz, além disso, é sempre um prazer rever Will. Claro que Kevin iria “estragar” sua relação com a namorada.

s02e08 Number One – Kevin vai à escola onde estudou para receber um prêmio. Jack e Rebecca ficam animados ao pensar no futuro dos filhos. Mesmo contando com todos personagens na linha temporal das crianças adolescentes, prestes a entrar na faculdade e às vésperas da morte de Jack, a linha contemporânea focou unicamente em Kevin, como nunca antes, claro que vimos passivamente a queda de Kevin em função dos analgésicos e álcool, uma jornada que envolveu os altos e baixos do personagem desde a época de jogador de futebol e como seu pai interferiu neste processo, que possivelmente o levará a ter tanta dificuldade em lhe dar com este luto no presente; porém se não fosse doloroso o suficiente observar a trajetória do personagem revisitando memórias ainda tivemos a cena final de cortar o coração: “kate perdeu o bebê”, preparem o estoque de lenços.

s02e09 Number Two – As vidas de Kate e Toby tomam um curso inesperado. Rebecca encoraja Kate a desenvolver seu dom de cantar. Com aquele gancho tristíssimo sobre a gravidez de Kate, que nunca acreditei que pudesse vingar devido a saúde delicada da personagem, no entanto, assim como o roteiro ilustrou imaginei que este gancho poderia servir para aproximar Kate de Rebecca, uma relação sempre conflituosa desde a adolescência da jovem, que acredito que tenha piorado após a morte de Jack, criando um vínculo mais forte com o irmão (Kevin) do que com a mãe, possivelmente responsabilizando-a pela situação como um todo. Não foi meu episódio predileto da temporada, até porque, senti falta de maiores desenlaces no mesmo, mas claro que em hipótese alguma um episódio ruim. Ainda na espera de uma repercussão em todos os personagens!

s02e10 Number Three – Randall e Beth são confrontados com uma escolha difícil. Jack leva Randall em um tour pela faculdade. Não pensei quando do início desta aparente trilogia Number One/Two/Three que o roteiro poderia fazer um recorte bem particular de um período passado dos personagens pré-faculdade cada um sob sua perspectiva e criar em cada episódio um episódio solo de cada um dos irmãos praticamente, a série prova que narrativas são engessadas por causa dos roteiristas/produtores, se a criatividade e o talento estão presentes pode-se com uma simples crônica contar diferentes histórias de diferentes maneiras, incrível!

Sobre o episódio propriamente dito, tenho em Randall meu personagem predileto, conflitos mais pungentes e um olhar para a vida muito similar ao meu, assim fico bem contente de ver que a trama de adoção e Deja sejam muito mais complexos do que uma novelinha poderia abordar, no sentido manipulativo, sim, Randall e esposa tem que estar preparados para serem lares de passagem de crianças em situações delicadas, logo será sempre uma batalha e em seguida, uma despedida, mas possivelmente fazendo diferença na vida da criança, que reconhece o bom papel da adoção em sua vida; a sequência de Randall e Will, na qual o mesmo no passado relata a experiência de conhecer Rebecca e o impulso de ir atrás e imaginar uma vida compartilhada com Randall desde criança é, mais, uma das sequências fantásticas que a série nos oferece! Até janeiro de 2018!

s02e11 The Fifth Wheel – Os Pearsons se juntam sob circunstâncias inesperadas; Jack surpreende a família com uma férias de verão.

Assim, tivemos mais um episódio acima da média para a série e um ponto a partir na narrativa daqui para frente, devemos ter mais um 7 episódios e fico a cada semana mais impressionado com o trabalho do elenco, roteiro e direção, que série Dan Fogelman conseguiu criar para a tevê aberta!

s02e12 Clooney – Kate escolhe seu vestido de casamento. Kevin abraça um novo estilo de vida enquanto Randall explora o passado de William. Jack e Rebecca levam as crianças ao shopping center.

Após um episódio tão pesado como o anterior, This is Us nos brinda com um episódio mais “calmo” ainda que contenha conflitos, como Miguel enquadrar Kevin de maneira certeira, merecido o esculacho, até porque como vimos no episódio passado, para Kevin sua mãe agiu de maneira não correta com eles em alguns momentos, e isso machuca demais Rebecca! Ja Randall continua sua passagem de luto por William, mesmo que sua esposa tenha lhe enquadrado, mais uma fora do círculo Pearson a enquadrar um membro da família.

s02e13 That’ll be the Day – Kevin ajuda Randall e Beth em um projeto. Kate quer dar um presentão para Toby. Jack e Rebecca falam sobre seu futuro.

Sei que fui um contundente crítico da maneira como a primeira temporada levou o arco da morte de Jack, no entanto, ao ser informado que a série ganhará um episódio duplo pós Super Bowl (horário de maior audiência anual da tevê aberta americana) e que este será focado na morte de Jack, confesso que já estou de coração apertado com tudo que foi mostrado aqui, mais do que sentir que Jack morrerá como herói e saber porque Kevin (ausente) e Kate (pela proteção) são os personagens que mais ressentem a falta do pai, não sei se estou preparada psicologicamente pronto para assistir, principalmente da maneira como o roteiro deve mostrar, como neste desfecho cheio de detalhes e links entre as coisas que levaram ao acidente. Fora isto, tenho gostado muito da jornada de Kevin, talvez o personagem que mais ganhou relevância dentre da série nesta temporada (ainda sinto que Rebecca atual é uma personagem falha).

Nos resta estocar caixas de lenços porque o “negócio” vai ser forte pros fãs da série!

s02e14 Super Bowl Sunday – Finalmente são reveladas as circunstâncias da morte de Jack; Randall reúne a família para assistir o Super Bowl; Kevin e Kate se reconectam com o passado. 

O que dizer deste episódio…mesmo não sendo meu predileto, nem o considero perfeito, ele tem uma força motriz tão grande, mas tão grande que acho muito difícil alguém passar incólume a ele; nem vou entrar no mérito da choradeira porque ela é inevitável e ao mesmo tempo exorciza toda angústia de quem acompanhou a jornada dos Pearsons até aqui, descobrir porque cada um carrega um peso tão grande por uma morte que, necessariamente, foi um infeliz acidente com escolhas e consequências realizadas pelo próprio Jack.

Assim, a minha surpresa, foi a maneira como os roteiristas costuraram a trama para se passar no dia do Super Bowl, juntamente com a exibição do episódio no pós Super Bowl americano, criando um link temporal fantástico; restou a trama encontrar um pilar dramático para nos segurar e este foi montado no entorno de Rebecca, uma menção para a atriz Mandy Moore que nunca me convenceu e ao qual ainda tenho problemas em sua Rebecca envelhecida, que presença e que interpretação gigante, segurou as pontas, se emocionou, deu aquela baqueada e tudo mais de maneira absurdamente real, parabéns a direção do episódio e a atriz pela sequência no hospital.

No entanto, confesso que, meu momento predileto e surpreendente ao mesmo tempo, inclusive me emocionei bastante, foi o flashforward (saudades Lost) de Randall, utilizado pela primeira vez na série, e que muito reflete o que penso sobre educação e exemplos a serem seguidos dentro de um núcleo familiar, foi um truque do roteiro (mais um) e de montagem que fecharam com chave de ouro este episódio meio divisor de águas da série, torcemos que a competência continue em alta na série!

s02e15 The Car – No dia do velório de Jack, vemos um pouco da história dos Pearsons contada sob a perspectiva da vida do carro da família. Ah a crônica do dia-dia, que série This is Us representa, me faltam elogios para a construção temporal do roteiro e da montagem, no pós morte de Jack, com direito a velório e enterro, o roteiro desvia nosso foco de atenção para uma crônica tendo o carro da família como protagonista de ações entre todos os Pearsons em diversas linhas do tempo; bonito e poético, como quase sempre, a série nos brinda com um episódio mais sensorial pós colapso do episódio anterior. Ainda desidratado!!!!

 s02e16 Vegas, Baby – A família viaja para Las Vegas para comemorar as despedidas de solteiro de Kate e Toby.

Após pequeno hiato, senti neste episódio o típico “filler”, aquele episódio “enche linguiça” numa temporada recorrente de mais de 20 episódios, no entanto, em poucas vezes acredito que isso se fez necessário porque literalmente ainda estamos em luto por Jack, e o roteiro precisava nos proporcionar um respiro e uma retomada mais leve e bem humorada para a série não ficar tão pesada. Tanto que não sei o que os roteiristas estão planejando para as storylines do passado pois neste episódio achei ela extremamente dispensável, já no presente, o enfrentamento entre Kate, Randall e Beth, porque neste universo da família Pearson uma pessoa de fora será sempre uma pessoa de fora, principalmente na trinca de irmãos, para mim ficou bem claro isto e o que gosto desta demonstração é que como observadores nosso trio de protagonista nem sempre tomam atitudes heroicas e ou positivas, mérito para o roteiro que permite nuances a todos personagens.

s02e17 The Big, Amazing, Beautiful Life – A vida de Déjà se desenrola desde o início. Randall e Beth recebem visitantes em sua casa. O retorno de Deja e sua mãe a familia de Randall era a expectativa do episódio, no entanto, como o próximo é a season finale a única informação que tivemos foi que nada tivemos, brincadeira, mas com uma cara e jeito de filler, TIU mostra como manipular nossos sentimentos num episódio filler totalmente baseado em edição e montagem; conhecemos a origem de Deja e sua mae, assim como sua vó, para isso a série nos mostra as diferenças de cada momento como nascimento, momentos fraternos etc, correlacionando todos personagens nas diferentes linhas temporais até aqui abordadas.

Foi bonito e reflexivo, assim como narrativamente é obvio pouco aconteceu, me incomoda…nenhum pouco, pois a série tem este dom de trazer para o banal qualquer acontecimento, o episódio somente erra na obviedade da sequência final que foi pintada na nossa frente, era desnecessário porque a série consegue ser mais delicada e sutil sem apelar para truques narrativos novelescos, nas suas piores características.

s02e18 The Wedding Season Finale – É o grande dia. Kate vai caminhar até o altar para se casar com Toby com sua família ao seu lado, e Jack estará lá de alguma forma.

Assim no último episódio da temporada, sim tivemos um refresco dos dramas na série, na verdade a revelação de como morreu Jack na segunda metade na temporada teve um efeito positivo pois criou-se um ambiente mais positivo após luto frente a tal sequência dramática; achei um carinho com os fãs o sonho de Kate com Jack envelhecido, mesmo que acredite que a personagem ainda dependa muito da figura do pai, elo este mostrado, ilustrado e enfatizado até aqui de maneira brilhante, mas já se passaram praticamente 20 anos.

Dito isso, foi tudo ótimo, singelo e delicado, melhor forma de fechar uma temporada, mas como estamos numa série de tevê, os roteiristas resolveram nos mostrar 3 flashforwards dos irmãos ou o que poderíamos chamar de cenas dos próximos capítulos/episódios, sendo que um em especial me chamou mais a atenção (além do de Kevin, namorando uma prima de Beth e com a foto de Jack no Vietnã, será a busca por algum parente?), foi o flashforward de Randall junto a sua filha já adulta comentando em visitar alguém em especial após anos, pela pegada do episódio remete diretamente à Deja, então abre-se um novo vale de lágrimas para este arco, e como lhe dar com a ausência da série até setembro?

STATUS: RENOVADA PARA 3ª TEMPORADA (set/out 2018).

The Crown (Netflix) – 2ª temporada (FINALIZADA)

18/02/2018

s02e01 Misadventure – Elizabeth faz uma descoberta perturbadora durante uma viagem de Phillip. O primeiro-ministro Eden planeja um contra-ataque após o Egito tomar o controle do Canal de Suez.

s02e02 A Company of Men – Elizabeth se sente distante de Phillip. Eden lida com a pressão internacional e com problemas de saúde. Uma entrevista traz a tona difíceis lembranças para Phillip.

Passados dois grandes temas históricos da 1ª temporada como o fim da Guerra Mundial e a presença fortemente política de Churchill, pelo que observo esta 2ª temporada deve abordar com mais foco a relação de Elizabeth e Phillip, numa possível crise matrimonial, claro que nunca abrindo mão de fatores históricos que trazem um contexto histórico e social para a série. Com isto, Matt Smith têm oportunidade de aprofundar seu Príncipe, tanto no campo pessoal quanto profissional (um homem com papel secundário numa monarquia); além disso, vemos que a irmã de Elizabeth continua sendo tratada de maneira negativa como uma mulher infeliz por não ter conseguido seu casamento. A produção continua impecável, gosto da trama ter saído de dentro dos palácios também, ampliando o contexto de dominação inglesa na segunda metade do século 20.

s02e03 Lisbon – O Palácio tenta impedir um escândalo que poderia ter sérias consequências para Phillip. Eden é alvo de críticas do governo e da imprensa.

s02e04 Beryl – Elizabeth e Phillip comemoram seus dez anos de casamento com uma grande festa. Margaret e o primeiro-ministro enfrentam uma crise em seus relacionamentos.

Pelo andar da temporada, The Crown irá explorar com muito mais profundidade seus personagens coadjuvantes, tivemos uma concentração forte em Philip nestes primeiros três episódios, principalmente no destaque de uma crise conjugal na Corte, e neste último Margaret pode ser melhor explorada pós término e proibição de seu relacionamento na temporada anterior, uma personagem riquíssima para a dramaturgia da série, afinal sai fora do tom monocórdico de Elizabeth, que para a série, tem o espírito ideal da Coroa, tanto em seu comportamento formal como pessoal.

s02e05 Marionettes – Depois que Elizabeth faz um discurso em uma fábrica da Jaguar, ela e a monarquia se veem sob o ataque público de um sincero lorde. Episódio que volta a retratar a Coroa, neste caso, como o povo inglês vê sua Rainha, uma Rainha ainda presa em tradições seculares e longe do seus “súditos”, tudo isso pela audácia e ou coragem de um lorde jornalista que levanta questões sobre o real papel da Rainha nos tempos contemporâneos; o mais interessante é observar como a reação tanto do povo quanto da própria Coroa. Muito bom!

s02e06 Vergangenheit – Um documento secreto da Segunda Guerra Mundial abre os olhos de Elizabeth para as realidades sombrias sobre um membro da família. O Duque de Windsor faz campanha para voltar à vida pública. Quando achava que o Duque de Windsor não podia ter “aprontado” mais, principalmente sabendo de sua posição na Coroa, a série vai lá no fundo histórico e joga o personagem num ostracismo digno de vilania de filme, o cara se aproximou do regime de Hitler (WTF!!!). Como não conheço a história da Coroa e de seus membros, confesso que fiquei chocado e surpreso com a revelação, além da postura extremamente arrogante e irresponsável por parte do mesmo!

s02e07 Matrimonium – Uma carta de Peter Townsend estimula Margaret a fazer uma proposta ousada. Elizabeth tem boas notícias que causam complicações para Margaret. Em uma temporada que procurou retratar personagens que circulam ao redor de Elizabeth, mais uma vez Margaret ganha o centro das atenções após ver seu amor proibido ruir (como acontece com qualquer pessoa normal) e assim cria-se novos escândalos e novos conflitos com a vibe “tô nem aí” da Princesa, que logo toma esporro de Elizabeth, lembrando-a, assim como a nós, que sua posição na Coroa pode muito bem ser abdicada, com todos os bônus (liberdade de escolhas) e ônus (perder as mordomias da Coroa) que isto poderia gerar na sua vida. Muito bom estes 2 últimos episódios.

s02e08 Dear Mrs. Kennedy – Inspirada por Jackie Kennedy e contra os desejos de seu governo, Elizabeth assume uma abordagem não-convencional para resolver um problema com Gana. Aqui pra mim o grande destaque foi a “parceria” entre Elizabeth e Jackie, de supresa pelo comportamento não institucional e praticamente invasivo de Jackie até compreensão quando da tragédia com o Presidente Kennedy, o olhar de Elizabeth para este recorte foi pungente!

s02e09 Paterfamilias – Philip insiste que o Príncipe Charles estude em sua alma mater na Escócia, e relembra sobre as dificuldades que mudaram sua vida enquanto esteve lá. Novamente a temporada volta sua perspectiva para Philip que ganha, inclusive, um flashback familiar da juventude, criando um paralelo com o crescimento de Principe Charles, um retrato muito mais amargo e cruel do que a série vinha mostrando sobre Philip até aqui, confesso que me pegou de surpresa!

s02e10 Mystery Man Season Finale – Um devasso escândalo de governo atinge Elizabeth e Philip perto demais. Elizabeth se retira para a Escócia para descansar durante uma gravidez difícil. Em meados nos anos 60, novamente Elizabeth se vê envolta em escândalos que chegam as manchetes de jornais, ela e Margaret estão grávidas, e sua distância de Philip cria dúvidas e questionamentos sobre o relacionamento de ambos.

Peter Morgan acerta ao ampliar o leque de coadjuvantes no roteiro, aprofundar personagens como Margaret e Philip, acabam por enriquecer o retrato de Elizabeth com o passar dos anos na Coroa, junto as situações históricas criam um panorama riquíssimo da Coroa Inglesa, principalmente, para quem acompanha com tanta distância esta história! Com isso, os atores crescem com a temporada mais madura, seus personagens se tornam mais humanos e sombrios, principalmente, gosto com muito de Margaret, típica garota rica, que se faz de vítima, mas não abre mão da vida que a Coroa lhe proporciona, e confesso com certo espanto, que a revelação dos contatos do Duque de Windsor com a Alemanha nazista, junto aos bastidores da vida de Churchill no filme O Destino de Uma Nação, recriam um cenário complexo de política e escolhas consequências fantástico se analisado atualmente.

Apesar de terem noticiado a adição da Princesa Diana na próxima temporada, com isso nos despedimos de Claire Foy e Matt Smith, ainda achava interessante mostrar a Coroa no final dos anos 60 e inicio dos 70, afinal o casamento de Charles e Diana foi no início dos anos 80.

STATUS: RENOVADA PARA 3ª TEMPORADA (final 2018).

Primeiras Impressões – This Is Us (NBC)

15/10/2016

A série é uma crônica da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia, incluindo Rebecca (Mandy Moore) e Jack (Milo Ventimiglia), um casal esperando trigêmeos, Kevin (Justin Hartley), um ator que está cansado do que faz, Kate (Chrissy Metz), uma mulher tentando perder peso e Randall (Sterling K. Brown) um homem rico à procura de seu pai biológico.

This Is Us- Season 1

Se em meio a uma Fall Season entediante, cheia de remakes, adaptações e franquias (parece Hollywood, não?), o canal NBC, lembrando que este é pertence à tevê aberta, acaba de lançar uma série dramática que tem tido uma repercussão incrível, audiência enorme e, melhor ainda, merece todos os elogios por ir contra a corrente atual do mundo das séries.

This Is Us começa sua história meses atrás com a divulgação de um trailer que atingiu uma repercussão mundial, e em sua estreia nos apresenta um piloto cinematográfico, não no sentido de produção, mas sim de roteiro, surpreendente, sensível e extremamente delicado, com um final digno de fechamento de ciclo, lembrando a estrutura de um filme, mas aqui o começo desta crônica de personagens nascidos no mesmo dia e que possuem conexão.

Já exibido (e visto) seu 3º episódio, a série apresenta uma narrativa estruturada em duas linhas do tempo, com diálogos e conflitos palpáveis, o que facilita sua identificação com o público, lembrando a estrutura de uma novela, no entanto com um tom completamente adverso a esta, no qual os personagens estabelecem conexões uns aos outros e isto leva a narrativa adiante (pelo menos, nestes primeiros episódios, o que ainda prevejo muita dificuldade numa temporada de 18 episódios).

Os roteiros dos episódios me surpreenderam pelo equilíbrio entre drama, drama familiar e um humor gostoso de acompanhar quando desde o piloto criamos empatia com todos os personagens, sem exceção, impressiona que até mesmo a possível “armadilha” de ter um storyline de busca de um filho pelo pai após décadas, este ainda surgindo doente em estado terminal, consegue ter uma abordagem diferente pela série. Gosto de alguns nomes envolvidos na produção da série como do criador Dan Folgeman (que também trabalhou em séries como Grandfathered, Galavant e a outra novata da temporada, Pitch), que se uniu aos diretores/roteiristas John Requa e Glenn Ficarra, todos de Amor à Toda Prova (comédia romântica de 2011 que possuía um grande elenco (Ryan Gosling, Emma Stone, Steve Carrell e Julianne Moore) que lembra muito o clima de This Is Us).

Outra agradável surpresa da série, que acredito seja mérito do roteiro e da direção, é juntar um elenco extremamente mediano, desculpem os fãs de Justin Hartley (Arqueiro Verde de Smallville), Milo Ventimiglia (protagonista de Heroes) e Mandy Moore (cantora/atriz) e ofertar para os mesmos possivelmente os melhores papéis de suas carreiras, todo elenco esta bem e possuem uma naturalidade em cena que impressiona, claro que com total destaque neste início à Chrissy Metz (atriz que participou na temporada Freaky Show de America Horror Story).

PS.: sem a menor sombras de dúvidas, o melhor piloto desta Fall Season 2016!

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