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Balanço da temporada – Atypical (1ª temporada)

28/08/2017

Nada como depois de algumas decepções como Gypsy, Glow e Punho de Ferro, ver que a Netflix ainda tem capacidade de entregar séries como Atypical, uma dramédia simpática e delicada muito similar à The Big Bang Theory no que se refere ao tipo de comportamento do protagonista, o jovem Sam, que apesar de ter 18 anos, possui um tipo de autismo que lhe causa problemas de interação social, assim como acontece com Sheldon.

Aqui, os problemas sociais de Sam são o estopim para os conflitos familiares/amorosos de toda família Gardner, todos extremamente bem utilizados pela série, com arcos dramáticos próprios, desde a mãe superprotetora e dependente do cuidado com o filho, papel acima da média para sitcoms (o que não é o que parece aqui, mas na categorização da série pela duração de cada episódio, é isto que ela é, um sitcom) para a atriz Jennifer Jason Leigh (que falta fez em cena), passando pelo pai ausente/culpado de Michael Rappaport, a irmã corredora/atleta de Brigitte Lundy-Paine, deixada em segundo plano em função do trabalho que o comportamento do irmão gera na família.

Voltando à Sam, defendido com competência por Keir Gilchrist (de The United States of Tara), o personagem consegue equilibrar seus conflitos entre comédia (pela falta de noção e comportamento sincericídio) com os dramas de um garoto em busca de relacionamento e que, obviamente, se sente inadequado em qualquer cenário mundano, sua sequência após decepção com a terapeuta dentro do ônibus foi de cortar o coração, porque até então, a série nunca havia nos mostrado o lado médico da condição clínica de Sam, isto prova, aos olhos dos pais, Elsa e Doug, e também da irmã, Casey, porque todos são tão vigilantes e cuidadosos com a rotina de Sam.

São oito episódios redondinhos, com subtramas que abrem e fecham nesta temporada, trazendo evolução para cada personagem e um gancho dramático, envolto em comédia, drama leve e momentos bacanas de cada personagem. Bom passatempo!

ATYPICAL (Netflix) – 1ª temporada 

Criadora: Robia Rashid ( produtora e escritora de séries como How I Met Your Mother e The Goldbergs).

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Balanço da Temporada: Game of Thrones – 6ª temporada

28/06/2016

***RISCO DE SPOILERS

Que temporada amigos leitores! Uma das coisas que sempre me incomodou em Game of Thrones (HBO) foi as storylines personagens errantes, sempre caminhando em florestas, palácios e cidades medievais atrás de algum poder/familiar ou em fuga! Sempre achava este artifício meio enrolador dentro da narrativa política da série, como se sempre estivesse evitando um confronto (claro que estou simplificando para exemplificar); assim esta temporada, a primeira não baseada num livro de George R. R. Martin, pois o escritor demorou mais do que os anos de produção da série para finalizar sua obra (lembrando que a série esta renovada e sera finalizada em mais 2 temporadas), mesmo transpondo em idéias e planos gerais de Martin para a história, não teve um livro propriamente dito para adaptar, os “showrruners” (David Beniof e D. B. Weiss) e roteiristas tiveram que criar e isto foi o fator fundamental para o sucesso da temporada.

Com liberdade criativa nota-se que nos 10 episódios exibidos um ou dois tiveram um ritmo vagaroso, comum em temporadas anteriores, e somente um arco me incomodou em sua levada demasiadamente lenta, o da personagem Arya, os demais tiveram uma dinâmica muito mais televisiva, se podemos dizer assim, em 10 episódios, tivemos a ressurreição de Jon Snow, negociações com o Norte e a Batalha dos Bastardos; Daenerys é sequestrada e já reúne um exército para unir aos que já possuía rumo ao trono de ferro; e Cersei, pós caminhada da vergonha, artimanha uma maneira de minar o fluente poder religioso de Porto Real. Divido a trama da temporada nestes três núcleos pois serão estes que caminharão rumo ao final da trama, claro não esquecendo os Outros e seus zumbis.

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Além disto, esta temporada resolveu “brincar” com o tempo ao unir numa mesma storyline o sumido Bran descobrindo seus poderes de Corvo de três olhos, vislumbrando o passado de sua família, aos Filhos da Floresta e Whitewalkers, que têm sua origem retratada.

Logo, observa-se que os roteiristas resolveram começar a responder algumas questões e dúvidas dos fãs tanto da série quanto dos livros, fazendo o que normalmente se chama de fan service, isto colaborou essencialmente para resolução de diversas situações e eliminação de personagens/núcleos nos quais a trama patinava em demasia, dando uma sensação de unidade maior a temporada.

Sobre o elenco e produção não vou comentar porque este sempre foi um dos maiores acertos da série; dito isto, naturalmente, Lena Headey foi o ponto alto dentro no elenco (numa temporada dominada pela mulheres) e como destaque de produção a maravilhosa sequência da Batalha dos Bastardos, uma das melhores sequências de ação televisiva, sem deixar nada a dever a nenhum épico do cinema.

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