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Balanço da Temporada: The Walking Dead 6ª temporada

04/04/2016

*****aviso de spoilers

Não esperava que isso acontecesse nessa temporada, com uma iminente e propagada reviravolta na trama, a dita “chegada de um novo antagonista, vilão icônico como Governador, etc”, mas finalizo meus trabalhos com The Walking Dead!

TheWalkingDead (1)

Dito isso, acho a temporada muito boa, uma das melhores até aqui, desde o início com a dominação do grupo de Rick em Alexandria até a ideia de se livrar dos zumbis na pedreira, sequências bacanas e cheias de tensão, daí vem os roteiristas e criam aquele mistério tabajara sobre a morte ou não de Glenn, que além de muito mal feita, ainda permanece durante um mês no ar na série. Terminamos com o plano de Rick dando errado e uma invasão de zumbis aniquilando parte de Alexandria, segunda parte da temporada, temos a ameaça assombrosa dos Salvadores e o nome de Negan sendo dito aqui e ali, conhecemos Jesus (num episódio Sessão da Tarde) e Hilltop de uma maneira interessante e bem dinâmica para os padrões – lentos – da série, no entanto, quando tudo se encaminha para uma reta final inesquecível, os roteiristas tiram o pé das tramas, começam a trazer uns questionamentos irrelevantes aos personagens, as malditas saidinhas para morrer alguém, nem sempre relevante, e chegamos à season finale!

Era o momento de explodir cabeças, no entanto, os roteiristas resolveram rodar-rodar-rodar com os personagens, fugindo dos Salvadores, afinal eles queriam levar Maggie ao médico de Hilltop ( e nossa médica de Alexandria ficou pelo caminho na temporada), o que até gerou uma tensão psicológica pouco costumas à série, para depois de tudo encontrarmos o tão famoso Negan. Aí Jeffrey Dean Morgan é introduzido com sua rotineira cara de ironia e deboche despeja um monólogo assustador ao grupo de Rick (ajoelhado e enfileirado junto com nomes como Carl, Michonne, Daryl, Glenn – de novo -, Maggie, Abraham, etc), exemplificando como as coisas funcionam por aquelas bandas e para mostrar seu poder, junto ao seu taco com arame farpado, denominado Lucille, mata um personagem escolhido aleatoriamente através do clássico uni-duni-tê, ouvimos as pauladas, vemos o sangue subjetivo (escorrendo pela vítima) e…sobem os créditos, sem mostrar quem foi a vítima! WTF!

Assim, mais uma vez, os roteiristas usam de um artifício preguiçoso e covarde, não revelar o que aconteceu em sequência, pela 3ª vez somente nesta temporada, no caso de mortes (primeiro o Glenn, segundo o Daryl no penúltimo episódio), para criar um tipo de “buzz” na internet e discussões mundo afora. O que se mostra uma bobagem sem tamanho pois o que realmente importa em qualquer dramaturgia é a consequência da morte de um personagem frente aos sobreviventes, a morte em si é somente para surpreender/emocionar o espectador, o roteiro precisa é abordar/trabalhar o que vem depois disso.

Com esta sensação de “coito interrompido” me despeço da série, num momento bom da mesma. Boa sorte aos sobreviventes na jornada!

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Primeiras Impressões: Code Black & The Player

07/10/2015

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

CODE BLACK (canal CBS)

Na história, um jovem médico acaba de se unir à equipe de Pronto Socorro de um hospital em Los Angeles. Lutando contra os problemas do sistema, eles tentam manter seus ideais intactos e ajudar seus pacientes. O título refere-se a um código utilizado nas salas de emergências quando um hospital está sobrecarregado de pacientes, sem chances de atender a todos.

No corpo médico estão Christa (Bonnie Somerville), uma ex-jogadora de basquete, cujo filho faleceu de câncer. Esta experiência a levou a se tornar mais cuidadosa e dedicada a seus pacientes que foram diagnosticados com a mesma doença; Dra. Malaya (Melanie Kannokada, de The Brink), uma nova residente; Dra. Leanne (Marcia Gay Harden, de Trophy Wife), diretora do Pronto Socorro; José Santiago (Luis Guzmán, de How To Make It in America), o enfermeiro mais antigo do Pronto Socorro e responsável pelos quatro novos residentes…

CodeBlackCasualmente no momento que escrevo sobre a série ela estreia no canal Sony, uma pena que não fará parte da minha watchlist sendo exibida quase simultaneamente com os Eua, pois Code Black não aparenta ter uma preocupação maior do que ser um E.R (Plantão Médico) revisto sobre o olhar do caos, o melhor elogio que consigo fazer a série é sua verossimilhança e preocupação em transmitir verdade no contexto atendimento de emergência, tudo parece muito real no que se refere à cenários e técnicas, no entanto, como estamos falando de uma série cadê a dramaturgia? Cadê os conflitos médicos e a apresentação dos pacientes “da semana”?

A série me chama mais a atenção pelo tumultuado bastidor no qual a atriz Maggie Grace (de Lost) largou a série aos 45 minutos do 2º tempo fazendo como que houvesse uma troca de personagens, no caso a atriz Marcia Gay Hardem (muito bem em cena), assumiu o papel de protagonista (envelheceram a personagem) onde anteriormente faria um coadjuvante de luxo e contrataram a atriz Bonnie Sommerville para fazer uma médica “novata”. Isso possivelmente atrapaçha a série nesse início, pode ser que consiga superar esses problemas dramatúrgicos, mas para mim ainda há Grey’s Anatomy para ser minha série médica.

THE PLAYER (canal NBC)QUANTICO

Alex Kane, um agente de operações especiais que se tornou um expert em segurança, não consegue capturar o assassino de sua ex-esposa, Ginny. Em busca de justiça, o caminho de Kane cruza com o de uma organização obscura chamada House, liderada pelo Sr. Johnson e por Cassandra King. De maneira relutante, Kane une forças com a organização de elite, cujos membros apostam se ele pode ou não evitar crimes futuros..

Acho incrível como os produtores e roteiristas têm dificuldade em criar uma simples série de ação/aventura. Aqui temos mais um caso, The Player conta com dois protagonistas, inicialmente, bem representados Wesley Snipes (dispensa apresentações) e Philip Winchester (da série britânica Strike Back), uma coadjuvante inglesa clichê de mulher fria e misteriosa, porém o argumento para a ação é risível beirando o nonsense, o que o torna engraçado. A ação se passar em Las Vegas podia criar um charme as locações, porém os roteiristas somente pensaram em criar uma organização que faz “apostas” num contexto completamente irrelevante.

O piloto começa estranho, tentando apresentar o protagonista feliz ao lado da esposa, somente para matá-la e jogar o mesmo numa trilha de vingança onde acaba se juntando à organização de Snipes por motivos que não são compreensíveis apesar do roteiro achar que sim; depois da apresentação é possível notar que os elementos do cinema de ação estão presentes de maneira adequada e acima da média, porém ao final, criam uma possível mitologia para a série que afunda qualquer boa vontade de acompanhá-la. Boa sorte aos resistentes!

Primeiras Impressões: Heroes Reborn, Quantico & Rosewood

01/10/2015

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

HEROES REBORN:

A saga por trás da série de sucesso Heroes continuará com o retorno do criador Tim Kring para novas aventuras dos super-heróis. Esse desde já aguardado retorno, na forma de uma minissérie com 13 episódios, se reconectará com os elementos básicos da primeira temporada da série, em que pessoas comuns um dia acordam e descobrem ter habilidades extraordinárias.

8871E continuamos sendo expostos a uma das safras menos criativas da tevê americana, adaptações de filmes, refilmagens e continuações desnecessárias são o mote atual, isso para não comentar de séries que fazem um misto do que já vimos. Tim Kring, um dos maiores showrunners picaretas atuais, resolve trazer à volta seu maior sucesso, que terminara com críticas bastante negativas, pelo jeito, Kring conseguiu convencer algum executivo do canal NBC de que como herois de quadrinhos estão em alta, sua criação com uma roupagem nova poderia render uma nova franquia, lembrando que a série retorna como minissérie (o que não quer dizer que será produzida somente uma).

Falando especificamente sobre o piloto (duplo zzzzz), tem um ritmo cansativo e reinicia após os eventos da quarta temporada (que não vi), no qual Claire revelou os poderes para a humanidade, alguns personagens retornam (outros não deveriam) e novos são apresentados, num momento no qual há pessoas caçando-os após eles serem acusados de ter cometido um ato terrorista. Num primeiro momento, essa nova dinâmica me servia, no entanto, os roteiristas (shame on you Kring!) não conseguem abrir mão de subtramas absurdas e desconexas da trama central (como a personagem oriental que vira aminação num game com direito a katana e tudo mais) e personagens ruins (com intérpretes piores) como sempre Heroes apresentou.

Darei mais uma chance por puro prazer de sofrer e se indignar com tamanha incompetência criativa (guilty pleasure).

QUANTICO

Um grupo bastante diversificado de recrutas chegam à base do FBI em Quântico para serem treinados. Eles são os melhores, mais brilhantes e mais testados, então parece impossível que um deles seja suspeito de ser a grande mente por trás do maior ataque a Nova York desde 11 de setembro.

quanticoAté o momento que lhes escrevo, foi o melhor piloto da Fall Season, um thriller de conspiração com uma trama interessante desenvolvida através de duas narrativas em diferentes linhas de tempo, com uma diferença de 9 meses entre elas, assim temos o tempo atual, no qual a recruta Alex desperta após um atentado terrorista em solo americano, e o início do treinamento, no qual somos apresentados aos recrutas e seus superiores, num primeiro momento, confesso que todos são suspeitos pois parecem guardar segredos de diferentes tipos.

Tenso e bem interessante como conceito, a série conta com um elenco bacana, bastante diverso, e apostou num piloto surpreendente ao nos apresentar alguns personagens e dentro do mesmo já eliminá-los. Me surpreendi positivamente espero que a jornada vale a pena!

ROSEWOOD

Rosewood é um drama médico centrado no brilhante Dr. Beaumont Rosewood Jr. (Morris Chestnut), o melhor patologista de toda Miami. Como o proprietário de um dos mais sofisticados laboratórios independentes do país, ele encontra segredos em corpos que outros normalmente não conseguiriam ver. Apesar de estar constantemente rodeado por morte, Rosewood é obcecado com a vida e sabe saborear cada momento. Seu eterno otimismo irá frustrar a cínica detetive com quem ele frequentemente trabalha, mas ela não pode argumentar contra os resultados que sua perspectiva particular oferece.

rosewoodNão sei o que acontece com o canal Fox, com o sucesso retumbante de Empire, outro canal aproveitaria e colocaria uma nova série após o horário do mesmo para receber a audiência dele (como vem fazendo o canal NBC às segundas após o The Voice) , mas não, o canal Fox cria um novo procedural étnico, misto de House (esse de auto-ajuda) com Body of Proof (procedural com uma médica legista como protagonista), e coloca antes de Empire, nãoaproveitnado o sucesso gigantesco do novelão de Lee Daniels.

Pior que a série iria precisar surfar no sucesso de Empire, o piloto e o próprio conceito da série é igual a dezenas de pilotos policiais e ou médicos que inundam a tevê americana há décadas, não possui um gancho forte, além da doença do protagonista, até bem conduzido por Morris Chestnut, porém os conflitos com a nova detetive e futura parceira (Castle manda lembranças) e até mesmo os conflitos com o principal detetive do departamento de Miami (pobre Anthony Michael Hall, que já teve sua própria série, The Dead Zone) já soam clichê de tanto que vimos em outras séries. Não tem como ir adiante!

Primeiras Impressões: 24 Horas – 8ª Temporada

01/02/2010

Passados 5 episódios ou horas, exibidos em apenas 3 dias, sendo 4 episódios numa maratona de 2 dias, a 8ª temporada de 24 Horas parece ter optado por um ritmo mais lento, inicialmente, ao contrário do que vinha ocorrendo em temporadas anteriores, no entanto, sinto-me na obrigação de confessar que passados 9 anos desde o surgimento da série, não houve ninguém que roubasse o título de melhor série de ação da tevê americana!

A premissa desta temporada é a seguinte: ” em seu oitavo dia, reencontramos Jack vivendo em Nova York, desfrutando da companhia de sua filha Kim (Elisha Cuthbert) e de sua neta. A Presidente Taylor (Cherry Jones) ainda está no poder e negocia um acordo de paz com Omar Hassan (Anil Kapoor, visto em Quem Quer Ser um Milionário), um dos líderes do Oriente Médio. Tudo parece correr bem, até que Jack é contatado por um antigo informante que alega ter informações sobre um atentado contra Hassan, o que obviamente joga o antigo agente no meio de muita conspiração e tiroteios. De volta à CTU de Nova York, Jack encontra novos colegas: Dana Walsh (Katee Sackhoff, a Starbuck de Battlestar Galactica), Cole Ortiz (o engomadinho Freddie Prinze Jr.), Arlo Glass (John Boyd) e Brian Hastings (Mykelti Williamson), que está no comando das operações e uma insegura Chloe, obrigada a voltar ao trabalho após seu marido perder o emprego. Em linhas gerais é mais ou menos isto, clato que até o quinto episódio/hora o leque de possibilidades se abriu muito, já tivemos um atentado, traidores e novamente, os russos envolvidos.

A primeira crítica neste início de temporada é algumas storylines que não estão funcionando de maneira alguma, claro que sabemos que pela estrutura de tempo real os roteiristas precisam “encher” os intervalos de carro, helicóptero e outros meios de transporte com subtramas, mas ninguém merece ver a a dura-na-queda Starbuck pagando de vítima chantageada pelo namorado criminoso da adolescência, é muito chato! Em compensação, a partir do terceiro episódio vemos novamente a agente Renee Walker, agora ex-agente do FBI devido aos eventos subsequentes da temporada passada, a personagem deu uma pirada e, agora, parece a versão feminina de Jack, e ela surge na série por ter trabalhado infiltrada na máfia russa, a melhor subtrama da temporada disparado.

Claro que ainda há muito caminho pela frente, devemos ter mortes, traições, pessoas infiltradas na CTU ou no Gabinete da presidente Taylor, o de sempre da série, que se bem trabalhado pelos roteiristas deve render mais uma temporada frenética para 24 Horas que, inclusive, pode ser a última, dependendo do contrato com o ator Kiefer Sutherland.

Grey’s Anatomy – 1ª parte da 6ª temporada

23/11/2009

Na última quinta-feira (19/11), Grey’s Anatomy exibiu, nos Eua, seu último episódio de 2009, temporada que até então foi exibida ininterruptamente, uma estratégia pouco comum na televisão americana, agora, o retorno somente em janeiro de 2010.

A grande expectativa do retorno desta temporada eram os destinos dos personagens George e Izzie, nem eram tanto pela curiosidade de saber quem sobreviveria ou morreria (o que já se sabia há mais de um mês antes da série iniciar), mas sim como a série encararia mais uma partida de um membro original do seriado. Além disso, de partida, nesta temporada teríamos ausências confirmadas de Meredith (gravidez), Izzie (trabalho nos cinemas) e  Lexie (também gravidez), em algum momento.

Confesso que depois do choque inicial da partida definitiva de George, as coisas melhoraram muito no Seattle Grace, com as ausências de Izzie e Meredith de molho (não chegou a haver o sumiço da personagem na série), os roteiristas e Shonda Rhimes (a criadora) fizeram a escolha mais óbvia e foram muito felizes nos roteiros, apostaram no elenco coadjuvante. Quem tem Chandra Wilson (dra. Miranda Bailey) e Sandra Oh (dra. Christina Yang) no elenco e com personagens riquíssimas não precisa inventar muito para agradar.

No entanto, o trabalho dos roteiristas foi além de, simplesmente, focar nos demais personagens, aproveitando a crise econômica americana, criou-se uma fusão entre os hospitais Seattle Grace e Mercy West, adicionando novos personagens internos e inúmeras novas situações e dinâmicas. O auge para mim reside no episódio mais médico da série, I Saw That I Saw, pela mudança na narrativa tradicional da série, onde, normalmente, os relacionamento entre os personagens são o foco da narrativa, pela adrenalina de um episódio tenso e bem editado e montado.

Claro que numa temporada empolgante, principalmente se pensarmos que na temporada passada a serie somente engrenou na reta final (confirmada a doença de Izzie), houve uma queda de qualidade justamente quando retornaram em cena Meredith e Izzie, foram os dois últimos epiódios mais fracos, não ruins, mas que abrandaram e colocaram a série no seu ritmo normal, claro que em seu último episódio, Holidaze, não precisavam apressar tanto as coisas, afinal o episódio se inicia no Dia de Ação de Graças e termina na noite de Reveillon, isto sem acresentar nada interessante à série, com exceção à storyline envolvendo o Chefe e Meredith, que parece ser uma trama promissora para o ano que vem. Até lá!

Primeiras Impressões – Dexter 4ª temporada

26/10/2009

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Passados quatro episódios (o quinto foi exibido na noite de domingo, 25/10, nos Eua), Dexter continua sendo uma das séries de melhor qualidade no ar. Nestas quatro temporadas, a série soube explorar tanto o lado “serial killer” quanto o lado deslocado na sociedade de Dexter, personagem que tenta se adequar as costumes sociais ao mesmo tempo que precisa “acalmar” seus instintos assassinos, nem que seja seguindo o código de Harry, seu pai adotivo.

A grande novidade da temporada é a paternidade de Dexter, que agora chefe de família com três filhos (sendo dois enteados) precisa se manter equilibrado entre sua vida social no subúrbio com direito a churrasco com vizinhos, e o frio psicopata que nele mora. Nestes primeiros episódios seu lado família surge mais focado com Dexter tendo que lhe dar com inúmeras dificuldades, banais, diga-se de passagem, que acometem um pai com criança pequena em casa, como a dificuldade de dormir, idas à noturnas farmácia e o comportamento de seus dois enteados, com direito a crise de pré-adolescência.

Quanto aos coadjuvantes, o roteiro sempre dá atenção a cada um com storylines que são desenvolvidas durante a temporada (no total 12 episódios), temos Laguerta e Batista tendo um caso às escondidas, Debra dividida entre o namorado Briggs e a chegada do agente, agora aposentado, Lundy (da 2ª temporada), e Masuka sempre com suas tiradas sem noção. Junto à chegada do agente Lundy temos o “assassino da temporada”, Trinity Killer, um psicopata que age, sem maiores detalhes ainda, há 30 anos e obsessão de Lundy como caso seu não resolvido. Como nada é perfeito já cansei das intervenções de Harry Morgan, pai adotivo de Dexter e Debra como consciência de Dexter em cena.

Ah! mas Dexter, este continua fantástico em cena, seu intérprete, Michael C. Hall, recebeu um prêmio inestimável com este personagem, algo similar a Hugh Laurie com House, é impressionante como ator e roteiro conseguem dar dimensão à inúmeros sentimentos e sensações que o personagem experimenta e, ao mesmo tempo, conseguir ainda manter aquele instinto selvagem que o ator consegue trabalhar tão bem somente com o olhar.

Obs.: Uma pena a série ser tão mal exibida aqui no Brasil, se não me engano está fora do ar atualmente, mas é exibida pelo canal FX.

Temporada 2009/10 – Últimas Premieres

12/10/2009

Chegando ao final após mais de um mês de comentários sobre a maioria das premieres das séries americanas, hoje comento os últimos retornos  e algumas estréias que acabei daixando por último, em prol de alguns ganchos das séries que já acompanhava.

Fazendo balanço até o momento, a temporada tem sido muito boa, algumas idéias sendo bem aproveitadas, inúmeras releituras que não devem durar uma temporada e, principalmente, alguns retornos com excelência de séries que pensava que não alcançariam mais suas conhecidas qualidades (House, CSI).

TheGoodWife_05 The Good Wife – 1ª temporada: dos dramas de procedimento parece que a CBS encontrou um grande produto em The Good Wife, faz um drama de tribunal não esquecendo de trabalhar uma trama pessoal da protagonista bastante interessante e atual. Tem em seu piloto, um dos melhores da safra, e no seu elenco o destaque para Julianna Margulies cercada de coadjuvantes à altura, como Christine Baranski, ótima atriz mas muito mais veiculada como comediante. Vale a pena, estréia agora em novembro no canal Universal Channel.

trauma Trauma – 1ª temporada: o canal NBC está com uma bomba nas mãos, além de ver sua outrora série de sucesso mundial Heroes caindo pelas tabelas (com razão) sua estréia para as noite de segunda junto a Heroes, Trauma, é um amontoado de clichês de séries médicas com adrenalina. A série de Peter Berg (o mesmo de Friday Night Lights) coloca uma equipe de resgate como protagonistas da série, claro que é necessário criar um evento para dar início a série, assim, há um grande acidente que provoca mortes na equipe e um ano depois começa realmente, a narrativa da série mostrando como os atendentes estão levando suas vidas. O elenco até chama a atenção com Anastasia Griffiths (Damages) e Derek Luke (que despontou no filme Voltando a Viver, de Denzel Washington), no entanto, a trama e os personagens não rendem mais que o básico e são esquecíveis.

ncis-los-angeles-poster-grande NCIS – Los Angeles – 1ª temporada: já apostava no sucesso deste spin-off de NCIS em termos de audiência, principalmente, por ser exibido após o original, recebendo toda aquela audiência, e ter pouca concorrência, acho que compete com vários realitys shows e com Melrose Place, se não me engano. No entanto, é preciso mais do que isso, ou mesmo, mais para LL Cool J e Chris O’Donnell para garantir qualidade ao texto. Quem conhece a franqui pode até se interessar mas de imediato não conquistou nem minha simpatia nem meu interesse neste novo drama de procedimentos militar.

tv_mercy03Mercy – 1ª temporada: o grande azar de Mercy (na NBC) é ter estreado na mesma temporada que Nurse Jackie (do Showtime). Não que não haja espaço para dois dramas de enfermeiras na televisão, muito pelo contrário, no entanto, há uma referência atual de série com qualidade como foi a série protagonizada por Eddie Falco. Não esquecendo que também houve a estréia de Hawthorne, com Jada Pinkett Smith, há poucos meses. Assim, Mercy, obviamente, caminha por uma trilha mais para Hawthorne do que Nurse Jackie, uma pena, busca o caminho mais fácil porém, se torna mais uma série hospitalar sem grande novidades e, tem como um problema, seu elenco não possuir nenhum grande nome e nenhuma grande personagem, pelo menos, neste início.

lietome Lie to Me – 2ª temporada: particularmente, gosto bastante da sinopse de Lie To Me, mas os produtores e roteiristas parecem buscar um caminho banal para a série, que não tem nenhum Simon Baker (Patrick Jane de The Mentalist) no elenco para fazer milagres. Digo isto, pois sabiamente, pelo menos para mim, os melhores episódios da primeira temporada eram os episódios centrados num único caso sendo desenvolvido por toda a equipe, mas as narrativas desta segunda temporada continuam apostando em dois casos em paralelo para a equipe de Cal Lightman, diluindo a força dramática e investigativa dos episódios. Acho que os produtores podiam apostar num arco de episódios mais denso e que explorasse melhor toda a equipe de Cal.

Uma pena, já que a série não vem conseguindo manter os índices de audiência de House, que é exibido antes no horário, e logo chega 24 Horas, podendo acarretar num cancelamento prematuro para a série que tem um potencial altissímo.

dollhouseDollhouse – 2ª temporada: momento lamentável que vivem os fãs de ficção da televisão, Dollhouse foi renovada no último minuto pelo canal Fox, no auge de sua qualidade, e em seu retorno tem apresentado audiências menores que antigamente, uma pena, o trabalho de Joss Whedon tem sido tão interessante e a trama de Dollhouse é um achado, mesmo em momentos não tão criativos.

Acredito que a série não sobreviva até o final da temporada, também pelo horário e companhia no seu dia de exibição, as amaldiçoadas sextas e junto com dois sitcoms com baixa audiência (Til’ Death e Brothers) . Nada a ver um produto com o outro, idéia genial dos executivos da Fox.

NCISNCIS – 7ª temporada: mesmo acompanhando a série a uma temporada e reconhecendo suas qualidades ainda não entendo o sucesso absurdo pelo qual atravessa NCIS. Na minha opnião é o dia e o horário, que possui concorrência mínima (somente realitys), que favorece a supremacia da série, mas mesmo na alta temporada quando enfrenta American Idol, a série consegue manter seus índices e, atualmente, é a campeã de audiência na televisão americana, batendo CSI, Grey’s Anatomy e House.

Dentre as suas qualidades: as tramas, sempre interessantes e em sintonia com temas mundias, afinal falamos de casos militares e política externa, e o humor do roteiro que facilita os personagens a criarem empatia com o público. Passatempo de qualidade!

512EGlzfQLL._SX320_SY240_Law & Order SVU  – 11ª temporada: não sei vocês mas adoro dramas de tribunais, desde os filmes de John Grisham até as séries televisivas, já não acompanho com o mesmo entusiasmo e religiosidade os demais produtos da franqui Law & Order, no entanto, SVU continua me instigando com seus casos dramáticos (de temática sexual), assustadores e personagens bem desenvolvidos, mesmo tendo um padrão narrativo meio engessado (caso+investigação+tribunal). Contando com um elenco de qualidade, principalmente, pelas abordagens dos casos e da vida pessoal dos agentes protagonistas (Olivia e Elliot), não esquecendo das ilustres participações de atores convidados, neste início de temporada já apareceram na série Christine Lahti (veterano atriz de inúmeras séries como Chicago Hope), Wentworth Miller (Michael Scolfield, de Prison Break), Eric McCormack (Will, de Will and Grace) e Stephen Rea (ator inglês de cinema).

É quase um vício, é começar a assistir a um episódio e quando vejo, se passaram 40 e poucos minutos, num piscar de olhos. Esta tradição de tribunal na sociedade americana é muito interessante e uma pena não servir de modelo para o brasileiro, não como modelo de julgamento, mas sim pela popularização do tribunal nos meios de comunicação servindo como ferramenta de conhecimento para uma grande maioria, de como funciona este espetáculo de defesa/acusação e julgamento.

Temporada 2009/10 – Premieres 2ª semana

22/09/2009

bones Bones 5ª temporada: depois da equivocada season finale passada, onde a trama se passava na mente de Booth em coma, a série reinicia exatamente com o retorno do mesmo para o trabalho e de Brennan voltando de viagem. O bacana do episódio trivial para a série (talvez Bones seja uma das séries de procedimento mais estáveis em termos narrativos) seja a surpreendente participação da cantora Cindy Lauper, segurando muito bem o papel de vidente que indica corpos enterrados e um possível envolvimento entre Booth e Brennan. O que achei meio estranho foi utilizar Sweets para criar uma situação onde Booth se encontra apaixonado por Brennan em função de seu coma, quando sabemos que sempre houve uma tensão sexual entre os personagens. No mais está tudo no seu devido lugar na série!

fringeFringe 2ª temporada: Fringe foi uma das melhores séries na segunda parte da temporada passada, isto é, de março até sua finale em maio, soube criar casos interessantes e construir uma mitologia, extremamente, curiosa quando do encontro de William e agente Olivia num universo paralelo. Nesta volta da série, pouco ficamos sabendo do que houve neste encontro, no entanto, começando pelas sempre excelentes aberturas, somos apresentados aos novos soldados transmorfos, que conseguem se comunicar com o universo paralelo por uma máquina de escrever junto a um espelho (muito bem bolado). No mais, as ótimas tiradas de Walter, uma politicagem para fechar a força tarefa (dando mais destaque a Broyles) e o gancho final com o agente Francis, já esperado em função das notícias dos últimos meses.

Acho que a série tem um caminho bastante interessante para a temporada, principalmente, no que se refere à mitologia que está criando, a lamentar o horário com forte concorrência (Grey’s Anatomy, CSI, Supernatural e The Office) que a série enfrenta, que pode prejudicar planos mais ambiciosos dos roteiristas ou até mesmo sua renovação pela Fox.

tbbt The Big Bang Theory 3ª temporada: a volta da série veio cheia da expectativa pela série ser a sitcom mais engraçada atualmente, pelo menos para mim, em termos de audiência ainda perde para Two and A Half Man, o que pode mudar nesta temporada, afinal as séries estão em horários seguidos. A indicação de Jim Parsons, Sheldon, deu um gás e bastante vitrine para a série.

Neste retorno, tivemos a volta da turma da viagem com uma grande surpresa para Leonard, que arrebatou o coração de Penny. Já Sheldon descobre que os resuktados de suas pesquisas foram forjados pelos seus próprios amigos e, por vergonha, pede demissão da universidade, assim acabamos por conhecer sua mãe, uma dona-de-casa religiosa, que gera inúmeros diálogos engraçados com seu filho cientista Sheldon. Ótimo episódio para o início da temporada.

himymHow I Met Your Mother 5ª temporada: este novo Friends (dada as devidas proporções), pode não ser tão engraçado com TBBT, mas o carinho pelos persongens e a dinâmica entre eles, continua um show a parte.

Neste retorno, temos o primeiro dia de aula para o, agora, professor Mosby, e Lily tentando que Robin e Barney (ainda com os melhores diálogos da série), tenham uma conversa sobre a definição do relacionamente deles. Acho que a série conseguiu na temporada passada sua estabilidade em audiência (mesmo não sendo sua melhor temporada), principalmente, em virtude do sucesso do personagem Barney Stinson e seu intérprete, Neil Patrick Harris, no entanto, a trama precisa avançar no contexto de Ted encontrar a mãe de seus filhos, esta trama já está se esgotando e, sinceramente, não acho tão primordial para a série assim.

imagesheroes Heroes 4ª temporada: se hoje tivesse que abandonar alguma série, esta tranquilamente seria Heroes, impressionante como a série não consegue estourar desde a primeira temporada, pode até fazer sucesso com a gurizada em termos de audiência de download, mas em audiência na televisão seus números são bastante preocupantes. Tim Kring, o criador, não consegue fazer a trama evoluir de forma coerente e adulta, aqui faço um paralelo com outra série de fantasia para o público jovem, Supernatural. Quem acompanha a série, que possui somente 2 personagens fixos, observa que nestes cinco anos a trama avançou e os personagens evoluiram de maneira coerente, sem perder o humor, drama e o suspense. Já em Heroes não sei o que acontece, nada parece funcionar como um todo.

Abrindo a temporada inicia o quinto volume, com a chegada de T-Bag, ou melhor Samuel e sua trupe, uma comunidade que trabalha num parque, que estão atrás de uma bússola que se encontra com Danko, os demais personagens estão na mesma, Nathan/Sylar começa a presentar problemas; Parkman está tentando evitar seus poderes, como se fosse um vício, mas vem sendo atormentado por Sylar; Claire foi para faculdade e já tem problemas e Peter se tornou paramédico que utiliza seus poderes oara tentar salvar o maior número de pessoas. E é isto, nada de mais acontece nesta premiere dupla, fica difícil criar expectativa de que algo melhore neste volume.