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Stranger Things (Netflix) – 2ª temporada (FINALIZADA)

29/10/2017

s02e01 Chapter One: Mad Max – Na véspera do Halloween, um rival bagunça as coisas no fliperama. Cético, Hopper inspeciona uma plantação de abóboras apodrecidas.

Notadamente este início de temporada da série mais hypada do Netlfix, retomou com um episódio bastante re-introdutório nos colocando a par onde cada personagem esta após a finale da temporada passada, em seguida já temos alguns novos elementos sobre o que o novo ano abordará, como uma invasão do Mundo Invertido, uma espécia de lá e o luto de Nancy pela morte de Barb, além disso, temos 4 novos personagens apresentados como Bob, namorado de Joyce e nova referência aos anos 80, Sean Austin um Goonie original, Paul Reiser (outro oitentista) como Dr. Owens, alem de Max, menina acrescida para fazer parte da turma, e o seu irmão escroto.

Um bom início, continua um excelente produção dos Irmãos Duffer (roteiristas) e de Shawn Levy (diretor).

s02e03 Chapter Three: The Pollywog – Dustin adota um animal de estimação estranho, e Eleven fica cada vez mais impaciente. Bem-intencionado, Bob incentiva Will a encarar seus medos.

s02e04 Chapter Four: Will the wise – Debilitado, Will se abre com Joyce e o resultado é perturbador. Enquanto Hopper busca a verdade, Eleven faz uma descoberta surpreendente.

Mesmo com tons mais sombrios, principalmente, em virtude do assombro de Will e a dificuldade em Eleven se adaptar, o que torna a série mais séria e com temas mais adultos, sinto falta da porção mais engraçada, da turminha nerd que é zoada na escola, do humor juvenil que tanto nos fez ter empatia pela série, que deixou de ser somente uma série que referencia os anos 80, todas as storylines estão muito sérias, o que não é um problema, mas pelas características dos personagens mostradas até aqui, queria que o humor estivesse mais presente.

s02e05 Chapter Five: Dig Dug – Nancy e Jonathan trocam teorias conspiratórias com um novo aliado, e Eleven procura alguém do seu passado. “Bob Sabichão” lida com um problema complicado. Assim como ocorrera na temporada passada, o triângulo amoroso adolescente não funciona e ainda foram inventar de fazer um “fan service” no que se refere a morte de Barb lá da temporada passada e o que temos, um roteiro frouxo e que somente adia o reencontro dos personagens, o ponto alto da série.

s02e06 Chapter Six: The Spy – A ligação entre Will e uma sinistra força do mal fica mais forte, mas ninguém sabe ao certo como detê-la. Dustin e Steve criam um vinculo improvável.

s02e07 Chapter Seven: The Lost Sister – Eleven continua tentando se comunicar com sua mãe, mas no meio do caminho descobre coisas sobre seu passado e é levada ao encontro de uma irmã que não sabia da existência.

Apesar de achar bastante interessante um episódio focado somente em Eleven/Jane, que teve um arco a parte dos eventos da série até aqui, confesso que sua conexão com uma jovem dos tempos do laboratório, inclusive com a revelação da não morte de Matthew Modine (achava que estava morto mesmo), que surgiu no prólogo da temporada e seu contato com um possível “lado negro da Força” me soou relevante dramaticamente dentro da temporada, como se ainda não fosse um episódio necessário, de repente numa temporada futura esta jornada se tornaria mais relevante. Até por isso, uma das coisas que mais senti falta na temporada até aqui é a relação entre Eleven e Mike, ou mesmo com as outras crianças.

s02e08 Chapter Eight: The Mind Flayer – Um herói improvável surge quando um incidente mortal provoca o fechamento do Laboratório de Hawkins, deixando Will e vários outros presos lá dentro. Um episódio bastante tenso e aterrorizante, principalmente se pensarmos que o público alvo da série inclui jovens/crianças, gosto muito desta pegada dos irmãos Duffer, não abrirem mão em prol de um produto mais família.

s02e09 Chapter Nine: The Gate Season Finale – Eleven planeja terminar o que começou. Os sobreviventes aumentam a pressão contra a força monstruosa que mantém Will refém. Boa finale, principalmente pelo pós resolução do evento caótico da temporada (apesar de não gostar de resoluções ambíguas, afinal o Mind Flayer não morreu somente não invadiu nosso “plano”, continua no “mundo invertido”), que pra mim é o grande acerto da série, a empatia do elenco infantil com problemas mundanos como um “Snow Ball”, a dinâmica entre os personagens é o charme da série, claro que o lado misterioso e a trilha sonora colaboram.

Sobre a temporada em si, Stranger Things cresce como série ao não abrir mão da sua essência, mesmo não concordando com escolhas do roteiro, como o arco de Eleven, a qual acredito que fez muita falta ao grupo de amigos, principalmente a Mike (apagadinho a temporada inteira), em contraponto, com o mistério sendo trabalhado parcialmente, afinal não tivemos um desfecho para o mundo invertido, a dinâmica entre as crianças e seus dilemas me ganharam, principalmente Dustin, Lucas e Max; outro ponto positivo, a inserção dos novos personagens, todos funcionam e o tema dos irmãos Max e Billy ( de abuso físico) me surpreendeu pela abordagem, porém, Steve, Jonathan e Nancy que sono, inclusive o arco de procura por respostas por Barb soou constrangedor, mal construído e uma escolha dos roteiristas para atender os fãs que não se justifica.

Simplificando, não acredito que a temporada seja melhor que a primeira, porém, não destoa muito, é uma série extremamente agradável de assistir com uma dinâmica/receita para o sucesso certo. Até a próxima!

STATUS: RENOVADA PARA 3ª TEMPORADA (2018/19).

 

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Balanço da Temporada: 3% (1ª temporada)

29/12/2016

Projeto que já nasceu histórico, 3% é a primeira produção brasileira para o canal streaming Netflix, e se pensarmos bem, é uma produção de ficção científica, gênero pouco explorado pela dramaturgia nacional seja em filmes, novelas, séries ou literatura. Assim tinha tudo para ser um projeto favorável e marcante, porém acaba por se tornar uma decepção.

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Baseado num famoso curta metragem homônimo de Pedro Aguilera, de 2011, que apresentava conceitos aqui também utilizados como por exemplo, a sociedade distópica, algo já bastante visto em recentes ficções científicas mundo à fora, a série tem como plot principal: “depois de diversas crises que deixaram o planeta devastado. Num lugar não especificado do Brasil, a maior parte da população sobrevivente mora no Continente, um lugar miserável, decadente, onde falta tudo: água, comida, energia. Aos 20 anos de idade, todo cidadão tem direito de participar do Processo, uma seleção que oferece a única chance de passar para o Maralto, onde tudo é abundante e há oportunidades de uma vida digna. Mas somente 3% dos candidatos são aprovados no Processo, que testa os limites dos participantes em provas físicas e psicológicas e os coloca diante de dilemas morais. Morar em Maralto, no entanto, não é o objetivo de todos os candidatos: alguns têm outros planos.”

Convenhamos, um plot simples, mas se trabalhado da melhor maneira bastante promissor , no entanto, este foi o “calcanhar de Aquiles” do projeto. Tudo parece escrito de maneira amadora, nem mesmo a direção, cenografia e elenco se salvam na série, impressionante que atores veteranos como João Miguel, Sergio Mamberti, Zezé Motta e Bianca Comparato pouco ou nada possam fazer em cena, a partir do momento que o roteiro não lhes permite desenvolver os personagens de maneira coesa.

O roteiro parece ter sido “montado” em cima de concepções e planejado para os “twists” tão comumente utilizados em séries, contudo, em cena personagens se descaracterizam conforme o andamento da temporada, maior exemplo disso é o suposto líder do grupo Marco, que na metade da temporada, seu caráter que nunca foi posto em dúvida, acaba por revelar-se um ditador psicopata liderando uma milicia numa prova do Processo (oi?); assim chega-se a conclusão que os personagens somente serviam ao roteiro, avançando a trama sem coerência com suas personalidades.

Inclusive, aproveitando que mencionei, a narrativa trabalha praticamente com as provas de seleção do Processo, como fases de um jogo de videogame, nunca explicando ou mostrando qual lógica a ser seguida nesta seleção, nem mesmo os conflitos nos bastidores entre os “adultos” envolvidos no Processo deixam isto claro.

Agora, se vocês se perguntam se acompanharei a 2ª temporada da série, já renovada pelo Netflix, sim, acompanharei, pois o universo/mitologia da série me instiga muito, com o sucesso e repercussão que a série conquistou imagino que a equipe técnica vai se debruçar sobre as falhas da mesma e corrigi-las da melhor maneira (torcida particular).